Póxima matéria: Higiene diária - bons hábitos
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
O Guia do Filhote (Parte 5)
Póxima matéria: Higiene diária - bons hábitos
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
O Guia do Filhote (Parte 4)
Saúde básica (segunda parte)
- Planeje vermifugar seu cão antes de cada reforço de vacinação para garantir o máximo de eficácia.
- Se ele tem pulgas ou caça rator e os come, aplique o vermífugo nele. Há numerosos tipos de vermes que afetam os cães, e engolir pulgas ou comer as vísceras de qualquer animal pequeno é uma maneira fácil de pegá-los.
- Quando cães jovens vomitam, consulte o médico veterinário rapidamente porque eles são propensos ao risco de desidratação.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
O Guia do Filhote (Parte 3)
- Durante os primeiros cinco ou seis meses, ele muda diariamente. Como o esqueleto se solidifica e o filhote ganha peso rapidamente, esse é um período de desenvolvimento muito intenso e pode estar sensível - é o momento em que o filhote deve se acostumar com refeições sólidas, não líquidas (do leite ao alimento sólido), e sua digestão vai se tornar, progressivamente, mais eficiente, quando atingir a idade adulta.
- Na segunda fase, (entre seis e dez a quinze meses, dependendo da raça), o ritmo de crescimento diminui e o filhote entra em uma fase de consolidação: solidificação do esqueleto, desenvolvimento dos músculos, surgimento dos dentes permanentes (de três a sete meses de idade).
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
O Guia do FIlhote (Parte 2)
- Visto que seu filhote pode se sentir um pouco perdido nos primeiros dias, não deixe que vizinhos e amigos o visitem. Para ajudá-lo a se adaptar melhor, mantenha somente a família por perto nos primeiros dias.
- Não permita nenhum comportamento momentâneo se você não o permitir no futuro: subir no sofá ou dormir na cama, por exemplo!
- Certifique-se de que todos os membros da família respeitam o ritmo do filhote. Acordá-lo de um sono profundo está fora de questão - além disso, ele não é um brinquedo! Como todos os recém nascidos, ele precisa de muito sono para ajudá-lo a se tornar grande e forte!
Próxima matéria: Saúde básica
domingo, 2 de janeiro de 2011
O Guia do Filhote (Parte 1)
O Guia do Filhote (Introdução)

no dia em que seu filhote chega começa um relacionamento maravilhoso, harmonioso e que é baseado, sobretudo, no respeito.
Seu filhote deve conhecê-lo e respeitá-lo como seu mestre, enquando você deve conhecer e respeitar a natureza dele.
Para viverem felizes juntos, ambos devem conhecer seus papéis.
Você escolhe seu filhote baseado em seu temperamento, aparência e, talvez, em sua raça. É lógico que você quer lhe dar a melhor qualidade de vida possível.
Durante a semana, vamos diponibilizar a cada dia, uma parte de como manter os cuidados essenciais com o seu filhote, baseando no respeito com o animal.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Ser médico veterinário é...

... ser médico veterinário não é só cuidar de animais.
É, sobretudo amá-los, não ficando somente nos padrões éticos de uma ciência médica.
...
Ser médico veterinário é acreditar na imortalidade da natureza e querer preservá-la sempre mais bela.
Ser médico veterinário não é só ouvir miados, mugidos, balidos, relinchos e latidos, mas principalmente entendê-los
e amenizá-los.
É gostar de terra molhada, de mato fechado, de luas e chuvas.
Ser v médico veterinário é não importar se os animais pensam, mas sim que sofrem.
É dedicar parte do seu ser à arte de salvar vidas.
Ser veterinário é aproximar-se de instintos. É perder medos.
É ganhar amigos de pêlos e penas, que jamais irão decepcioná-lo.
Ser médico veterinário é ter ódio de gaiolas, jaulas e correntes.
É perder um tempo enorme apreciando rebanhos e vôos de gaivotas.
É permanecer descobrindo, através de animais, a si mesmo.
Ser médico veterinário é ser o único capaz de entender rabos abanando, arranhões carinhosos e mordidas de afeto.
É sentir cheiro de pêlo molhado, cheiro de almofada com essência de gato, cheiro de baias, de curral, de esterco.
Ser médico veterinário é ter coragem de entrar num mundo diferente e ser igual.
É ter capacidade de compreender gratidões mudas, mas sem dúvida alguma, as únicas verdadeiras.
É aliviar olhares, é lembrar de seu tempo de criança e querer levar para casa todos os cães vadios e sem dono.
Ser médico veterinário é conviver lado a lado com ensinamentos profundos de amor e vida.
"Todos nós podemos nos formar em medicina veterinária, mas nem todos serão veterinários."
Câncer em animais (Parte 2 - cão e gato)

