sábado, 24 de setembro de 2011

Anemia por deficiência de ferro (ferropriva)


Apesar de pequenas quantidades de alguns elementos estarem presentes no corpo, eles ainda são necessários para o corpo funcionar adequadamente. O ferro, medido em porcentagem da massa do corpo, existe em quantidade extremamente pequenas. Os animais possuem aproximadamente 9 a 22 mg de ferro no seu corpo, a maior parte do qual está nos eritrócitos. O ferro é usado para ligar oxigênio e caregá-lo para os tecidos. Sangramento crônico reduzirá a quantidade de ferro no corpo, resultando em uma condição chamada anemia ferropriva. Por exemplo, um cãozinho ou um gatinho com uma infestação grave por pulgas pode perder 100 mL de sangue por dia. Quando as reservas de ferro no corpo são esgotadas, a contagem (o número) de eritrócitos diminui. Os sinais clínicos incluem membranas mucosas pálidas, fadiga crescente, pulsos batendo forte e ritmos cardíacos de galope. Se o animal for estressado, como durante um exame físico, ele pode morrer de uma arritmia cardíaca. Anemia por deficiência de ferro é tratado estabilizando-se o paciente com transfusões de sangue, dando suplementos orais e injetáveis de ferro, e eliminando a causa da parda sanguínea. (COLVILLE; BASSERT, 2010).

domingo, 11 de setembro de 2011

Como denunciar maus-tratos


Investigue

Antes de qualquer atitude, certifique-se de que se trata de um caso de maus tratos (veja as leis em vigor, abaixo). Colha evidências, testemunhos e observações que comprovem a situação. Sempre que possível, procure conversar com o agressor, salientando o fato de que ele está cometendo um crime. Aja de maneira objetiva mas com educação. Tenha em mente que o seu objetivo é o bem estar do animal. Veja as leis:

Leis

Decreto Lei Nº 24.645, de 10 de julho de 1934, que define maus-tratos contra animais.
Lei Federal Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, a "Lei dos Crimes Ambientais".


Denuncie

Os atos de abuso e de maus-tratos com animais configuram crime ambiental e, portanto, devem ser comunicados à polícia, que registrará a ocorrência, instaurando inquérito. A autoridade policial está obrigada a proceder a investigação de fatos que, em tese, configuram crime ambiental.

Como denunciar:

Toda pessoa que seja testemunha de atentados contra animais pode e DEVE comparecer a delegacia mais próxima e lavrar um Termo Circunstanciado, espécie de Boletim de Ocorrência (BO), citando oartigo 32 "Praticar ato de abuso e maus-tratos à animais domésticos ou domesticados, silvestres, nativos ou exóticos ", da Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98. Caso haja recusa do delegado, cite o artigo 319 do Código Penal, que prevê crime de prevaricação: receber notícia de crime e recusar-se a cumpri-la.

Se houver demora ou omissão, entre em contato com o Ministério Publico ESTADUAL - Procuradoria de Meio Ambiente e Minorias. Envie uma carta registrada descrevendo a situação do animal, o Distrito Policial e o nome do delegado que o atendeu. Você também pode enviar fax ou ir pessoalmente ao MP. Não é necessário advogado.

Caso o agressor seja indiciado ele perderá a condição de réu primário, isto é, terá sua "ficha suja". O atestado de antecedentes criminais também é usado como documento para ingresso em cargo publico e empresas, que exigem saber do passado do interessado na vaga, poderão recusar o candidato à vaga, na evidência de um ato criminoso.

Exemplos de maus-tratos


- Abandonar, espancar, golpear, mutilar e envenenar;
- Manter preso permanentemente em correntes;- Manter em locais pequenos e anti-higiênico;- Não abrigar do sol, da chuva e do frio;- Deixar sem ventilação ou luz solar;- Não dar água e comida diariamente;- Negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido;- Obrigar a trabalho excessivo ou superior a sua força;- Capturar animais silvestres;- Utilizar animal em shows que possam lhe causar pânico ou estresse;- Promover violência como rinhas de galo, farra-do-boi etc..

