A raiva é uma doença infecciosa contagiosa aguda, causada por vírus que afeta o sistema nervoso central (SNC), caracterizada por um quadro de encefalite. Todos os mamíferos, inclusive o homem, são susceptíveis ao vírus da raiva. O prognóstico é fatal em praticamente 100% dos casos.
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Pertence à família "Rhabdoviridae", gênero "Lyssavirus" que inclui também o gênero "Vesiculovirus". A raiva é uma encefalite aguda, progressiva, causada por um RNA vírus da família Rhabdoviridae, do gênero Lyssavirus, que possui, atualmente, 7 genótipos. No Brasil apenas o genótipo 1 (Rabies virus – RABV) foi identificado. Esta zoonose é transmitida ao homem, principalmente, pela mordedura de animais infectados.
O vírus da raiva é inativado pelo éter, radiação ultravioleta, raio X, luz solar, calor e dessecação. Também é destruído pela pasteurização, desidratação, detergentes e sabões, éter, acetona, álcool, compostos iodados, formol, ácidos de pH menor que 3 e bases com pH maior que 11. Resiste por 35 segundos em temperatura de 60° C, 4 horas a 40° C e vários dias a 4° C.
Ò •Salivação abundante;
Ò •Isole o animal suspeito de ter a doença.
NÃO EXISTE TRATAMENTO PARA A RAIVA E SIM PROGRAMAS DE PROFILAXIA E VACINAÇÃO DOS ANIMAIS.
VACINE SEU ANIMAL!!!
Vírus da Raiva
Acomente principalmente todos os mamíferos.
RAIVA EM CÃES E GATOS
Quando o vírus da raiva acomete carnívoros (cães e gatos), a doença se apresenta mais na forma agressiva ou furiosa e os sinais clínicos observados são:
•Mudança de hábitos (animal busca esconder-se em lugares escuros);
•Alterações bruscas de comportamento (agitação ou agressividade mais intensa ou ao contrário, fica isolado e quieto);
•Mudança de hábitos alimentares (se adulto, volta a roer objetos, ingere materiais diversos ou estranhos);
Ò•Dificuldade para engolir água e alimento devido à paralisia da musculatura da laringe/faringe;
Ò•No início incoordenação motora, evoluindo para paralisia dos membros pélvicos;
Ò•Nos cães, o latido torna-se diferente, parecendo um "uivo rouco", devido à paralisia das cordas vocais, sintoma importante da raiva canina.
Medidas a serem tomadas
Ò•Se o animal exposto tiver proprietário e for vacinado, recomenda-se seu isolamento para observação clínica por 10 dias e revacinação após esse período.
Ò•Em caso de mordida ou contato com animal suspeito, o ferimento deve ser lavado com água e sabão, e a pessoa encaminhada ao serviço médico para as devidas providências de acordo com a lesão.
Ò•Se o animal exposto à raiva for errante, não vacinado e apresentar sinais sugestivos da doença, ele pode, a critério da autoridade sanitária, ser sacrificado para coleta de material para diagnóstico laboratorial.
Ò•O proprietário ou o veterinário responsável deve entrar em contato com o Centro de Zoonoses de sua cidade para que se providencie a coleta de amostras de tecido do animal suspeito (morto) que devem ser enviadas a laboratórios governamentais para diagnóstico.
Ò•O material coletado deve ser a cabeça inteira ou o cérebro, que devem ser acondicionados num isopor com gelo e enviados o mais rápido possível a um centro de diagnóstico de raiva.
RAIVA EM BOVINOS
O principal transmissor da raiva para os herbívoros domésticos, como bovídeos (bovinos e bubalinos) é o morcego sugador de sangue, Desmodus rotundus, responsável por grandes prejuízos econômicos.
Em herbívoros o principal sintoma é a paralisia. No início, os bovídeos se isolam, emitem mugidos freqüentes e roucos, têm dificuldade para defecar, apresentam sinais de engasgo e andar cambaleante. Deitam-se devido à paralisia dos membros posteriores, não conseguindo mais se levantar até chegar à morte. Ao apresentarem dificuldade de engolir, é comum tratadores e criadores, ou até mesmo veterinários desatentos, colocarem as mãos na garganta dos animais, imaginando que possam ter ingerido um corpo estranho ou alguma planta tóxica, expondo-se à doença. Com a paralisia, o animal fica com movimentos de pedalagem e o pasto em volta fica todo amassado.
RAIVA EM EQÜINOS
Cavalos infectados com raiva podem permanecer assintomáticos por até 1 ano, o que dificulta a identificação da fonte de exposição. Não há sinais patognomônicos de raiva em eqüinos, sendo que a apresentação dos sinais clínicos pode variar de claudicação à morte súbita.
