Mostrando postagens com marcador Informações sobre animais em geral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Informações sobre animais em geral. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Corportamento sexual de eqüinos, suínos, caprinos e ovinos




EQÜINOS
Sinal de estro - vulva edemaciada, presença de muco, duração do estro: 2 a 11 dias.
Comportamento da fêmea - comportamento sexual, cauda levantada, agachamento para urinar, eversão do clitóris, orelhas voltadas parcialmente ou completamente para frente.
Comportamento do macho - reflexo de flehemen, protusão e ereção do pênis, relinchar, cheirar e lamber a vulva, morder, escoitear, duração de 20 a 60 segundos.


SUÍNOS
Sinal de estro - vulva edemaciada, coloração da vulva avermelhada no final do estro, rósea no estro e pálida no diestro, discreta presença de muco, duração do estro varia de 48 a 72 horas.
Comportamento da fêmea - homossexual, imobilidade a monta quando ocorre reflexo de tolerância ao homem ou reflexo de tolerância ao macho, tentativas de montas, orelhas em pé, leve tremura. A vocalização de chamar o macho não ocorre na espécie suína.
Comportamento do macho - 1) Secreção de feromônio pela saliva, mascar constante; 2) cortejo - é quando o macho aproxima de uma fêmea e tenta conquistar a mesma. Morde as orelhas, flanco e dorso das fêmeas, teste de imobilidade de focinho a focinho. 3) protusão ao pênis com ou sem masturbação.


CAPRINOS
Sinal de estro - presença de muco seco, cristalino no início do estro, caseoso no final do estro. Edema e vermelhidão da vulva. Duração do estro: 22 horas - 96 horas.
Comportamento da fêmea - homossexual, mais intenso que em outras fêmeas domésticas, vocalização freqüente (berro). A fêmea ranca o pelo do macho.
Comportamento do macho - 1) Cortejo; 2) Micção próximo a fêmea; 3) exposição do pênis; 4) Masturbação; 5) Flehmen; 6) Duração da cópula 1 a 2 segundos.


OVINOS
Sinal de estro - vulva congesta, secreção copiosa de muco, duração do estro: 30 horas.
Comportamento da fêmea - homossexual é muito raro. O estímulo táctil da fêmea é feito pelo ato de fossar e lamber a região perineal. As fêmeas apresentam uma tendência de urinar, frequentemente, na presença do macho e sua atividade motora é aumentada, ficando impaciente durante o período de estro
Comportamento do macho - os atos de fungar e lamber a fêmea são os padrões mais habituais, sugerindo uma importante função do olfato. O macho cheira a urina da fêmea e, então, levanta a cabeça, com os lábios torcidos, no ritual “reação de Flehmen”



Alguns padrões de comportamento sexual são específicos em algumas espécies e merecem atenção quanto a identificação de animais em estro e de manejo dos machos.


Fonte: Palestra de "Comportamento Sexual dos Animais Domésticos".

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Filhotes de pássaros atraem mais de cem voluntários ao Ibama no Recife


Quinhentas aves foram apreendidas e não havia gente para alimentá-las.
Órgão pediu ajuda pela internet e moradores se organizam em turnos.


Uma apreensão de 517 filhotes de papagaios, papagaios-galegos e maritacas que ocorreu na última semana em Pernambuco tem movimentado a sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), de Recife.
A pouca quantidade de funcionários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) para cuidar dos espécimes, que recebem alimentação pelo menos três vezes ao dia e precisam ser observados constantemente, chamou a atenção de mais de uma centena de voluntários, que passaram a frequentar diariamente o local.
Os filhotes, encontrados na caçamba de um caminhão na região de Juazeiro, seriam comercializados ilegalmente em Petrolina e em Recife. Eles estavam em gaiolas, em más condições, e precisavam ser socorridos com urgência para que não morressem.
Com apenas três funcionários, o Cetas teve que pedir ajuda. Segundo Edson Lima, analista ambiental do Ibama, tudo começou com uma mensagem via e-mail para um grupo de cinco pessoas. “A mensagem foi colocada em sites de relacionamento e houve uma ‘explosão’ de voluntários nos procurando para alimentar esses animais”, disse Lima.

Filhote de papagaio recebe alimento especial dado por voluntária em centro de triagem do Ibama, em Recife (PE) (Foto: Reprodução/TV Globo)

Outros cinco especialistas foram contratados temporariamente para dar conta. “Além deles, já contamos 133 voluntários e continuamos recebendo ligações de diversas pessoas. Tivemos que criar um esquema de grupos de dez pessoas por turno para alimentar os animais. Não estamos recusando ninguém, mas a preferência é para aqueles envolvidos com a biologia ou medicina veterinária”, disse Lima.


Necessidade
Como a base do Cetas em Recife é pequena, os papagaios e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada. Por dia, são consumidos seis quilos de ração especial, ao custo de R$ 200.
“Além do alimento, precisávamos de seringas, luvas e óculos especiais para quem fosse cuidar dos bichos. Estamos tendo ajuda de duas organizações ambientais, uma brasileira e uma norte-americana, que estão nos doando os materiais”, disse Edson Lima.


Os filhotes de papagaio e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada do Cetas. O tratamento especial deve demorar dois anos, até que as aves possam ser reincorporadas à natureza (Foto: Reprodução/TV Globo) 


Por pelo menos dois anos esses animais receberão tratamento especial, até conseguirem sobreviver sozinhos na natureza. Entretanto, devido à falta de espaço no Centro de Triagem e à possibilidade de novas apreensões ainda este ano, as aves serão distribuídas para o Centro de Manejo de Fauna da Caatinga da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina, e para um viveiro de uma igreja em Vitória de Santo Antão.


Crime ambiental
O comércio de aves, como os papagaios e a maritaca, é controlado pelo Ibama. Entretanto, Lima afirma que o tráfico de animais continua constante em Pernambuco, apesar do reforço na fiscalização feito por agentes do instituto e pela Polícia Ambiental.
Segundo o Cetas, em todo ano de 2010, 5.843 animais foram apreendidos, sendo que mais de 5 mil eram aves. De janeiro até 19 de setembro de 2011, 5.072 animais foram levados ao centro para cuidados, sendo 4.478 aves. “Até o fim do ano, este número pode aumentar, pois o crime continua acontecendo”, disse o analista ambiental.


Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/10/filhotes-de-passaros-atraem-mais-de-cem-voluntarios-ao-ibama-em-recife.html

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Nutrição em eqüídeos no Brasil


Olá amigos leitores!

