segunda-feira, 19 de março de 2012

Esquema de vacinação e vermifugação para cães

Vacinação para cães



Os cães devem ser vacinados logo após o desmame, com 45 dias de vida.
A vacinação dos cães protege contra diversas doenças: Cinomose, Parvovirose, Coronavirose, Adenovirose, Hepatite, Parainfluenza, Leptospirose e Raiva.
Primeira dose: 45 dias de vida;
Segunda dose: 75 dias de vida;
Terceira dose: 105 dias de vida;
Raiva: 135 dias de vida.

A partir do término desse esquema, o reforço deverá ser anual!!!

Existem outras vacinas para cães também, que são para: Tosse dos canis, Giardíase e Leishmaniose Visceral Canina.
A vacina contra giardíase deve ser aplicada em cães com 8 semanas de idade ou mais a 1ª dose, sendo que essa vacina não tem utilidade para cães que já estiverem infectados pela Giardia lambia. Os cães que nunca foram vacinados contra a giardíase deverão receber 2 doses da vacina. A segunda dose da vacina deverá ser aplicada entre 14 dias e 28 dias após a 1ª dose. Os cães só estarão protegidos 15 dias depois de terem recebido a 2ª dose da vacina. Após as 2 doses, a vacinação segue 1 vez por ano.
A vacinação contra leishmaniose deve ser aplicada em cães a partir de 4 meses de idade, saudáveis e soronegativos para Leishmaniose Visceral Canina. O protocolo completo deve ser feito com 3 (três) doses, respeitando o intervalo de 21 a 30 dias entre cada dose (aplicação). Após isso, a revacinação ocorre anualmente para manter a resposta imune.
A vacinação contra Traqueobronquite Infecciosa ("Tosse dos Canis") causada pela bactéria Bordetella bronchiseptica de ser aplicada em cães sadios, a partir de 8 semanas de idade, repetindo uma 2ª dose com intervalo de 2 a 4 semanas. A imunidade se inicia 21 dias após a administração da segunda dose. Recomenda-se a revacinação anual, em dose única.

Atenção!!!
Enquanto o filhote não tiver com todas as vacinas V6/V8 em dia e raiva ele não deve sair na rua, e deve tomar o cuidado para que ele não tenha contato com outros animais.


Vermifugação para cães

Muitos parasitas que acometem os animais são zoonóticos, ou seja, causam enfermidadades nos seres humanos, por isso devemos sempre vermifugar nossos animais, para que mantenhamos a saúde dos nossos cães e a nossa também.

Cães filhotes: 1ª dose aos 15 dias de vida, com reforço após 15 dias. Após este esquema, a vermifugação é mensal, até o sexto mês de vida. Em animais adultos, a vermifugação deve ocorrer de 4 em 4 meses.

Cadelas prenhes: devem ser vermifugadas antes da cobertura, depois a partir de 45 dias de gestação. Posteriormente deve ser tratata simultaneamente com os filhotes, no 14º a 15º dia pós-parto.

Obs: Durante a formação do feto até os 45 dias, não é aconselhável administrar vermifugo para a cadela, pois pode atrapalhar na formação do feto.


Por: Deyvid Lopes de Souza
Estudante de Medicina Veterinária da Univértix

quinta-feira, 8 de março de 2012

Vou viajar e meu bicho ficará em casa. Quais os cuidados necessários?


Apesar de existirem vários pet shops e locais especializados em hospedagem de cães e gatos na maioria das grandes cidades brasileiras, nem todo mundo pode pagar pela mordomia dos mascotes. Como alternativa, muita gente deixa os bichos em casa e conta com a ajuda de amigos, vizinhos ou parentes para alimentar, passear e cuidar da higiene dos animais.

Se você está nessa situação e vai deixar seu cachorro, gato ou papagaio sob os cuidados de alguém que não está familiarizado com essa tarefa, saiba que há uma lista de recomendações básicas para essas ocasiões. Confira a seguir algumas delas.

Comida 
Animais acostumados a uma ração específica sofrem distúrbios intestinais quando ela é trocada repentinamente. Antes de viajar, faça um estoque da marca habitual que dure até o seu retorno. Para quem ficar encarregado de alimentar seu bicho, especifique a quantidade diária que deve ser fornecida e quantas refeições o animal deverá fazer. É importante saber que alguns bichos fazem ''greve de fome'' na ausência dos donos. Nessas horas é importante que a pessoa encarregada tenha paciência e aguarde a fome do animal chegar.

