Mostrando postagens com marcador Informações sobre cães. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Informações sobre cães. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Comportamento compulsivo em cães



Antigamente, os cães viviam em matilhas, a matilha era a força, a família do animal. Na matilha, eles tinham aprendizado de hierarquia. Com o passar dos anos, os cães começaram a ser domesticados, as pessoas passam a querer humanizar os cães, e a matilha dos mesmos passam a ser seus próprios proprietários.
Pelo fato do proprietário ser a matilha do cão, ele precisa de atenção a todo momento, e o seu isolamento pode causar distúrbios no comportamento do animal, causando pânico, que faz com que o animal crie tentativas de fuga, destruição de objetos, eliminação de fezes em locais inapropriados, entre outros.



TOC = transtorno obsessivo compulsivo.

Os distúrbios compulsivos em cães, podem se apresentar de diversas formas, entre algumas delas, destaca-se:
  • Giro em parafuso, perseguição da causa;
  • Perseguição de luzes;
  • Latido ritmado, intenso;
  • Arranhadura de chão;
  • Ataque a objetos inaminados;
  • Marcha em círculo, saltos;
  • Mordedura do ar;
  • Mordedura de pedras, unhas;
  • Ataque às pernas ou cauda;
  • Esfregamento da face, entre outros.
Todos esses distúrbios estão envolvidos ao estresse, ansiedade e conflito do animal. O estilo de vida, pode se tornar um fator de contribuição, sendo que algumas raças já são predispostas a certos distúrbios. É um problema sério e que precisa de tratamento.

O tratamento é clínico, deve ser identificado e eliminar a causa. Fazer passeios com o animal e deixá-lo ao convívio de mais pessoas é importante. Nunca deixar o animal preso. O ideal é que o proprietário faça o adestramento de seu cão, não pagando ninguém para adestrá-lo, pois devemos sempre lembrar da matilha e o proprietário é o dominante. 
Quando o animal estiver destruindo algo ou fazendo algo de errado, nunca punir ele, o ideal é desviar a atenção dele e levá-lo para fazer outra coisa. Atividades físicas são muito importantes e podem reduzir o comportamento compulsivo nos cães. 
O tratamento pode ser feito com drogas psicotrópicas, drogas ansiolíticas, entre outras.

Considerações finais

O número de casos de animais domésticos com comportamento compulsivo têm aumentado muito nos últimos anos. O tratamento baseia em:
  • Alteração do ambiente;
  • Treinamento comportamental;
  • Uso de fármacos antidepressivos.


Matéria com base na palestra "Comportamento compulsivo em cães", que ocorreu no IV FAVE da Univertix.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

OTITE em cães. É perigosa mesmo?


1 - O que é otite?
R - Trata-se da inflamação desse órgão da audição. E como o mesmo compreende várias partes, necessário se faz seu conhecimento anatômico.


2 - Qual é a anatomia do ouvido? 
R - Pode ser dividido para efeito didático em ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno, porém interligados entre si. O ouvido externo compreende o pavilhão auricular (orelha), o meato acústico externo também chamado de canal auditivo externo e o tímpano, este última uma membrana delgada que por assim dizer separa o ouvido externo do médio. O ouvido médio é a câmara onde situam-se três ossículos (martelo, estribo e bigorna) interligados entre si e que servem como meio de ligação com o ouvido interno. Nessa câmara onde situam-se referidos ossículos, existe um canal de ligação do ouvido médio com o faringe, denominado Trompa de Eustáquio. Ouvido interno, a parte mais especializada e portanto também mais delicada e importante de todo o ouvido, onde existem os chamados Canais semicirculares, a Cóclea e o Nervo acústico, este último ligando todo o conjunto diretamente ao cérebro. Notaram todos portanto, que conforme sejam atingidas essas diferentes porções do ouvido, a otite se revestirá de maior ou menor gravidade, recebendo também denominações diversas, como otite externa (apenas ouvido externo inflamado), otite média (apenas ouvido médio inflamado), e otite interna (esta a mais grave pois atingindo os canais semicirculares determinará transtornos do equilíbrio por ser esse o órgão responsável pelo nosso sentido espacial. Atingindo a cóclea, será a doença denominada labirintite (devido ser tal órgão também chamado de labirinto), e assim por diante.


3 - O que causa a otite? 
R - Podem causar otites, germes ou fungos infecciosos quando nesse órgão instalados, que podem ali penetrarem, tanto através do exterior pelo canal auditivo externo, quanto também através da faringe pela Trompa de Eustáquio.


4 - Como podemos prevenir essa doença em nossos cães? 
R - Primeiro, cuidando da limpeza do canal auditivo externo e das próprias orelhas de nossos cães, e em segundo lugar, cuidando e tratando quando os mesmos acometidos por doenças da garganta, pois daí também, pode a infecção progredir e atingir o ouvido.


5 - Como proceder para a boa limpeza dos ouvidos dos cães? 
R - Com um cotonete para os cães pequenos, ou um chumaço de algodão na ponta de um estilete flexível ou pinça para cães de maior porte, umedecemos esse algodão com uma solução de alcool-éter (em partes iguais), e com esse cotonete limpamos e removemos a cera existente no conduto auditivo externo e nas próprias orelhas. Cuidado na limpeza do conduto auditivo externo, em sua parte mais profunda, a fim de não lesar o tímpano ali localizado. A freqüência que essa limpeza deve ser feita, dependerá da raça de seu cão: Os cães das raças que tem as orelhas eretas, como o Pastor Alemão, necessitarão limpezas mensais. Já os cães de raças que tem as orelhas caídas, como aqueles da raça Cocker Spaniel, a limpeza deve ser feita mais freqüentemente (cada 10 dias).


6 - Como perceber se meu cão está com otite?
R- O sintoma mais evidente é o ato do mesmo coçar com as patas tal região da cabeça, ou então sacudir freqüentemente a cabeça. Mais evidente, quando ocorrer secreção purulenta pela orelha, o que denota a infecção já estar ali instalada e latente, e quando a otite é unilateral (apenas um dos ouvidos), o ato do cão manter a cabeça inclinada para esse lado inflamado.


7 - Como tratar um cão com otite? 
R - Muitas vezes o simples ato de proceder à limpeza dos ouvidos, quando a otite é apenas externa, é suficiente para sanar o mal. Porém, quando a infecção já atingiu o ouvido médio ou o interno, necessário se faz tratamento mais especializado, inclusive com administração de antibióticos por via geral (parenteral ou oral), e mesmo nebulizações da garganta com medicação apropriada. Nessa caso, a recomendação é, procure um veterinário competente, que este deverá estar capacitado para lhe indicar a melhor terapêutica.


Apenas uma recomendação final: Nada de pânicos em caso de otites, pois tenha em mente que o próprio organismo animal tem meios de defesa tanto para essa quanto para outras infecções. Cuide de seu animal como cuida de si mesmo: com cuidado e atenção, tanto quanto seu asseio quanto sua alimentação, e propiciando ao mesmo exercícios físicos e carinho. Nada além disso.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

BENEFÍCIOS DA CASTRAÇÃO EM CÃES E GATOS

 FÊMEAS

PROCEDIMENTO: retirada dos ovários, tubas uterinas e útero

BENEFÍCIOS
  • evita infecção uterina - Piometra, doença que atinge 60% das fêmeas
  • se realizado antes do primeiro cio, diminui em até 95% as chances de tumor de mama
  • evita gravidez indesejada, fugas de casa, e outros incomodos com o cio (como a "miação nervosa" das gatas)
  • evita o abandono de crias inteiras, quando indesejadas
Imagem 1 - Vista de uma cadela após a castração (a recuperação é rápida)

MACHOS

PROCEDIMENTO: retirada dos testículos.