Quero neste texto fazer colocações em cima do pouco que ainda conheço dos cavalos, mas que durante a vida pretendo aprender e dividir com vocês.
Após ler alguns arquivos que tenho guardado no meu computador pude ter uma idéia muito interessante para este novo texto.
Algumas pessoas sempre me escrevem perguntando sobre nutrição em potros e éguas e nem sempre é fácil passar informações corretas sobre este questionamento. Em muitos casos o problema não é somente o pasto de baixa qualidade, mas também o fornecimento de apenas um tipo de alimento durante um longo período. Vejo casos de eqüídeos em pasto de braquiária durante longos períodos e como o animal nem sempre apresenta emagrecimento o dono do animal deixa ele ali e não se importa em ofertar outras fontes de alimentos e quando este animal chega a apresentar um emagrecimento esta situação já está crítica. Sabemos que o capim braquiária não é palatável aos eqüídeos e que eles comem em grande parte deste capim apenas as sementes, e as folhas em muitos casos é tóxica aos animais levando ao inchaço da cara do animal e saindo uma peladeira em todo corpo, estes podem ser dois sintomas que poderão aparecer neste tipo de pastagem totalmente errada para eqüídeos na minha opinião.
Como este texto é voltado para a nutrição devo iniciar então com os potros. Devemos iniciar sua nutrição no terço final da gestação com o fornecimento de boa pastagem, sal mineral a vontade para a égua e também na primeira metade do período de amamentação do potro que vai até os 3 ou 4 meses (total) dependendo da raça do animal, lembrando que a segunda metade do período de amamentação 5 a 8 meses o potro já inclui na sua alimentação a busca por pastagens e outras fontes de alimentos que por ventura estejam disponíveis a ele.
Em raças que possuem limites mínimos e máximos de altura para registro costuma acontecer o seguinte: o criador que possui animais altos para a raça e com medo dos potros ultrapassarem o limite máximo de altura deixa seus potros subalimentados para não ficarem grandes demais e quando chega a hora do registro seus potros não alcançam nem mesmo a altura mínima de registro, aí é aquela maratona pra comprar GH (hormônio de crescimento) vitaminas, e nem sempre estes “recursos” salvam seus animais de ficarem sem o registro definitivo e serem somente registrados no castrado, no caso dos machos, ou das fêmeas de virarem apenas receptoras.
Segundo alguns nutricionistas de eqüídeos, o desenvolvimento das diferentes estruturas do potro é finalizado após o nascimento inclusive a maturação do sistema neurológico e uma subalimentação no período inicial podem comprometer a correta formação neurológica do animal comprometendo sua capacidade de aprendizado. O contrário também é verdade, animais bem alimentados possuem treinabilidade e capacidade de aprendizado muito melhores.

 Esta imagem mostra como na minha opinião os cavalos devem viver pastando em liberdade.

 
Os eqüídeos são na sua origem animais herbívoros, ou seja, sua base de alimentação é o volumoso (capim) podendo variar de gramíneas e/ou leguminosas, sendo que eu considero o melhor seria a união de gramíneas e leguminosas na mesma pastagem para maior variabilidade de alimentos para seus animais.
Este volumoso deve ser fornecido à vontade, deve ser de boa qualidade e adequado às necessidades a que pertença o animal, podendo ser: manutenção, crescimento, reprodução ou trabalho.
Os eqüídeos têm alta capacidade adaptativa aos mais diversos tipos de volumosos.
Exemplo: animais de regiões secas podem se adaptar a alimentos lenhosos de baixa qualidade nutritiva, e animais de regiões alagadas podem se adaptar à ingestão de ervas submersas.
Estas características citadas acima não são as mais comuns em nosso país e com a valorização dos animais de grande porte e com alta capacidade atlética, resistência e beleza, obriga-nos a oferecer alimentos de grande qualidade nutricional, pois somente assim teremos cumpridas as nossas exigências mercadológicas.
Claro que se ofertarmos alimentos de baixa qualidade os animais irão sobreviver, mas dificilmente terão algum destaque na sua área, seja morfológica ou na parte atlética se comparado a animais bem alimentados.
O Brasil por ser um país de tamanho continental, possui grande variabilidade na alimentação de seus animais, por exemplo: animais criados na região sul possuem necessidades diferentes de alimentação pelo clima frio durante quase todo ano e clima temperado, solo de boa qualidade se comparado com animais da região nordeste onde possui clima quente durante todo ano onde 23 graus são considerados dias frios, com períodos de seca em alguns meses e chuvas intensas em outros períodos.
Com isso não existe melhor capim para os eqüídeos e sim o melhor capim para atender melhor a determinadas regiões, pois não conheço nenhum capim que suporte os dois extremos, frio e calor intenso conforme citado acima.
O capim para eqüídeos deve possuir excelente palatabilidade. Se for para pastagens deve suportar muito bem o pisoteio, se for para capineira ou campo de feno deve suportar cortes freqüentes. Possuir teor de proteína entre 8 e 11% e possuir valores de fibras ideais para o bom desempenho do intestino.
Os eqüídeos possuem necessidades mínimas para garantir a integridade física e psicológica.
Física para garantir uma quantidade de energia para o animal desempenhar as funções a que se destina e Psicológica para garantir o tempo mínimo de ocupação próximo ao que o animal tem em liberdade entre 13 e 16 horas. Essas fibras se dividem em solúveis que fornecem nutrientes aos animais e insolúveis que são responsáveis ao bom andamento do alimento no aparelho digestivo e para boa formação das fezes.
As fibras insolúveis não devem ser superior a 18% da dieta alimentar para não levar ao aparecimento de cólicas. Um capim muito novo possui baixo teor de fibras em contrapartida um capim velho demais possui teor de fibras alto podendo levar a cólica.
Então a escolha do capim deve levar em consideração adaptabilidade geoclimática, palatabilidade, teor de proteínas, teor de fibras totais e fibras insolúveis.
Lembrando sempre que pastagem depende de qualidade de solo, adubação específica para determinadas variedades de capim.
Segue abaixo alguns tipos de capins que poderão ser utilizados na formação de pastagens:
Coast-cross - de excelente palatabilidade, adaptabilidade em diversas condições, valores adequados de proteína e fibra. De fácil manejo tanto para pastejo, como para campo de corte. É de implantação mais complicada por ser o plantio apenas por mudas.
Tifton - Variação do Coast-cross, com excelente palatabilidade, adaptabilidade em diversas condições, valores adequados de proteína e fibra. O manejo deve ser mais atento, pois passa do ponto de corte com mais facilidade que o coast-cross. É de implantação mais complicada por ser o plantio apenas por mudas.
Jiggs - Variação dos anteriores, com excelente palatabilidade, adaptabilidade em diversas condições, valores adequados de proteína e fibra. De fácil manejo, pois possui menos talo, sendo mais difícil passar do ponto de corte. Produz menos massa por área. É de implantação mais complicada por ser o plantio apenas por mudas.
Rhodes - Possui ótima palatabilidade, adaptabilidade variável, bons valores de fibra e proteína. De fácil manejo e implantação, pois o plantio é por sementes.
Colonião - Variedade mais conhecida dos capins tipo Panicum, com boa aceitação pelos animais, com proteína mediana. De fácil manejo e implantação, sendo o plantio por sementes ou mudas.
Aruana - Variedade de menor porte dos capins tipo Panicum (como Colonião), com ótima aceitação pelos animais, bons valores nutritivos, com proteína mediana. De fácil manejo e implantação, sendo o plantio por sementes.
Tanzânia - Variedade de menor porte dos capins tipo Panicum (como Colonião), porém maior que o aruana, com ótima aceitação pelos animais, bons valores nutritivos, com proteína mediana. De fácil manejo e implantação, sendo o plantio por sementes.
Capim Elefante - Nome genérico dos capins de grande porte, tendo como variedades o napier e cameroum, entre outros. São ótimas opções como capineira, sendo restrito o uso como pastejo pelo seu porte elevado. Possuem bons níveis nutritivos, se cortados no ponto certo, entre 1,60 e 2,50 m de altura. Se a planta estiver com menos de 1,60m de altura, possui teores muito baixo de fibra, podendo causar diarréia. Se estiver com mais de 2,50m de altura, possui teores muito elevados de fibra insolúvel, com baixo aproveitamento dos nutrientes, podendo ainda causar cólicas.