Passeios Muitos cães são acostumados a sair de casa uma ou duas vezes todos os dias e adaptam a essa rotina suas funções fisiológicas (ou seja, só urinam ou evacuam fora de casa). Mesmo que não seja possível sair mais de uma vez ao dia, um único passeio, ainda que breve, deve ser combinado com o “tutor” do animal. Nesse caso é fundamental levar coleira, guia e um saco plástico para recolher a sujeira.

Brincadeiras 
Ninguém duvida que o mascote sentirá falta do dono quando ele se ausentar por mais tempo. Mas o sofrimento é menor quando o animal tem a companhia dos brinquedos de que mais gosta. Só que nem todos se satisfazem brincando sozinhos. Portanto, quem for dar comida ao bichinho deve aproveitar a viagem e brincar um pouco com ele. Cães, por exemplo, gostam de buscar objetos atirados longe, como bolas e ossos.

Limpeza 
Se, além disso tudo, a alma bondosa que irá cuidar do seu bicho puder fazer uma faxina no quintal, perfeito. Alguns cães, quando sozinhos, podem comer as próprias fezes.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Escassez de mão de obra qualificada afeta crescimento da inseminação artificial no Brasil

A inseminação artificial é uma tecnologia de reprodução que está disponível na pecuária brasileira desde meados da década de 30, apresentando uma resposta mais rápida na geração de renda na pecuária. Para o produtor recuperar os custos de uma vaca e gerar receita, a fêmea precisa ter um bezerro ao ano. Mas, ainda hoje, apenas 10% das matrizes são inseminadas, segundo o Jornal da Pecuária.

Acredita-se que um dos motivos para a resistência dos pecuaristas está na falta de mão de obra qualificada para o serviço. Para resolver o problema, alguns pecuaristas usam a técnica da Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF).

Apesar de no Brasil existirem várias instituições profissionalizantes que preparam pessoas para realizar inseminação artificial, a falta de mão de obra ainda caracteriza um entrave para o crescimento da prática no país. Em Viçosa, Minas Gerais, são formados cerca de 14 novos inseminadores, por turma, nos cursos oferecidos pelo CPT Cursos Presenciais. Essas pessoas, vindas de várias partes do país, saem aptos para realizar a inseminação artificial. A prática não é restrita a veterinários, e os pecuaristas podem capacitar seus próprios funcionários, minimizando os custos.

Outra dificuldade encontrada pelo pecuarista está na observação do cio das vacas.

A solução para esses problemas foi encontrada na IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo), um aprimoramento da técnica de Inseminação Artificial. Com a IATF o pecuarista pode determinar em que dia vai inseminar os animais da fazenda. E é feita a aplicação de hormônios, chamados de protocolos, para substituir a observação do cio das vacas.

Com o uso dos protocolos, as vacas podem ser inseminadas até 8 dias após a aplicação dos hormônios.

O custo de um protocolo de IATF gira em torno de R$ 50,00 por animal, somando-se a mão-de-obra, os hormônios e o sêmen. A vantagem é que metade das prenhezes ocorre já no início da estação de monta. Além disso, com a IATF podem ser inseminadas até 300 vacas em um só dia, o que permite ao pecuarista diminuir o intervalo de parto de 18 para 12 meses, programando o nascimento dos bezerros para a mesma época.



Revista Veterinária

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Cursos do CPT Cursos Presenciais (Mês de Março e Abril)









No mês de Março e Abril o CPT Cursos Presenciais preparou diversos cursos para você nas áreas de bovinos, equinos, pequenos animais, ovinos e agrárias. Não perca essa oportunidade, seja você também um aluno CPT!!!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Notícia: "Queda de pelos de cães e gatos: aprenda a controlar."


Os pelos do animal de estimação se acumulam em vários pontos da casa e você anda pensando se há alguma coisa errada com seu melhor amigo? Acalme-se. Segundo a veterinária Isabella Morand, da Bicho Bacana, há ocasiões em que essa queda é normal. “Durante as mudanças de estação, especialmente quando há alteração significativa na temperatura, é comum o bichinho perder um pouco de pelo”, explica ela.

Existem dois tipos de queda de pelos: a fisiológica e a provocada por alguma dermatopatia. A primeira é normal e não mexe muito com a estrutura dos fios, mas a segunda requer uma consulta com o veterinário para identificar a causa e fazer o tratamento adequado. Diferenciar as duas não é tarefa complicada. “A fisiológica não altera a pelagem. A cobertura continua normal, sem buracos. Quando há dermatopatia, entretanto, surgem falhas, a pele pode apresentar lesões e o pelo fica ressecado e quebradiço”, diz Isabella.

