quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Odontologia Eqüina

A odontologia eqüina é uma das áreas da Medicina Veterinária que vem tomando grande importância no mundo eqüino.
É sabido que os dentes dos cavalos crescem de 0,3 a 0,4 mm ao ano, ou seja, no final do ano os dentes superiores e inferiores crescem quase um centímetro, mas graças ao desgaste que acontece todos os dias pela mastigação os dentes se mantêm sempre com o tamanho normal. O que muitos não percebiam e alguns ainda não percebem é que na boca de um eqüino podem acontecer muitas falhas de dentes por queda ou mesmo por lesão onde um animal pode bater a boca em um determinado local ou outro animal pode ocasionar uma lesão através de um coice e assim ocorrer falhas dentárias na boca do eqüídeo (eqüino, muar ou asinino).
Quando estas falhas acontecem o dente da arcada oposta cresce tentando preencher estas falhas e ocasionam pontas de dentes que podem ferir a boca do animal além de dificultar o processo de mastigação.Algumas falhas podem ocasionar ganchos nos dentes, principalmente nos primeiros pré-molares e nos últimos molares que vão machucando e irritando o animal, principalmente quando colocamos a embocadura. Estes ganchos fazem com que a embocadura bata nos dentes e façam um arraso na boca do cavalo e faz com que ele sinta muita dor fazendo movimentos bruscos com a cabeça tentando se defender da dor causada pelas pontas e ganchos dos dentes.


Observando possíveis problemas dos dentes

O ideal é que você coloque o animal para comer em um local de grama ou capim rasteiro e observe como está o processo de apreensão e corte deste capim no chão através dos dentes incisivos, se ele está com os movimentos de mastigação correto, e se deixa um parte do capim cair da boca quando come. Em qualquer alteração destes itens mencionados acima é um grande indício do animal estar com problemas dentários.
Outro processo pra descobrir problemas dentários é a avaliação por toque nos dentes e a avaliação visual propriamente dita.
Para realizar esta avaliação podemos simplesmente puxar a língua do eqüídeo de lado de maneira a não deixar que o referido animal feche a boca e fazer uma avaliação superficial. A maneira mais fácil e correta de se fazer uma avaliação completa é colocando o abridor de boca que serve para deixar o animal de boca aberta para avaliarmos os relevos, pontas e ganchos nos dentes do “cliente” para vermos qual tratamento mais adequado para seus problemas bucais.

As pontas e ganchos nos dentes podem ser lixados com lixadeira elétrica (apropriada para este serviço) ou uma grosa especial para lixar dentes de cavalos, compradas em poucas lojas especializadas no Brasil.

O principal gargalo nesta especialização atualmente são as poucas empresas que comercializam equipamentos de odontologia eqüina atualmente elevando e muito o preço dos equipamentos.
Hoje fica em torno de 6 a 7 mil reais para se comprar todos os equipamentos e sair trabalhando, além de um grande valor que se investe em cursos de especialização na área.

Alguns problemas que podem ser observados na boca dos eqüídeos

Desgaste excessivo dos incisivos pela aerofagia com apoio – é um mal que acomete praticamente todos os animais de cocheira atualmente, pois ele não tem nada pra fazer preso na baia e começa a morder réguas e paredes e assim ocorre desgaste dos dentes incisivos.

Desgaste por aerofagia com apoio


O animal naturalmente solto a pasto passa 70% do tempo comendo. O restante do tempo ele passa interagindo com outros animais, andando de um lugar para outro no pasto a procura de boas pastagens e dormindo. Quando o homem passou a colocar o eqüídeo dentro de baia, este animal passou a comer grandes quantidades de capim de uma só vez e depois não ter nada o que fazer, já que está em cocheiras, então ele passa a morder tudo que vê pela frente.

Ondulações nos dentes incisivos, pré-molares e molares – o desgaste irregular nos dentes faz com que os dentes opostos sempre cresçam para corrigir as falhas dos dentes que se quebraram ou desgastaram de alguma maneira. Estes desgastes irregulares podem ocasionas ondas nos dentes que devem ser lixados para que de início diminua estas ondas e num segundo tratamento possamos corrigir por completo todo problema na boca do paciente que deverá ser avaliado pelo menos 1 vez por ano.


Ondulação nos dentes incisivos


Ondas e depressões nos dentes



Pontas laterais nos dentes provocando ulcerações na bochecha.