Muitos outros tipos e variedades de capins ainda podem ser utilizados, como Pangola, Capim Gordura, Jaraguá, Transvala, Ramirez, etc., porém deve-se sempre levar em consideração a adaptabilidade à região, palatabilidade para eqüinos e seu valor nutritivo antes de sua escolha.

 Nutrição em animais atletas

 Os animais atletas merecem um capítulo a parte neste texto. Para eles não basta colocar capim + ração de manutenção + sal mineral disponível a vontade, precisamos aliar a isso alimento de grande quantidade e qualidade de energia (como Equi Turbo, por exemplo) e vitaminas específicas para o tipo de trabalho que ele realiza. Em animais de provas de tambor, por exemplo, precisamos disponibilizar vitaminas que forneçam todos os nutrientes para grande explosão muscular, pois são provas muito rápidas disputadas contra o relógio, em contrapartida devemos fornecer aos animais que participam de provas de marcha vitaminas que ajudem na manutenção da resistência muscular, pois são provas de longa duração onde os animais que possuem músculos bem resistentes sempre levam uma grande vantagem na parte final destas provas.

 Amapola RRC – filha do Campeão dos Campeões Nacional de Marcha em 1994. Ela atualmente é matriz principal no Haras 2 Irmãos nas cidades de Manhuaçu e Matipó - MG


Doping

Atualmente com o crescente número de provas e competições nas diversas raças alguns donos de animais procuram tirar um pouco mais de seus animais através de substâncias que, em quase todos os casos, prejudicam os animais se utilizadas de forma contínua e sem controle. Além de prejudicar muito seu animal o criador mata também a justiça, mata a espírito de competição, mata a legalidade, mata os sonhos, mata o profissionalismo, mata a honestidade.

“Qualquer semelhança entre este texto e os textos do grande conhecedor de cavalos André Galvão Cintra não será considerada mera coincidência, pois ele é pra mim um dos grandes conhecedores em nutrição de eqüídeos do Brasil que eu utilizei para me orientar na hora de escrever este texto”.

* Eqüídeos – são eles: os eqüinos (cavalo e égua), asininos (jumento e jumenta) e muares (burro e mula).

Escrito por Alexandre Werner Breder
Fonte: André Galvão Cintra

domingo, 6 de fevereiro de 2011

BENEFÍCIOS DA CASTRAÇÃO EM CÃES E GATOS

 FÊMEAS

PROCEDIMENTO: retirada dos ovários, tubas uterinas e útero

BENEFÍCIOS
  • evita infecção uterina - Piometra, doença que atinge 60% das fêmeas
  • se realizado antes do primeiro cio, diminui em até 95% as chances de tumor de mama
  • evita gravidez indesejada, fugas de casa, e outros incomodos com o cio (como a "miação nervosa" das gatas)
  • evita o abandono de crias inteiras, quando indesejadas
Imagem 1 - Vista de uma cadela após a castração (a recuperação é rápida)

MACHOS

PROCEDIMENTO: retirada dos testículos.

BENEFÍCIOS
  • evita brigas por disputa territorial
  • evita/diminui demarcação com urina em todos os lugares da casa
  • diminui muito o cheiro forte da urina dos gatos
  • previne tumores de próstata, e consequentemente hérnias perineais
  • evita que eles fujam de casa atrás de fêmeas no cio

 Imagem 2 - Testículos retirados após a castração de um cão.

 

BENEFÍCIOS PARA AMBOS

  • aumenta a expectativa de vida e diminui os riscos de doenças
  • evita a "continuidade" de doenças hereditárias, tais como hérnias em geral, luxação de patela, displasia coxo-femural
  • cães que saem à rua: por não cruzarem, evita as chances de adquirir TVT, tumor venéreo transmissível.
Quanto mais precocemente for feita a castração, maior a garantia de todos os benefícios citados.
Para usufruir de todos os benefícios, a cirurgia de castração pode e deve ser feita a partir dos 2 meses e antes dos 5 meses, antes do amadurecimento dos hormônios sexuais e pode ser feita em qualquer idade.
A cirurgia é feita com o animal sedado (anestesia geral).
O pré-operatório exige apenas algumas horas de jejum.
Os cuidados com o pós-operatório são essenciais para o sucesso da cirurgia. Deve-se dar os medicamentos prescritos pelo veterinário, além de seguir suas recomendações.
Quanto mais precoce a cirurgia, mais rapidamente o animal se restabelece.


"PARA CADA PESSOA QUE NASCE, NASCEM 15 CÃES E 45 GATOS."
"A cirurgia de castração previne doenças, evita tumores, garante o bem-estar dos animais, facilita a interação homem-animal e é a única medida eficaz no controle da superpopulação de cães e gatos."

sábado, 1 de janeiro de 2011

Câncer em animais (Parte 2 - cão e gato)


Cães e gatos também podem ter câncer?

Câncer é um termo que define os tumores malignos. Os cães e gatos estão também propensos a desenvolver este tipo de patologia. Nós, médicos veterinários, estamos constatando que com o passar dos anos a casuística de tumores em geral tem aumentado, isto porque a expectativa de vida das espécies de companhia também tem aumentado.

Quais os tipos de cânceres mais comuns nessas espécies?

Dentre todos os tipos de cânceres podemos destacar os carcinomas cutâneos (tumores malignos de pele), comuns tanto nos cães como nos gatos, principalmente nos felinos despigmentados, isto é, animais que não possuem pigmentação protetora à incidência solar, sendo as áreas sem pêlos da face as mais vulneráveis.

Os sarcomas (tumores malignos originados do tecido muscular, adiposo e ósseo) também apresentam uma incidência relativamente alta, porém, em nossa casuística brasileira, são mais vistos em cães.

Os tumores do tecido hematopoiético, assim como os linfomas e leucemias, também acometem tanto cães como gatos, principalmente gatos infectados pelo vírus da leucemia felina (FeLV).

Finalmente, os tumores do sistema nervoso são menos frequentes.

Há tratamento para o câncer em animais ou o sacrifício é a única alternativa?

O tratamento dos cânceres pode ser inicialmente dividido em terapêutica curativa e paliativa. Os métodos da terapêutica curativa são a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia.

O tratamento paliativo diz respeito a tratar os sintomas e ou disfunções da patologia base (ex: alívio de dor, correção de alterações metabólicas, remoção de obstruções, etc). O fato de um paciente ser portador de um tumor não passível de cura não, necessariamente, indica que este animal deva ser submetido à eutanásia, desde que o mesmo apresente boa qualidade de vida.

A cirurgia para remoção de um tumor maligno (câncer) pode acabar definitivamente com a doença?

A cirurgia é o método de tratamento que oferece os melhores resultados de cura (exceto nos casos de tumores hematopoiéticos), porém a técnica cirúrgica deve compreender a remoção de margens de segurança (remoção de tecido sadio periférico ao tumor) e, se necessário, exerese dos linfonodos regionais que drenam a área. Infelizmente muitas cirurgias são mutilantes, pois o resultado estético não é o mais importante.

Em que casos usamos a quimioterapia?

A quimioterapia é o tratamento de eleição para os linfomas e leucemias. Também utilizamos a quimioterapia como tratamento adjuvante (auxiliar a outra modalidade terapêutica, principalmente à cirurgia) para os tumores com potencial de metástase, por exemplo: osteossarcoma, hemangiossarcoma, melanoma, etc.

Como é feita a quimioterapia em animais?