BENEFÍCIOS
  • evita brigas por disputa territorial
  • evita/diminui demarcação com urina em todos os lugares da casa
  • diminui muito o cheiro forte da urina dos gatos
  • previne tumores de próstata, e consequentemente hérnias perineais
  • evita que eles fujam de casa atrás de fêmeas no cio

 Imagem 2 - Testículos retirados após a castração de um cão.

 

BENEFÍCIOS PARA AMBOS

  • aumenta a expectativa de vida e diminui os riscos de doenças
  • evita a "continuidade" de doenças hereditárias, tais como hérnias em geral, luxação de patela, displasia coxo-femural
  • cães que saem à rua: por não cruzarem, evita as chances de adquirir TVT, tumor venéreo transmissível.
Quanto mais precocemente for feita a castração, maior a garantia de todos os benefícios citados.
Para usufruir de todos os benefícios, a cirurgia de castração pode e deve ser feita a partir dos 2 meses e antes dos 5 meses, antes do amadurecimento dos hormônios sexuais e pode ser feita em qualquer idade.
A cirurgia é feita com o animal sedado (anestesia geral).
O pré-operatório exige apenas algumas horas de jejum.
Os cuidados com o pós-operatório são essenciais para o sucesso da cirurgia. Deve-se dar os medicamentos prescritos pelo veterinário, além de seguir suas recomendações.
Quanto mais precoce a cirurgia, mais rapidamente o animal se restabelece.


"PARA CADA PESSOA QUE NASCE, NASCEM 15 CÃES E 45 GATOS."
"A cirurgia de castração previne doenças, evita tumores, garante o bem-estar dos animais, facilita a interação homem-animal e é a única medida eficaz no controle da superpopulação de cães e gatos."

sábado, 22 de janeiro de 2011

Substituto de leite para cães

120 ml leite120 ml água
2-4 gemas de ovo
1 colh. chá óleo vegetal.
20 mg glutamato de cálcio
Mel opcional.
Produtos comerciais apresentam baixas calorias : acrescentar óleo vegetal1-2 colh. chá /frasco sucedâneo)
Em caso de diarréia(c/ vermelhidão ao redor do ânus): substituir 50% por água.
Após melhora ir aumentando gradativamente até o total.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Câncer em animais (Parte 2 - cão e gato)


Cães e gatos também podem ter câncer?

Câncer é um termo que define os tumores malignos. Os cães e gatos estão também propensos a desenvolver este tipo de patologia. Nós, médicos veterinários, estamos constatando que com o passar dos anos a casuística de tumores em geral tem aumentado, isto porque a expectativa de vida das espécies de companhia também tem aumentado.

Quais os tipos de cânceres mais comuns nessas espécies?

Dentre todos os tipos de cânceres podemos destacar os carcinomas cutâneos (tumores malignos de pele), comuns tanto nos cães como nos gatos, principalmente nos felinos despigmentados, isto é, animais que não possuem pigmentação protetora à incidência solar, sendo as áreas sem pêlos da face as mais vulneráveis.

Os sarcomas (tumores malignos originados do tecido muscular, adiposo e ósseo) também apresentam uma incidência relativamente alta, porém, em nossa casuística brasileira, são mais vistos em cães.

Os tumores do tecido hematopoiético, assim como os linfomas e leucemias, também acometem tanto cães como gatos, principalmente gatos infectados pelo vírus da leucemia felina (FeLV).

Finalmente, os tumores do sistema nervoso são menos frequentes.

Há tratamento para o câncer em animais ou o sacrifício é a única alternativa?

O tratamento dos cânceres pode ser inicialmente dividido em terapêutica curativa e paliativa. Os métodos da terapêutica curativa são a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia.

O tratamento paliativo diz respeito a tratar os sintomas e ou disfunções da patologia base (ex: alívio de dor, correção de alterações metabólicas, remoção de obstruções, etc). O fato de um paciente ser portador de um tumor não passível de cura não, necessariamente, indica que este animal deva ser submetido à eutanásia, desde que o mesmo apresente boa qualidade de vida.

A cirurgia para remoção de um tumor maligno (câncer) pode acabar definitivamente com a doença?

A cirurgia é o método de tratamento que oferece os melhores resultados de cura (exceto nos casos de tumores hematopoiéticos), porém a técnica cirúrgica deve compreender a remoção de margens de segurança (remoção de tecido sadio periférico ao tumor) e, se necessário, exerese dos linfonodos regionais que drenam a área. Infelizmente muitas cirurgias são mutilantes, pois o resultado estético não é o mais importante.

Em que casos usamos a quimioterapia?

A quimioterapia é o tratamento de eleição para os linfomas e leucemias. Também utilizamos a quimioterapia como tratamento adjuvante (auxiliar a outra modalidade terapêutica, principalmente à cirurgia) para os tumores com potencial de metástase, por exemplo: osteossarcoma, hemangiossarcoma, melanoma, etc.

Como é feita a quimioterapia em animais?

Os quimioterápicos são, na sua maioria, medicamentos injetáveis. Algumas poucas drogas podem ser administradas por via oral.Os pacientes submetidos a sessões quimioterápicas recebem, antes e após a droga injetável, um período de fluidoterapia (administração de sôro), isto porque as drogas são muito tóxicas, desta forma não é desejável que haja acúmulo no organismo. O tempo de duração de cada sessão depende do protocolo utilizado (associação de drogas). Alguns protocolos exigem um período de fluidoterapia de maior ou menor duração.

A quimioterapia em cães e gatos causa os mesmos efeitos colaterais que no humano? Os animais, por exemplo, perdem os pêlos?

Os efeitos colaterais vistos nos cães e gatos são menos severos do que os vistos em pacientes humanos. Isto porque, em medicina, a cura é o principal objetivo do tratamento, enquanto que em veterinária, muitas vezes a qualidade de vida do paciente é mais importante do que a cura da doença. Para isso, utilizamos doses menores e protocolos menos agressivos.

Alopecia (queda de pêlos) em pacientes veterinários ocorre de forma localizada, e não generalizada como nos pacientes humanos, sendo que as raças que apresentam crescimento contínuo de pêlos (ex: poodle, cocker) são as mais afetadas.

Os efeitos colaterais inespecíficos da quimioterapia, mais importantes do que a alopecia, são: vômitos, anorexia, diarréia, perda de peso, alterações estas que podem ser controladas com medicação. Os efeitos colaterais considerados específicos dizem respeito à toxicidade de um determinado órgão pelo uso de certas drogas, como por exemplo: cardiotoxicidade consequente da utilização de doxorrubicina, e nefrotoxicidade pelo uso da cisplatina.

Em que casos podemos usar a crioterapia?

A crioterapia é o método pelo qual podemos causar a morte de células neoplásicas por meio de congelamento. Os principais tumores sensíveis a este tratamento são pequenas lesões cutâneas ou localizadas nas mucosas oral ou perianal, como papilomas (tumores cutâneos benignos), carcinomas basocelular e espinocelular, mastocitomas cutâneos (tumores originados de células mastocitárias) ou mesmo lesões remanescentes do tumor venéreo transmissível canino (TVT) após quimioterapia.

