quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Raiva

A raiva é uma doença infecciosa contagiosa aguda, causada por vírus que afeta o sistema nervoso central (SNC), caracterizada por um quadro de encefalite. Todos os mamíferos, inclusive o homem, são susceptíveis ao vírus da raiva. O prognóstico é fatal em praticamente 100% dos casos. 

Ò

Pertence à família "Rhabdoviridae", gênero "Lyssavirus" que inclui também o gênero "Vesiculovirus". A raiva é uma encefalite aguda, progressiva, causada por um RNA vírus da família Rhabdoviridae, do gênero Lyssavirus, que possui, atualmente, 7 genótipos. No Brasil apenas o genótipo 1 (Rabies virus – RABV) foi identificado. Esta zoonose é transmitida ao homem, principalmente, pela mordedura de animais infectados.  

O vírus da raiva é inativado pelo éter, radiação ultravioleta, raio X, luz solar, calor e dessecação. Também é destruído pela pasteurização, desidratação, detergentes e sabões, éter, acetona, álcool, compostos iodados, formol, ácidos de pH menor que 3 e bases com pH maior que 11. Resiste por 35 segundos em temperatura de 60° C, 4 horas a 40° C e vários dias a 4° C.


Vírus da Raiva


Acomente principalmente todos os mamíferos.

RAIVA EM CÃES E GATOS

Quando o vírus da raiva acomete carnívoros (cães e gatos), a doença se apresenta mais na forma agressiva ou furiosa e os sinais clínicos observados são:

Mudança de hábitos (animal busca esconder-se em lugares escuros);
Alterações bruscas de comportamento (agitação ou agressividade mais intensa ou ao contrário, fica isolado e quieto);
Mudança de hábitos alimentares (se adulto, volta a roer objetos, ingere materiais diversos ou estranhos); 
ÒDificuldade para engolir água e alimento devido à paralisia da musculatura da laringe/faringe;
ÒSalivação abundante;
ÒNo início incoordenação motora, evoluindo para paralisia dos membros pélvicos;
ÒNos cães, o latido torna-se diferente, parecendo um "uivo rouco", devido à paralisia das cordas vocais, sintoma importante da raiva canina.
Medidas a serem tomadas

ÒIsole o animal suspeito de ter a doença.
ÒSe o animal exposto tiver proprietário e for vacinado, recomenda-se seu isolamento para observação clínica por 10 dias e revacinação após esse período.
ÒEm caso de mordida ou contato com animal suspeito, o ferimento deve ser lavado com água e sabão, e a pessoa encaminhada ao serviço médico para as devidas providências de acordo com a lesão. 
ÒSe o animal exposto à raiva for errante, não vacinado e apresentar sinais sugestivos da doença, ele pode, a critério da autoridade sanitária, ser sacrificado para coleta de material para diagnóstico laboratorial.
ÒO proprietário ou o veterinário responsável deve entrar em contato com o Centro de Zoonoses de sua cidade para que se providencie a coleta de amostras de tecido do animal suspeito (morto) que devem ser enviadas a laboratórios governamentais para diagnóstico.
ÒO material coletado deve ser a cabeça inteira ou o cérebro, que devem ser acondicionados num isopor com gelo e enviados o mais rápido possível a um centro de diagnóstico de raiva. 
RAIVA EM BOVINOS
O principal transmissor da raiva para os herbívoros domésticos, como bovídeos (bovinos e bubalinos) é o morcego sugador de sangue, Desmodus rotundus, responsável por grandes prejuízos econômicos. 

Em herbívoros o principal sintoma é a paralisia. No início, os bovídeos se isolam, emitem mugidos freqüentes e roucos, têm dificuldade para defecar, apresentam sinais de engasgo e andar cambaleante. Deitam-se devido à paralisia dos membros posteriores, não conseguindo mais se levantar até chegar à morte. Ao apresentarem dificuldade de engolir, é comum tratadores e criadores, ou até mesmo veterinários desatentos, colocarem as mãos na garganta dos animais, imaginando que possam ter ingerido um corpo estranho ou alguma planta tóxica, expondo-se à doença. Com a paralisia, o animal fica com movimentos de pedalagem e o pasto em volta fica todo amassado.  
RAIVA EM EQÜINOS 
Cavalos infectados com raiva podem permanecer assintomáticos por até 1 ano, o que dificulta a identificação da fonte de exposição. Não há sinais patognomônicos de raiva em eqüinos, sendo que a apresentação dos sinais clínicos pode variar de claudicação à morte súbita. 

