sexta-feira, 9 de setembro de 2011

OTITE em cães. É perigosa mesmo?


1 - O que é otite?
R - Trata-se da inflamação desse órgão da audição. E como o mesmo compreende várias partes, necessário se faz seu conhecimento anatômico.


2 - Qual é a anatomia do ouvido? 
R - Pode ser dividido para efeito didático em ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno, porém interligados entre si. O ouvido externo compreende o pavilhão auricular (orelha), o meato acústico externo também chamado de canal auditivo externo e o tímpano, este última uma membrana delgada que por assim dizer separa o ouvido externo do médio. O ouvido médio é a câmara onde situam-se três ossículos (martelo, estribo e bigorna) interligados entre si e que servem como meio de ligação com o ouvido interno. Nessa câmara onde situam-se referidos ossículos, existe um canal de ligação do ouvido médio com o faringe, denominado Trompa de Eustáquio. Ouvido interno, a parte mais especializada e portanto também mais delicada e importante de todo o ouvido, onde existem os chamados Canais semicirculares, a Cóclea e o Nervo acústico, este último ligando todo o conjunto diretamente ao cérebro. Notaram todos portanto, que conforme sejam atingidas essas diferentes porções do ouvido, a otite se revestirá de maior ou menor gravidade, recebendo também denominações diversas, como otite externa (apenas ouvido externo inflamado), otite média (apenas ouvido médio inflamado), e otite interna (esta a mais grave pois atingindo os canais semicirculares determinará transtornos do equilíbrio por ser esse o órgão responsável pelo nosso sentido espacial. Atingindo a cóclea, será a doença denominada labirintite (devido ser tal órgão também chamado de labirinto), e assim por diante.


3 - O que causa a otite? 
R - Podem causar otites, germes ou fungos infecciosos quando nesse órgão instalados, que podem ali penetrarem, tanto através do exterior pelo canal auditivo externo, quanto também através da faringe pela Trompa de Eustáquio.


4 - Como podemos prevenir essa doença em nossos cães? 
R - Primeiro, cuidando da limpeza do canal auditivo externo e das próprias orelhas de nossos cães, e em segundo lugar, cuidando e tratando quando os mesmos acometidos por doenças da garganta, pois daí também, pode a infecção progredir e atingir o ouvido.


5 - Como proceder para a boa limpeza dos ouvidos dos cães? 
R - Com um cotonete para os cães pequenos, ou um chumaço de algodão na ponta de um estilete flexível ou pinça para cães de maior porte, umedecemos esse algodão com uma solução de alcool-éter (em partes iguais), e com esse cotonete limpamos e removemos a cera existente no conduto auditivo externo e nas próprias orelhas. Cuidado na limpeza do conduto auditivo externo, em sua parte mais profunda, a fim de não lesar o tímpano ali localizado. A freqüência que essa limpeza deve ser feita, dependerá da raça de seu cão: Os cães das raças que tem as orelhas eretas, como o Pastor Alemão, necessitarão limpezas mensais. Já os cães de raças que tem as orelhas caídas, como aqueles da raça Cocker Spaniel, a limpeza deve ser feita mais freqüentemente (cada 10 dias).


6 - Como perceber se meu cão está com otite?
R- O sintoma mais evidente é o ato do mesmo coçar com as patas tal região da cabeça, ou então sacudir freqüentemente a cabeça. Mais evidente, quando ocorrer secreção purulenta pela orelha, o que denota a infecção já estar ali instalada e latente, e quando a otite é unilateral (apenas um dos ouvidos), o ato do cão manter a cabeça inclinada para esse lado inflamado.


7 - Como tratar um cão com otite? 
R - Muitas vezes o simples ato de proceder à limpeza dos ouvidos, quando a otite é apenas externa, é suficiente para sanar o mal. Porém, quando a infecção já atingiu o ouvido médio ou o interno, necessário se faz tratamento mais especializado, inclusive com administração de antibióticos por via geral (parenteral ou oral), e mesmo nebulizações da garganta com medicação apropriada. Nessa caso, a recomendação é, procure um veterinário competente, que este deverá estar capacitado para lhe indicar a melhor terapêutica.


Apenas uma recomendação final: Nada de pânicos em caso de otites, pois tenha em mente que o próprio organismo animal tem meios de defesa tanto para essa quanto para outras infecções. Cuide de seu animal como cuida de si mesmo: com cuidado e atenção, tanto quanto seu asseio quanto sua alimentação, e propiciando ao mesmo exercícios físicos e carinho. Nada além disso.

09 de Setembro - Dia do Médico Veterinário


Parabéns a todos os médicos veterinários que dedicam suas vidas, salvando a vida dos animais.

Parabéns a todos os médicos veterinários que exercem sua profissão com amor.

Parabéns a todos os médicos veterinários que sabem que sua profissão é muito mais do que somente "cuidar de animais".

PARABÉNS A TODOS OS MÉDICOS VETERINÁRIOS!!!
Esse dia é muito importante para todos vocês e para os nossos queridos animais também!

FELIZ DIA DO MÉDICO VETERINÁRIO!
Uma profissão tão linda como essa, jamais pode ser esquecida!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Gatos de rua podem espalhar doenças como Aids felina

Para evitar que o seu gato fique doente com esse convívio indesejado, algumas medidas podem ajudar. A primeira é manter a vacinação do seu animal de estimação em dia.
Criar um gato em casa pode atrair animais de rua, seduzidos pela comida do dono da casa. Acostumados a lutar pela sobrevivência, eles podem tirar a comida e a cama dos felinos domésticos. Mas o principal perigo mesmo são as doenças.
Para evitar que o seu gato fique doente com esse convívio indesejado, algumas medidas podem ajudar. A primeira é manter a vacinação do seu animal de estimação em dia.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Nutrição em eqüídeos no Brasil


Olá amigos leitores!