É importante salientar que o diagnóstico precoce é o desejado. Por razões óbvias, é muito mais fácil alcançar a cura em casos iniciais. Para isso, é importante que o clínico tenha consciência que os procedimentos de biópsia são importantes, mesmo que trate de pequenos nódulos, aparentemente benignos. As informações provenientes de um laudo histopatológico (biópsia), associadas às informações clínicas, são pontos importantes na determinação da conduta terapêutica, seja ela clínica, cirúrgica ou combinada.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Cinomose Canina: saiba como prevenir
















Enfermidade infecto contagiosa, que afeta só os cães entre os animais domésticos e os canídeos silvestres.

Causada por um vírus que sobrevive por muito tempo em ambiente seco e frio, e menos de um mês em local quente e úmido; muito sensível ao calor, luz solar e desinfetantes comuns.

Não escolhe sexo ou raça, nem a época do ano. Ocorre mais em jovens, mas animais idosos também podem se contaminar se não vacinados.

Se infectam (contaminam) por contato direto ou pelas vias respiratórias, pelo ar contaminado.

A transmissão direta é por secreções do nariz e boca de animais infectados (espirros e gotículas que saem do nariz quando se respira) é a principal fonte de infecção. O animal doente espirra e contamina o ambiente e os animais que estejam perto. Inclusive, se tiver um ser humano por perto, o vírus pode ser carregado por ele até um animal sadio.

O animal pode se contaminar pela via respiratória ou por via digestiva, por contato direto ou fômites ( pode ser um objeto ou um ser humano, por exemplo, que carregam o vírus na roupa, nos sapatos) , água e alimentos contaminados por secreções de cães doentes.

Vírus da cinomose

Após o animal ser infectado, ocorre o período de incubação do vírus (digamos que seja o período que ocorre entre o vírus entrar no corpo e o corpo começar a manifestar os sintomas da doença) por 3 a 6 dias , ou até 15 dias, e depois disso a temperatura pode chegar a 41ºC, haver perda de apetite, corrimento ocular e nasal . Este estado dura mais ou menos 1 a 2 dias.

Depois se segue um período de 2 a 3 dias, as vezes meses, em que parece que tudo volta ao normal.

Depois disso podem aparecer os sinais e sintomas típicos da cinomose, dependendo da resposta imunitária do animal.

Pode haver sintomas digestivos (diarréia e vômito), respiratórios (corrimento nasal e ocular) ou nervosos ( tiques nervosos, convulsões, paralisias, etc) ou haver associação deles.

O animal pode morrer tendo desenvolvido só uma das fases da doença ou sobreviver desenvolvendo todas, podem desenvolver cada tipo de sintoma aos poucos ou todos juntos.

Normalmente os primeiros sintomas da 2ª fase são febre , falta de apetite, vômitos, diarréia, dificuldade para respirar.

Depois conjuntivite com secreção , corrimento nasal, com crostas no focinho, e pneumonia.

Pode se seguir por 1 a 2 semanas e daí aparecerem os sintomas nervosos: tiques nervosos, depois sintomas de lesões no cérebro e medula espinhal.

Em alguns, por inflamação no cérebro, os animais ficam agressivos, não conseguem as vezes reconhecer seu dono.
Em outros ocorre paralisia dos músculos da face em que o animal não consegue abrir a boca nem para tomar água, apatia profunda.
Por lesões no cérebro e na medula espinhal, andar cambaleante, paralisia no quarto posterior (‘descadeirado’). Dificilmente os sintomas são estacionários (vão piorando sempre, de maneira lenta ou rápida).

É de difícil tratamento, dependendo quase exclusivamente do cão, e de sua capacidade de ter uma resposta imunológica suficiente, sua sobrevivência ou não.
Digo ‘quase exclusivamente’ porque o veterinário pode ajudar eliminando coisas que podem atrapalhar sua “guerra” com a doença, como as infecções que ele pode ter por fraqueza (queda de resistência), aconselhar uma alimentação correta, receitar medicamentos que ajudem a combater as inflamações no cérebro, receitar uma medicação que tente aumentar sua resistência, etc.

Sua evolução é imprevisível, ou seja, quando o cão adoece, não há como saber se ele vai se salvar ou não, ou se sua morte vai ser rápida ou lenta.

A melhor solução ainda é a prevenção, ou seja, vacinar corretamente.

Conheça um pouco mais sobre a vacinação contra a cinomose canina.

1. A partir de que idade meu cão pode ser vacinado?
Os cãezinhos podem ser vacinados a partir de 6 semanas de vida, mas esta indicação deve ser feita pelo Médico Veterinário. Adaptações no protocolo vacinal podem ocorrer de acordo com variações individuais (se ele está em condição de ser vacinado, se o risco de exposição à doença é mais precoce, etc).

2. Que cuidados devo ter enquanto meu cão está sendo vacinado?
Normalmente os filhotes de cães recebem pelo menos 3 doses de vacina na primeira fase da vida (processo conhecido como primovacinação). Os animais devem ser submetidos a um exame clínico pelo Médico Veterinário toda vez que forem vacinados, com o objetivo de determinar se o animal está em condições de receber a vacina. Animais doentes, subnutridos ou parasitados devem ser tratados antes de receber a vacina. Outro cuidado a ser observado é que, até que o esquema vacinal seja finalizado, recomenda-se que os animais permaneçam protegidos, longe da rua e do contato com animais de histórico vacinal desconhecido, ou mesmo não vacinados.

3. As vacinas contra a cinomose canina são todas iguais?
Não. As vacinas tradicionais do mercado contêm o vírus vivo atenuado. São muito eficazes e seguras, sendo utilizadas há muitos anos. Recentemente novas tecnologias vacinais foram desenvolvidas para a imunização de seres humanos e animais com a máxima segurança e potência: as vacinas recombinantes. A vacina recombinante contra a cinomose canina já está disponível no mercado e traz benefícios para a imunização de cães filhotes e adultos. Procure seu médico veterinário e pergunte sobre os benefícios da vacina recombinante para a imunização de seu cão.

4. Devo revacinar meu animal anualmente?
Sim. Existem várias doenças contra as quais seu animal pode ser revacinado anualmente. A vacina contra a raiva, por exemplo, deve ser reaplicada todos os anos. Outras vacinas disponíveis podem ser aplicadas anualmente de acordo com a necessidade de seu animal. Consulte sempre seu Médico Veterinário – ele é a melhor pessoa para determinar o protocolo de vacinação ideal para o seu animal.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Principais doenças que acomentem cães e gatos

PRINCIPAIS DOENÇAS QUE ACOMETEM OS CÃES
Raiva – A raiva é uma enfermidade infecto-contagiosa aguda, sempre fatal, caracterizada principalmente principalmente por sinais nervosos ora apresentados por agressividade, ora por paresia e paralisia. É causada por um RNA-vírus da família Rhabdoviridade e acomete todos os mamíferos, inclusive o homem. A transmissão se dá através dos próprios animais doentes e também por portadores inaparentes sendo introduzidos pela saliva via subcutânea para dentro do organismo do animal. É muito comum adquirir raiva após sofrer uma mordida de um animal.