Dentes de lobo

Aparecem nos animais a partir dos 6 meses de vida e é de fácil remoção se o profissional tiver as ferramentas corretas. É um dente que atrapalha demais na colocação da embocadura na boca do animal, pois costuma incomodar muito quando esta embocadura pega em cima do dente.

Dente de lobo

Prognatismo e bragnatismo

Estes problemas ocorrem quando os dentes incisivos não se tocam. O prognatismo superior acontece quando os dentes incisivos superiores ficam a frente dos incisivos inferiores sendo assim o animal é bragnata dos incisivos inferiores e o prognatisomo inferior ocorre quando os incisivos inferiores se colocam a frente dos incisivos superiores, sendo assim o animal bragnata de incisivos superiores
Quando ocorre um destes dois problemas citados acima o animal não utiliza o atrito dos dentes para mastigar e sim o palato (prognatismo superior) ou a parte mole próximo a língua formando calos nestes locais (prognatismo inferior), já que os dentes incisivos não têm atrito nenhum.
Em qualquer um dos dois casos é indicado a exclusão dos animais com estas deficiências da criação para que não aconteça a transmissão deste problema a seus descendentes, já que as associações de cavalos não registram animais com esta deficiência.Atualmente pode ser feita a correção através de cirurgia, mas somente em grandes centros ou em algumas universidades que dispõem de recursos para estas cirurgias que cortam o osso e logo após é colocado placas de metal para dar firmeza ao osso como em cirurgias corretivas de ossos da perna, braço e outros.

Prognatismo grave


Olhando a idade pelo dente

Os dentes dos eqüídeos indicam a idade dos animais através de angulações dos dentes incisivos, aberturas na face oclusal dos dentes e fendas ou fossas que marcam a parte rostral (de fora) dos dentes incisivos, bastando pra isso decorar algumas fases de trocas de dentes, angulações e marcas deixadas pelo tempo para “decifrarmos” a verdadeira idade somente olhando os dentes dos animais.


Erupção dos dentes decíduos

Incisivos mediais (pinças) - Nascimento a 1 semana (6 dias)
Incisivos intermédios (médios) - 4 a 6 semanas (6 semanas)
Incisivos laterais (cantos) - 6 a 9 meses (6 meses)
2º, 3º e 4º pré-molares - Nascimento a 15 dias


Erupção dos dentes permanentes


Incisivos mediais (pinças) - 2 anos e meio
Incisivos intermédios (médios) - 3 anos e meio
Incisivos laterais (cantos) - 4 anos e meio
Caninos - 4 a 5 anos
Dente-de-lobo - 6 meses
2º pré-molar - 2 anos e meio
3º pré-molar - 3 anos
4º pré-molar - 4 anos
1º molar - 9 meses a 1 ano
2º molar - 2 anos
3º molar - 3 anos e meio a 4 anos

Cauda de andorinha 7 anos e novamente com 13 anos.

Sulco de Galvayne nos cantos - surge com 10 anos.
No meio aos 15 anos
Superfície oclusal aos 20 anos


Divisão dos dentes em quatro quadrantes

Para facilitar os estudos e também a marcação dos problemas dentários em fichas foi criado uma divisão da arcada dentária em quatro quadrantes.O primeiro é o Quadrante 1 que segue os números de 101 a 111 contando dos incisivos até o último molar. Depois seguem os Quadrantes 2 de 201 a 211, Quadrante 3 de 301 a 311 e Quadrante 4 de 401 a 411.



Matéria montada por Alexandre Breder

Postada por Deyvid Lopes

Créditos aos arquivos e apostilas do CPT de Viçosa

domingo, 8 de agosto de 2010

PROJETO LEVA EU

Pessoal vi hoje num programa de TV sobre esse projeto que achei super interessante e com uma iniciativa muito boa. Mostrando que os cães são seres que merecem também carinho, amor e atenção e esse projeto apoia a adoção, que acho super interessante. Pegam os cachorros na rua, passam por tratamento veterinário e depois vão para adoção.
Acessem e veja o Blog do Projeto Leva Eu.

Blog: http://www.projetolevaeu.blogspot.com/

Acessem também o site: http://www.veterinariosnaestrada.com.br/

O projeto VETERINÁRIOS NA ESTRADA tem como principal objetivo percorrer cidades do Brasil onde há carência de veterinários. Com a finalidade de promover educação ambiental, controle de animais errantes, posse responsável, informações sobre zoonoses e cirurgias de castração, melhoramos a qualidade de vida das pessoas, do ambiente e dos animais dessas comunidades. Levando capacitação de Veterinários às regiões conseguimos introduzir educação continuada, para que o trabalho se torne autosustentável.