Proprietários podem relatar evolução lenta dos sinais, desde leve claudicação até decúbito lateral, incluindo-se comportamentos anormais. É importante lembrar que todo eqüino com sinais neurológicos deve ser suspeito de raiva até que se prove o contrário. 
Sinais clínicos
ÒIntolerância ao treinamento, claudicação, hiperestesia, paresia ou paralisia, decúbito dorsal, anorexia, cólica, mudança de comportamento e morte súbita são registros de sintomas observados no exame físico em casos confirmados de raiva.
ÒComportamento agressivo, hiperestesia, tremores musculares, convulsões, fotofobia e hidrofobia estão associados à raiva furiosa. 
ÒDepressão, anorexia, andar em círculos, ataxia, demência, disfagia e paralisia facial podem estar associados à forma "paralítica" da raiva, em que as lesões predominam no mesencéfalo, alternação na claudicação com hiperestesia, automutilação, ataxia e paralisia ascendente progressiva também foram associadas à forma "paralítica" da doença.
A morte geralmente sobrevém dentro de 2-3 dias a partir do início dos principais sinais. 

ÒO material para diagnóstico de raiva em eqüinos deve ser acondicionado em saco plástico duplo, vedado hermeticamente, identificado de forma clara e legível, não permitindo que a identificação se apague em contato com água ou gelo. Depois de colocada em caixa de isopor, com gelo suficiente para conservação do material, a caixa deve ser rotulada, fechada, a fim de evitar vazamentos que possam contaminar o pessoal responsável pelo transporte. 
ÒHá quatro formas epidemiológicas da raiva:
  • a)Raiva urbana;
  • b)Raiva silvestre;
  • c)Raiva rural;
  • d)Raiva aérea. 

ÒCiclo urbano - A raiva urbana, problema em países em desenvolvimento, afeta tanto cachorros de rua como domésticos, sendo responsável por mais de 99% dos casos em pessoas.
  

ÒCiclo rural - No ciclo rural, o morcego hematófago da espécie Desmodus rotundus é o principal transmissor da doença aos herbívoros domésticos. Os animais de produção também podem se infectar pela agressão de cães, gatos e mamíferos silvestres. A contaminação entre eles não ocorre, pois não possuem o hábito de morder outros animais.

ÒCiclo silvestre - No ciclo silvestre terrestre, a transmissão ocorre entre animais como a raposa, o lobo, o macaco, o coati, o gambá, etc. Esses animais podem servir também de fonte alimentar do morcego hematófago ou serem atacados por animais domésticos de estimação.

Ciclo aéreo - O ciclo aéreo é importante para a manutenção do vírus entre as várias espécies de morcegos que disseminam a raiva, pois como são os únicos mamíferos que voam, transpondo barreiras geográficas.

CONTROLE, PREVENÇÃO E TRATAMENTO
Vacinar os animais anualmente;
Capturar e eliminar cães de rua;
Enviar amostras para exames laboratoriais;
Não deixe animais soltos na rua ou em contato com outros desconhecidos.
Não toque em animais desconhecidos, estranhos, feridos ou aparentemente doentes. Chame o Centro de Controle de Zoonoses para a remoção do animal. Não tente separar animais que estejam brigando.
Morcegos podem transmitir a raiva. Caso encontre algum em sua residência ou mesmo na rua, não tente capturá-lo. Chame o Centro de Controle de Zoonoses para a remoção do animal. Não entre em grutas ou cavernas, locais prováveis de abrigo de morcegos.
Não crie animais silvestres e nem tente tirá-los de seu "habitat" natural.
Não abandone animais nas ruas, em parques ou outros locais públicos.
Não deixe que seus animais se reproduzam sem controle, pois isso contribui para o aumento da população de animais errantes e disseminação de doenças. A castração é uma opção segura e indicada para o controle de natalidade dos animais.
Procurar sempre o Serviço Médico, no caso de agressão por animais.
Manter seu animal em observação quando ele agredir uma pessoa.
Não deixar o animal solto na rua e usar coleira/guia no cão ao sair.
Notificar a existência de animais errantes nas vizinhanças de seu domicílio;
Afaste as pessoas e animais do ambiente onde o morcego se instalou e isole o local, se possível.
Caso tenha problemas procure o Centro de Zoonoses de sua cidade ou uma orientação Médico Veterinário.

NÃO EXISTE TRATAMENTO PARA A RAIVA E SIM PROGRAMAS DE PROFILAXIA E VACINAÇÃO DOS ANIMAIS.