Os quimioterápicos são, na sua maioria, medicamentos injetáveis. Algumas poucas drogas podem ser administradas por via oral.Os pacientes submetidos a sessões quimioterápicas recebem, antes e após a droga injetável, um período de fluidoterapia (administração de sôro), isto porque as drogas são muito tóxicas, desta forma não é desejável que haja acúmulo no organismo. O tempo de duração de cada sessão depende do protocolo utilizado (associação de drogas). Alguns protocolos exigem um período de fluidoterapia de maior ou menor duração.

A quimioterapia em cães e gatos causa os mesmos efeitos colaterais que no humano? Os animais, por exemplo, perdem os pêlos?

Os efeitos colaterais vistos nos cães e gatos são menos severos do que os vistos em pacientes humanos. Isto porque, em medicina, a cura é o principal objetivo do tratamento, enquanto que em veterinária, muitas vezes a qualidade de vida do paciente é mais importante do que a cura da doença. Para isso, utilizamos doses menores e protocolos menos agressivos.

Alopecia (queda de pêlos) em pacientes veterinários ocorre de forma localizada, e não generalizada como nos pacientes humanos, sendo que as raças que apresentam crescimento contínuo de pêlos (ex: poodle, cocker) são as mais afetadas.

Os efeitos colaterais inespecíficos da quimioterapia, mais importantes do que a alopecia, são: vômitos, anorexia, diarréia, perda de peso, alterações estas que podem ser controladas com medicação. Os efeitos colaterais considerados específicos dizem respeito à toxicidade de um determinado órgão pelo uso de certas drogas, como por exemplo: cardiotoxicidade consequente da utilização de doxorrubicina, e nefrotoxicidade pelo uso da cisplatina.

Em que casos podemos usar a crioterapia?

A crioterapia é o método pelo qual podemos causar a morte de células neoplásicas por meio de congelamento. Os principais tumores sensíveis a este tratamento são pequenas lesões cutâneas ou localizadas nas mucosas oral ou perianal, como papilomas (tumores cutâneos benignos), carcinomas basocelular e espinocelular, mastocitomas cutâneos (tumores originados de células mastocitárias) ou mesmo lesões remanescentes do tumor venéreo transmissível canino (TVT) após quimioterapia.

É importante salientar que o diagnóstico precoce é o desejado. Por razões óbvias, é muito mais fácil alcançar a cura em casos iniciais. Para isso, é importante que o clínico tenha consciência que os procedimentos de biópsia são importantes, mesmo que trate de pequenos nódulos, aparentemente benignos. As informações provenientes de um laudo histopatológico (biópsia), associadas às informações clínicas, são pontos importantes na determinação da conduta terapêutica, seja ela clínica, cirúrgica ou combinada.

Câncer em animais (Parte 1)



O câncer é a proliferação desordenada de células de qualquer tecido do organismo. Esse crescimento desordenado causará danos ao funcionamento dos órgãos comprometidos e, consequentemente, com o avanço da doença, a morte do indivíduo.
O grande problema do câncer é que ele não aparece em apenas um órgão, pode ocorrer metástase, ou seja, uma célula do tecido ou órgão doente vai se instalar e multiplicar em outros órgãos, através da corrente sangüínea. O local mais comum e que é afetado pela maioria dos tipos de câncer é o pulmão. Daí a importância de se fazer um raio X pulmonar para verificar-se se esse órgão vital já está afetado quando da detecção de qualquer tipo de câncer. A extensão da doença e o tempo de vida que o animal terá vai se basear muito nesse dado.

O câncer é uma doença temida e sinônimo de morte para alguns. Nem sempre isso é verdade. Se conseguirmos detectar a doença em fases iniciais, o animal poderá ser tratado e o tumor retirado cirurgicamente antes que ocorra a metástase. Há chances de prolongamento da vida do animal nesses casos, porém, mesmo com esses procedimentos, a metástase pode já ter ocorrido, mas ainda não estar evidente e vir a se manifestar mais tarde.

Nem todo tumor é câncer. Os tumores benignos, porém, quando começam a crescer rapidamente devem ser retirados pois podem tornar-se malignos.

Os sinais clínicos de um animal com câncer varia muito com o tipo de tumor. No caso do oesteossarcoma (tumor ósseo), por exemplo, a fratura de um osso pode estar ligada ao tumor, uma vez que há destruição da estrutura óssea . Os linfomas (tumor nos gânglios), na sua forma mais comum, revelam aumento de um ou mais gânglios. Apesar das várias manifestações que o animal possa ter, muitas vezes, o cão com câncer apresenta apenas perda de peso antes que sinais mais graves apareçam.

O diagnóstico do câncer é feito através da retirada e análise da massa tumoral (biópsia), exames de raio X, ultra-sonografia e exames de sangue.

Em termos de tratamento, dependendo do tipo de tumor e do estágio da sua evolução, ele pode ser cirúrgico e/ou medicamentoso. A quimioterapia é usada em cães em alguns tipos de câncer, mas essas drogas, além de matarem as células tumorais, deprimem a medula óssea causando efeitos indesejáveis. A radioterapia é usada também em animais, mas ainda não está disponível em nosso país. Num tratamento de quimioterapia, o animal tem que ser monitorado com exames de sangue semanais para se verificar qual está sendo a ação da droga no organismo e se o tratamento pode ser continuado. Todo esse monitoramento, associado aos medicamentos, dietas especiais, etc., tornam o tratamento bastante oneroso. Durante o tratamento não há queda de pêlos em animais com pelagem curta, podendo isso ocorrer em pequena proporção em cães de pêlos longos.

Não há predileção de sexo, mas algumas raças são mais acometidas que as outras. Geralmente, o câncer aparece em animais mais velhos. Ainda não se sabe se algum fator genético está envolvido, nem as razões pelas quais se dá o início da multiplicação desordenada das células. Também não há meios de se prevenir o câncer em animais. Um diagnóstico precoce, que nem sempre é possível, é a única maneira de se enfrentar o câncer com possibilidades de prolongamento da vida do animal e, em algumas vezes, a cura.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Principais doenças que acomentem cães e gatos

PRINCIPAIS DOENÇAS QUE ACOMETEM OS CÃES
Raiva – A raiva é uma enfermidade infecto-contagiosa aguda, sempre fatal, caracterizada principalmente principalmente por sinais nervosos ora apresentados por agressividade, ora por paresia e paralisia. É causada por um RNA-vírus da família Rhabdoviridade e acomete todos os mamíferos, inclusive o homem. A transmissão se dá através dos próprios animais doentes e também por portadores inaparentes sendo introduzidos pela saliva via subcutânea para dentro do organismo do animal. É muito comum adquirir raiva após sofrer uma mordida de um animal.