Quero neste texto fazer colocações em cima do pouco que ainda conheço dos cavalos, mas que durante a vida pretendo aprender e dividir com vocês.
Após ler alguns arquivos que tenho guardado no meu computador pude ter uma idéia muito interessante para este novo texto.
Algumas pessoas sempre me escrevem perguntando sobre nutrição em potros e éguas e nem sempre é fácil passar informações corretas sobre este questionamento. Em muitos casos o problema não é somente o pasto de baixa qualidade, mas também o fornecimento de apenas um tipo de alimento durante um longo período. Vejo casos de eqüídeos em pasto de braquiária durante longos períodos e como o animal nem sempre apresenta emagrecimento o dono do animal deixa ele ali e não se importa em ofertar outras fontes de alimentos e quando este animal chega a apresentar um emagrecimento esta situação já está crítica. Sabemos que o capim braquiária não é palatável aos eqüídeos e que eles comem em grande parte deste capim apenas as sementes, e as folhas em muitos casos é tóxica aos animais levando ao inchaço da cara do animal e saindo uma peladeira em todo corpo, estes podem ser dois sintomas que poderão aparecer neste tipo de pastagem totalmente errada para eqüídeos na minha opinião.
Como este texto é voltado para a nutrição devo iniciar então com os potros. Devemos iniciar sua nutrição no terço final da gestação com o fornecimento de boa pastagem, sal mineral a vontade para a égua e também na primeira metade do período de amamentação do potro que vai até os 3 ou 4 meses (total) dependendo da raça do animal, lembrando que a segunda metade do período de amamentação 5 a 8 meses o potro já inclui na sua alimentação a busca por pastagens e outras fontes de alimentos que por ventura estejam disponíveis a ele.
Em raças que possuem limites mínimos e máximos de altura para registro costuma acontecer o seguinte: o criador que possui animais altos para a raça e com medo dos potros ultrapassarem o limite máximo de altura deixa seus potros subalimentados para não ficarem grandes demais e quando chega a hora do registro seus potros não alcançam nem mesmo a altura mínima de registro, aí é aquela maratona pra comprar GH (hormônio de crescimento) vitaminas, e nem sempre estes “recursos” salvam seus animais de ficarem sem o registro definitivo e serem somente registrados no castrado, no caso dos machos, ou das fêmeas de virarem apenas receptoras.
Segundo alguns nutricionistas de eqüídeos, o desenvolvimento das diferentes estruturas do potro é finalizado após o nascimento inclusive a maturação do sistema neurológico e uma subalimentação no período inicial podem comprometer a correta formação neurológica do animal comprometendo sua capacidade de aprendizado. O contrário também é verdade, animais bem alimentados possuem treinabilidade e capacidade de aprendizado muito melhores.

 Esta imagem mostra como na minha opinião os cavalos devem viver pastando em liberdade.

 
Os eqüídeos são na sua origem animais herbívoros, ou seja, sua base de alimentação é o volumoso (capim) podendo variar de gramíneas e/ou leguminosas, sendo que eu considero o melhor seria a união de gramíneas e leguminosas na mesma pastagem para maior variabilidade de alimentos para seus animais.
Este volumoso deve ser fornecido à vontade, deve ser de boa qualidade e adequado às necessidades a que pertença o animal, podendo ser: manutenção, crescimento, reprodução ou trabalho.
Os eqüídeos têm alta capacidade adaptativa aos mais diversos tipos de volumosos.
Exemplo: animais de regiões secas podem se adaptar a alimentos lenhosos de baixa qualidade nutritiva, e animais de regiões alagadas podem se adaptar à ingestão de ervas submersas.
Estas características citadas acima não são as mais comuns em nosso país e com a valorização dos animais de grande porte e com alta capacidade atlética, resistência e beleza, obriga-nos a oferecer alimentos de grande qualidade nutricional, pois somente assim teremos cumpridas as nossas exigências mercadológicas.
Claro que se ofertarmos alimentos de baixa qualidade os animais irão sobreviver, mas dificilmente terão algum destaque na sua área, seja morfológica ou na parte atlética se comparado a animais bem alimentados.
O Brasil por ser um país de tamanho continental, possui grande variabilidade na alimentação de seus animais, por exemplo: animais criados na região sul possuem necessidades diferentes de alimentação pelo clima frio durante quase todo ano e clima temperado, solo de boa qualidade se comparado com animais da região nordeste onde possui clima quente durante todo ano onde 23 graus são considerados dias frios, com períodos de seca em alguns meses e chuvas intensas em outros períodos.
Com isso não existe melhor capim para os eqüídeos e sim o melhor capim para atender melhor a determinadas regiões, pois não conheço nenhum capim que suporte os dois extremos, frio e calor intenso conforme citado acima.
O capim para eqüídeos deve possuir excelente palatabilidade. Se for para pastagens deve suportar muito bem o pisoteio, se for para capineira ou campo de feno deve suportar cortes freqüentes. Possuir teor de proteína entre 8 e 11% e possuir valores de fibras ideais para o bom desempenho do intestino.
Os eqüídeos possuem necessidades mínimas para garantir a integridade física e psicológica.
Física para garantir uma quantidade de energia para o animal desempenhar as funções a que se destina e Psicológica para garantir o tempo mínimo de ocupação próximo ao que o animal tem em liberdade entre 13 e 16 horas. Essas fibras se dividem em solúveis que fornecem nutrientes aos animais e insolúveis que são responsáveis ao bom andamento do alimento no aparelho digestivo e para boa formação das fezes.
As fibras insolúveis não devem ser superior a 18% da dieta alimentar para não levar ao aparecimento de cólicas. Um capim muito novo possui baixo teor de fibras em contrapartida um capim velho demais possui teor de fibras alto podendo levar a cólica.
Então a escolha do capim deve levar em consideração adaptabilidade geoclimática, palatabilidade, teor de proteínas, teor de fibras totais e fibras insolúveis.
Lembrando sempre que pastagem depende de qualidade de solo, adubação específica para determinadas variedades de capim.
Segue abaixo alguns tipos de capins que poderão ser utilizados na formação de pastagens:
Coast-cross - de excelente palatabilidade, adaptabilidade em diversas condições, valores adequados de proteína e fibra. De fácil manejo tanto para pastejo, como para campo de corte. É de implantação mais complicada por ser o plantio apenas por mudas.
Tifton - Variação do Coast-cross, com excelente palatabilidade, adaptabilidade em diversas condições, valores adequados de proteína e fibra. O manejo deve ser mais atento, pois passa do ponto de corte com mais facilidade que o coast-cross. É de implantação mais complicada por ser o plantio apenas por mudas.
Jiggs - Variação dos anteriores, com excelente palatabilidade, adaptabilidade em diversas condições, valores adequados de proteína e fibra. De fácil manejo, pois possui menos talo, sendo mais difícil passar do ponto de corte. Produz menos massa por área. É de implantação mais complicada por ser o plantio apenas por mudas.
Rhodes - Possui ótima palatabilidade, adaptabilidade variável, bons valores de fibra e proteína. De fácil manejo e implantação, pois o plantio é por sementes.
Colonião - Variedade mais conhecida dos capins tipo Panicum, com boa aceitação pelos animais, com proteína mediana. De fácil manejo e implantação, sendo o plantio por sementes ou mudas.
Aruana - Variedade de menor porte dos capins tipo Panicum (como Colonião), com ótima aceitação pelos animais, bons valores nutritivos, com proteína mediana. De fácil manejo e implantação, sendo o plantio por sementes.
Tanzânia - Variedade de menor porte dos capins tipo Panicum (como Colonião), porém maior que o aruana, com ótima aceitação pelos animais, bons valores nutritivos, com proteína mediana. De fácil manejo e implantação, sendo o plantio por sementes.
Capim Elefante - Nome genérico dos capins de grande porte, tendo como variedades o napier e cameroum, entre outros. São ótimas opções como capineira, sendo restrito o uso como pastejo pelo seu porte elevado. Possuem bons níveis nutritivos, se cortados no ponto certo, entre 1,60 e 2,50 m de altura. Se a planta estiver com menos de 1,60m de altura, possui teores muito baixo de fibra, podendo causar diarréia. Se estiver com mais de 2,50m de altura, possui teores muito elevados de fibra insolúvel, com baixo aproveitamento dos nutrientes, podendo ainda causar cólicas.