Problemas nutricionais também podem fazer o bichinho perder pelos. Nesse caso, as falhas na pelagem aparecem, mas a pele continua normal. “Quando se trata de um animal saudável, pode-se controlar a queda oferecendo uma refeição balanceada, com ração de boa qualidade e, se for o caso, um suplemento alimentar”, ensina Isabella. “E a escovação diária ajuda a retirar os pelos mortos”, completa.

De acordo com a veterinária, cães sem dermatopatia não terão grandes problemas com a perda de pelos. Mas o mesmo não acontece com os felinos, que se lambem e ingerem o excesso de fios, formando novelos no estômago. “Enquanto o gato consegue vomitar as bolas de pelos, tudo bem. O problema é quando a quantidade é tanta que os fios passam para o intestino. Isso resseca as fezes e pode causar cecaloma, uma prisão de ventre grave”, alerta Isabella. Para prevenir, há rações e complementos alimentares com hairball, que ajuda a eliminar os pelos e lubrificar as fezes. “Algumas pessoas colocam uma colher de azeite ou óleo mineral na boca do gato, mas isso não é recomendado. Esses produtos podem afetar o pulmão se forem ingeridos de forma errada”, afirma ela.
Fonte: gnt.globo.com

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

CASQUEAMENTO E FERRAGEAMENTO


CASQUEAMENTO






O casqueamento corretivo deve se iniciar em animais de 2 meses de idade que possuam desvios considerados mais severos, mas normalmente, em animais de desvios considerados normais iniciamos aos 4 (quatro) meses de idade. Lembrando que só conseguimos realizar as correções de casco até os 12 meses de idade devido ao fechamento das cartilagens que antes eram macias e podíamos “moldar” para corrigirmos os defeitos de aprumos.
O casqueamento em potros não se deve tirar muito material, deve-se retirar material aos poucos para ele não sentir dor no local. A ranilha não deve ser cortada devemos apenas limpar o canal ao redor dela, ela serve como amortecedor, e quando o animal caminha ela serve como uma bomba que leva sangue a todo casco fazendo com que este casco cresça corretamente deixando-o sempre bem vascularizado. Na sola devemos tirar apenas a parte morta (bem superficial). Na parede do casco devemos apenas nivelar os cascos para que não ocorram lesões no casco nem nas articulações. O desnivelamento para correção de aprumos deve ser feito apenas por profissionais.
Após os 12 meses de idade (1 ano) devemos respeitar os desvios de aprumos somente nivelando os cascos, já que qualquer tentativa de correção nesta fase forçará muito a bolsa que contém o liquido sinovial (que serve como lubrificante das articulações) e esta poderá se romper levando a lesões sérias nas articulações, podendo até impedir a funcionalidade do animal.
Vejam na página http://cavalocompleto.com.sapo.pt/w006.htm aqui contém informações de aprumos que devem ajudar bastante na hora de casquear seu animal.

Em animais adultos devemos fazer o casqueamento (nivelamento do casco) a cada 30 dias para obtermos melhores resultados. Através do casqueamento podemos também melhorar o desempenho dos animais de pista. Por exemplo, um animal de marcha mais dura (de apoios diagonais) podemos tirar mais casco na região dos talões (parte de trás dos cascos) e deixar um pouco mais na região da pinça (parte da frente do casco), chamamos isso de achinelamento, para melhorar o “amortecimento” através das quartelas que são responsáveis para esta atuação, melhorando desta forma também a movimentação dos membros dos animais, dando assim maior beleza no andamento. Devemos alterar no máximo em 3° para mais ou para menos do que é recomendado para cada animal para evitarmos lesões e afecções de boletos e articulações em geral (veja no primeiro parágrafo sobre ferrageamento). Nem sempre um trabalho feito em um cavalo tem um mesmo efeito em outro por terem angulações diferentes.
Podemos sim melhorar o desempenho dos animais com casqueamento ou ferrageamento sempre lembrando que estas alterações logicamente não serão refletidas na produção de filhotes, por isso devemos selecionar sempre os melhores animais dentro dos padrões que pretendemos.