Este projeto é realizado em parceria com o Poder Público e Privado das próprias regiões.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Alimentação das cadelas durante a gestação


Quando se pensa em acasalar uma cadela, um fator muito importante deve ser levado em consideração: a alimentação, já que das boas condições físicas da mãe dependerá o nascimento de uma ninhada forte e saudável. Os cuidados alimentares devem ter início antes mesmo do acasalamento e prosseguirem, pelo menos, até o desmame dos filhotes, pois a cadela precisará de muita energia durante a amamentação.

A fêmea não deve estar gorda quando cruzar e não pode receber gorduras na alimentação. A obesidade em uma cadela grávida pode ter conseqüências sérias. Por exemplo, no caso de haver necessidade de um parto por cesariana, a gordura atrapalha muito.

A cadela em gestação tem necessidade de muitas proteínas e uma complementação alimentar de cálcio e sais minerais. As proteínas podem ser encontradas nos próprios alimentos como a carne, o leite, verduras ou ração. No entanto, o cálcio e os sais minerais como ferro, cobre, flúor, manganês e outros, só devem ser ministrados com orientação do veterinário. O proprietário deve estar sempre atento para que a cadela tenha água limpa e fresca à vontade.

Com o passar do tempo, os filhotes começam a crescer no útero da mãe. Este se distende e passa a ocupar um espaço maior. Isso faz com que o útero acabe por deslocar outros órgãos como a bexiga, o intestino e o estômago, provocando uma diminuição do movimento intestinal. Nesse período da gestação é importante evitar que a cadela receba alimentos que possam aumentar a fermentação em seu organismo. Assim, os farináceos devem ser totalmente evitados, pois propiciam a formação de gases e, como conseqüência, aparecem as cólicas intestinais.

Um cuidado para evitar problemas digestivos é oferecer à cadela um maior número de refeições por dia, com quantidades menores de alimento de cada vez. Exercícios moderados até a época do parto também ajudam a manter a forma e a disposição da futura mamãe.

A alimentação indicada, rica em proteínas, deve inclusive ser mantida depois do nascimento dos filhotes já que, durante a amamentação, as exigências alimentares da cadela continuarão.

Se dermos condições ideais de alimentação à cadela, desde o cruzamento até o desmame, teremos filhotes bem formados, fortes e saudáveis e, principalmente, uma mãe sem deficiências, que não terá corrido riscos desnecessários e trará, ainda, muitas alegrias a seus donos.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Como cortar a unha de um cão


Unhas bem cortadas são de fundamental importância no acabamento do trimming de um cão, podendo muitas vezes melhorar a aprarência de um pé cujos dedos não sejam muito bem arqueados.
Independente disto, dá um aspecto mais limpo e possibilita melhor movimentação do animal (unhas muito grandes podem prejudicar o movimento e até causar algum defeito no caso de cães em fase de crescimento).
Veja na figura abaixo onde deve ser realizado o corte da unha. A área pontilhada embaixo da unha é tecido vivo com sangue e nervos e é chamada de sabugo, ou leito da unha. Corte diagonalmente na unha somente alguns poucos milímitros. Em caso de dúvida, peça a seu veterinário para fazer isto por você.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010


Declaração Universal dos Direitos dos Animais


1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.
2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.
3 - Nenhum animal deve ser maltratado.
4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.
5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.
6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.
7 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.
8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra os animais.
9 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.
10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.

sábado, 3 de julho de 2010

PUG





País de Origem: China
Tamanho: pequeno
Área de Criação: pequena
Agressividade: baixa
Atividade Física: moderada

Utilização: companhia
Tamanho: 25 a 27 cm
Peso: 6 a 8 quilos
Aspectos Gerais: quadrado e massudo, apresentando muita substância em pequeno volume. Sua cabeça é grande e arredondada. A cauda tem inserção alta, enrolada em espiral, pousada sobre a anca.
Pelagem: fina, lisa, macia, curta e brilhante. As cores são prateadas, abricó-castanho ou preta. O prateado e abricó-castanho devem ser em nítido contraste, com a cor da faixa preta no dorso, que se estende até a raiz da cauda e a máscara, no focinho, nas orelhas, bochechas e o diamante na testa.
Longevidade: 13 a 15 anos
Temperamento: brincalhão, inteligente, alegre, charmoso e muito disposto.