Lei Federal 9.605/98 - dos Crimes Ambientais


Art. 32º
Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena: detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

Lembre-se

01) Fotografe e/ou filme os animais vítimas de maus-tratos. Provas e documentos são fundamentais para combater transgressões.
02) Obtenha o maior número de informações possíveis para identificar o agressor: nome completo, profissão, endereço residencial ou do trabalho.
03) Em caso de atropelamento ou abandono, anote a placa do carro para identificação no Detran.
04) Peça sempre cópia ou número do TC e acompanhe o processo. 
05) É extremamente importante processar o infrator, para que ele passe a ter maus antecedentes junto à Justiça. 
06) Não tenha medo de denunciar. Você figura apenas como testemunha do caso. Quem denuncia, na prática, é o Estado.

Contatos


- IBAMA - Linha Verde: 0800 61 80 80
Disque Meio Ambiente: 0800 11 35 60
- Corpo de Bombeiro: 193
- Polícia Militar: 190
- Ministério da Justiçawww.mj.gov.br


Crueldade e Maus-tratos em programas de TV
Se você viu uma cena de maus-tratos, incentivo ou apologia à crueldade com animais em um programa de TV, Não fique quieto! DENUNCIE ao Ética na TV - "Quem financia a Baixaria é Contra a Cidadania.
Ética na TV: www.eticanatv.org.br

Crueldade e Maus-tratos na internet
Sites, comunidades e perfis que incitem ou façam apologia aos maus tratos com animais é crime:
- Incitação a Crime - Art 286 do Código Penal
- Apologia de Crime ou de Criminoso - Art. 287 do Código Penal



Fonte: 
http://www.arcabrasil.org.br
http://www.pea.org.br

Pastor Bergamasco




País de Origem: Itália
Tamanho: Grande
Área de Criação: Média
Agressividadade: Média
Atividade Física: Moderada

Utilização: pastoreio, guarda e defesa.
Tamanho: 61 a 70 cm.
Peso: entre 26 a 38 quilos.
Aspectos Gerais: pelagem abundante, de construção robusta e bem proporcionado. O Bergamasco possui membros com boa ossatura, bem aprumados e musculados.
Pelagem: a pelagem é dupla com subpêlo curto e denso. O pêlo é longo e abundante, tendendo a encordoar, ou encordoado partindo da linha média dorsal e caindo sobre as faces laterais do tronco. As cores são cinzas uniforme ou em manchas com gradações que vão do cinza mais claro até o preto, também com gradações isabela e fulvo (baio). O preto uniforme, mesmo que opaco (zaino) é permitido. São toleradas algumas manchas brancas contando que ocupem uma área inferior a 1/5 da superfície do corpo.

Longevidade: 12 a 13 anos.

Temperamento: decidido, inteligente, paciente e moderado, qualidades que o tornam um excelente cão de guarda e companhia.

É provável que tenha a mesma origem de raças como Oftscharka da Rússia, o Komondor e o Puli da Hungria, o Briard e o Pequeno Pastor dos Pirineus dos Alpes Franceses e o Pastor da Catalunha dos Pirineus Espanhóis. Acredita-se que os ancestrais dessas raças, inclusive do Bergamasco, tenha sido um lobo (Canis lupus laniger) de pelagem muito espessa e um tipo de cão com pelagem grossa encordoada que vivia nas regiões montonhosas de Zagros, na divisa do Irã com Iraque. Foi lá onde se iniciou a domesticação de cabras e ovelhas. À procura de novas pastagens, os povos migraram com seus cães pastores se estabelecendo em diversas regiões montanhosas. Em cada região, um tipo adequado de raça foi desenvolvido a partir desses cães pastores, de acordo com os hábitos da população e condições ambientais. No caso do Pastor Bergamasco, seu desenvolvimento ocorreu em Bérgamo, na Itália – daí o seu nome. No trabalho este cão se mostra inteligente, decidido e extremamente equilibrado, conduzindo e mantendo o rebanho com atenção.