Parvovirose – É uma enfermidade infecto-contagiosa vírica. Causa febre, apatia, perda de apetite, vômitos e diarréia sanguinolenta; apresenta alta mortalidade. O cão desidrata rapidamente e deve receber cuidados imediatos. Muitos necessitam de internação, pois a doença aparece de forma abrupta e violenta. Esta doença tem prevalência mundial desde o final dos anos 70.
Cinomose – É uma doença viral multi-sistêmica, altamente contagiosa que atinge os cães, não transmissível ao homem. Se manifesta principalmente por febre, coriza aguda, bronquite, pnemonia severa, gastrenterite e sinais de comprometimento do sistema nervoso central. Não necessariamente todos os sintomas estão presentes. O vírus da cinomose atinge vários órgãos: rins, pulmões e, principalmente, o sistema nervoso, daí os sinais do tipo “tiques”, andar cambaleante, ataques convulsivos, etc. Uma vez diagnosticada a doença através dos sintomas, histórico e exames laboratoriais, o animal recebe tratamento de suporte, dando condições para o organismo reagir.
Parainfluenza – É um dos agentes causadores da chamada “tosse dos canis”. O vírus, não contagioso ao homem, causa uma tosse não produtiva (sem catarro), com febre baixa ou ausência dela. O quadro persiste por duas semanas e o prognóstico é bom. Os animais se contaminam pelo contato direto com cães infectados. A associação de outros agentes (bordetella, adenovirus ou mycoplasma) com a parainfluenza é comum, e pode causar um quadro mais severo, como perda de apetite, apatia, tosse dolorosa e febre alta.

Hepatite Viral Canina – Esta doença é causada por um vírus que não atinge o homem. O vírus atinge principalmente os rins e o fígado do animal. Sua ocorrência é bem menos freqüente que outras viroses como a parvovirose, e a hepatite viral não apresenta risco de mortalidade alto. Seu período de incubação varia de 2 a 5 dias. O vírus atinge o fígado e outros órgãos, especialmente os rins. O animal pode apresentar desde sintomas leves até um quadro bastante severo. Os sinais clínicos incluem febre, diarréia, apatia, inapetência, vômitos amarelo-esverdeados, e, em uma pequena porcentagem de cães, alteração na cor dos olhos (que se tornam azuis devido a um edema de córnea) perfeitamente reversível na maioria dos casos. O tratamento se dá para a fortificação do organismo do animal a fim de que a doença não progrida e, conseqüentemente, não cause maiores conseqüências.

Adenovírus Tipo II – É um dos agentes etiológicos da tosse dos canis (traqueobronquite infecciosa).

Leptospirose – É uma enfermidade infecto-contagiosa aguda, febril, com grave sintomatologia entérica, hepática e renal, muitas vezes acompanhada de hemorragias generalizadas e icterícias (amarelidão na pele e na esclerótica), causada por L. interroganas, sorotipos canicola e icterohaemorragiae, Lpomana, L. gippotyphosa, algumas vezes ocorrem sinais encefálicos e abortos. Também é uma zoonose (doença comum entre o homem e o animal).
Coronavírus – É uma doença contagiosa aguda dos cães, causada por um vírus epiteliotrópico que invade preferencialmente os enterócios (células do epitélio intestinal das pontas vilosas, causando destruição e atrofia). A fusão dos vírus resultantes causa diarréia de severidade variável.
Giardíase – É uma doença causada pelo protozoário flagelado, Giardia Lambila. O cão infecta-se facilmente ingerindo cistos de Giárdia, que podem estar presentes na água, nos alimentos ou no pêlo dos animais. A Giardíase causa a síndrome da má absorção, má digestão, levando à desidratação, diarréia, perda de peso, dor abdominal e flatulência. Além de perda de apetite, vômito e letargia.
Tosse dos Canis – É uma doença de fácil transmissão entre os cães de todas as idades. Resulta da inflamação das vias aéreas superiores (traqueobronquite). O animal apresenta tosse seca que pode ser seguida de ânsia ou vômito e anorexia parcial. Pode evoluir para broncopneumonia e ser fatal em cães filhotes e idosos.
PRINCIPAIS DOENÇAS QUE ACOMETEM OS GATOS
Rinotraqueite – Virar Felina – Herpesvírus felino tipo I altamente contagioso, ocorrendo principalmente em gatinhos entre um e três meses de idade. A doença pode passar despercebida ou assumir forma grave, matando o filhote em cerca de uma semana, devido a ocorrência de pneumonia. Os sintomas incluem conjuntivite, lacrimejamento, espirro, tosse e rinite serosa, anorexia, febre e apatia.
Imunudeficiência Felina – Esse vírus que ataca os linfócitos T. possui um período latente assintomático prolongado que pode se estender por anos que resulta na síndrome de imunodeficiência caracterizada por infecção crônicas e recorrentes. A mordedura é o principal modo de infecção do vírus.
Leucemia Felina – Retrovírus de importante morbidade e mortalidade nos gatos domésticos. Sua transmissão se dá principalmente pela saliva. O vírus se mantém na natureza através de gatos virêmicos que vivem longos períodos sem apresentar a enfermidade. As manifestações clínicas são atribuíveis aos efeitos oncogênicos e imunossupressivos do vírus, com desenvolvimento de baixa da imunidade expondo o gato às mais diversas infecções.
Panleucopenia Felina – É uma enfermidade infecto-contagiosa aguda, febril, caracterizada principalmente por sinais gastroentéricos e panteucopenia. Ela é causada por um Parvovírus, e acomete principalmente gatinhos entre um e seis meses de idade. A transmissão se dá por contato direto ou através de fômites e vetores. Os sintomas são caracterizados por apatia, anorexia, febre alta, vômito e diarréia. O exame hematológico mostra uma severa leucopenia. Possui uma alta mortalidade nos gatinhos filhotes.
Clamidiose Felina – Causada pela Chalamydia psittaci, causadora de sintomas respiratórios dos gatos. Sua principal manifestação é uma conjuntivite persistente, mucopurulenta aguda ou crônica. Febre, rinite e espirros são observados.
Calicivirose Felina – O agente causador é um calicivírus felino, acometendo principalmente gatos de um a seis meses de idade. A infecção pode apresentar úlceras orais que é muito característica do calcivírus, rinite suave com espirros e conjuntivite.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

OTITE


É perigosa mesmo?

Tendo-se em vista o interesse de vários cinófilos em saber a respeito dessa doença, achei oportuno tecer considerações a respeito:

1 - O que é otite?
R - Trata-se da inflamação desse órgão da audição. E como o mesmo compreende várias partes , necessário se faz seu conhecimento anatômico.

2 - Qual é a anatomia do ouvido?
R - Pode ser dividido para efeito didático em ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno, porém interligados entre si. O ouvido externo compreende o pavilhão auricular (orelha), o meato acústico externo também chamado de canal auditivo externo e o tímpano, este última uma membrana delgada que por assim dizer separa o ouvido externo do médio. O ouvido médio é a câmara onde situam-se três ossículos (martelo, estribo e bigorna) interligados entre si e que servem como meio de ligação com o ouvido interno. Nessa câmara onde situam-se referidos ossículos, existe um canal de ligação do ouvido médio com o faringe, denominado Trompa de Eustáquio. Ouvido interno, a parte mais especializada e portanto também mais delicada e importante de todo o ouvido, onde existem os chamados Canais semicirculares, a Cóclea e o Nervo acústico, este último ligando todo o conjunto diretamente ao cérebro. Notaram todos portanto, que conforme sejam atingidas essas diferentes porções do ouvido, a otite se revestirá de maior ou menor gravidade, recebendo também denominações diversas, como otite externa (apenas ouvido externo inflamado), otite média (apenas ouvido médio inflamado), e otite interna (esta a mais grave pois atingindo os canais semicirculares determinará transtornos do equilíbrio por ser esse o órgão responsável pelo nosso sentido espacial. Atingindo a cóclea, será a doença denominada labirintite (devido ser tal órgão também chamado de labirinto), e assim por diante.