Problemas mais freqüentes encontrados nos cascos dos animais

Os defeitos mais freqüentes na forma dos cascos são os talões estreitos (contraídos), talões escorridos (adiantados), parede estreita (com mais freqüência na região do quartos), desbalanceamento médio lateral da pinça ou de todo o casco, casco encastelado (talões excessivamente altos), casco achinelado (pinça excessivamente crescida). 

Não se esqueça:  Antes de começar a corrigir qualquer defeito de aprumo, coloque os cascos na sua condição anatômica ideal, ou seja, eixo ântero-posterior alinhado (ângulo do casco igual ao da paleta) e cascos balanceados (metades iguais).


FERRAGEAMENTO

Primeiro falaremos das angulações já que estas servem tanto para o casqueamento quanto para o ferrageamento:

Em animais de marcha batida e centro os membros anteriores (mãos) trabalham normalmente com 55° podendo variar até 52° já que acima dos 55° a tendência de endurecer os animais de marcha aumenta muito. Nos membros posteriores (pés) a angulação média está em torno dos 60°.

Na marcha picada a angulação média dos membros anteriores é de 50 a 52° e nos membros posteriores é de 55° podendo ser até menos já que nesta modalidade tem maior prevalência de animais acurvilhados.

Não é aconselhado mudar a angulação dos cascos mais de 3° para mais ou para menos em qualquer um dos membros.

FERRAGEAMENTO CORRETIVO

Atualmente para correção de problemas de desnivelamento mais sério nos cascos temos ferraduras com um parafuso nos talões (parte de trás dos cascos) que o ferreiro poderá regular da maneira que achar conveniente e assim corrigir problemas de joelhos abetos ou fechados comuns em animais de marcha, evitando aquele ferrageamento com meia ferradura que era utilizada há tempos atrás e trazia problemas sérios ao animal com o passar do tempo.

Pequenas alterações nas angulações do cavalo de marcha poderão ser terríveis em relação à qualidade da marcha, principalmente nos cascos anteriores. Por isso devemos avaliar muito bem a qualidade e formato dos cascos, desbalanceamento, desvios de aprumos, ângulo de inclinação das quartelas e espáduas, ângulo de inclinação das pernas e dos jarretes além de eventuais deficiências na marcha.

CORREÇÕES NOS TIPOS DE ANDAMENTO

Na andadura podemos tentar o seguinte:
Ferrar as mãos com ferraduras mais pesadas e os pés com ferraduras mais leves ou até sem ferraduras nos posteriores (pés). A segunda tentativa seria a de deixar os talões (parte de trás dos cascos) maiores lembrando sempre dos 3° limites acima do considerado normal para cada cavalo. O terceiro recurso seria colocar uma corrente nas quartelas das mãos com protetor de mangueira ou de couro para não ferir seu animal. Treinar o animal a passo também ajuda muito para ele encartar na marcha.

Na marcha trotada já é o contrário da andadura, devemos utilizar ferraduras leves nas mãos e pesadas nos pés, podemos também tirar mais cascos nos talões deixando a pinça maior. A terceira opção seria colocar correntes encapadas com mangueira ou couro nas quartelas dos membros posteriores (pés). Descer morros ajuda demais na dissociação dos animais com diagramas mais diagonais.

FERRADURAS DE ALTO DESEMPENHO

As ferraduras de alto desempenho ainda não são rotineiramente utilizadas para cavalos de marcha no Brasil. As tradicionais são as ferraduras de pinça quadrada, que exercem a função básica de proporcionar mais retidão aos deslocamentos, o que se reveste de especial importância nos julgamentos de morfologia, na etapa da avaliação dos aprumos. Também servem para melhorar o estilo da marcha, além de eventuais ganhos na regularidade e desenvolvimento. Outros tipos de ferraduras de alto desempenho são as frisadas, que favorecem a melhor aderência, o que pode ser vantajoso em pistas escorregadias.  Os desenhos de frisos são variados. 

Independente de qual seja o andamento desejável, ferreiros nunca devem esquecer os princípios que fundamentam esta técnica especializada que é o ferrageamento. Alguns destes princípios:

- As ferraduras devem estar em tamanho apropriado para os cascos, proporcionando suporte homogêneo ao redor dos quartos e talões;

- Não pode haver sobras de ferraduras. Estas são como a continuação dos cascos;

- Não se prepara o casco para a ferradura, mas sim a ferradura para o casco;

- O ângulo do casco não deve variar mais do que três graus em relação ao ângulo natural, sob pena de provocar afecções. Nestes casos, o cavalo precisa se acostumar com a mudança de angulação, que traz estresse imediato sobre os tendões.
Qualquer artifício tende a representar solução temporária. A solução permanente é selecionar bons marchadores, de cascaria saudável e bem conformada, bem aprumados, de forte constituição ósseo-muscular, submetidos a um manejo profissionalmente conduzido.