Muitos outros tipos e variedades de capins ainda podem ser utilizados, como Pangola, Capim Gordura, Jaraguá, Transvala, Ramirez, etc., porém deve-se sempre levar em consideração a adaptabilidade à região, palatabilidade para eqüinos e seu valor nutritivo antes de sua escolha.

 Nutrição em animais atletas

 Os animais atletas merecem um capítulo a parte neste texto. Para eles não basta colocar capim + ração de manutenção + sal mineral disponível a vontade, precisamos aliar a isso alimento de grande quantidade e qualidade de energia (como Equi Turbo, por exemplo) e vitaminas específicas para o tipo de trabalho que ele realiza. Em animais de provas de tambor, por exemplo, precisamos disponibilizar vitaminas que forneçam todos os nutrientes para grande explosão muscular, pois são provas muito rápidas disputadas contra o relógio, em contrapartida devemos fornecer aos animais que participam de provas de marcha vitaminas que ajudem na manutenção da resistência muscular, pois são provas de longa duração onde os animais que possuem músculos bem resistentes sempre levam uma grande vantagem na parte final destas provas.

 Amapola RRC – filha do Campeão dos Campeões Nacional de Marcha em 1994. Ela atualmente é matriz principal no Haras 2 Irmãos nas cidades de Manhuaçu e Matipó - MG


Doping

Atualmente com o crescente número de provas e competições nas diversas raças alguns donos de animais procuram tirar um pouco mais de seus animais através de substâncias que, em quase todos os casos, prejudicam os animais se utilizadas de forma contínua e sem controle. Além de prejudicar muito seu animal o criador mata também a justiça, mata a espírito de competição, mata a legalidade, mata os sonhos, mata o profissionalismo, mata a honestidade.

“Qualquer semelhança entre este texto e os textos do grande conhecedor de cavalos André Galvão Cintra não será considerada mera coincidência, pois ele é pra mim um dos grandes conhecedores em nutrição de eqüídeos do Brasil que eu utilizei para me orientar na hora de escrever este texto”.

* Eqüídeos – são eles: os eqüinos (cavalo e égua), asininos (jumento e jumenta) e muares (burro e mula).

Escrito por Alexandre Werner Breder
Fonte: André Galvão Cintra

domingo, 27 de março de 2011

Vai viajar com seu animal?

Documento para viajar com animal



Viajar com seu animal de estimação é muito gostoso, mas pode se tornar estressante se durante uma fiscalização você não estiver com a documentação necessária e exigida por lei para o transporte de animais.
Para o transporte de animais de interesse do Estado ou destinados à cria, reprodução e abate, o proprietário deve recolher uma Guia de Trânsito Animal (GTA) emitida pelo Ministério da Agricultura. A legislação é mais flexível com cães e gatos. O dono que desejar viajar com seu bicho de estimação precisa somente de um atestado de trânsito emitido por médico veterinário particular.
A vacina antirrábica precisa estar em dia. A vacinação contra raiva só é válida no mínimo 30 dias antes da viagem e no máximo 12 meses antes. Se o animal foi revacinado a menos de 30 dias da viagem, mas a vacina anterior ainda estava dentro da validade, não há problema.




Viagem de carro, avião e navio


Em viagem de carro, evite alimentar o animal antes de partir. Procure parar a cada duas horas para que ele possa beber água, fazer as necessidades e dar uma voltinha para "esticar as patas".
Se for viajar de avião, recomenda-se não alimentar o animal por no mínimo seis horas antes da viagem. Os animais devem viajar em caixas de transporte especializadas e, dependendo da companhia aérea, é possível que animais de até seis quilos viajem na cabine dos passageiros, desde que não causem incômodo aos demais passageiros.


Viagens internacionais

Para viajar ao exterior com seu animal é necessário um CZI (Certificado Zoossanitário Internacional) emitido pelo Ministério da Agricultura gratuitamente. A obtenção do CZI requer o agendamento de uma consulta com um médico veterinário do Ministério da Agricultura nos aeroportos internacionais.
Cada país possui seu trâmite para o transporte de animais e as exigências sanitárias podem variar, por isso é necessário informar-se na embaixada ou no consulado do país de destino. 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Ser Médico Veterinário...