3 - O que causa a otite?
R - Podem causar otites, germes ou fungos infecciosos quando nesse órgão instalados, que podem ali penetrarem, tanto a traves do exterior pelo canal auditivo externo, quanto também a traves do faringe pela Trompa de Eustáquio.

4 - Como podemos prevenir essa doença em nossos cães?
R - Primeiro, cuidando da limpeza do canal auditivo externo e das próprias orelhas de nossos cães, e em segundo lugar, cuidando e tratando quando os mesmos acometidos por doenças da garganta, pois daí também, pode a infecção progredir e atingir o ouvido.

5 - Como proceder para a boa limpeza dos ouvidos dos cães?
R - Com um cotonete para os cães pequenos, ou um chumaço de algodão na ponta de um estilete flexível ou pinça para cães de maior porte, umedecemos esse algodão com uma solução de alcool-éter (em partes iguais), e com esse cotonete limpamos e removemos a cera existente no conduto auditivo e nas próprias orelhas. Especial cuidado na limpeza do conduto auditivo externo, em sua parte mais profunda, a fim de não lesar o tímpano ali localizado. A freqüência que essa limpeza deve ser feita, dependerá da raça de seu cão: Os cães das raças que tem as orelhas eretas, como o Pastor Alemão, necessitarão limpezas mensais. Já os cães de raças que tem as orelhas caídas, como aqueles da raça Cocker Spaniel, a limpeza deve ser feita mais freqüentemente (cada 10 dias).

6 - Como perceber se meu cão está com otite?
R- O sintoma mais evidente é o ato do mesmo coçar com as patas tal região da cabeça, ou então sacudir freqüentemente a cabeça. Mais evidente, quando ocorrer secreção purulenta pela orelha, o que denota a infecção já estar ali instalada e latente, e quando a otite é unilateral (apenas um dos ouvidos), o ato do cão manter a cabeça inclinada para esse lado inflamado.

7 - Como tratar um cão com otite?
R - Muitas vezes o simples ato de proceder à limpeza dos ouvidos, quando a otite é apenas externa, é suficiente para sanar o mal. Porém, quando a infecção já atingiu o ouvido médio ou o interno, necessário se faz tratamento mais especializado, inclusive com administração de antibióticos por via geral (parenteral ou oral), e mesmo nebulizações da garganta com medicação apropriada. Nessa caso, a recomendação, é procure um veterinário competente, que este deverá estar capacitado para lhe indicar a melhor terapêutica.

Apenas uma recomendação final: Nada de pânicos em caso de otites, pois tenha em mente que o próprio organismo animal tem meios de defesa tanto para essa quanto para outras infecções. Cuide de seu animal como cuida de si mesmo: com cuidado e atenção , tanto quanto seu asseio quanto sua alimentação, e propiciando ao mesmo exercícios físicos e carinho. Nada além disso.

domingo, 22 de agosto de 2010

Twitter do Blog

Adotar um cão. Saiba mais antes de adotar.

Caso seu cão tenha morrido de doeça contagiosa, espere antes de adquirir outro, pois você poderá estar condenando seu novo amigo à morte.
Algumas doenças ficam no ambiente onde o animal vivia, às vezes por muitos meses. Portanto, se você teve algum animal morto ou doente por moléstia contagiosa, converse com seu veterinário, antes de adquirir um outro mascote, principalmente se este for um filhote ou ainda não vacinado.
Doenças contagiosas mais comuns e como desinfetar o ambiente.

Parvovirose

  • É um dos virus mais resistentes, podendo ficar no ambiente por meses e até por anos.
  • A desinfecção do local só é conseguida com o uso freqüente e continuado de água sanitária - 1 vez por semana, durante 1 mes

Coronavirus

  • é pouco resistente, podendo ser destruído por desinfetantes comuns; mas como às vezes não é realizado o diagnóstico diferencial entre ele e o parvovirus, aconselhamos a desinfecção do ambiente da mesma forma como a feita para o parvovirus

Cinomose
  • o virus não é resistente aos desinfetantes comuns. Em locais de clima quente o virus não sobrevive nem por uma semana no ambiente, após o animal infectado ter sido retirado. Nos climas mais frios ele pode permanecer por algumas semanas.

Hepatite infecciosa canina
  • pode sobreviver no ambiente desde por apenas alguns dias até meses, de acordo com o clima, ele é mais sensível ao calor.
  • devemos queimar o ambiente uma vez por semana , durante 1 mês para conseguirmos a morte do virus.

Parainfluenza
  • não sobrevive por muito tempo no ambiente, sendo destruído pelos desinfetantes comuns, com limpezas duas vezes por semana, por 2 semanas.


Raiva

  • não resiste ao calor e aos desinfetantes comuns.

Postado por Deyvid Lopes

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Zoonoses


As Zoonoses são infecções e doenças que podem ser adquiridas em contato com animais de estimação como cachorro, gato e passarinho, ou ainda, pela ingestão de carne contaminada de animais como o gado ou o porco. Outras doenças podem ser contraídas através do contato não desejado com ratos, moscas e baratas, principalmente através da ingestão de água ou alimentos contaminados.

Veja a seguir as mais comuns:
Larva migrans cutânea (bicho geográfico): A larva migrans cutânea é encontrada por toda parte onde se encontrem cães e/ou gatos infectados com ancilostomídeos, sobretudo A. braziliense e A. ceylanicum. O problema é mais frequente em praias e em terrenos arenosos, onde esses animais poluem e meio com suas fezes. Em muitos lugares, são os gatos as principais fontes de infecção. O hábito de enterrar os excrementos, tão característico desses animais, e a preferência por fazê-lo em lugares com areia, favorecem a eclosão dos ovos e o desenvolvimento das larvas. As crianças contaminam-se ao brincar em depósitos de areia para construção, ou nos tanques de areia dos locais destinados à sua recreação. Todos os animais domésticos devem ser tratados sistematicamente e com regularidade para prevenir-se as reinfeções.

Dipilidiose: a infestação por cestódios é extremamente comum em cães e, em menor extensão, em gatos. Os seres humanos podem tornar-se infestados com a forma adulta do cestódio (vermes chatos na sua forma) dipylidium caninum, em seguida à ingestão do hospedeiro intermediário, a pulga. Normalmente a infestação nos seres humanos exibe sintomas clínicos, ocorrendo com maior freqüência em crianças jovens.

Dirofilariose: acomete principalmente o cão doméstico, o gato e várias espécies de animais silvestres. Referidos vermes são classificados na Ordem Spirurida, superfamília Filaroidea, família Filariidae. Nesse gênero (Dirofilaria), foram já descritas várias espécies, entre as quais: Dirofilaria immitis (Leidy,1856), e a Dirofilaria repens (Railliet y Henry, 1911). Ambas em sua fase adulta localizam-se no coração, especialmente em sua porção direita, na artéria pulmonar, e raramente outros vasos hemáticos e órgãos. A dirofilariose humana é raramente reconhecida, sendo causada por êmbolos de larvas mortas do parasita nos pulmões. os êmbolos larvais são revelados radiograficamente como nódulos e, embora a moléstia seja freqüentemente assintomática, requer biópsia cirúrgica e avaliação histológica, para a confirmação do diagnóstico e eliminação de condições mais sérias.