PELAGEM ESPECIAL. Os pêlos rústicos tendem a encordoar em todo o corpo, funcionando tanto para a proteção contra chuvas e ventos fortes, como contra ferimentos ocasionados por lobos, antigamente comuns na Itália.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

OTITE em cães. É perigosa mesmo?


1 - O que é otite?
R - Trata-se da inflamação desse órgão da audição. E como o mesmo compreende várias partes, necessário se faz seu conhecimento anatômico.


2 - Qual é a anatomia do ouvido? 
R - Pode ser dividido para efeito didático em ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno, porém interligados entre si. O ouvido externo compreende o pavilhão auricular (orelha), o meato acústico externo também chamado de canal auditivo externo e o tímpano, este última uma membrana delgada que por assim dizer separa o ouvido externo do médio. O ouvido médio é a câmara onde situam-se três ossículos (martelo, estribo e bigorna) interligados entre si e que servem como meio de ligação com o ouvido interno. Nessa câmara onde situam-se referidos ossículos, existe um canal de ligação do ouvido médio com o faringe, denominado Trompa de Eustáquio. Ouvido interno, a parte mais especializada e portanto também mais delicada e importante de todo o ouvido, onde existem os chamados Canais semicirculares, a Cóclea e o Nervo acústico, este último ligando todo o conjunto diretamente ao cérebro. Notaram todos portanto, que conforme sejam atingidas essas diferentes porções do ouvido, a otite se revestirá de maior ou menor gravidade, recebendo também denominações diversas, como otite externa (apenas ouvido externo inflamado), otite média (apenas ouvido médio inflamado), e otite interna (esta a mais grave pois atingindo os canais semicirculares determinará transtornos do equilíbrio por ser esse o órgão responsável pelo nosso sentido espacial. Atingindo a cóclea, será a doença denominada labirintite (devido ser tal órgão também chamado de labirinto), e assim por diante.


3 - O que causa a otite? 
R - Podem causar otites, germes ou fungos infecciosos quando nesse órgão instalados, que podem ali penetrarem, tanto através do exterior pelo canal auditivo externo, quanto também através da faringe pela Trompa de Eustáquio.


4 - Como podemos prevenir essa doença em nossos cães? 
R - Primeiro, cuidando da limpeza do canal auditivo externo e das próprias orelhas de nossos cães, e em segundo lugar, cuidando e tratando quando os mesmos acometidos por doenças da garganta, pois daí também, pode a infecção progredir e atingir o ouvido.


5 - Como proceder para a boa limpeza dos ouvidos dos cães? 
R - Com um cotonete para os cães pequenos, ou um chumaço de algodão na ponta de um estilete flexível ou pinça para cães de maior porte, umedecemos esse algodão com uma solução de alcool-éter (em partes iguais), e com esse cotonete limpamos e removemos a cera existente no conduto auditivo externo e nas próprias orelhas. Cuidado na limpeza do conduto auditivo externo, em sua parte mais profunda, a fim de não lesar o tímpano ali localizado. A freqüência que essa limpeza deve ser feita, dependerá da raça de seu cão: Os cães das raças que tem as orelhas eretas, como o Pastor Alemão, necessitarão limpezas mensais. Já os cães de raças que tem as orelhas caídas, como aqueles da raça Cocker Spaniel, a limpeza deve ser feita mais freqüentemente (cada 10 dias).


6 - Como perceber se meu cão está com otite?
R- O sintoma mais evidente é o ato do mesmo coçar com as patas tal região da cabeça, ou então sacudir freqüentemente a cabeça. Mais evidente, quando ocorrer secreção purulenta pela orelha, o que denota a infecção já estar ali instalada e latente, e quando a otite é unilateral (apenas um dos ouvidos), o ato do cão manter a cabeça inclinada para esse lado inflamado.