Pensando bem...
... ser médico veterinário não é só cuidar de animais.
É, sobretudo amá-los, não ficando somente nos padrões éticos de uma ciência médica.
Ser médico veterinário é acreditar na imortalidade da natureza e querer preservá-la sempre mais bela.
Ser médico veterinário não é só ouvir miados, mugidos, balidos, relinchos e latidos, mas principalmente entendê-los e amenizá-los.
É gostar de terra molhada, de mato fechado, de luas e chuvas.
Ser médico veterinário é não importar se os animais pensam, mas sim que sofrem.
É dedicar parte do seu ser à arte de salvar vidas.
Ser médico veterinário é aproximar-se de instintos. É perder medos.
É ganhar amigos de pêlos e penas, que jamais irão decepcioná-lo.
Ser medico veterinário é ter ódio de gaiolas, jaulas e correntes.
É perder um tempo enorme apreciando rebanhos e vôos de gaivotas.
É permanecer descobrindo, através de animais, a si mesmo.
Ser médico veterinário é ser o único capaz de entender rabos abanando, arranhões carinhosos e mordidas de afeto.
É sentir cheiro de pêlo molhado, cheiro de almofada com essência de gato, cheiro de baias, de curral, de esterco.
Ser médico veterinário é ter coragem de entrar num mundo diferente e ser igual.
É ter capacidade de compreender gratidões mudas, mas sem dúvida alguma, as únicas verdadeiras.
É aliviar olhares, é lembrar de seu tempo de criança e querer levar para casa todos os cães vadios e sem dono.
Ser médico veterinário é conviver lado a lado com ensinamentos profundos de amor e vida.
"Todos nós podemos nos formar em veterinária, mas nem todos serão veterinários."
E você...
...o que é?                                                                            

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Pastor Maremano Abruzês


País de origem: Itália
Tamanho: grande
Área de criação: grande
Agressividade: média
Atividade física: moderada

Utilização: guarda de rebanho e propriedade.
Tamanho: 65 a 73 cm para machos e 60 a 68 cm para fêmeas.
Peso: 35 a 45 quilos para machos e 30 a 40 quilos para fêmeas.
Aspectos gerais: é um cão de grande porte, fortemente construído, de aspecto rústico e, ao mesmo tempo, majestoso e distinto. A conformação geral é de um cão pesado, cujo tronco é mais longo que a altura na cernelha; harmonioso em relação ao formato e aos perfis. A cauda é portada pendente em repouso; quando em movimento, é portada na linha do dorso com a ponta bastante recurvada. É bem guarnecida de pelos abundantes, sem franja.
Pelagem: apresenta pelagem muito abundante. O pelo é longo, mais para áspero ao tato, bem assentado. Tolerada leve ondulação. Forma uma rica juba em torno do pescoço e franjas de comprimento limitado na face posterior dos membros. O comprimento do pelo no tronco atinge 8 cm. O subpelo é abundante somente durante o inverno. A cor é branca unicolor. São toleradas nuanças marfim, laranja pálido ou limão, embora em números limitados.
Longevidade: 10 a 12 anos.
Temperamento: sua função principal de cão de guarda e defesa do rebanho e das propriedaades, em geral, se evidencia no modo de cumpre esta tarefa, com perspicácia, coragem e decisão. O seu caráter, ainda que orgulhoso e alheio à submissão, sabe exprimir uma ligação devotada ao seu dono e a tudo que o cerca.

Este cão italiano teve origem a partir do cruzamento de primitivos cães pastores que existiam na região da Toscana e do Lazio com cães até hoje utilizados para pastorear ovelhas nos Abruzes. O uso de cães no pastoreio sempre foi um hábito típico dos pastores que vagavam por planíces e montanhas.
Durante os meses de inverno, o rebanho pastava nas áreas ao longo da costa, especialmente em Maremma. Com a chegada do verão, o calor secava as pastagens e os pastores de ovelhas subiam às montanhas dos Abruzzes com os seus grandes cães brancos. Assim, esses cães passaram a ser conhecidos ora como Abruzzesse, ora como Maremanos.

DÓCIL COM CRIANÇAS Rústico, resistente e de porte majestoso, o Pastor Maremmano Abruzzesse se mostra corajoso, calmo e inteligente no trabalho. Mantido na propriedade como cão de guarda, é atento, distante com estranhos, mas sempre carinhoso com a família, demonstrando um cuidado especial com crianças. No Brasil, ainda são poucos os criadores da raça.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

REPRODUÇÃO NOS MACHOS

A INTRODUÇÃO
O sistema genital masculino está na maioria das vezes constituído pelo pênis, bolsa escrotal, testículos, túbulos retos, túbulos eferentes, epidídimos, vasos deferentes, glândulas acessórias incluindo ampolas, próstata, glândulas vesiculares e bulbouretrais.
Fig. 1: Sistema genital masculino (geral). Adaptado de http://www.puc.cl/sw_educ/prodanim/caracter/fi.htm

 
 
1 – CONCEITO
É uma gônada dupla, de forma ovóide, de localização extra-abdominal nos mamíferos e Na maioria dos casos no interior de uma bolsa cutânea  na região inguinal, e caracterizado por uma função celular e outra endócrina.
· Nas aves e algumas espécies como os elefantes, tatus, baleias e golfinhos os testículos têm localização intracavitária
· Nos suínos, gatos e alguns cães a localização dos testículos é perineal
2 – Aspectos anatômicos
 
Fig. 2: Anatomia do testículo. Adaptado de http://www.becomehealthynow.com/popups/male_testes.htm
Fig. 3: Visão esquemática do testículo e estruturas adjacentes. Adaptado de http://www.vetmed.lsu.edu/eiltslotus/theriogenology-5361/male%20reprod_2.htm
Bolsa escrotal
Os testículos estão envolvidos externamente por uma bolsa cutânea dividida em dois compartimentos chamada de bolsa escrotal formado pela túnica dartus  constituída por músculos lisos que auxiliam na termoregulação testicular.
Túnica vaginal
Parte do revestimento peritonial que desceu junto com o testículo durante sua migração para a bolsa escrotal
Albugínea
Tecido conjuntivo espesso e resistente que envolve a massa testicular e envia septos para o seu interior dividindo o testículo em compartimentos ou lojas.
Túbulos seminíferos
· Apresenta-se na forma de um pequeno tubo, com luz interna contendo os espermatozóides.
· Formado por uma lâmina basal e sobre esta as células de Sertoli e as células da linhagem germinativa (Espermatogônias, espermatócitos I e II, espermátides e espermatozóides).
· As células de Leydig estão situadas fora do túbulo seminífero, ou seja, no espaço intersticial, por esta razão são chamadas de células intersticiais do testículo.
Epidídimos
· Estão intimamente apostos sobre a superfície testicular e pode ser dividido em 3 partes: cabeça, corpo e cauda.
· Forma-se no seu interior um ducto muito longo e espiralado chamado de ducto epididimário
· É o local em que ocorre o transporte,  maturação e o armazenamento dos espermatozóides
3 – Aspectos FUNCIONAIS
FUNÇÃO CELULAR
•  Produção de espermatozóides (túbulos seminíferos)
Fig. 4: Visão microscópica dos túbulos seminíferos, local de produção de espermatozóides. Adaptado de http://www.vetmed.lsu.edu/eiltslotus/theriogenology-5361/male%20reprod_2.htm
 