Parvovirose – É uma enfermidade infecto-contagiosa vírica. Causa febre, apatia, perda de apetite, vômitos e diarréia sanguinolenta; apresenta alta mortalidade. O cão desidrata rapidamente e deve receber cuidados imediatos. Muitos necessitam de internação, pois a doença aparece de forma abrupta e violenta. Esta doença tem prevalência mundial desde o final dos anos 70.
Cinomose – É uma doença viral multi-sistêmica, altamente contagiosa que atinge os cães, não transmissível ao homem. Se manifesta principalmente por febre, coriza aguda, bronquite, pnemonia severa, gastrenterite e sinais de comprometimento do sistema nervoso central. Não necessariamente todos os sintomas estão presentes. O vírus da cinomose atinge vários órgãos: rins, pulmões e, principalmente, o sistema nervoso, daí os sinais do tipo “tiques”, andar cambaleante, ataques convulsivos, etc. Uma vez diagnosticada a doença através dos sintomas, histórico e exames laboratoriais, o animal recebe tratamento de suporte, dando condições para o organismo reagir.
Parainfluenza – É um dos agentes causadores da chamada “tosse dos canis”. O vírus, não contagioso ao homem, causa uma tosse não produtiva (sem catarro), com febre baixa ou ausência dela. O quadro persiste por duas semanas e o prognóstico é bom. Os animais se contaminam pelo contato direto com cães infectados. A associação de outros agentes (bordetella, adenovirus ou mycoplasma) com a parainfluenza é comum, e pode causar um quadro mais severo, como perda de apetite, apatia, tosse dolorosa e febre alta.

Hepatite Viral Canina – Esta doença é causada por um vírus que não atinge o homem. O vírus atinge principalmente os rins e o fígado do animal. Sua ocorrência é bem menos freqüente que outras viroses como a parvovirose, e a hepatite viral não apresenta risco de mortalidade alto. Seu período de incubação varia de 2 a 5 dias. O vírus atinge o fígado e outros órgãos, especialmente os rins. O animal pode apresentar desde sintomas leves até um quadro bastante severo. Os sinais clínicos incluem febre, diarréia, apatia, inapetência, vômitos amarelo-esverdeados, e, em uma pequena porcentagem de cães, alteração na cor dos olhos (que se tornam azuis devido a um edema de córnea) perfeitamente reversível na maioria dos casos. O tratamento se dá para a fortificação do organismo do animal a fim de que a doença não progrida e, conseqüentemente, não cause maiores conseqüências.

Adenovírus Tipo II – É um dos agentes etiológicos da tosse dos canis (traqueobronquite infecciosa).

Leptospirose – É uma enfermidade infecto-contagiosa aguda, febril, com grave sintomatologia entérica, hepática e renal, muitas vezes acompanhada de hemorragias generalizadas e icterícias (amarelidão na pele e na esclerótica), causada por L. interroganas, sorotipos canicola e icterohaemorragiae, Lpomana, L. gippotyphosa, algumas vezes ocorrem sinais encefálicos e abortos. Também é uma zoonose (doença comum entre o homem e o animal).
Coronavírus – É uma doença contagiosa aguda dos cães, causada por um vírus epiteliotrópico que invade preferencialmente os enterócios (células do epitélio intestinal das pontas vilosas, causando destruição e atrofia). A fusão dos vírus resultantes causa diarréia de severidade variável.
Giardíase – É uma doença causada pelo protozoário flagelado, Giardia Lambila. O cão infecta-se facilmente ingerindo cistos de Giárdia, que podem estar presentes na água, nos alimentos ou no pêlo dos animais. A Giardíase causa a síndrome da má absorção, má digestão, levando à desidratação, diarréia, perda de peso, dor abdominal e flatulência. Além de perda de apetite, vômito e letargia.
Tosse dos Canis – É uma doença de fácil transmissão entre os cães de todas as idades. Resulta da inflamação das vias aéreas superiores (traqueobronquite). O animal apresenta tosse seca que pode ser seguida de ânsia ou vômito e anorexia parcial. Pode evoluir para broncopneumonia e ser fatal em cães filhotes e idosos.
PRINCIPAIS DOENÇAS QUE ACOMETEM OS GATOS
Rinotraqueite – Virar Felina – Herpesvírus felino tipo I altamente contagioso, ocorrendo principalmente em gatinhos entre um e três meses de idade. A doença pode passar despercebida ou assumir forma grave, matando o filhote em cerca de uma semana, devido a ocorrência de pneumonia. Os sintomas incluem conjuntivite, lacrimejamento, espirro, tosse e rinite serosa, anorexia, febre e apatia.
Imunudeficiência Felina – Esse vírus que ataca os linfócitos T. possui um período latente assintomático prolongado que pode se estender por anos que resulta na síndrome de imunodeficiência caracterizada por infecção crônicas e recorrentes. A mordedura é o principal modo de infecção do vírus.
Leucemia Felina – Retrovírus de importante morbidade e mortalidade nos gatos domésticos. Sua transmissão se dá principalmente pela saliva. O vírus se mantém na natureza através de gatos virêmicos que vivem longos períodos sem apresentar a enfermidade. As manifestações clínicas são atribuíveis aos efeitos oncogênicos e imunossupressivos do vírus, com desenvolvimento de baixa da imunidade expondo o gato às mais diversas infecções.
Panleucopenia Felina – É uma enfermidade infecto-contagiosa aguda, febril, caracterizada principalmente por sinais gastroentéricos e panteucopenia. Ela é causada por um Parvovírus, e acomete principalmente gatinhos entre um e seis meses de idade. A transmissão se dá por contato direto ou através de fômites e vetores. Os sintomas são caracterizados por apatia, anorexia, febre alta, vômito e diarréia. O exame hematológico mostra uma severa leucopenia. Possui uma alta mortalidade nos gatinhos filhotes.
Clamidiose Felina – Causada pela Chalamydia psittaci, causadora de sintomas respiratórios dos gatos. Sua principal manifestação é uma conjuntivite persistente, mucopurulenta aguda ou crônica. Febre, rinite e espirros são observados.
Calicivirose Felina – O agente causador é um calicivírus felino, acometendo principalmente gatos de um a seis meses de idade. A infecção pode apresentar úlceras orais que é muito característica do calcivírus, rinite suave com espirros e conjuntivite.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

OTITE


É perigosa mesmo?

Tendo-se em vista o interesse de vários cinófilos em saber a respeito dessa doença, achei oportuno tecer considerações a respeito:

1 - O que é otite?
R - Trata-se da inflamação desse órgão da audição. E como o mesmo compreende várias partes , necessário se faz seu conhecimento anatômico.

2 - Qual é a anatomia do ouvido?
R - Pode ser dividido para efeito didático em ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno, porém interligados entre si. O ouvido externo compreende o pavilhão auricular (orelha), o meato acústico externo também chamado de canal auditivo externo e o tímpano, este última uma membrana delgada que por assim dizer separa o ouvido externo do médio. O ouvido médio é a câmara onde situam-se três ossículos (martelo, estribo e bigorna) interligados entre si e que servem como meio de ligação com o ouvido interno. Nessa câmara onde situam-se referidos ossículos, existe um canal de ligação do ouvido médio com o faringe, denominado Trompa de Eustáquio. Ouvido interno, a parte mais especializada e portanto também mais delicada e importante de todo o ouvido, onde existem os chamados Canais semicirculares, a Cóclea e o Nervo acústico, este último ligando todo o conjunto diretamente ao cérebro. Notaram todos portanto, que conforme sejam atingidas essas diferentes porções do ouvido, a otite se revestirá de maior ou menor gravidade, recebendo também denominações diversas, como otite externa (apenas ouvido externo inflamado), otite média (apenas ouvido médio inflamado), e otite interna (esta a mais grave pois atingindo os canais semicirculares determinará transtornos do equilíbrio por ser esse o órgão responsável pelo nosso sentido espacial. Atingindo a cóclea, será a doença denominada labirintite (devido ser tal órgão também chamado de labirinto), e assim por diante.