FERRADURAS MAIS APROPRIADAS

Devemos utilizar ferraduras com 5 ou 6 furos em cada metade da ferradura para podermos realizar as correções, principalmente em animais chamados de “remadores” (que jogam as mãos para fora ao marcharem). A correção deste problema é bem simples e segue o princípio do pêndulo, a pinça voa para o lado mais pesado do casco, sendo assim para balancearmos o casco devemos colocar mais cravos na parte interna da ferradura, por isso o uso de ferraduras com 6 craveiras é mais indicado.

Não deixe, também, de devolver o “vernis” das partes lixadas, após a aparação do casco, usando o Cascotônico.

Matéria escrita sob orientação de artigos escritos por Lúcio Sérgio de Andrade
formado em Zootecnia pela UFLA – Universidade Federal de Lavras - MG, com curso de especialização na Texas A&M University – USA, pesquisador, escritor, produtor de vídeos tecno-educativos, instrutor de cursos, arbitro de eqüídeos marchadores.

Matéria montada por: Alexandre Werner Breder - Integrante do Blog de Medicina Veterinária Univértix.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Mulher paga US$ 50 mil para clonar cão de estimação na Coreia do Sul

A norte-americana Danielle Tarantola pagou US$ 50 mil na tentativa de clonar um cão de estimação falecido. Moradora em Staten Island, parte da cidade de Nova York, a mulher precisou procurar laboratório de clonagem na Coreia do Sul para fazer o serviço.

Ela compareceu ao programa do apresentador norte-americano Anderson Cooper e explicou sua paixão pelo cão Trouble ("problema", em tradução para o português), que viveu com ela durante 18 anos.

Morto há 3 anos, o animal ainda é lembrado na casa de Danielle, que mantém em sua casa um quadro e um lençol com a cara de Trouble estampada. A norte-americana guarda até o último pedaço de osso que seu animal de estimação roeu.

Ela participou de um programa de TV chamado "I Cloned My Pet", sobre donos que perderam seus animais de estimação e procuraram serviços de clonagem.

O programa foi um dos argumentos usados por Danielle para baratear o custo da clonagem junto aos coreanos, que pediam US$ 100 mil pelo trabalho. A Coreia do Sul é o único país conhecido que realiza clonagens comerciais em cães.

O resultado foi o nascimento de Double Trouble, um filhote idêntico ao cãozinho morto e que foi gerado com sucesso na barriga da uma cadela adulta. Para obter o clone, Danielle enviou material coletado de Trouble enquanto ele ainda estava vivo e o enviou para os laboratórios asiáticos.