A vacinação não tem contraindicação, devendo ser iniciada o mais breve possível e garantir o completo esquema de vacinação preconizado. As vacinas humana e animal são gratuitas.

VACINE SEU ANIMAL!!!
 
   
 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Cursos de férias CPT Cursos Presenciais

O CPT  Cursos Presenciais têm para você vários cursos na área de Medicina Veterinária e Agrárias nessas férias. Aproveite as férias e dê uma melhorada no seu currículo com os cursos do CPT, cursos de qualidade que são ministrados pelos mais conceituados profissionais do país, com certificação e material didático completo e atualizado.
Veja os cursos que o CPT têm para você nessas férias:






(clique nas imagens para ampliá-las)


Além das unidades administrativas, conta também com a Fazenda Escola CPT, onde são realizados os cursos nas áreas de biotecnologia, pecuária e agricultura.
O Grupo CPT é constituído por empresas voltadas para difusão de conhecimento, tecnologia e capacitação profissional: CPT – Centro de Produções Técnicas, CPT Cursos Presenciais, UOV – Universidade On-line de Viçosa, AFE – Aprenda Fácil Editora e a empresa CPT Agropecuária. Junto ao mercado nacional e internacional, o Grupo CPT conta com mais de um milhão de alunos.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

INAUGURAÇÃO DA CLÍNICA ESCOLA DE PEQUENOS ANIMAIS E OBRAS DO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVÉRTIX

Na manhã dessa quinta-feira (27/10), os alunos e professores do curso de Medicina Veterinária foram convidados para o coquetel de inauguração da Clínica Escola de Pequenos Animais da Medicina Veterinária da Univértix. Ainda que provisória (será transferida para o hospital em 2012), o ambiente está muito bem montado com todos os equipamentos e instrumentais necessários a dezenas de atendimentos. Na clínica serão oferecidos desde atendimentos ambulatoriais, quanto cirurgias diversas.
A solenidade contou com a presença do Presidente da Mantenedora Sr. João Batista Gardingo, do Diretor Geral Prof. Lucio Sleutjes, do Coordenador do Curso Prof. Gilberto Machado Valente e dos professores da veterinária: Bruna Waddington, Pablo Herthel, Paloma Arreguy, Patrícia Mendes, Orismário Rodrigues, Renata Fontes entre outros. O padre Bosco, pároco tradicional do município foi encarregado das bênçãos.
Na sequência um coquetel foi servido aos participantes que visitaram as instalações e foram conhecer o local das obras do Hospital Escola. Confira algumas das fotos...





Após a inauguração da Clínica Escola de Pequenos Animais, os alunos do curso de Medicina Veterinária da Univértix foram visitar o canteiro de obras do Hospital Escola. Trata-se de um projeto com mais de 4.000 m2 da mais alta tecnologia. Durante a visita o Mantenedor Sr. João Batista Gardingo, o Diretor Prof. Lucio Sleutjes, o Coordenador Prof. Gilberto Machado e a Profa. Débora Spatini (arquiteta responsável pelo projeto), explicaram a dimensão e os planejamentos que envolvem esse projeto.
Desenvolvido ao longo do último ano, o projeto foi construído por diversas mãos, com a participação intensa dos professores do curso, que opinaram e ajudaram o Coordenador Prof. Gilberto, mentor do projeto, a dar forma ao mesmo. Nesse período diversos hospitais foram visitados e colhidas informações sobre fragilidades e fortalezas no dia-a-dia do funcionamento. A expectativa do mantenedor é criar um fluxograma que permita um ótimo funcionamento com tudo que é necessário para a formação de ótimos profissionais.
Não é por acaso que o curso de Medicina Veterinária da Univértix tornou-se referencia na região.
Confiram algumas fotos...



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

ADOÇÃO. ADOTAR É TUDO DE BOM!!!


AJUDE-NOS A AJUDÁ-LOS A ENCONTRAR UM LAR FELIZ. INTERESSADOS FAVOR ENTRAR EM CONTATO DEIXANDO DEPOIMENTO AQUI OU PASSANDO UM E-MAIL PARA: equipeveterinariaunivertix@yahoo.com.br. PERÍODO DO DESMAME: 10 DE DEZEMBRO DE 2011.