Fig. 5: Maturação de espermatogônias em espermatozóides na parede dos túbulos seminíferos. Adaptado de http://www.vetmed.lsu.edu/eiltslotus/theriogenology-5361/male%20reprod_2.htm
 
•  FUNÇÃO ENDÓCRINA 
· Produção de AMH na vida fetal
· Produção de Inibina importante para a autoregulação (feed-back)
· Produção de testosterona (células de Leydig) importante para:
Imprint hipotalâmico do hipotálamo dosfetos do sexo masculino pra funcinamento no padrão tônico
Desenvolvimento e manutenção da secreção das glândulas sexuais acessórias
Responsável pela parte da espermatogênese conhecida como espermiogênese
Produção das feromonas para atração sexual e marcação do ambiente
Garantir as Características sexuais secundárias masculinas ( maior constituição dos músculos e articulações, agressividade, e sinais externos tais como: giba dos zebus, barba nos bodes, crista, esporão e plumagem atraente nos galos e presas dos javalis.
Fig. 6: Interação entre hormônios hipotalâmicos, hipofisários e testiculares. Adaptado de http://www.vetmed.lsu.edu/eiltslotus/theriogenology-5361/male%20reprod_2.htm

É necessário que a temperatura do testículo esteja entre 4 e 7 graus abaixo da temperatura orgânica para que a espermatogênese ocorra.
A termorregulação testicular é garantida através de:
· Mecanismo de contracorrente no plexo pampiniforme do cordão espermático. Ocorre troca de calor por contra-corrente entre o sangue venoso resfriado que sobe e o arterial na temperatura corporal que desce.
· Ação da contração da túnica dartus  que promove o enrugamento e espessamento da bolsa
· Ação dos  músculos cremaster externos que aproximam (quando contraem nas baixas temperaturas) ou afastam (quando relaxam nas altas) os testículos da parede abdominal.
· Localização em bolsa cutânea pendulosa.
· Ausência de gordura subcutânea
· Presença de glândulas sudoríparas
Fig. 7: Fatores que atuam na termorregulação da bolsa escrotal. Adaptado de http://www.malecontraceptives.org/methods/heat_biology.php
OBS.:
IMPOTÊNCIA COEUNDI => Incapacidade total ou reduzida de COPULAR
IMPOTÊNCIA GENERANDI => Incapacidade total ou reduzida de FERTILIZAR

 
Animais do sexo masculino apresentam como glândulas sexuais acessórias as ampolas, a próstata, as glândulas vesiculares e as bulbouretrais, que são responsáveis pelo volume do sêmen e  por dar um ambiente bioquímico apropriado para a sobrevivência dos espermatozóides.
· Os gatos não apresentam glândulas vesiculares
· Os cães não apresentam glândulas vesiculares nem bulbouretral

E - Pênis
  • Touro, carneiro e varrão apresentam pênis fibroelástico e dispõem de uma flexura sigmóide que fica esticada durante a ereção e extensão do pênis
Fig. 8: Sistema genital masculino de touro (esquerda) e porco. Adaptado de http://www.vetmed.lsu.edu/eiltslotus/theriogenology-5361/male%20reprod_2.htm
 
  • Carneiro apresenta um apêndice filiforme que contém a uretra
  • Garanhão tem pênis vascular e sua uretra faz protrusão de alguns centímetros desde a superfície da glande
Fig. 9: Sistema genital masculino de cavalo. Adaptado de http://www.vetmed.lsu.edu/eiltslotus/theriogenology5361/male%20reprod_2.htm
 
  • Cão e gatos apresentam um osso peniano
  • Gato apresenta espículas penianas e orientação posterior
 
Fig. 10: Sistema genital masculino de gato (esquerda) e cão. Adaptado de http://www.vetmed.lsu.edu/eiltslotus/theriogenology-5361/male%20reprod_2.htm

 
O Bombeamento do sangue para dentro dos corpos cavernosos do pênis através das contrações do músculo ísqueo-cavernoso geradas pelo sistema nervoso parassimpático sob estímulos visuais, olfativos e locais do pênis.
· Bombeamento de sangue pelo músculo isqueocavernoso pra dentro dos canais vasculares do interior do corpo cavernoso e esponjoso associado com o aumento do tônus muscular que oclui o retorno venoso ao pressionar a veia dorsal do pênis contra o arco isquiático.
Fig. 11: Estruturas penianas. Adaptado de http://www.vigmax.com/_en/_Howitworks.asp
·  A ereção do pênis está sob controle do sistema nervoso vegetativo e é obtida pela sinergia de dois mecanismos. O primeiro é durante a excitação sexual, o corpo cavernoso e o corpo esponjoso do pênis tornam-se ingurgitados devido à dilatação arteriolar, simultaneamente as vênulas contraem-se, aprisionando o sangue no pênis. No segundo mecanismo, os músculos ísquiocavernosos e o bulbo esponjoso aumentam seu tônus e dificultam o retorno venoso por pressionar a veia dorsal do pênis contra o arco isquiático.
· A pressão no interior do corpo cavernoso pode atingir 15.000 mmHg.
· Durante a ereção o músculo retrator do pênis dos ruminantes relaxa e permite a extensão da flexura sigmóide.