Toxoplasmose: a infecção com o parasita protozoário toxoplasma gondii ocorre numa série de animais de sangue quente, mas a família dos felídeos parece ser o único hospedeiro definitivo (único hospedeiro onde ocorre o ciclo sexual do parasita). os gatos se tornam infectados após a ingestão de animais caçados, ou de carne crua contendo os trofozoítos. Após a infecção, os gatos excretam oocistos em suas fezes durante uma ou duas semanas. os oocistos se tornam infectantes em dois ou três dias, e podem sobreviver no ambiente por diversos meses. a infecção humana ocorre com a ingestão de trofozoítos na carne crua ou mal cozida, Ingestão de oocistos provenientes das fezes de gato, e pela via transplacentária. A infecção raramente produz moléstia clínica em seres humanos adultos, a menos que estejam imunocomprometidos. A infecção congênita do feto humano através da transmissão placentária representa a maior ameaça aos seres humanos. a infecção congênita pode levar a uma grave moléstia por ocasião do nascimento, e as afecções oculares, mais tarde, durante a vida do indivíduo. alguns cuidados durante a gravidez: ao manusear carnes cruas, verduras ou fezes de animais, convém uso de luvas.

Leptospirose: A lepstospirose e enfermidade endemica, bastante comum em épocas de chuvas. É uma doença causada por bactéria, a LEPTOSPIRA ssp, afetando a maior parte dos animais inclusive o homem. É transmitida através da urina, água e alimentos contaminados pelo microorganismo, pela penetração da pele lesada, e pela ingestão. O cão e outros animais como por exemplo rato, bovino e animais silvestres também podem contrair a doença e transmiti-la.

Campilobacteriose e salmonelose: Cães e gatos podem abrigar campylobacter jejuni e uma série de espécies não-tifóides de salmonella. Infecções com estas bactérias em cães e gatos nem sempre cusam moléstias clínica, e têm sido isoladas das fezes de animais sadios. A maior parte dos casos de enteropatia (problema intestinais) humana causada por estas bactérias não está associada à exposição a animais de companhia. os profissionais devem aconselhar os donos de animais que todas as fezes, e em especial as associadas com diarréia, devem ser manipuladas com cuidado, e eliminadas de modo a impedir a potencial exposição humana.

Dermatomicose: a transmissão direta de microsporum canis de cães e gatos de fato ocorre. até 30% dos casos de "tinha" humana em áreas urbanas foram associados a contato direto com animais. os proprietários dos animais devem ser aconselhados a lavar bem as suas mãos, após a manipulação de cão ou gato infectado, e a não permitir que seus filhos brinquem com os animais, até que o tratamento tenha resolvido a moléstia.

Esporotricose: esporotricose é uma moléstia fúngica cutânea ou linfocutânea crônica causada por sporothrix schenckii, cães, gatos, e seres humanos são suceptíveis à moléstia, que geralmente está associada a feridas traumáticas, penetrantes. relatos recentes indicam que os cães infectados podem transmitir diretamente a infecção para os seres humanos. Devido a estes achados, gatos com esporotricose devem ser manipulados com luvas, até à resolução do processo.

Raiva: A raiva é uma doença provocada por vírus, caracterizada por sintomatologia nervosa que acomete animais e seres humanos. Transmitida por cão, gato, rato, bovino, eqüino, suíno, macaco, morcego e animais silvestres, através da mordedura ou lambedura da mucosa ou pele lesionada por animais raivosos. Os animais silvestres são reservatório primário para a raiva na maior parte do mundo, mas os animais domésticos de estimação são as principais fontes de transmissão para os seres humanos.

Teníase & Cisticercose: Verminoses frequentes em nosso meio causadas pela Tênia, ou "solitária", como é popularmente conhecida, são transmitidas através da ingestão de carne e derivados de porco e/ou de vaca, ou outro alimento contaminado.

Dengue e Febre Amarela: A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Ele é escuro, com listras brancas, menor que um pernilongo. Tem por hábito picar durante o dia e se desenvolve em água PARADA e LIMPA.
Ao picar uma pessoa, o mosquito inocula sua saliva contaminada com o vírus responsável pelo desenvolvimento da dengue. Na dengue clássica ocorre febre alta com duração de 5 a 7 dias, manchas na pele, dores de cabeça, olhos, articulações e músculos. Na dengue hemorrágica, mais grave e rara que a forma clássica, ocorre febre alta, hemorragia na pele, olhos e órgãos internos. Metade dos casos hemorrágicos evolui para a morte.
A Febre Amarela se origina em regiões de mata, através da picada de mosquitos silvestres. A doença pode ser trazida para as cidades por pessoas que vão para as áreas de mata, a trabalho ou a passeio, e voltam doentes. Na cidade, esta pessoa doente é picada pelo mosquito aedes que transmitirá a doença quando picar uma pessoa sadia.
Os sintomas são febre alta, dor de cabeça, calafrios, prostração, náuseas, vômitos negros, hemorragias e coloração amarelada da pele e mucosas. Metade das pessoas que contraem febre amarela morrem. A prevenção se faz com a vacina contra febre amarela aplicada 10 dias antes de viajar de férias ou a trabalho para áreas de mata fechada.

Doença de Lyme: descoberta nos Estados Unidos há 15 anos, ainda é pouco conhecida no Brasil. Pode se tornar problema de saúde pública em futuro próximo pois já existem casos recentemente confirmados na região da Grande São Paulo.

Baratas: As baratas estão entre os insetos que encontramos a toda hora e que pouco sabemos sobre os riscos que eles acarretam para a nossa saúde. Existem cerca de 3.500 tipos de barata. A mais conhecida e comum no meio urbano é a barata de esgoto, ou francesinha. Transmitem micróbios que causam infecções respiratórias e intestinais. Suas fezes e suas cascas secas podem causar alergias.
Na época das chuvas, elas procuram abrigo em lugares quentes, úmidos e escuros, dentro dos prédios, nos cantos dasparedes das casas, nas frestas de madeira, nos armários, gavetas, fornos, ralos e depósitos. Estão sempre em busca de alimentos em lixos e esgotos. Ao transitar por locais limpos contaminam os alimentos, louças, pratos, talheres e copos.
Deixe sempre o alimento protegido, não guarde comida sem tampa nos armários, principalmente doces e bolachas. Dê preferência aos inseticidas acondicionados em armadilhas que atraem as baratas para dentro delas. Não contaminam o meio ambiente e são eficientes para acabar com elas.

Moscas: O lixo é o principal responsável pelo aparecimento das moscas, devido a grande variedade de resíduos que servem para sua alimentação.Depositam bernes e bicheiras nos locais onde posam. Transmitem doenças respiratórias, infecções e alergias. Lave os utensílios de cozinha e da copa antes de usá-los, da mesma forma proteja os alimentos. Lave as frutas antes de comê-las.