Proprietários podem relatar evolução lenta dos sinais, desde leve claudicação até decúbito lateral, incluindo-se comportamentos anormais. É importante lembrar que todo eqüino com sinais neurológicos deve ser suspeito de raiva até que se prove o contrário.
Sinais clínicos
Ò•Intolerância ao treinamento, claudicação, hiperestesia, paresia ou paralisia, decúbito dorsal, anorexia, cólica, mudança de comportamento e morte súbita são registros de sintomas observados no exame físico em casos confirmados de raiva.
Ò•Comportamento agressivo, hiperestesia, tremores musculares, convulsões, fotofobia e hidrofobia estão associados à raiva furiosa.
Ò•Depressão, anorexia, andar em círculos, ataxia, demência, disfagia e paralisia facial podem estar associados à forma "paralítica" da raiva, em que as lesões predominam no mesencéfalo, alternação na claudicação com hiperestesia, automutilação, ataxia e paralisia ascendente progressiva também foram associadas à forma "paralítica" da doença.
A morte geralmente sobrevém dentro de 2-3 dias a partir do início dos principais sinais.
ÒO material para diagnóstico de raiva em eqüinos deve ser acondicionado em saco plástico duplo, vedado hermeticamente, identificado de forma clara e legível, não permitindo que a identificação se apague em contato com água ou gelo. Depois de colocada em caixa de isopor, com gelo suficiente para conservação do material, a caixa deve ser rotulada, fechada, a fim de evitar vazamentos que possam contaminar o pessoal responsável pelo transporte.
ÒHá quatro formas epidemiológicas da raiva:
a)Raiva urbana; b)Raiva silvestre; c)Raiva rural; d)Raiva aérea.
ÒCiclo urbano - A raiva urbana, problema em países em desenvolvimento, afeta tanto cachorros de rua como domésticos, sendo responsável por mais de 99% dos casos em pessoas.
ÒCiclo rural - No ciclo rural, o morcego hematófago da espécie Desmodus rotundus é o principal transmissor da doença aos herbívoros domésticos. Os animais de produção também podem se infectar pela agressão de cães, gatos e mamíferos silvestres. A contaminação entre eles não ocorre, pois não possuem o hábito de morder outros animais.
ÒCiclo silvestre - No ciclo silvestre terrestre, a transmissão ocorre entre animais como a raposa, o lobo, o macaco, o coati, o gambá, etc. Esses animais podem servir também de fonte alimentar do morcego hematófago ou serem atacados por animais domésticos de estimação.
Ciclo aéreo - O ciclo aéreo é importante para a manutenção do vírus entre as várias espécies de morcegos que disseminam a raiva, pois como são os únicos mamíferos que voam, transpondo barreiras geográficas.
CONTROLE, PREVENÇÃO E TRATAMENTO
•Vacinar os animais anualmente;
•Capturar e eliminar cães de rua;
•Enviar amostras para exames laboratoriais;
•Não deixe animais soltos na rua ou em contato com outros desconhecidos.
•Não toque em animais desconhecidos, estranhos, feridos ou aparentemente doentes. Chame o Centro de Controle de Zoonoses para a remoção do animal. Não tente separar animais que estejam brigando.
•Morcegos podem transmitir a raiva. Caso encontre algum em sua residência ou mesmo na rua, não tente capturá-lo. Chame o Centro de Controle de Zoonoses para a remoção do animal. Não entre em grutas ou cavernas, locais prováveis de abrigo de morcegos.
•Não crie animais silvestres e nem tente tirá-los de seu "habitat" natural.
•Não abandone animais nas ruas, em parques ou outros locais públicos.
•Não deixe que seus animais se reproduzam sem controle, pois isso contribui para o aumento da população de animais errantes e disseminação de doenças. A castração é uma opção segura e indicada para o controle de natalidade dos animais.
•Procurar sempre o Serviço Médico, no caso de agressão por animais.
•Manter seu animal em observação quando ele agredir uma pessoa.
•Não deixar o animal solto na rua e usar coleira/guia no cão ao sair.
•Notificar a existência de animais errantes nas vizinhanças de seu domicílio;
•Afaste as pessoas e animais do ambiente onde o morcego se instalou e isole o local, se possível.
•Caso tenha problemas procure o Centro de Zoonoses de sua cidade ou uma orientação Médico Veterinário.
NÃO EXISTE TRATAMENTO PARA A RAIVA E SIM PROGRAMAS DE PROFILAXIA E VACINAÇÃO DOS ANIMAIS.
A vacinação não tem contraindicação, devendo ser iniciada o mais breve possível e garantir o completo esquema de vacinação preconizado. As vacinas humana e animal são gratuitas.


Esse artigo foi maravilhoso, e bastante proveitoso!! Muito obrigado
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