3 - O que causa a otite?
R - Podem causar otites, germes ou fungos infecciosos quando nesse órgão instalados, que podem ali penetrarem, tanto a traves do exterior pelo canal auditivo externo, quanto também a traves do faringe pela Trompa de Eustáquio.

4 - Como podemos prevenir essa doença em nossos cães?
R - Primeiro, cuidando da limpeza do canal auditivo externo e das próprias orelhas de nossos cães, e em segundo lugar, cuidando e tratando quando os mesmos acometidos por doenças da garganta, pois daí também, pode a infecção progredir e atingir o ouvido.

5 - Como proceder para a boa limpeza dos ouvidos dos cães?
R - Com um cotonete para os cães pequenos, ou um chumaço de algodão na ponta de um estilete flexível ou pinça para cães de maior porte, umedecemos esse algodão com uma solução de alcool-éter (em partes iguais), e com esse cotonete limpamos e removemos a cera existente no conduto auditivo e nas próprias orelhas. Especial cuidado na limpeza do conduto auditivo externo, em sua parte mais profunda, a fim de não lesar o tímpano ali localizado. A freqüência que essa limpeza deve ser feita, dependerá da raça de seu cão: Os cães das raças que tem as orelhas eretas, como o Pastor Alemão, necessitarão limpezas mensais. Já os cães de raças que tem as orelhas caídas, como aqueles da raça Cocker Spaniel, a limpeza deve ser feita mais freqüentemente (cada 10 dias).

6 - Como perceber se meu cão está com otite?
R- O sintoma mais evidente é o ato do mesmo coçar com as patas tal região da cabeça, ou então sacudir freqüentemente a cabeça. Mais evidente, quando ocorrer secreção purulenta pela orelha, o que denota a infecção já estar ali instalada e latente, e quando a otite é unilateral (apenas um dos ouvidos), o ato do cão manter a cabeça inclinada para esse lado inflamado.

7 - Como tratar um cão com otite?
R - Muitas vezes o simples ato de proceder à limpeza dos ouvidos, quando a otite é apenas externa, é suficiente para sanar o mal. Porém, quando a infecção já atingiu o ouvido médio ou o interno, necessário se faz tratamento mais especializado, inclusive com administração de antibióticos por via geral (parenteral ou oral), e mesmo nebulizações da garganta com medicação apropriada. Nessa caso, a recomendação, é procure um veterinário competente, que este deverá estar capacitado para lhe indicar a melhor terapêutica.

Apenas uma recomendação final: Nada de pânicos em caso de otites, pois tenha em mente que o próprio organismo animal tem meios de defesa tanto para essa quanto para outras infecções. Cuide de seu animal como cuida de si mesmo: com cuidado e atenção , tanto quanto seu asseio quanto sua alimentação, e propiciando ao mesmo exercícios físicos e carinho. Nada além disso.

Gestação das Cadelas


Antes de tratar propriamente desse tema, é necessário para ser melhor entendido, descrever os órgãos sexuais que constituem o aparelho reprodutor feminino dessas fêmeas domésticas.

1 - Quais são os órgãos genitais (também chamados sexuais) femininos das cadelas?

R - Sãos os ovários (em número de dois), os ovidutos (também chamados de trompas de Phalopio (também duplo), o útero e a vagina, todos situados na cavidade abdominal e ali sustentados por ligamentos próprios; a vulva, esta já situada no limite com o exterior e pondo em comunicação os órgãos sexuais anteriores com o ambiente externo; e como órgãos anexos: as mamas, nas cadelas em geral em número de 8 a 10 (quatro a cinco pares), estas dispostas eqüidistantes da linha média do ventre, desde a região peitoral até a inguinal, por isso designadas conforme sua localização em: peitorais, abdominais e inguinais.

2 - Como são os ovários das cadelas?

R - Duplos, situados na cavidade abdominal, região sub-lombar, em contato direto com os intestinos, próximos dos rins e sustentados pelos ligamentos largos e vasos sangüíneos (uma veia e uma artéria). Têm os ovários sua superfície externa lisa, com saliências formadas pelas folículos denominados de Graaf (Folículos ovarianos), destes tendo origem os óvulos, que na fase do Cio (Estro) são dali eliminados e por assim dizer captados pelas franjas das Trompas de Phalopio, e por estas levados por cílios ali existentes para o interior do útero. O tamanho dos ovários nas cadelas varia de acordo com o porte da fêmea considerada, desde o tamanho de um grão de feijão até o de uma ameixa. Os ovidutos funcionam como meio de ligação entre os ovários e o útero, e são constituídos por um receptáculo em forma de franja, e um canal flexuoso que desemboca no útero, e ligado a estes por ligamentos. Tem os ovidutos o tamanho médio de 5 a 8 centímetros de comprimento.

3 - Como é o útero das cadelas?

R - É constituído por um corpo em forma cilíndrica e dois cornos extremamente compridos e estreitos. Numa cadela de porte médio o corpo mede cerca de 3 cm de comprimento e os cornos de l1 a l5 cm. Têm seus diâmetros uniformes e encontram-se no interior da cavidade abdominal em contato direto com os intestinos e demais órgãos. Constituí-se de várias camadas: externamente revestido por uma membrana serosa semelhante ao peritôneo (lisa, brilhante e transparente); medianamente por músculos lisos potentes e internamente por camada cuja constituição varia de acordo com a fase considerada do ciclo Estral.

4 - Como é a vagina das cadelas?

R - Constituída de fibras musculares potentes de forma circulares, relativamente comprida e forrada internamente por membrana mucosa formando pregas longitudinais.

5 - Como é a vulva das cadelas?

R - Tem lábios externos grossos formando uma comissura inferior aguda, forrada internamente por membrana mucosa lisa e rosada. Apresenta como particularidade um músculo constritor forte em forma de esfíncter (circular), além do clitóris. Mede de 3 a 4 cm de comprimento.

6 - O que caracteriza a Gestação nas Cadelas?

R - Pode ser definida como a fase em que as cadelas estão gerando seus filhos, originários da fecundação dos óvulos expelidos de seus ovários e fecundados por espermatozoides dos machos depositados em suas vias genitais a través do acasalamento (coito). Um ou mais fetos, pois são as cadelas multíparas (parem mais de um filho por vez), são gerados em seus úteros, sendo tais fetos envoltos durante essa fase, por membranas que constituem a chamada Placenta. Nessa fase, inicialmente o ovo sofre sucessivas multiplicações, passando por diversas fases : ovo > blastômeros > mórula > feto. A duração dessa gestação é de 9 semanas (63 dias) em média, variando para mais ou para menos de acordo com o número de fetos gerados e de condições especiais da raça considerada. Durante esse período, obviamente pelo desenvolvimento e crescimento dos fetos, o abdome das cadelas vai se distender e aumentar de volume, assim como as mamas, na sua fase final estas vão também se desenvolverem e começarem a secretor leite em sua fase final. O temperamento da fêmea grávida (prenhe) também se modifica, tornando-a mais dócil e letárgica. Seu apetite gradativamente também aumenta, o que se explica pela maior necessidade de nutrientes para gerar e desenvolver seus filhos em gestação.