Fonte: saudeanimal.com.br

As 10 mais populares raças de cães

Não há certeza nisso, mas as teorias mais aceitas pelos cientistas explicam que todos os cachorros do mundo descendem de um único ancestral: o lobo cinzento. Ao longo dos séculos, o homem foi fazendo cruzamentos e os animais foram sofrendo modificações, de forma que hoje existem numerosas raças diferentes de cachorro.
Nos Estados Unidos, existe um grande clube para registro de genealogias caninas. É o American Kennel Club (AKC). Todos os anos, eles divulgam uma lista com as raças mais populares da atualidade. Os dez cães a seguir estão entre os mais procurados para domesticação, motivo pelo qual são presenças constantes na relação da AKC. Confira:
10) LABRADOR
 No extremo nordeste do Canadá, existe uma província cheia de ilhas chamada Newfoundland and Labrador. Desta região foi originado este rápido e esperto cachorro, que há muito tempo auxilia os pescadores em seu trabalho de puxar a rede do mar e capturar os peixes que escapam.
Ao longo do tempo, o cruzamento com outras raças transformou o labrador em um excelente cão de caça. Embora pareça uma vantagem, essa mudança criou uma síndrome genética chamada “desmaio induzido pelo exercício” (EIC, na sigla em inglês), que é uma predisposição a cair morto de cansaço durante uma atividade física. 30% dos labradores carregam esse perigoso gene.
 9) PASTOR ALEMÃO
Este cão é o queridinho das autoridades: guardas civis, policiais e militares adoram ter a companhia de um pastor alemão para ingressar em missões arriscadas. É um cachorro antigo, originado na maior parte por raças que habitavam as zonas rurais da Alemanha. O “resultado final” apareceu na pequena cidade de Karlsruhe, em 1899, e chegou à América em 1907.
8) YORKSHIRE
Depois de um cão médio e outro relativamente grande, vamos falar de um pequeno cachorrinho que virou febre em vários países, incluindo o Brasil. Ele faz parte do grupo de cachorros “toy” (brinquedo, em inglês), no qual também se encontram o chihuahua e o pinscher, devido ao tamanho. Ele raramente vai além dos 3 quilos.
Embora seja considerado “cachorro de madame”, o Yorkshire era usado na cidade de mesmo nome, durante o século XIX, para a pouco nobre missão de caçar ratos em depósitos de roupas.
7) GOLDEN RETRIEVER
Este cão foi criado meticulosamente por um nobre escocês, Lord Tweedmouth, através do cruzamento de várias raças. Ele queria um cachorro hábil, adaptado ao clima da Escócia e fácil de treinar. Hoje, o Golden Retriever é reconhecido por ser um cão excelente tanto para caça quanto para resgate, razão pela qual é amplamente usado para ambas as funções.
6) BEAGLE
Trata-se de uma raça antiquíssima, que já era usada na Inglaterra nos anos 1500 para farejar coelhos. Devido ao seu temperamento alegre, contudo, os beagles alcançaram grande carisma no continente americano, em parte graças a Snoopy, o mais ilustre representante dessa raça. O nome deriva do termo francês “be’geule”, que significa que o cachorro está latindo atrás de alguma caça.
5) BOXER
A cara de carrancudo não é à toa: na Alemanha do século XIX, os boxers eram objetos de aposta em brigas de cachorro, além de ajudar camponeses a caçar grandes javalis. Ao longo do tempo, foi criando a imagem do cão que se fixa firmemente nas patas traseiras para encarar seus inimigos. Apesar disso tudo, seu temperamento é uma fama injusta. Quando bem tratado, o boxer é uma das raças mais dóceis e afetuosas do mundo, especialmente com crianças.
4) BULDOGUE
Aqui vai um fato não muito comentado sobre o buldogue: seu nariz achatado, característico, o torna vulnerável a superaquecer quando faz muito calor. Como os cães controlam a temperatura através de suor pelo nariz, seu focinho curto dispõe menos área de troca de calor com o ar.
Até 1833, eram permitidas na Grã-Bretanha as rinhas de touro, na qual um boi era amarrado em uma área delimitada e os buldogues tinham que imobilizá-los. Levou um longo tempo para que o buldogue apagasse, na Europa e nos EUA, a fama de cachorro mal encarado e brigão, embora essa imagem continue sendo forte por aqui.
3) DACHSHUND
Chamado de “linguicinha” em algumas regiões do Brasil, este pequeno e comprido cachorro é criado há mais de 500 anos na Alemanha. Foi concebido para combater texugos em áreas próximas a plantações. Hoje, para fins de catálogo, são subdivididos em dois grupos: o standard, que pesa de 7 kg a 14,5 kg, e o miniatura, que pesa no máximo 5 kg.
2) POODLE
A pelagem encaracolada dos poodles tem uma explicação: quando os caçadores alemães os levavam por bosques cruzados por rios, eram os pelos enrolados que os ajudavam a se locomover mais facilmente na água. Ao longo do tempo, os poodles se tornaram os cachorros preferidos da realeza em várias cortes da Europa.
Em 2003, uma categoria de poodle (standard, os de tamanho maior) teve seu genoma completamente decodificado. O tipo de poodle mais famoso, no entanto, é o poodle toy, menorzinho e disponível em várias cores – muito embora, conforme cientistas apuraram em 2007, sejam todas variações do preto e do amarelo. Portanto, não existe nenhum poodle branquinho, apenas amarelo bem claro.
1) SHIH TZU
Mais um no grupamento dos toy dogs. Sua postura imponente, de tronco empinado, fez com que fossem os cães preferidos das dinastias reais da China durante mais de mil anos. Sua descendência é simples: vem do cruzamento do pequinês com o lhasa apso ou com o tibetano montanhês. Durante a Primeira Guerra Mundial, soldados britânicos descobriram o Shih Tzu na China e a raça se espalhou para o mundo.