ð É a expulsão do sêmen garantida pelas contrações peristálticas da musculatura lisa do epidídimo, ducto deferente e uretra associada com a contração sincrônica das glândulas sexuais acessórias que misturam os espermatozóides e os líquidos dessas glândulas na uretra pélvica.  Ocorre por estimulação Simpática a partir de estímulos locais  no pênis em ereção ou manipulação das glândulas acessórias
· Compreende a EMISSÃO e a EJACULAÇÃO PROPRIAMENTE DITA
· EMISSÃO = iniciada pela estimulação dos nervos sensitivos localizados na glande do pênis, que desencadeia contrações peristálticas da musculatura lisa do epidídimo e vaso deferente associada com contração sincrônica das glândulas sexuais acessórias que misturam os espermatozóides e líquidos na uretra pélvica, por ação do sistema nervoso Simpático.
· EJACULAÇÃO PROPRIAMENTE DITA = É a ejeção do sêmen determinada pelas contrações dos músculos isqueocarvenoso, bulboesponjoso e uretrais por ação reflexa sacral pelo Sistema Nervoso Parassimpático.
Fig. 12: Visão dorsal de uma secção da pelve equina. Adaptado de http://www.vetmed.lsu.edu/eiltslotus/theriogenology-5361/bull.htm
 
A ejaculação, que pode ser definida como a ejeção do sêmen via ductos excretores, é iniciada através da estimulação dos nervos sensitivos localizados na glande do pênis. Essa estimulação, desencadeia uma série de contrações peristálticas das paredes musculares dos epidídimos, canal deferente e uretra. Essas contrações deslocam os espermatozóides desde os epidídimos e canal deferente e os líquidos desde as glândulas acessórias, através dos ductos que conduzem ao orifício uretral externo.

H - Sêmen
Constituído por uma parte líquida originada principalmente das secreções das glândulas sexuais acessórias e pelos espermatozóides.
Volume do ejaculado (em mL), tempo de ejaculação e local de deposição do sêmen nas várias espécies domésticas
ESPÉCIE
VOLUME (mL)
Tempo de Ejaculação
Local de deposição
Touro
2,0 a 10
1seg
Vagina
Carneiro
0,7 a 2,0
1seg
Vagina
Varrão
150 a 500
10 a 20 min
Útero
Garanhão
20 a 250
10 a 15 seg
Útero
Cão
2,0 a 16
30 a 40 min
Vagina
Gato
0,01 a 0,2
1seg
Vagina


O pênis  é constituído essencialmente por três corpos  de tecido erétil (cavernosos). Dois deles, estão dispostos lado a lado na porção dorsal  do órgão, tal disposição torna  a superfície dorsal do pênis algo plana. O terceiro longo corpo de tecido erétil é denominado corpo cavernoso uretral, pois acompanha a uretra de uma extremidade a outra. Ele é também chamado de corpo esponjoso. Este corpo cavernoso situa-se medial e ventralmente em relação ao par de corpos cavernosos e torna-se dilatado distalmente , adquirindo o aspecto de cone na glande.
Cada corpo cavernoso é circundado por uma forte cobertura  de tecido conjuntivo denominado túnica albugínea . Nos corpos cavernosos esta cobertura consiste principalmente em fibras colágenas dispostas numa  camada  interna  circular e em outra longitudinal externa, contendo também fibras elásticas. As túnicas que cobrem o par de corpos cavernosos juntam-se uma à outra ao longo da linha média do pênis e , fundindo-se, formam o septo mediano , que é mais espesso e mais completo próximo à  raiz do pênis. A cobertura que envolve o corpo cavernoso uretral é mais elástica que as demais. Na glande a túnica albugínea  verdadeira é deficiente, nela a derme  da pele que cobre a glande serve como uma túnica albugínea, sendo na sua intimidade contínua com o tecido cavernoso.
Os três corpos cavernosos são mantidos unidos pelo tecido conjuntivo frouxo elástico (exceto onde o par de corpos cavernosos se funde), que é chamado de  fáscia  do pênis.   Isso também proporciona uma união flexível com a pele que cobre o pênis. A epiderme da pele do pênis é delgada. Não existe pêlos, exceto próximo à raiz do órgão.Uma prega circular da pele estende-se para frente , cobrindo a glande, é denominada de prepúcio. Ela é geralmente  elástica  o suficiente  para permitir sua retração. Entretanto, em alguns casos denominados de fimose não ocorre a retração  do prepúcio, que pode aderir fortemente à glande . Há presença de glândulas  sebáceas modificadas na superfície  interna da prega prepucial , a secreção  dessa glândulas, num prepúcio que não pode  ser repuxado, pode-se acumular e tornar-se um irritante. A operação comum pela qual o prepúcio é removido chama-se circuncisão.
Os corpos cavernosos são constituídos por uma rede tridimensional de trabéculas de tecido conjuntivo e músculo liso cobertas por endotélio. Entre  as trabéculas existem espaços que  tendem  a ser maiores  nas porções  mais centrais dos corpos cavernosos e menores na periferia. O interior da glande se compõe de um novelo de grandes veias em maior quantidade do que espaços separados por trabéculas.
SUPRIMENTO SANGUÍNEO E MECANISMO DE EREÇÃO
A irrigação arterial é de dois tipos . Os ramos da artéria dorsal terminam  nos leitos capilares que irrigam os tecidos do órgão, inclusive aqueles  dos corpos cavernosos. Através dos capilares das trabéculas o sangue banha os espaços. Os espaços comunicam-se de tal maneira  que o sangue neles  lançado pode chegar às porções  mais periféricas dos corpos, onde os espaços abrem-se em plexos de veias dispostas próximas  da periferia  de cada corpo cilíndrico. O sangue que causa a ereção provém principalmente de um outro  e maior conjunto de artérias  que penetram no interior dos corpos, onde se ramificam, através das trabéculas os ramos  arteriais são conduzidos aos espaços. Essas artérias possuem paredes musculares espessas e, além disso, muitas possuem espessamentos internos  de fibras musculares longitudinais que fazem  saliências para o interior da luz. Muitas dessas artérias se dispõem ao longo de trabéculas acham-se enoveladas e espiraladas quando o pênis está flácido, isto justifica sua denominação de artérias helicinadas. Vários ramos terminais dessas artérias desembocam diretamente dentro dos espaços do tecido cavernoso.
A musculatura lisa das artérias e o músculo liso das trabéculas são inervados tanto por fibras simpáticas e parassimpáticas. Sob condições  de estímulos  eróticos  a musculatura lisa das trabéculas e das artérias espirais relaxa-se. As artérias tendem a se distender, resultando num fluxo sanguíneo livre para o interior dos espaços. Como o sangue preenche  os espaços dilatando-os, os plexos venosos das porções periféricas dos corpos tornam-se comprimidos. Havendo um maior aporte sanguíneo para os espaços dos corpos cavernosos e impedimento da drenagem venosa dos corpos  estes  tornam-se tão túrgidos como os  demais, pois sua cobertura é mais elástica.
O retorno do pênis ao estado de flacidez , após a ereção, é chamado de tumescência. Isto ocorre  através da constrição das artérias helicinadas e pela contração da musculatura lisa trabecular, forçando o sangue a sair lentamente do órgão.
O pênis possui, em abundância , uma grande variedade de terminações nervosas sensitivas.
O PÊNIS DOS CAPRINOS
O pênis  dos caprinos, assim como nas demais espécies,  tem duas funções: depósito de sêmem  no aparelho genital das fêmeas e expulsão da urina . Tanto o sêmen quanto a urina saem através da uretra. A uretra esta circundada por um tecido cavernoso  que este é muito vascularizado e circundado por uma membrana fibrosa mais externa.
O pênis se  põe rígido e aumenta de tamanho com a excitação sexual. Este processo, chama-se de ereção, se efetua de duas maneiras. Com  a excitação sexual os vasos que drenam os pênis se comprimem e os espaços do tecido cavernoso se enchem  de sangue , com isso aumenta de tamanho. Ao relaxar, o sangue  sai do tecido cavernoso, com isso o pênis se torna flácido. Esse possui uma curvatura  em forma de “ S “, chamada flexura  sigmóide que tem  a capacidade de estender-se aproximadamente 30 cm durante a cópula.
Normalmente, o pênis  se mantêm  em  forma de “ S “ mediante ao músculo retrator; Durante a cópula  esse
músculo se relaxa como conseguinte a extensão da flexura. Somente neste momento é quando o pênis se exterioriza do abdome.
A inervação  é constituída por fibras sensoriais particularmente  na glande do pênis. Por trás destas estruturas, nos caprinos encontramos uma estreita extensão até a uretra de uns  3-4 cm de comprimento, chamado apêndice filiforme (ou processo uretral). Este apêndice gira rapidamente durante a ejaculação e projeta o sêmen na parte anterior da vagina das fêmeas.
A extremidade livre do pênis está alojada em uma invaginação da pele, denominada de prepúcio.