Histoplasmose: É provocada por fungos encontrados em fezes secas de passarinhos, pombos e morcegos. A contaminação geralmente ocorre através da inalação ou respiração do ar contaminado com as fezes desse animais, ao fazer limpeza ou ao adentrar locais por eles habitados.A doença é de evolução crônica tanto nas crianças como nos adultos. Se manifesta através de febre, gânglios ou "ínguas" no pescoço, virilha ou debaixo do braço, infecção pulmonar, úlceras na pele, anemia e diminuição do número de células brancas do sangue responsáveis pela defesa contra infecções.
Medidas preventivas:
Ao limpar galinheiros, pombais e outros locais que contenham fezes secas de aves ou morcegos, utilizar máscaras protetoras, ou um pano úmido cobrindo o nariz. Umidecer as fezes antes de removê-las, para evitar a poeira que elas provocam e assim diminuir o risco de contaminação.
Máscara ou pano úmido também devem ser utilizados ao se visitar túneis, cavernas e minas habitadas por morcegos.
Pulgas e ácaros de sarna: a sarna canina e felina, e pulgas têm um grande potencial zoonósico. A dermatose associada a pulgas ou ácaros de sarna em seres humanos é geralmente autolimitante, mas pode voltar se não for curado o animal ou não for feita a higiene adequada do ambiente.
Postado por Deyvid Lopes

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Declaração Universal dos Direitos dos Animais


1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.
2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.
3 - Nenhum animal deve ser maltratado.
4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.
5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.
6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.
7 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.
8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra os animais.
9 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.
10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Cientistas clonam touro espanhol


É a primeira vez que um animal que compete em touradas é clonado

Cientistas espanhóis afirmaram nesta quarta-feira (19) terem clonado pela primeira vez um touro de touradas.

O especialista em genética veterinária Vicente Torrent disse que o bezerro recém-nascido, chamado Got, é uma réplica exata do tipo de animal musculoso que os toureiros enfrentam nas arenas da Espanha.

Got nasceu na terça-feira (18), pesando 24 quilos, em uma fazenda em Melgar de Yuso, no norte da Espanha.

O feito aconteceu graças a uma equipe de 17 cientistas, que, segundo Torrent, está esperançoso que Got seja tão feroz quanto seu predecessor genético, um touro chamado Vasito, considerado muito valioso. O grupo demorou três anos para conseguir preservar o material genético de Vasito e viabilizar a clonagem.

Postado por: Natalia Mayrinck

segunda-feira, 10 de maio de 2010

CORUJA

Um rapinante curioso e manso.
De temperamento tímido, quietas e discretas, as corujas ficam mansas no cativeiro, principalmente se criadas desde filhotes. Pousam na mão do dono e aceitam alimentos dados por ele.

As corujas, mochos e caborés estão colocados na ordem dos Strigiformes, rapinantes noturnos que chamam a atenção por causa da cabeça grande, aparentemente maior por causa da plumagem, grandes olhos fixos, posicionados para diante, à maneira do ser humano (ao contrário dos outros pássaros que têm os olhos dos lados da cabeça), ouvidos desenvolvidos que são mais aguçados que os das outras aves e plumagem macia, de penas fofas e soltas.

A cor da plumagem vai desde o branco amarelado até o preto, passando pelo cinza e pelo marrom. Estas cores têm a sua utilidade: ajudam no mimetismo, quando, de dia, a coruja se confunde com os troncos das árvores e dorme sossegada, invisível para os outros pássaros que a atacariam imediatamente se a vissem, pois a coruja ataca também a eles e aos seus filhotes.

As Strigiformes estão divididas em duas famílias e 126 espécies. Destas, 18 existem no Brasil. Estão espalhadas pelo mundo todo: há a coruja das neves, branca, que vive no Pólo Norte, e a coruja das Filipinas, que é pescadora. Entre nós, são mais populares a suindara ou coruja igrejeira, que gosta de nidificar nas torres de igreja ou em casas abandonadas; o caboré do campo ou coruja buraqueira, que aproveita os buracos de cupim para morar e nidificar; a coruja do mato, orelhuda, e o caboré.

No norte, a coruja é considerada, mais do que no sul, uma ave de mau agouro. Mas muita gente pensa diferentemente. Fernando Capocchi Novaes, um advogado de Santos, SP, diz, por exemplo: "Se são chamadas de agourentas, é porque eram consideradas os pássaros das bruxas. Mas os gregos consideravam a coruja como a ave da sabedoria. Isso de azar é pura crendice popular". Fernando tem uma suindara há 7 anos, um casal de caborés há 4 anos e um mochinho há 3 meses.

A divisão diurna da coruja é igual a dos outros pássaros: ao contrário do que se pensa, ela não é cega durante o dia. Ela tem um campo de visão maior que o das outras aves. Sua pupila se dilata para aproveitar ao máximo a luz, pois ela não enxerga melhor à noite.

Depois do entardecer a coruja sai à caça. Tudo o que se move e faz barulho chama sua atenção. Ataca outros pássaros, gafanhotos, grilos, ratos, camundongos, vive da caça. Na natureza é útil e necessária para o equilíbrio da ecologia: caça animais que são pragas nas plantações. Se colocada num silo de trigo, uma coruja sozinha acabará com todos os ratos que se aproximarem.

Seus inimigos mortais são os gaviões, as cobras, os gatos do mato. Mas apesar do seu ar parado, a coruja é muito esperta para escapar deles. E, além de esperta, atenta: ela tem uma particularidade interessante, é capaz de virar a cabeça num ângulo de 180º e de esticar o pescoço para cima. Sua cabeça não se move, mesmo que movamos o seu corpo, quando ela está prestando atenção a alguma coisa.

CORUJA: HÁBITOS E CUIDADOS

Vida média: espécies grandes, de 15 até 20 anos. As pequenas vivem menos, mas é difícil precisar quanto.
Porte: a maior coruja brasileira, o mocho orelhudo, tem 51 cm de altura; a menor, o caboré, tem 17 cm.
Higiene: as corujas não costumam tomar banho, pois se molhadas não podem voar, devido à densidade de suas penas. Mas às vezes gostam de ficar na chuva.

Alimentação: Para aves adultas: pedaços de carne, insetos, como o gafanhoto, larvas de Tenébrio, pássaros e pequenos animais mortos. As corujas não estão acostumadas com animais mortos e podem demorar a se acostumar com esta alimentação. Os filhotes bem novinhos podem ser alimentados com carne moída e um ovo cozido. As corujas tem a particularidade de engolir o alimento todo de uma vez, aproveitar a carne e regurgitar penas e ossos, em forma de rolinhos.
Hábitos: vive à noite, dorme durante o dia, com exceção de algumas espécies que vivem também de dia. Deve ser alimentada à noite.
Acomodações: viveiro grande, um mínimo de 2x3 m individual ou para casal, com uma caixa de madeira com um buraco, onde a coruja possa acomodar-se e nidificar. No chão da caixa, areia e serragem. Poleiro num canto mais sombreado, onde ele possa ficar durante o dia. A coruja não pode conviver com outros pássaros, pois os atacaria, o mesmo acontecendo com corujas de outras espécies: a maior mataria e comeria a menor. Se for um casal, podem ficar juntos. O viveiro também deve ficar longe dos viveiros dos outros pássaros, de modo que estes não vejam nem ouçam a coruja.
Acasalamento e reprodução: na natureza o macho se aproxima da fêmea, com uma presa nas garras. Se ela aceitar o presente, dá-se o acasalamento. A fêmea põe de três a cinco ovos por postura. Tempo de incubação: de 32 a 34 dias. Os filhotes têm uma variação grande para começar a voar, conforme a espécie: de 64 a 86 dias. Em cativeiro a reprodução é difícil.
Observação: a panha e comercialização deste animal é proibida pela lei de proteção à fauna silvestre, Lei nº 5.149. Obtenha maiores informações a esse respeito junto ao IBDF de sua região. Em São Paulo, o telefone é (011) 64-4180.
Saúde: a coruja não transmite doenças.

Matéria baseada em entrevistas com Carlos Keller Filho, com o ornitólogo Rolf Grantsau, da SOB, com o proprietário de corujas Dr. Fernando Capocchi Novaes e no livro "Da Ema ao beija-flor" de Eurico Santos.