Cães e gatos também podem ter câncer?
Câncer é um termo que define os tumores malignos. Os cães e gatos estão também propensos a desenvolver este tipo de patologia. Nós, médicos veterinários, estamos constatando que com o passar dos anos a casuística de tumores em geral tem aumentado, isto porque a expectativa de vida das espécies de companhia também tem aumentado.
Quais os tipos de cânceres mais comuns nessas espécies?
Dentre todos os tipos de cânceres podemos destacar os carcinomas cutâneos (tumores malignos de pele), comuns tanto nos cães como nos gatos, principalmente nos felinos despigmentados, isto é, animais que não possuem pigmentação protetora à incidência solar, sendo as áreas sem pêlos da face as mais vulneráveis.
Os sarcomas (tumores malignos originados do tecido muscular, adiposo e ósseo) também apresentam uma incidência relativamente alta, porém, em nossa casuística brasileira, são mais vistos em cães.
Os tumores do tecido hematopoiético, assim como os linfomas e leucemias, também acometem tanto cães como gatos, principalmente gatos infectados pelo vírus da leucemia felina (FeLV).
Finalmente, os tumores do sistema nervoso são menos frequentes.
Há tratamento para o câncer em animais ou o sacrifício é a única alternativa?
O tratamento dos cânceres pode ser inicialmente dividido em terapêutica curativa e paliativa. Os métodos da terapêutica curativa são a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia.
O tratamento paliativo diz respeito a tratar os sintomas e ou disfunções da patologia base (ex: alívio de dor, correção de alterações metabólicas, remoção de obstruções, etc). O fato de um paciente ser portador de um tumor não passível de cura não, necessariamente, indica que este animal deva ser submetido à eutanásia, desde que o mesmo apresente boa qualidade de vida.
A cirurgia para remoção de um tumor maligno (câncer) pode acabar definitivamente com a doença?
A cirurgia é o método de tratamento que oferece os melhores resultados de cura (exceto nos casos de tumores hematopoiéticos), porém a técnica cirúrgica deve compreender a remoção de margens de segurança (remoção de tecido sadio periférico ao tumor) e, se necessário, exerese dos linfonodos regionais que drenam a área. Infelizmente muitas cirurgias são mutilantes, pois o resultado estético não é o mais importante.
Em que casos usamos a quimioterapia?
A quimioterapia é o tratamento de eleição para os linfomas e leucemias. Também utilizamos a quimioterapia como tratamento adjuvante (auxiliar a outra modalidade terapêutica, principalmente à cirurgia) para os tumores com potencial de metástase, por exemplo: osteossarcoma, hemangiossarcoma, melanoma, etc.
Como é feita a quimioterapia em animais?
Os quimioterápicos são, na sua maioria, medicamentos injetáveis. Algumas poucas drogas podem ser administradas por via oral.Os pacientes submetidos a sessões quimioterápicas recebem, antes e após a droga injetável, um período de fluidoterapia (administração de sôro), isto porque as drogas são muito tóxicas, desta forma não é desejável que haja acúmulo no organismo. O tempo de duração de cada sessão depende do protocolo utilizado (associação de drogas). Alguns protocolos exigem um período de fluidoterapia de maior ou menor duração.
A quimioterapia em cães e gatos causa os mesmos efeitos colaterais que no humano? Os animais, por exemplo, perdem os pêlos?
Os efeitos colaterais vistos nos cães e gatos são menos severos do que os vistos em pacientes humanos. Isto porque, em medicina, a cura é o principal objetivo do tratamento, enquanto que em veterinária, muitas vezes a qualidade de vida do paciente é mais importante do que a cura da doença. Para isso, utilizamos doses menores e protocolos menos agressivos.
Alopecia (queda de pêlos) em pacientes veterinários ocorre de forma localizada, e não generalizada como nos pacientes humanos, sendo que as raças que apresentam crescimento contínuo de pêlos (ex: poodle, cocker) são as mais afetadas.
Os efeitos colaterais inespecíficos da quimioterapia, mais importantes do que a alopecia, são: vômitos, anorexia, diarréia, perda de peso, alterações estas que podem ser controladas com medicação. Os efeitos colaterais considerados específicos dizem respeito à toxicidade de um determinado órgão pelo uso de certas drogas, como por exemplo: cardiotoxicidade consequente da utilização de doxorrubicina, e nefrotoxicidade pelo uso da cisplatina.
Em que casos podemos usar a crioterapia?
A crioterapia é o método pelo qual podemos causar a morte de células neoplásicas por meio de congelamento. Os principais tumores sensíveis a este tratamento são pequenas lesões cutâneas ou localizadas nas mucosas oral ou perianal, como papilomas (tumores cutâneos benignos), carcinomas basocelular e espinocelular, mastocitomas cutâneos (tumores originados de células mastocitárias) ou mesmo lesões remanescentes do tumor venéreo transmissível canino (TVT) após quimioterapia.
É importante salientar que o diagnóstico precoce é o desejado. Por razões óbvias, é muito mais fácil alcançar a cura em casos iniciais. Para isso, é importante que o clínico tenha consciência que os procedimentos de biópsia são importantes, mesmo que trate de pequenos nódulos, aparentemente benignos. As informações provenientes de um laudo histopatológico (biópsia), associadas às informações clínicas, são pontos importantes na determinação da conduta terapêutica, seja ela clínica, cirúrgica ou combinada.
Câncer em animais (Parte 1)