O PÊNIS DOS BOVINOS 
O pênis é composto do corpo (cavernosos pares), da uretra com seu corpo cavernoso ímpar e da ponta do pênis, sendo recoberto, todo ele, pela túnica albugínea. Seu comprimento  é de aproximadamente 75 cm de extensão nos touros  jovens  de um ano de idade  e aproximadamente  100 cm no touro adulto de cinco anos.
Quando o pênis  está relaxado , apenas a metade dele  é acessível  à inspeção e a palpação.
Em repouso, o pênis é retraído pelo músculo retrator do pênis (musculatura lisa) e mantido no prepúcio, formando caudalmente o S peniano.
Quando o pênis está retraído , sua extremidade se encontra  exatamente entre o óstio prepucial e a base do escroto. Conforme a idade  do animal, o corpo do pênis tem espessura de dois a três dedos  e apresenta uma consistência rígida, firme  e elástica. Se o pênis tem espessura de um dedo mínimo e sua porção cranial ao escroto, quando recolhido, é do comprimento de um dedo mínimo , suspeita-se de subdesenvolvimento peniano( infantilismo), que requer confirmação por inspeção no momento da cópula. A extremidade cranial  do pênis recoberta pela  folha interna da mucosa do prepúcio, quando  intacta, apresenta boa  mobilidade, em função das  várias  pregas da mucosa prepucial e do alto teor  de tecido conjuntivo frouxo submucoso. Normalmente, é fácil deslocar a porção do pênis em posição caudal ao prepúcio e a curvatura ventral do S peniano.

J - MORFOFISIOLOGIA DO PÊNIS DE CÃES E GATOS
HISTOLOGIA :
O pênis é constituído por três massa cilíndricas de tecido erétil, mais a uretra, envoltas externamente por pele. Delas, duas são colocadas dorsalmente e recebe o nome de Corpos Cavernosos do Pênis. A outra, ventral, chama-se Corpo Cavernoso da Uretra e envolve a uretra peniana em todo o seu trajeto e na sua porção terminal, dilata-se formando a glande.
Os três corpos cavernosos encontram-se envoltos por uma resistente membrana de tecido conjuntivo denso, a Túnica Albugínea do Pênis. Essa membrana forma um septo que penetra entre os dois corpos cavernosos do mesmo.
Os corpos cavernosos do pênis e da uretra são formados por um emaranhado de vasos sanguíneos dilatados, revestidos por endotélio.
O prepúcio é uma prega retrátil da pele do pênis, contendo tecido conjuntivo, músculo liso no seu interior. Observam-se, na sua dobra interna e na pele que recobre a glande, pequenas glândulas sebáceas.
ANATOMIA :
O pênis, composto por raiz, corpo e glande, apresenta diversas características. Em sua parte caudal, estão os dois corpos cavernosos, que são separados pelo septo mediano. Em sua parte cranial, há o osso do pênis. Ventralmente, apresenta o sulco para a uretra, dorsalmente  é convexo e cranialmente torna-se menor e possui um prolongamento fibroso e curvo. No animal jovem , possui um prolongamento composto de cartilagem hialina, que posteriormente torna-se fibrosa.
A glande estende-se sobre todo o comprimento do osso peniano e no gato contém diversos espículos).  A parte longa da glande é cilíndrica e com uma extremidade livre e pontiaguda, e na parte caudal há o bulbo da glande. Ambos são compostos de tecido erétil.
As duas veias dorsais passam caudalmente ao dorso do pênis e se unem ao arco isquiático.
Há um músculo, o ísquio-uretral, que surge nos lados da tuberosidade isquiática, que irá convergir no dorso, próximo ao bulbo da glande. Comprime as veias dorsais e também pode tender a elevar o pênis, auxiliando na cópula.
FISIOLOGIA :
A ereção do pênis é controlada pelo Sistema Nervoso Vegetativo
No cão, a distensão final do pênis não ocorre até que ocorra a penetração total. A presença do osso peniano em cães e gatos, facilita a penetração. No gato, a presença de espículas na glande do pênis é importante para a estimulação vaginal, sendo um mecanismo auxiliar na ovulação.
No cão, a distensão final do pênis não ocorre até que ocorra a penetração total.