7 - O que caracteriza o Parto?

R - Representa precisamente o nascimento dos produtos gerados pela fêmea durante sua gestação, o que deve ocorrer pelo término dos desenvolvimentos dos fetos. São sinais chamados precursores do parto: A cadela torna-se irrequieta, começa a ganir e a urinar repetidamente, deita-se para em seguida logo se levantar, mira seguidamente o ventre ou suas vias genitais, sinais esses que indicam estar a mesma sentindo as chamadas dores do parto (contrações uterinas). Sua duração é variável dependentemente de ser a cadela primípara ou não (primeiro parto ou não), são necessários para propiciarem a dilatação da bacia (ossos pélvicos) e vias uterinas, principalmente da chamado cerviz uterina (orifício que liga o útero a vagina), e desta para o exterior. Durante a gestação a chamada cerviz uterina permanece fechada (selada por tampão mucoso), que necessariamente somente deve-se abrir no momento do parto, a fim de permitir não só a saída dos fetos gerados como também os envoltórios placentários que os acompanham. É precisamente essa cerviz que deve ser dilatada (assim como os ossos pélvicos, estes por afrouxamento de seus ligamentos), tornando possível a expulsão (nascimento) dos fetos gerados. Durante o parto e junto com os filhotes, são também eliminados os chamados líquidos amnióticos e placentários, originários todos da própria excreção dos fetos durante essa gestação assim como as próprias secreções dessas membranas envoltórias e que servem como lubrificantes das vias eferentes do útero, permitindo mais fácil deslizamento dos filhotes gerados no momento desse parto.

8 - Há necessidade de ser o parto assistido?

R - Sim. Discretamente, sem interferência direta (a não ser em caso de necessidade de ajuda), e por parte de alguém familiarizado com o ato, como deve ser o profissional veterinário, e nesse caso denominado parteiro, tocólogo ou obstetra.

9 - Anormalidades do Parto (Distócia)?

R - São as chamadas distócias, que vão desde falta das contrações necessárias (útero preguiçoso) por parte da mãe gestante, até anormalidades da bacia (ossos que constituem a pélvis: Ileo, Isquio e Pubis), e principalmente desproporções entre os tamanhos dos fetos e essas vias eferentes da própria fêmea, ou até anormalidades da apresentação dos fetos em relação a essas mesmas vias de saída. Para cada caso de distócia é recomendado o remédio correspondente, o que somente o profissional tocólogo deve saber fazer. Não cabem aqui serem relatados todos os casos possíveis de distócias, por serem inúmeras. Apenas uma recomendação ao proprietário ou assistente do parto: Em caso de demora no nascimento dos filhotes, consulte seu veterinário para tomar as medidas que se fizerem necessárias. Fatalmente surgirá a pergunta: Qual o tempo que devo aguardar? Resposta : No máximo 3 a 4 horas desde os primeiros sinais, anteriormente chamados de precursores do parto.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Cuidados com filhotes



A chegada de um bichinho de estimação na família é sempre uma festa, todos ficam felizes e radiantes com o novo membro da casa. Mas para que essa felicidade dure muito tempo são essenciais alguns cuidados básicos que começam desde cedo.


  • Procurar adquirir animais com idade igual ou superior a 45 dias, para que não sintam falta da mãe e irmãos.

  • Alimentação desde cedo com ração comercial, pois é o melhor alimento,feito especialmente para eles (várias marcas para todos os tamanhos e idades), evitando doces, comida caseira ,ossos e alimentos crus.

  • Vermífugo: ideal antes da primeira dose da vacina polivalente e a cada 4-6 meses para o resto da vida, evitando assim qualquer contaminação para as pessoas e outros animais.

  • Vacinas: fundamental a partir dos 60 dias, sendo feitas 3 doses de vacina polivalente ( intervalo de no mínimo 21 dias entre cada uma; 60,90 e 120 dias) e duas doses da vacina anti-rábica ( 150 e 180 dias). Após 1 ano da última dose da polivalente e da anti-rábica é indicado reforço anual de ambas para o resto da vida, pois doenças como cinomose e leptospirose podem se manifestar em cães adultos, bem como a rinotraqueíte em gatos. Outro ponto importante dentro da vacinação é que essa deverá ser feita por médicos veterinários, pois eles têm as melhores vacinas ( vacinas éticas) e antes da aplicação fazem exame clínico, certificando-se que o animal esteja apto para receber a vacina;

  • Passeios: procurar não passear com filhotes antes da terceira dose da vacina polivalente, principalmente em parques e praças, pois a circulação de animais é muito grande;

  • Ectoparasitos ( pulgas e carrapatos ): usar, desde pequeno, produtos que empeçam a proliferação, evitando assim diversas doenças ( incluindo zoonoses );

  • Banhos e Tosas: procurar evitar estéticas e petshops antes da terceira dose da vacina polivalente, pois também é um local com grande circulação de animais. Filhotes de pelagem longa devem ter cuidados com a escovação dos pêlos (de preferência diária), para evitar a formação de nós e acumulos de sujeiras;

  • Ouvidos e Dentes: procurar sempre limpar os ouvidos após o banho ou uma vez por semana, evitando a formação de otites ( muito comum em raças de orelhas caídas), e a escovação dentária também se faz necessário ( de preferência uma vez ao dia com escova e creme dental especiais para pequenos animais), pois problemas como tártaro são muito prejudiciais podendo causar até cardiopatias.



LEVE SEU CÃO AO VETERINÁRIO, PARA QUE ELE SE MATENHA SAUDÁVEL E FELIZ.

SEJA RESPONSÁVEL, NÃO ABANDONE OS ANIMAIS


Postado por : Natália Mayrinck Cunha

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Adestramento Inteligente: saiba como ensinar seu melhor amigo com carinho e respeito


Xixi fora do lugar, móveis destruídos e demonstrações de agressividade são reclamações comuns entre os donos de pets. E mesmo diante destes problemas, aparentemente sem solução, há quem ainda resista em contar com a ajuda de um adestrador, por acreditar que o adestramento pode ser penoso para o animal.
Alguns métodos de adestramentos, realmente, utilizam técnicas baseadas em punições, mas no Adestramento Inteligente, ao invés de provocar desconforto, o animal é induzido ao acerto, recebendo recompensas por suas atitudes corretas, o que faz com que o pet assimile o aprendizado mais rápido e tenha prazer em obedecer.
Com recompensas como petiscos, brinquedos e carinho, que são chamados de reforço positivo, fica muito mais fácil e divertido ensinar os animais e até mesmo prevenir e corrigir alguns distúrbios de comportamento. O que você acha que seu cão prefere: levar broncas quando faz xixi no lugar errado ou receber muito carinho, atenção e petiscos quando fizer suas necessidades no lugar correto?
Grande parte dos problemas comportamentais podem ter sua origem devido a uma falha de comunicação entre os donos e seus animais de estimação. Nestes casos, o Adestramento Inteligente pode ser uma ferramenta muito eficaz para “decifrar” o que nossos animais pensam e entender como e por que eles se comportam de determinadas maneiras, corrigindo, consequentemente, muitas atitudes indesejadas. E, diferente do que muitos imaginam, o adestramento não consiste somente em comandos e apresentações de truques.
A técnica, quando bem aplicada, ensina sim ao animal a se portar da maneira desejada, mas, principalmente, orienta seu dono como compreender o animal para assim ser compreendido. O método pode ser aplicado em cães já a partir de 50 dias de vida e não tem limite de idade. Se você tem um cachorro velhinho, ele também pode aprender. Outras espécies como gatos e aves também podem ser treinados com a ajuda do Adestramento Inteligente.
Adestrar de forma inteligente não é ordenar e esperar ser obedecido por meio de repreensões e castigos. O adestramento deve ensinar o dono a se comunicar e interagir com seu animal de estimação. Métodos com técnicas aplicadas com amor e respeito promovem não só um aprendizado mais eficiente e prazeroso, mas também uma relação mais harmoniosa entre você e seu melhor amigo.
Postado por: Deyvid Lopes

domingo, 22 de agosto de 2010

Twitter do Blog

Adotar um cão. Saiba mais antes de adotar.