7 - Como tratar um cão com otite? 
R - Muitas vezes o simples ato de proceder à limpeza dos ouvidos, quando a otite é apenas externa, é suficiente para sanar o mal. Porém, quando a infecção já atingiu o ouvido médio ou o interno, necessário se faz tratamento mais especializado, inclusive com administração de antibióticos por via geral (parenteral ou oral), e mesmo nebulizações da garganta com medicação apropriada. Nessa caso, a recomendação é, procure um veterinário competente, que este deverá estar capacitado para lhe indicar a melhor terapêutica.


Apenas uma recomendação final: Nada de pânicos em caso de otites, pois tenha em mente que o próprio organismo animal tem meios de defesa tanto para essa quanto para outras infecções. Cuide de seu animal como cuida de si mesmo: com cuidado e atenção, tanto quanto seu asseio quanto sua alimentação, e propiciando ao mesmo exercícios físicos e carinho. Nada além disso.

09 de Setembro - Dia do Médico Veterinário


Parabéns a todos os médicos veterinários que dedicam suas vidas, salvando a vida dos animais.

Parabéns a todos os médicos veterinários que exercem sua profissão com amor.

Parabéns a todos os médicos veterinários que sabem que sua profissão é muito mais do que somente "cuidar de animais".

PARABÉNS A TODOS OS MÉDICOS VETERINÁRIOS!!!
Esse dia é muito importante para todos vocês e para os nossos queridos animais também!

FELIZ DIA DO MÉDICO VETERINÁRIO!
Uma profissão tão linda como essa, jamais pode ser esquecida!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Gatos de rua podem espalhar doenças como Aids felina

Para evitar que o seu gato fique doente com esse convívio indesejado, algumas medidas podem ajudar. A primeira é manter a vacinação do seu animal de estimação em dia.
Criar um gato em casa pode atrair animais de rua, seduzidos pela comida do dono da casa. Acostumados a lutar pela sobrevivência, eles podem tirar a comida e a cama dos felinos domésticos. Mas o principal perigo mesmo são as doenças.
Para evitar que o seu gato fique doente com esse convívio indesejado, algumas medidas podem ajudar. A primeira é manter a vacinação do seu animal de estimação em dia.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Nutrição em eqüídeos no Brasil


Olá amigos leitores!

Quero neste texto fazer colocações em cima do pouco que ainda conheço dos cavalos, mas que durante a vida pretendo aprender e dividir com vocês.
Após ler alguns arquivos que tenho guardado no meu computador pude ter uma idéia muito interessante para este novo texto.
Algumas pessoas sempre me escrevem perguntando sobre nutrição em potros e éguas e nem sempre é fácil passar informações corretas sobre este questionamento. Em muitos casos o problema não é somente o pasto de baixa qualidade, mas também o fornecimento de apenas um tipo de alimento durante um longo período. Vejo casos de eqüídeos em pasto de braquiária durante longos períodos e como o animal nem sempre apresenta emagrecimento o dono do animal deixa ele ali e não se importa em ofertar outras fontes de alimentos e quando este animal chega a apresentar um emagrecimento esta situação já está crítica. Sabemos que o capim braquiária não é palatável aos eqüídeos e que eles comem em grande parte deste capim apenas as sementes, e as folhas em muitos casos é tóxica aos animais levando ao inchaço da cara do animal e saindo uma peladeira em todo corpo, estes podem ser dois sintomas que poderão aparecer neste tipo de pastagem totalmente errada para eqüídeos na minha opinião.
Como este texto é voltado para a nutrição devo iniciar então com os potros. Devemos iniciar sua nutrição no terço final da gestação com o fornecimento de boa pastagem, sal mineral a vontade para a égua e também na primeira metade do período de amamentação do potro que vai até os 3 ou 4 meses (total) dependendo da raça do animal, lembrando que a segunda metade do período de amamentação 5 a 8 meses o potro já inclui na sua alimentação a busca por pastagens e outras fontes de alimentos que por ventura estejam disponíveis a ele.
Em raças que possuem limites mínimos e máximos de altura para registro costuma acontecer o seguinte: o criador que possui animais altos para a raça e com medo dos potros ultrapassarem o limite máximo de altura deixa seus potros subalimentados para não ficarem grandes demais e quando chega a hora do registro seus potros não alcançam nem mesmo a altura mínima de registro, aí é aquela maratona pra comprar GH (hormônio de crescimento) vitaminas, e nem sempre estes “recursos” salvam seus animais de ficarem sem o registro definitivo e serem somente registrados no castrado, no caso dos machos, ou das fêmeas de virarem apenas receptoras.
Segundo alguns nutricionistas de eqüídeos, o desenvolvimento das diferentes estruturas do potro é finalizado após o nascimento inclusive a maturação do sistema neurológico e uma subalimentação no período inicial podem comprometer a correta formação neurológica do animal comprometendo sua capacidade de aprendizado. O contrário também é verdade, animais bem alimentados possuem treinabilidade e capacidade de aprendizado muito melhores.