Especialistas acreditam que o Pug tenha surgido no Oriente, por apresentar muitas semelhanças com o Pequinês. A primeira aparição que se tem notícia é na China, onde o cão era criado como animal de estimação nos monastérios budistas do Tibete.
O Pug é uma raça muito antiga, que nasceu antes de 400 a.C. e ficou muito conhecida mundialmente por meio do filme Homens de Preto. É provável que tenha sido levado da China ao Japão e, mais tarde para a Europa, onde ganhou muita popularidade nas cortes.
A raça é chamada de Mopshond (da palavra alemã, rosnar) na Holanda, de Mops na Alemanha e Carlim na França. Com uma expectativa de vida alta, esse cão é brincalhão, inteligente e alegre, o que faz dele um excelente cão de companhia.

SEMELHANÇA COM MACACO
O nome Pug, que significa nariz achatado, surgiu devido à sua expressão facial, que se assemelha a uma espécie de macaco de mesmo nome muito popular como pet, por volta de 1700.

Postado por Deyvid Lopes

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Saiba quantos anos do cão correspondem à idade humana


Como todos sabem a idade dos cães são contadas de maneira diferente que a dos humanos, mas o que quase ninguém sabe é que aquela velha historia de que cada ano de um humano corresponde a sete anos do cachorro é a mais pura historia da carochinha, ou seja, não é verdade.
O cachorro quando tem por volta de um ano e alguns meses, já alcançam a maturidade sexual, em relação à velha regra o cão iria possuir aproximadamente onze anos de idade humana.
Cachorros com idades acima de 16 anos, na velha regra correspondia um ser humano com aproximadamente 115 anos, o que não é nada comum entre as pessoas.
Muitas pessoas desejam saber qual a verdadeira idade de seu cãozinho, se você faz parte desta turma fique ligado nas informações abaixo que vão te ajudar a identificar a idade de seu amigão:
Um cão jovem
Com seis meses de vida corresponde a 10 anos de um humano.
Com 12 meses de vida cor reponde a 15 nos de um humano.
Com 16 meses de vida corresponde a 18 anos de um humano.
Com dois anos de vida corresponde a 24 anos de um humano.
Um cão adulto
Com 3 anos de vida corresponde a 28 anos de um humano.
Com 5 anos de vida corresponde a 36 anos de um humano.
Com seis anos de vida corresponde a 40 anos de um humano.
Com oito anos de vida corresponde a 48 anos de um humano.
Um cão idoso
Com 10 anos de vida corresponde a 56 anos de um humano.
Com 15 anos de vida corresponde a 76 anos de um humano.
Com 18 anos de vida corresponde a 88 anos de um humano.
Com 20 anos de vida corresponde a 100 anos de um humano.

Postado por Deyvid Lopes

terça-feira, 29 de junho de 2010

Animais de rua



Esterilização para evitar eutanásia

O projeto de lei que determina a esterilização de cães e gatos em substituição à eutanásia, em locais onde há superpopulação desses animais ou onde eles são vetores de alguma epidemia (PLC 04/05), encontra-se em avaliação no Senado. É provável que essa instituição solicite que seja substituída a expressão “esterilização cirúrgica” por “esterilização permanente: cirúrgica ou não cirúrgica desde que ofereça o mesmo grau de eficiência, segurança e bem-estar animal”. O objetivo é criar a possibilidade de um eventual uso da esterilização química, técnica recentemente desenvolvida. Em caso de emenda, o projeto deverá voltar a Câmara dos Deputados, de onde veio. “Pretendemos evitar o crescente abandono dos animais de rua e diminuir o sacrifício como meio de controle da população errante”, explica o autor, deputado federal Affonso Camargo (PSDB-PR). Pelo projeto, o Poder Público determinará os locais e as quantidades de animais a esterilizar em cada região, tendo como prioridade as comunidades de baixa renda. O Ministério da Saúde será responsável pelas despesas, mediante contrapartida dos municípios não inferior a 10%. Há boas chances de a emenda do Senado ser aprovada na Câmara. Se isso ocorrer, o projeto irá à mesa do Presidente da República, que poderá sanciona-lo ou não.

Postado por: Deyvid Lopes