Caso seu cão tenha morrido de doeça contagiosa, espere antes de adquirir outro, pois você poderá estar condenando seu novo amigo à morte.
Algumas doenças ficam no ambiente onde o animal vivia, às vezes por muitos meses. Portanto, se você teve algum animal morto ou doente por moléstia contagiosa, converse com seu veterinário, antes de adquirir um outro mascote, principalmente se este for um filhote ou ainda não vacinado.
Doenças contagiosas mais comuns e como desinfetar o ambiente.

Parvovirose

  • É um dos virus mais resistentes, podendo ficar no ambiente por meses e até por anos.
  • A desinfecção do local só é conseguida com o uso freqüente e continuado de água sanitária - 1 vez por semana, durante 1 mes

Coronavirus

  • é pouco resistente, podendo ser destruído por desinfetantes comuns; mas como às vezes não é realizado o diagnóstico diferencial entre ele e o parvovirus, aconselhamos a desinfecção do ambiente da mesma forma como a feita para o parvovirus

Cinomose
  • o virus não é resistente aos desinfetantes comuns. Em locais de clima quente o virus não sobrevive nem por uma semana no ambiente, após o animal infectado ter sido retirado. Nos climas mais frios ele pode permanecer por algumas semanas.

Hepatite infecciosa canina
  • pode sobreviver no ambiente desde por apenas alguns dias até meses, de acordo com o clima, ele é mais sensível ao calor.
  • devemos queimar o ambiente uma vez por semana , durante 1 mês para conseguirmos a morte do virus.

Parainfluenza
  • não sobrevive por muito tempo no ambiente, sendo destruído pelos desinfetantes comuns, com limpezas duas vezes por semana, por 2 semanas.


Raiva

  • não resiste ao calor e aos desinfetantes comuns.

Postado por Deyvid Lopes

sábado, 21 de agosto de 2010

Como ensinar seu cão a fazer as necessidades no local correto


Uma das principais dúvidas de quem acabou de adquirir um filhote, é como ensinar o local correto para que ele faça as necessidades. Por incrível que pareça, muita gente ainda adota o método de esfregar o focinho do cão no xixi, dar bronca ou conversar com o cachorro sobre onde ele deveria fazer... Só que isto não funciona! Ao contrário, já que o animal pode ficar com medo de fazer xixi na frente do dono ou, ainda por cima, fazer no local errado só para chamar atenção. Cães adoram a atenção do dono! Por isso, no começo, o dono deve valorizar o xixi correto, dando recompensas como petiscos e fazendo festa para quando o cão acerta, no exato momento em que o ato ocorre.

Parece fácil... Mas muita gente se pergunta: como vou saber quando ele vai fazer? Filhotes ainda não conseguem segurar o xixi por muito tempo. Por isso, o dono deve levá-lo ao banheirinho (jornal, tapete higiênico etc.) de hora em hora, principalmente logo depois que ele acordou depois de tirar um soneca ou logo após comer ou beber água. Coloque o cão em cima do local e espere por alguns minutos. Bem na hora que ele fizer, dê um petisco e faça uma festa, diga “muito bem!”. Se não fizer, fique com ele no colo por mais alguns minutos – no colo eles não fazem – até que fique um pouco mais apertado. Passado o tempo, leve-o ao banheiro novamente, recomeçando o processo. Cães que estão acostumados a usar caixa de transporte como sua casinha podem ficar dentro dela ao invés de estar no colo.

Geralmente, os cãezinhos não fazem as necessidades onde comem nem onde dormem. Por isso, a disposição das coisas é muito importante. Coloque o banheiro na periferia do cômodo. Deixe a caminha, água e comida perto da porta, onde as pessoas aparecem. É o local onde ele vai preferir dormir e ficar esperando as pessoas chegarem. De qualquer forma, é legal o dono colocar várias opções de banheiros pela casa nesta fase inicial, para dar maior chance de o cão acertar e ser recompensado.

E o que fazer quando ele errar? Não dê atenção, finja que nada aconteceu. Depois de um tempo, leve o seu cão calmamente para outro cômodo da casa e limpe a sujeira sem que ele veja. Como foi dito, o cachorro gosta de atenção, por isso é preciso ignorar quando ele errar, durante o processo de aprendizagem. Valorize o xixi no local correto ao invés de se estressar quando ele erra. Se der bronca, o animal vai aprender que não pode fazer as necessidades na frente das pessoas e passará a fazer escondido. Então, cuidado!!! Não prenda o cão no banheiro e não o deixe de castigo!Atenção: broncas só podem ser dadas quando o cão já sabe onde é o local correto. Só é possível ter certeza disto quando o cachorro já acerta a maioria das vezes e vem correndo pegar o petisco e eventualmente errar. Se isto já estiver ocorrendo, o dono pode dar uma bronca – um desconforto com spray de água ou fazer um barulho chacoalhando uma lata com moedas – bem na hora, caso o cão esteja fazendo em local errado.

É importante lembrar que este treinamento também serve para cães adultos. A diferença é que eles já vêm com algumas preferências e ainda conseguem segurar o xixi por mais tempo do que os filhotes. O mais importante é ter bastante paciência durante todo o processo.

Postado por Deyvid Lopes

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Alimentação das cadelas durante a gestação


Quando se pensa em acasalar uma cadela, um fator muito importante deve ser levado em consideração: a alimentação, já que das boas condições físicas da mãe dependerá o nascimento de uma ninhada forte e saudável. Os cuidados alimentares devem ter início antes mesmo do acasalamento e prosseguirem, pelo menos, até o desmame dos filhotes, pois a cadela precisará de muita energia durante a amamentação.

A fêmea não deve estar gorda quando cruzar e não pode receber gorduras na alimentação. A obesidade em uma cadela grávida pode ter conseqüências sérias. Por exemplo, no caso de haver necessidade de um parto por cesariana, a gordura atrapalha muito.

A cadela em gestação tem necessidade de muitas proteínas e uma complementação alimentar de cálcio e sais minerais. As proteínas podem ser encontradas nos próprios alimentos como a carne, o leite, verduras ou ração. No entanto, o cálcio e os sais minerais como ferro, cobre, flúor, manganês e outros, só devem ser ministrados com orientação do veterinário. O proprietário deve estar sempre atento para que a cadela tenha água limpa e fresca à vontade.