 Esta imagem mostra como na minha opinião os cavalos devem viver pastando em liberdade.

 
Os eqüídeos são na sua origem animais herbívoros, ou seja, sua base de alimentação é o volumoso (capim) podendo variar de gramíneas e/ou leguminosas, sendo que eu considero o melhor seria a união de gramíneas e leguminosas na mesma pastagem para maior variabilidade de alimentos para seus animais.
Este volumoso deve ser fornecido à vontade, deve ser de boa qualidade e adequado às necessidades a que pertença o animal, podendo ser: manutenção, crescimento, reprodução ou trabalho.
Os eqüídeos têm alta capacidade adaptativa aos mais diversos tipos de volumosos.
Exemplo: animais de regiões secas podem se adaptar a alimentos lenhosos de baixa qualidade nutritiva, e animais de regiões alagadas podem se adaptar à ingestão de ervas submersas.
Estas características citadas acima não são as mais comuns em nosso país e com a valorização dos animais de grande porte e com alta capacidade atlética, resistência e beleza, obriga-nos a oferecer alimentos de grande qualidade nutricional, pois somente assim teremos cumpridas as nossas exigências mercadológicas.
Claro que se ofertarmos alimentos de baixa qualidade os animais irão sobreviver, mas dificilmente terão algum destaque na sua área, seja morfológica ou na parte atlética se comparado a animais bem alimentados.
O Brasil por ser um país de tamanho continental, possui grande variabilidade na alimentação de seus animais, por exemplo: animais criados na região sul possuem necessidades diferentes de alimentação pelo clima frio durante quase todo ano e clima temperado, solo de boa qualidade se comparado com animais da região nordeste onde possui clima quente durante todo ano onde 23 graus são considerados dias frios, com períodos de seca em alguns meses e chuvas intensas em outros períodos.
Com isso não existe melhor capim para os eqüídeos e sim o melhor capim para atender melhor a determinadas regiões, pois não conheço nenhum capim que suporte os dois extremos, frio e calor intenso conforme citado acima.
O capim para eqüídeos deve possuir excelente palatabilidade. Se for para pastagens deve suportar muito bem o pisoteio, se for para capineira ou campo de feno deve suportar cortes freqüentes. Possuir teor de proteína entre 8 e 11% e possuir valores de fibras ideais para o bom desempenho do intestino.
Os eqüídeos possuem necessidades mínimas para garantir a integridade física e psicológica.
Física para garantir uma quantidade de energia para o animal desempenhar as funções a que se destina e Psicológica para garantir o tempo mínimo de ocupação próximo ao que o animal tem em liberdade entre 13 e 16 horas. Essas fibras se dividem em solúveis que fornecem nutrientes aos animais e insolúveis que são responsáveis ao bom andamento do alimento no aparelho digestivo e para boa formação das fezes.
As fibras insolúveis não devem ser superior a 18% da dieta alimentar para não levar ao aparecimento de cólicas. Um capim muito novo possui baixo teor de fibras em contrapartida um capim velho demais possui teor de fibras alto podendo levar a cólica.
Então a escolha do capim deve levar em consideração adaptabilidade geoclimática, palatabilidade, teor de proteínas, teor de fibras totais e fibras insolúveis.
Lembrando sempre que pastagem depende de qualidade de solo, adubação específica para determinadas variedades de capim.
Segue abaixo alguns tipos de capins que poderão ser utilizados na formação de pastagens:
Coast-cross - de excelente palatabilidade, adaptabilidade em diversas condições, valores adequados de proteína e fibra. De fácil manejo tanto para pastejo, como para campo de corte. É de implantação mais complicada por ser o plantio apenas por mudas.
Tifton - Variação do Coast-cross, com excelente palatabilidade, adaptabilidade em diversas condições, valores adequados de proteína e fibra. O manejo deve ser mais atento, pois passa do ponto de corte com mais facilidade que o coast-cross. É de implantação mais complicada por ser o plantio apenas por mudas.
Jiggs - Variação dos anteriores, com excelente palatabilidade, adaptabilidade em diversas condições, valores adequados de proteína e fibra. De fácil manejo, pois possui menos talo, sendo mais difícil passar do ponto de corte. Produz menos massa por área. É de implantação mais complicada por ser o plantio apenas por mudas.
Rhodes - Possui ótima palatabilidade, adaptabilidade variável, bons valores de fibra e proteína. De fácil manejo e implantação, pois o plantio é por sementes.
Colonião - Variedade mais conhecida dos capins tipo Panicum, com boa aceitação pelos animais, com proteína mediana. De fácil manejo e implantação, sendo o plantio por sementes ou mudas.
Aruana - Variedade de menor porte dos capins tipo Panicum (como Colonião), com ótima aceitação pelos animais, bons valores nutritivos, com proteína mediana. De fácil manejo e implantação, sendo o plantio por sementes.
Tanzânia - Variedade de menor porte dos capins tipo Panicum (como Colonião), porém maior que o aruana, com ótima aceitação pelos animais, bons valores nutritivos, com proteína mediana. De fácil manejo e implantação, sendo o plantio por sementes.
Capim Elefante - Nome genérico dos capins de grande porte, tendo como variedades o napier e cameroum, entre outros. São ótimas opções como capineira, sendo restrito o uso como pastejo pelo seu porte elevado. Possuem bons níveis nutritivos, se cortados no ponto certo, entre 1,60 e 2,50 m de altura. Se a planta estiver com menos de 1,60m de altura, possui teores muito baixo de fibra, podendo causar diarréia. Se estiver com mais de 2,50m de altura, possui teores muito elevados de fibra insolúvel, com baixo aproveitamento dos nutrientes, podendo ainda causar cólicas.

Muitos outros tipos e variedades de capins ainda podem ser utilizados, como Pangola, Capim Gordura, Jaraguá, Transvala, Ramirez, etc., porém deve-se sempre levar em consideração a adaptabilidade à região, palatabilidade para eqüinos e seu valor nutritivo antes de sua escolha.

 Nutrição em animais atletas

 Os animais atletas merecem um capítulo a parte neste texto. Para eles não basta colocar capim + ração de manutenção + sal mineral disponível a vontade, precisamos aliar a isso alimento de grande quantidade e qualidade de energia (como Equi Turbo, por exemplo) e vitaminas específicas para o tipo de trabalho que ele realiza. Em animais de provas de tambor, por exemplo, precisamos disponibilizar vitaminas que forneçam todos os nutrientes para grande explosão muscular, pois são provas muito rápidas disputadas contra o relógio, em contrapartida devemos fornecer aos animais que participam de provas de marcha vitaminas que ajudem na manutenção da resistência muscular, pois são provas de longa duração onde os animais que possuem músculos bem resistentes sempre levam uma grande vantagem na parte final destas provas.