Lindos cães de uma cadela super dócil para adoção. Estamos precisando de achar pessoas interessadas em adotar para nos ajudar nessa. Interessados favor entrar em contato com o Blog. São 6 machos e 2 fêmeas. Duas fêmeas e dois machos já foram adotados. Somente temos 4 machos disponíveis para adoção agora. Contamos com vocês!!!
Adotar é tudo de bom!!! 
Estamos em Manhuaçu - MG.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Corportamento sexual de eqüinos, suínos, caprinos e ovinos




EQÜINOS
Sinal de estro - vulva edemaciada, presença de muco, duração do estro: 2 a 11 dias.
Comportamento da fêmea - comportamento sexual, cauda levantada, agachamento para urinar, eversão do clitóris, orelhas voltadas parcialmente ou completamente para frente.
Comportamento do macho - reflexo de flehemen, protusão e ereção do pênis, relinchar, cheirar e lamber a vulva, morder, escoitear, duração de 20 a 60 segundos.


SUÍNOS
Sinal de estro - vulva edemaciada, coloração da vulva avermelhada no final do estro, rósea no estro e pálida no diestro, discreta presença de muco, duração do estro varia de 48 a 72 horas.
Comportamento da fêmea - homossexual, imobilidade a monta quando ocorre reflexo de tolerância ao homem ou reflexo de tolerância ao macho, tentativas de montas, orelhas em pé, leve tremura. A vocalização de chamar o macho não ocorre na espécie suína.
Comportamento do macho - 1) Secreção de feromônio pela saliva, mascar constante; 2) cortejo - é quando o macho aproxima de uma fêmea e tenta conquistar a mesma. Morde as orelhas, flanco e dorso das fêmeas, teste de imobilidade de focinho a focinho. 3) protusão ao pênis com ou sem masturbação.


CAPRINOS
Sinal de estro - presença de muco seco, cristalino no início do estro, caseoso no final do estro. Edema e vermelhidão da vulva. Duração do estro: 22 horas - 96 horas.
Comportamento da fêmea - homossexual, mais intenso que em outras fêmeas domésticas, vocalização freqüente (berro). A fêmea ranca o pelo do macho.
Comportamento do macho - 1) Cortejo; 2) Micção próximo a fêmea; 3) exposição do pênis; 4) Masturbação; 5) Flehmen; 6) Duração da cópula 1 a 2 segundos.


OVINOS
Sinal de estro - vulva congesta, secreção copiosa de muco, duração do estro: 30 horas.
Comportamento da fêmea - homossexual é muito raro. O estímulo táctil da fêmea é feito pelo ato de fossar e lamber a região perineal. As fêmeas apresentam uma tendência de urinar, frequentemente, na presença do macho e sua atividade motora é aumentada, ficando impaciente durante o período de estro
Comportamento do macho - os atos de fungar e lamber a fêmea são os padrões mais habituais, sugerindo uma importante função do olfato. O macho cheira a urina da fêmea e, então, levanta a cabeça, com os lábios torcidos, no ritual “reação de Flehmen”



Alguns padrões de comportamento sexual são específicos em algumas espécies e merecem atenção quanto a identificação de animais em estro e de manejo dos machos.


Fonte: Palestra de "Comportamento Sexual dos Animais Domésticos".

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Filhotes de pássaros atraem mais de cem voluntários ao Ibama no Recife


Quinhentas aves foram apreendidas e não havia gente para alimentá-las.
Órgão pediu ajuda pela internet e moradores se organizam em turnos.


Uma apreensão de 517 filhotes de papagaios, papagaios-galegos e maritacas que ocorreu na última semana em Pernambuco tem movimentado a sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), de Recife.
A pouca quantidade de funcionários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) para cuidar dos espécimes, que recebem alimentação pelo menos três vezes ao dia e precisam ser observados constantemente, chamou a atenção de mais de uma centena de voluntários, que passaram a frequentar diariamente o local.
Os filhotes, encontrados na caçamba de um caminhão na região de Juazeiro, seriam comercializados ilegalmente em Petrolina e em Recife. Eles estavam em gaiolas, em más condições, e precisavam ser socorridos com urgência para que não morressem.
Com apenas três funcionários, o Cetas teve que pedir ajuda. Segundo Edson Lima, analista ambiental do Ibama, tudo começou com uma mensagem via e-mail para um grupo de cinco pessoas. “A mensagem foi colocada em sites de relacionamento e houve uma ‘explosão’ de voluntários nos procurando para alimentar esses animais”, disse Lima.

Filhote de papagaio recebe alimento especial dado por voluntária em centro de triagem do Ibama, em Recife (PE) (Foto: Reprodução/TV Globo)

Outros cinco especialistas foram contratados temporariamente para dar conta. “Além deles, já contamos 133 voluntários e continuamos recebendo ligações de diversas pessoas. Tivemos que criar um esquema de grupos de dez pessoas por turno para alimentar os animais. Não estamos recusando ninguém, mas a preferência é para aqueles envolvidos com a biologia ou medicina veterinária”, disse Lima.