O câncer é a proliferação desordenada de células de qualquer tecido do organismo. Esse crescimento desordenado causará danos ao funcionamento dos órgãos comprometidos e, consequentemente, com o avanço da doença, a morte do indivíduo.
O grande problema do câncer é que ele não aparece em apenas um órgão, pode ocorrer metástase, ou seja, uma célula do tecido ou órgão doente vai se instalar e multiplicar em outros órgãos, através da corrente sangüínea. O local mais comum e que é afetado pela maioria dos tipos de câncer é o pulmão. Daí a importância de se fazer um raio X pulmonar para verificar-se se esse órgão vital já está afetado quando da detecção de qualquer tipo de câncer. A extensão da doença e o tempo de vida que o animal terá vai se basear muito nesse dado.
O câncer é uma doença temida e sinônimo de morte para alguns. Nem sempre isso é verdade. Se conseguirmos detectar a doença em fases iniciais, o animal poderá ser tratado e o tumor retirado cirurgicamente antes que ocorra a metástase. Há chances de prolongamento da vida do animal nesses casos, porém, mesmo com esses procedimentos, a metástase pode já ter ocorrido, mas ainda não estar evidente e vir a se manifestar mais tarde.
Nem todo tumor é câncer. Os tumores benignos, porém, quando começam a crescer rapidamente devem ser retirados pois podem tornar-se malignos.
Os sinais clínicos de um animal com câncer varia muito com o tipo de tumor. No caso do oesteossarcoma (tumor ósseo), por exemplo, a fratura de um osso pode estar ligada ao tumor, uma vez que há destruição da estrutura óssea . Os linfomas (tumor nos gânglios), na sua forma mais comum, revelam aumento de um ou mais gânglios. Apesar das várias manifestações que o animal possa ter, muitas vezes, o cão com câncer apresenta apenas perda de peso antes que sinais mais graves apareçam.
O diagnóstico do câncer é feito através da retirada e análise da massa tumoral (biópsia), exames de raio X, ultra-sonografia e exames de sangue.
Em termos de tratamento, dependendo do tipo de tumor e do estágio da sua evolução, ele pode ser cirúrgico e/ou medicamentoso. A quimioterapia é usada em cães em alguns tipos de câncer, mas essas drogas, além de matarem as células tumorais, deprimem a medula óssea causando efeitos indesejáveis. A radioterapia é usada também em animais, mas ainda não está disponível em nosso país. Num tratamento de quimioterapia, o animal tem que ser monitorado com exames de sangue semanais para se verificar qual está sendo a ação da droga no organismo e se o tratamento pode ser continuado. Todo esse monitoramento, associado aos medicamentos, dietas especiais, etc., tornam o tratamento bastante oneroso. Durante o tratamento não há queda de pêlos em animais com pelagem curta, podendo isso ocorrer em pequena proporção em cães de pêlos longos.
Não há predileção de sexo, mas algumas raças são mais acometidas que as outras. Geralmente, o câncer aparece em animais mais velhos. Ainda não se sabe se algum fator genético está envolvido, nem as razões pelas quais se dá o início da multiplicação desordenada das células. Também não há meios de se prevenir o câncer em animais. Um diagnóstico precoce, que nem sempre é possível, é a única maneira de se enfrentar o câncer com possibilidades de prolongamento da vida do animal e, em algumas vezes, a cura.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
FELIZ 2011

Um abraço de toda Equipe Veterinária.