 Amapola RRC – filha do Campeão dos Campeões Nacional de Marcha em 1994. Ela atualmente é matriz principal no Haras 2 Irmãos nas cidades de Manhuaçu e Matipó - MG


Doping

Atualmente com o crescente número de provas e competições nas diversas raças alguns donos de animais procuram tirar um pouco mais de seus animais através de substâncias que, em quase todos os casos, prejudicam os animais se utilizadas de forma contínua e sem controle. Além de prejudicar muito seu animal o criador mata também a justiça, mata a espírito de competição, mata a legalidade, mata os sonhos, mata o profissionalismo, mata a honestidade.

“Qualquer semelhança entre este texto e os textos do grande conhecedor de cavalos André Galvão Cintra não será considerada mera coincidência, pois ele é pra mim um dos grandes conhecedores em nutrição de eqüídeos do Brasil que eu utilizei para me orientar na hora de escrever este texto”.

* Eqüídeos – são eles: os eqüinos (cavalo e égua), asininos (jumento e jumenta) e muares (burro e mula).

Escrito por Alexandre Werner Breder
Fonte: André Galvão Cintra

domingo, 27 de março de 2011

Vai viajar com seu animal?

Documento para viajar com animal



Viajar com seu animal de estimação é muito gostoso, mas pode se tornar estressante se durante uma fiscalização você não estiver com a documentação necessária e exigida por lei para o transporte de animais.
Para o transporte de animais de interesse do Estado ou destinados à cria, reprodução e abate, o proprietário deve recolher uma Guia de Trânsito Animal (GTA) emitida pelo Ministério da Agricultura. A legislação é mais flexível com cães e gatos. O dono que desejar viajar com seu bicho de estimação precisa somente de um atestado de trânsito emitido por médico veterinário particular.
A vacina antirrábica precisa estar em dia. A vacinação contra raiva só é válida no mínimo 30 dias antes da viagem e no máximo 12 meses antes. Se o animal foi revacinado a menos de 30 dias da viagem, mas a vacina anterior ainda estava dentro da validade, não há problema.




Viagem de carro, avião e navio


Em viagem de carro, evite alimentar o animal antes de partir. Procure parar a cada duas horas para que ele possa beber água, fazer as necessidades e dar uma voltinha para "esticar as patas".
Se for viajar de avião, recomenda-se não alimentar o animal por no mínimo seis horas antes da viagem. Os animais devem viajar em caixas de transporte especializadas e, dependendo da companhia aérea, é possível que animais de até seis quilos viajem na cabine dos passageiros, desde que não causem incômodo aos demais passageiros.


Viagens internacionais

Para viajar ao exterior com seu animal é necessário um CZI (Certificado Zoossanitário Internacional) emitido pelo Ministério da Agricultura gratuitamente. A obtenção do CZI requer o agendamento de uma consulta com um médico veterinário do Ministério da Agricultura nos aeroportos internacionais.
Cada país possui seu trâmite para o transporte de animais e as exigências sanitárias podem variar, por isso é necessário informar-se na embaixada ou no consulado do país de destino. 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Ser Médico Veterinário...