Necessidade
Como a base do Cetas em Recife é pequena, os papagaios e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada. Por dia, são consumidos seis quilos de ração especial, ao custo de R$ 200.
“Além do alimento, precisávamos de seringas, luvas e óculos especiais para quem fosse cuidar dos bichos. Estamos tendo ajuda de duas organizações ambientais, uma brasileira e uma norte-americana, que estão nos doando os materiais”, disse Edson Lima.


Os filhotes de papagaio e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada do Cetas. O tratamento especial deve demorar dois anos, até que as aves possam ser reincorporadas à natureza (Foto: Reprodução/TV Globo) 


Por pelo menos dois anos esses animais receberão tratamento especial, até conseguirem sobreviver sozinhos na natureza. Entretanto, devido à falta de espaço no Centro de Triagem e à possibilidade de novas apreensões ainda este ano, as aves serão distribuídas para o Centro de Manejo de Fauna da Caatinga da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina, e para um viveiro de uma igreja em Vitória de Santo Antão.


Crime ambiental
O comércio de aves, como os papagaios e a maritaca, é controlado pelo Ibama. Entretanto, Lima afirma que o tráfico de animais continua constante em Pernambuco, apesar do reforço na fiscalização feito por agentes do instituto e pela Polícia Ambiental.
Segundo o Cetas, em todo ano de 2010, 5.843 animais foram apreendidos, sendo que mais de 5 mil eram aves. De janeiro até 19 de setembro de 2011, 5.072 animais foram levados ao centro para cuidados, sendo 4.478 aves. “Até o fim do ano, este número pode aumentar, pois o crime continua acontecendo”, disse o analista ambiental.


Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/10/filhotes-de-passaros-atraem-mais-de-cem-voluntarios-ao-ibama-em-recife.html

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Comportamento compulsivo em cães



Antigamente, os cães viviam em matilhas, a matilha era a força, a família do animal. Na matilha, eles tinham aprendizado de hierarquia. Com o passar dos anos, os cães começaram a ser domesticados, as pessoas passam a querer humanizar os cães, e a matilha dos mesmos passam a ser seus próprios proprietários.
Pelo fato do proprietário ser a matilha do cão, ele precisa de atenção a todo momento, e o seu isolamento pode causar distúrbios no comportamento do animal, causando pânico, que faz com que o animal crie tentativas de fuga, destruição de objetos, eliminação de fezes em locais inapropriados, entre outros.



TOC = transtorno obsessivo compulsivo.

Os distúrbios compulsivos em cães, podem se apresentar de diversas formas, entre algumas delas, destaca-se:
  • Giro em parafuso, perseguição da causa;
  • Perseguição de luzes;
  • Latido ritmado, intenso;
  • Arranhadura de chão;
  • Ataque a objetos inaminados;
  • Marcha em círculo, saltos;
  • Mordedura do ar;
  • Mordedura de pedras, unhas;
  • Ataque às pernas ou cauda;
  • Esfregamento da face, entre outros.
Todos esses distúrbios estão envolvidos ao estresse, ansiedade e conflito do animal. O estilo de vida, pode se tornar um fator de contribuição, sendo que algumas raças já são predispostas a certos distúrbios. É um problema sério e que precisa de tratamento.

O tratamento é clínico, deve ser identificado e eliminar a causa. Fazer passeios com o animal e deixá-lo ao convívio de mais pessoas é importante. Nunca deixar o animal preso. O ideal é que o proprietário faça o adestramento de seu cão, não pagando ninguém para adestrá-lo, pois devemos sempre lembrar da matilha e o proprietário é o dominante. 
Quando o animal estiver destruindo algo ou fazendo algo de errado, nunca punir ele, o ideal é desviar a atenção dele e levá-lo para fazer outra coisa. Atividades físicas são muito importantes e podem reduzir o comportamento compulsivo nos cães. 
O tratamento pode ser feito com drogas psicotrópicas, drogas ansiolíticas, entre outras.

Considerações finais

O número de casos de animais domésticos com comportamento compulsivo têm aumentado muito nos últimos anos. O tratamento baseia em:
  • Alteração do ambiente;
  • Treinamento comportamental;
  • Uso de fármacos antidepressivos.


Matéria com base na palestra "Comportamento compulsivo em cães", que ocorreu no IV FAVE da Univertix.