Com o passar do tempo, os filhotes começam a crescer no útero da mãe. Este se distende e passa a ocupar um espaço maior. Isso faz com que o útero acabe por deslocar outros órgãos como a bexiga, o intestino e o estômago, provocando uma diminuição do movimento intestinal. Nesse período da gestação é importante evitar que a cadela receba alimentos que possam aumentar a fermentação em seu organismo. Assim, os farináceos devem ser totalmente evitados, pois propiciam a formação de gases e, como conseqüência, aparecem as cólicas intestinais.

Um cuidado para evitar problemas digestivos é oferecer à cadela um maior número de refeições por dia, com quantidades menores de alimento de cada vez. Exercícios moderados até a época do parto também ajudam a manter a forma e a disposição da futura mamãe.

A alimentação indicada, rica em proteínas, deve inclusive ser mantida depois do nascimento dos filhotes já que, durante a amamentação, as exigências alimentares da cadela continuarão.

Se dermos condições ideais de alimentação à cadela, desde o cruzamento até o desmame, teremos filhotes bem formados, fortes e saudáveis e, principalmente, uma mãe sem deficiências, que não terá corrido riscos desnecessários e trará, ainda, muitas alegrias a seus donos.

sábado, 15 de maio de 2010

Gatos (Parte 2)

TABELA DE RAÇAS

  1. Abyssiniam – Ethiopia – 1860
  2. Snow Cat – USA – 1990
  3. American Bobtail – USA – 1960
  4. American Curl – USA – 1981
  5. American Lynx – USA – 1980
  6. American Shorthair – USA – 1990
  7. American Wirehair – USA – 1966
  8. Australian – Australia – 1946
  9. Balinese – USA – 1940
  10. Bengal – USA – 1963
  11. Birman – France – 1930
  12. Bohemian Rex – Republica Checa – 1994
  13. Bombay – USA – 1958
  14. Bristish Angora – Inglaterra – 1960
  15. Bristish Shorthair – Inglaterra – 1870
  16. Bristol – Inglaterra – 1970
  17. Burmese – Thailand – 1767
  18. Burmila – Inglaterra – 1981
  19. Califórnia Rex – USA – 1959
  20. Califórnia Spangle – USA – 1971
  21. Celonese – Siri Lanka – 1984
  22. Chartreux – França – 1931
  23. Chantilly – USA – 1967
  24. Chausie – USA – 1995
  25. Chinese lop – China – 1796
  26. European Shorthair – Itália – 1982
  27. Cornix Rex – Inglaterra – 1950
  28. Colourpoint (Himalaio) – 1950
  29. Coupari – Inglaterra – 1980
  30. Cymric – Canadá – 1960
  31. Devon Rex – Inglaterra – 1960
  32. Don Sphynx – Rússia – 1987
  33. Dutch Rex – Holanda – 1969
  34. Egípcio Mau – Egito – 1953
  35. Exótico – USA – 1966
  36. French Sphynx – França – 1960
  37. German Rex – Alemanha – 1946
  38. Havana – Inglaterra – 1951
  39. Italian Rex – Itália – 1950
  40. Japanese Bobtail – Japão – 1971
  41. Javanese – USA – 1960
  42. Karakul – USA – 1930
  43. Karel Bobtail – Rússia – 1990
  44. Kashmir – Inglaterra – 1950
  45. Korat – Thailandia – 1350
  46. Kuril Bobtail – Rússia – 1990
  47. PaPerm – USA – 1986
  48. Maine Coon – USA – 1860
  49. Manx – Inglaterra – 1933
  50. Marbled Mist – Austrália – 1977
  51. Malay Cat – Malásia – 1881
  52. Mei Toi – USA – 1994
  53. Mexican Hairless – USA – 1902
  54. Missouri Rex – USA – 1990
  55. Munchkin – USA – 1991
  56. Nebelung – USA – 1990
  57. Norwigian Forest Cat – Noruega – 1930
  58. Ocicat – USA – 1944
  59. Ojos Azules – USA – 1984
  60. Oriental – Inglaterra – 1950
  61. Persa – Iran – 1800
  62. Peterbald – Rússia – 1990
  63. Pixie Bob – USA – 1995
  64. Ragamuffin – USA – 1994
  65. Ragdoll – USA – 1960
  66. Renegade – USA – 1977
  67. Russian Blue – Rússia – 1800
  68. Safari Cat – USA – 1980
  69. Savannah – Inglaterra – 1977
  70. Scotish Fold – Escócia – 1961
  71. Selkirk Rex – USA – 1987
  72. Serengeti – USA – 1996
  73. Seychellois – Inglaterra – 1984
  74. Siames – Thailandia – 1871
  75. Siberiano – Rússia – 1981
  76. Singapura – Singapura – 1971
  77. Snow Cat – USA – 1960
  78. Snowshoe – USA – 1960
  79. Sokoke – Kenya – 1977
  80. Somali – Canada – 1967
  81. Sphynx – Canadá – 1966
  82. Spotted Mist – Austrália – 1976
  83. Tiffanie – USA – 1967
  84. Tonkinese – USA – 1950
  85. Toy – Bobtail – Russia – 1986
  86. Turkish Angora – Turquia - 1700

Postado por: Deyvid Lopes

Etiqueta e pedigree



COM UM DONO BEM-COMPORTADO,QUALQUER ANIMAL DE ESTIMAÇÃO SERÁ BEM-VINDO EM LOCAIS PÚBLICOS !


Ele pode ser seu melhor amigo,uma gracinha,mas nem por isso será benquisto pelos seus vizinhos. Para que seu animal de estimação não seja alvo de reclamações e confrontos na rua ou no prédio onde você mora, é bom seguir algumas regras de etiqueta e,assim, garantir a convivência harmônica entre pessoas e bichos.
Muitas dessas regras costumam constar em regimento interno de condomínios residenciais.Porém, valem também para quem mora em casa. Afinal, bom-senso nunca é demais,seja lá onde for. A primeira providência é entender que nem todos gostam de animais,e que dizer "ele é bonzinho" não convence ninguém.Seguindo essas dicas,seu fiel companheiro, e também você, serão bem-vindos em qualquer lugar


  • No elevador: prefira sempre as escadas ou o elevador de serviço.Se houver apenas um elevador,utilize-o sempre com o animal no colo quando houver a presença de outras pessoas, para que ele não circule nem encoste nos outros.
  • No caminho certo: se seu prédio não tiver entrada de serviço,opte pela garagem.O caminho pode até ficar mais comprido mas, para os animais que vivem no limitado espaço de um apartamento,o passeio e o exercício valem a pena.
  • Ficha limpa: mesmo que seja uma saidinha rápida,esteja preparado!Não esqueça,jamais, de levar consigo saquinhos plásticos para recolher as fezes de seu animal.
  • Controle total:por mais dócil que seja seu animal,leve-o para passear sempre de coleira.Seja um gatinho,seja uma iguana,matenha-o sempre sob controle e perto de você.Se for um cachorro grande,que só pelo porte intimide as pessoas, use também a focinheira.
  • Longe de casa:antes de viajar e deixar seu animal sozinho em casa,escolha alguém para ficar responsável por visitá-lo e alimentá-lo.Deixe o telefone da pessoa com o porteiro ou vigia para qualquer emergência.Cachorro latindo ou gato miando continuamente irrita os vizinhos e pode virar até caso de polícia,se a situação for caracterizada como maus tratos ao animal.
Postado por: Natália Mayrinck