Pensando bem...
... ser médico veterinário não é só cuidar de animais.
É, sobretudo amá-los, não ficando somente nos padrões éticos de uma ciência médica.
Ser médico veterinário é acreditar na imortalidade da natureza e querer preservá-la sempre mais bela.
Ser médico veterinário não é só ouvir miados, mugidos, balidos, relinchos e latidos, mas principalmente entendê-los e amenizá-los.
É gostar de terra molhada, de mato fechado, de luas e chuvas.
Ser médico veterinário é não importar se os animais pensam, mas sim que sofrem.
É dedicar parte do seu ser à arte de salvar vidas.
Ser médico veterinário é aproximar-se de instintos. É perder medos.
É ganhar amigos de pêlos e penas, que jamais irão decepcioná-lo.
Ser medico veterinário é ter ódio de gaiolas, jaulas e correntes.
É perder um tempo enorme apreciando rebanhos e vôos de gaivotas.
É permanecer descobrindo, através de animais, a si mesmo.
Ser médico veterinário é ser o único capaz de entender rabos abanando, arranhões carinhosos e mordidas de afeto.
É sentir cheiro de pêlo molhado, cheiro de almofada com essência de gato, cheiro de baias, de curral, de esterco.
Ser médico veterinário é ter coragem de entrar num mundo diferente e ser igual.
É ter capacidade de compreender gratidões mudas, mas sem dúvida alguma, as únicas verdadeiras.
É aliviar olhares, é lembrar de seu tempo de criança e querer levar para casa todos os cães vadios e sem dono.
Ser médico veterinário é conviver lado a lado com ensinamentos profundos de amor e vida.
"Todos nós podemos nos formar em veterinária, mas nem todos serão veterinários."
E você...
...o que é?                                                                            

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Pastor Maremano Abruzês


País de origem: Itália
Tamanho: grande
Área de criação: grande
Agressividade: média
Atividade física: moderada

Utilização: guarda de rebanho e propriedade.
Tamanho: 65 a 73 cm para machos e 60 a 68 cm para fêmeas.
Peso: 35 a 45 quilos para machos e 30 a 40 quilos para fêmeas.
Aspectos gerais: é um cão de grande porte, fortemente construído, de aspecto rústico e, ao mesmo tempo, majestoso e distinto. A conformação geral é de um cão pesado, cujo tronco é mais longo que a altura na cernelha; harmonioso em relação ao formato e aos perfis. A cauda é portada pendente em repouso; quando em movimento, é portada na linha do dorso com a ponta bastante recurvada. É bem guarnecida de pelos abundantes, sem franja.
Pelagem: apresenta pelagem muito abundante. O pelo é longo, mais para áspero ao tato, bem assentado. Tolerada leve ondulação. Forma uma rica juba em torno do pescoço e franjas de comprimento limitado na face posterior dos membros. O comprimento do pelo no tronco atinge 8 cm. O subpelo é abundante somente durante o inverno. A cor é branca unicolor. São toleradas nuanças marfim, laranja pálido ou limão, embora em números limitados.
Longevidade: 10 a 12 anos.
Temperamento: sua função principal de cão de guarda e defesa do rebanho e das propriedaades, em geral, se evidencia no modo de cumpre esta tarefa, com perspicácia, coragem e decisão. O seu caráter, ainda que orgulhoso e alheio à submissão, sabe exprimir uma ligação devotada ao seu dono e a tudo que o cerca.

Este cão italiano teve origem a partir do cruzamento de primitivos cães pastores que existiam na região da Toscana e do Lazio com cães até hoje utilizados para pastorear ovelhas nos Abruzes. O uso de cães no pastoreio sempre foi um hábito típico dos pastores que vagavam por planíces e montanhas.
Durante os meses de inverno, o rebanho pastava nas áreas ao longo da costa, especialmente em Maremma. Com a chegada do verão, o calor secava as pastagens e os pastores de ovelhas subiam às montanhas dos Abruzzes com os seus grandes cães brancos. Assim, esses cães passaram a ser conhecidos ora como Abruzzesse, ora como Maremanos.

DÓCIL COM CRIANÇAS Rústico, resistente e de porte majestoso, o Pastor Maremmano Abruzzesse se mostra corajoso, calmo e inteligente no trabalho. Mantido na propriedade como cão de guarda, é atento, distante com estranhos, mas sempre carinhoso com a família, demonstrando um cuidado especial com crianças. No Brasil, ainda são poucos os criadores da raça.