BIBLIOGRAFIA:
CHRISTIANSEN, IB J. Reprodução no Cão e no Gato . Editora Manole Ltda. São Paulo, 1988.
DERIVAUX, J. Reprodução dos Animais Domésticos . Editora Acribia. Zaragoza, 1980.
Dirksen , G . ;  Griinder , H.D. e STOBER, M. Exame  Clínico dos Bovinos. Ed. Guanabara Koogan
Evons , G .;  Maxwell W . M . C . e Salamo S. Inseminacion artificial de ovejas y cabras.  Ed. Acribia, S.A
GETTY, R. Anatomia dos Animais Domésticos . 5 ª edição. Editora Guanabara. Rio de Janeiro, 1986.
JUNQUEIRA, L.C.; CARNEIRO, J. Histologia Básica . 4 ª edição. Editora Guanabara Koogan. Rio de Janeiro.
SWENSON, MELVIN J.; REECE, WILLIAM O. Dukes/Fisiologia dos Animais Domésticos . 11 ª edição. Editora Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 1996.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

BENEFÍCIOS DA CASTRAÇÃO EM CÃES E GATOS

 FÊMEAS

PROCEDIMENTO: retirada dos ovários, tubas uterinas e útero

BENEFÍCIOS
  • evita infecção uterina - Piometra, doença que atinge 60% das fêmeas
  • se realizado antes do primeiro cio, diminui em até 95% as chances de tumor de mama
  • evita gravidez indesejada, fugas de casa, e outros incomodos com o cio (como a "miação nervosa" das gatas)
  • evita o abandono de crias inteiras, quando indesejadas
Imagem 1 - Vista de uma cadela após a castração (a recuperação é rápida)

MACHOS

PROCEDIMENTO: retirada dos testículos.

BENEFÍCIOS
  • evita brigas por disputa territorial
  • evita/diminui demarcação com urina em todos os lugares da casa
  • diminui muito o cheiro forte da urina dos gatos
  • previne tumores de próstata, e consequentemente hérnias perineais
  • evita que eles fujam de casa atrás de fêmeas no cio

 Imagem 2 - Testículos retirados após a castração de um cão.

 

BENEFÍCIOS PARA AMBOS

  • aumenta a expectativa de vida e diminui os riscos de doenças
  • evita a "continuidade" de doenças hereditárias, tais como hérnias em geral, luxação de patela, displasia coxo-femural
  • cães que saem à rua: por não cruzarem, evita as chances de adquirir TVT, tumor venéreo transmissível.
Quanto mais precocemente for feita a castração, maior a garantia de todos os benefícios citados.
Para usufruir de todos os benefícios, a cirurgia de castração pode e deve ser feita a partir dos 2 meses e antes dos 5 meses, antes do amadurecimento dos hormônios sexuais e pode ser feita em qualquer idade.
A cirurgia é feita com o animal sedado (anestesia geral).
O pré-operatório exige apenas algumas horas de jejum.
Os cuidados com o pós-operatório são essenciais para o sucesso da cirurgia. Deve-se dar os medicamentos prescritos pelo veterinário, além de seguir suas recomendações.
Quanto mais precoce a cirurgia, mais rapidamente o animal se restabelece.


"PARA CADA PESSOA QUE NASCE, NASCEM 15 CÃES E 45 GATOS."
"A cirurgia de castração previne doenças, evita tumores, garante o bem-estar dos animais, facilita a interação homem-animal e é a única medida eficaz no controle da superpopulação de cães e gatos."

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Raça: São Bernardo


País de Origem: Suíça
Tamanho: Grande
Área de Criação: Grande
Agressividade: Baixa
Atividade Física: Moderada

Pelo Curto
Utilização: guarda, busca, salvamento e companhia.
Tamanho: 65 a 80 cm para fêmeas, e 70 a 90 cm para machos.
Peso: 80 a 90 quilos.
Aspectos Gerais: porte grande, vigoroso, robusto, musculoso, de cabeça poderosa e expressão muito inteligente. A cauda é longa, pesada e curvada na ponta.
Pelagem: lisa, espessa, macia e resistente. Coxas moderadamente revestidas e na raiz da cauda é mais densa e longa, diminuindo em direção à extremidade, sem formar bandeira. A cor é branca e vermelha em várias tonalidades ou com predominância do vermelho sobre o branco..
Longevidade: 11 anos.
Temperamento: extremamente dócil, obediente, inteligente e boa índole.

Pelo longo
Utilização: guarda, busca, salvamento e companhia.
Tamanho: 65 a 80 cm para fêmeas, e 70 a 90 cm para machos.
Peso: 80 a 90 quilos.
Aspectos Gerais: porte grande, vigoroso, robusto, musculoso, de cabeça poderosa e expressão muito inteligente. A cauda é longa, pesada e curvada na ponta.
Pelagem: moderadamente longa, lisa ou levemente ondulada, sendo densa na cauda. Membros anteriores ligeiramente franjados e na coxa é abundante formando culotes. A cor é branca e vermelha em várias tonalidades ou com predominância do vermelho sobre o branco. É desejável o colar totalmente branco e coroa branca na cabeça.
Longevidade: 11 anos.
Temperamento: extremamente dócil, obediente, inteligente e boa índole.

A raça foi desenvolvida a partir de cruzamentos com mastins asiáticos e levada aos Alpes pelos romanos, há mais de 2 mil anos. Lá era muito utilizada em fazendas, como cães de guarda, pastores e de tração. A fama de cão salvador surgiu na Suíça, no século 18. Por volta de 1050, alguns monges fundaram um abrigo destinado a servir de refúgio a viajantes que atravessaram a traiçoeira Passagem de São Bernardo, entre a Suíça e a Itália. Eles começaram a treinar os seus cães para guiar e resgatar vítimas soterradas por avalanches, muito comuns no local na época de inverno. Estima-se que os São Bernardos tenham salvados mais de 2 mil vidas humanas durante os três séculos em que foram usados em resgates no abrigo. Em torno de 1830, a raça passou por novos cruzamentos com o Terranova. Dessa cruza, que não afetou o tipo nem as características do São Bernardo, surgiu a variedade de pelo longo. Os exemplares da raça precisam de muito espaço e muita comida. É um cão conhecido e admirado pela docilidade com crianças e pela lealdade ao dono.

FAMA Talvez o mais famoso cão de resgate que viveu na Passagem de São Bernardo tenha sido Barry, que, em sua existência, salvou 41 pessoas. Hoje pode ser visto empalhado no Museu de História Natural de Berna.