quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O Guia do Filhote (Parte 5)


Educação - um cão bem treinado

Bom comportamento e obediência precisam começar cedo! Seu programa de treinamento deve começar o mais cedo possível, em uma idade quando seu filhote tem naturalmente uma excelente capacidade de aprender. Para o seu conforto e o de outras pessoas, seu cão deve entender algumas regras básicas da vida.
Não hesite em recorrer a ajuda profissional no treinamento de seu cão. Há muitos clubes de cães ou "escolas de filhotes" que podem ajudá-lo em sua missão...

Um hábito essencial: treinamento em casa

Quando chega em sua casa, o filhote não estará treinado. A exceção é sua cama, pois é muito incomum um cão sujar seu local de dormir. Leve-o para fora com freqüencia, após cada refeição e cochilo, antes de dormir e assim que acordar; congratule-o com sua voz e com um carinho quando ele conseguir. No início, leve-o ao mesmo lugar para que ele possa reconhecer seu cheiro.

Dica
Conhecendo os sinais
Se ele ficar girando ou cheirar o chão dentro de casa, isso quer dizer que ele precisa sair! No caso de um "acidente", não o repreenda, mas desinfete o local para remover o cheiro. Não limpe enquanto ele estiver por perto e não o deixe ver (para evitar o estímulo de seu interesse no que você está carregando).

Cuidados especiais
Cães hábeis
Um Poodle pode aprender a aumentar o "alarme" se seu dono quiser, enquanto os Labradores são reputados por suas habilidades especiais com pessoas deficientes e cegas.

Tire o máximo de seu potencial!

Até um filhote muito jovem entende muito bem quem trata dele e quer, espontaneamente, ganhar sua afeição de aprovação. Além disso, este é um período ideal para ensiná-lo o que é e o que não é permitido. Idéias simples, como "não", "sente-se" ou somente ensinar seu nome são possíveis. Comece com três sessões de treinamento curtas, de somente cinco minutos por dia. Você pode aumentar a duração das sessões gradualmente, enquanto ele cresce.

Dica
Entendendo quando ele está errado
Se o seu filhote foi travesso, só o diga a ele se você puder fazê-lo imediatamente após o fato. Se isso acontecer mais tarde, ele não será capaz de relacionar a travessura e a punição.

CONSELHOS sobre obediência

O cão é um animal de bando, matilha e precisa de autoridade. Desde o princípio, ele precisa de uma única pessoa que possa ser seu professor.

Não grite quando chamá-lo, ele é sensível ás variações de sua voz e entenderá diferentes tons muito bem, como os curtos e agudos para comandos, felizes para parabenizá-los e severos para uma reprovação.

Use sempre as mesmas palavras para as mesmas ordens e, no começo, faça gestos para que ele possa entender. Por exemplo, aperte suavemente seus quadris e levante sua cabeça enquanto diz "sente-se".

Póxima matéria: Higiene diária - bons hábitos

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Guia do Filhote (Parte 4)



Saúde básica (segunda parte)

Problemas? Visite o veterinário...

Com certeza, se o seu filhote pára de comer, fica sem energia ou tem um ferimento, uma visita ao veterinário é essencial. Há outros sintomas que podem indicar que você deve levar seu filhote ao veterinário, e é importante reconhecê-los.

Vômitos: em caso de vômitos inexplicáveis, ou quando o filhote tenta vomitar, mas não sai nada, você deve consultar o médico veterinário rapidamente.

Diarréias recorrentes: Ficar de olho nos sintomas ajudará o médico veterinário a identificar a causa. Os filhotes podem se desidratar facilmente quando têm diarréia.

Temperatura: O calor do nariz de um cão é um sinal completamente precário, então, é melhor usar um termômetro para medir sua temperatura enquanto estiver calmo e em repouso. Entre 38 e 39º C é uma oscilação normal.


Vacinações recomendadas

Idade
7 a 9 semanas - cinomose, hepatite canina, parvovírus, leptospirose.
11 a 13 semanas - reforço das vacinas anteriores.
15 a 17 semanas - reforço das vacinas anteriores.
24 semanas - vacina anti-rábica.
15 meses - reforço de todas as vacinas acima.
Anualmente - reforço de todas as vacinas.


Cuidado com convidados indesejáveis

O cão é uma presa fácil de visitantes detestáveis como pulgas e carrapatos. Sua pele e pelagem são afetadas pela presença desses parasitas, que podem causar também doenças infecciosas sérias. Além disso, é essencial inspecionar sua pelagem com cuidado, particularmente após caminhadas no campo. Trate o cão, assim como o meio (cobertas e certos). Os carrapatos podem ser removidos com pinças especiais.

Não se esqueça de que há também parasitas internos, particularmente no sistema digestório. Assim como perturbam o sistema digestivo, eles também podem causar mais problemas de saúde geral, então, é essencial que seu cão tome vermífugos regularmente. O contato com outros cães e com o mundo externo torna mais fácil a re-contaminação, então, peça, conselhos ao seu médico veterinário sobre um programa de vermifugação.

DICAS DE SAÚDE

  • Planeje vermifugar seu cão antes de cada reforço de vacinação para garantir o máximo de eficácia.
  • Se ele tem pulgas ou caça rator e os come, aplique o vermífugo nele. Há numerosos tipos de vermes que afetam os cães, e engolir pulgas ou comer as vísceras de qualquer animal pequeno é uma maneira fácil de pegá-los.
  • Quando cães jovens vomitam, consulte o médico veterinário rapidamente porque eles são propensos ao risco de desidratação.
Próxima matéria: Educação

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O Guia do Filhote (Parte 3)



Saúde básica

Ele está correndo, brincando, comendo e dando a impressão de que poderia explodir com tanta energia? Seu filhote está em plena forma! Uma olhada rápida pode revelar o que você precisa saber - se sua pelagem está macia e brilhante, seus olhos, ouvidos e nariz estão limpos, e suas gengivas estão rosadas - então tudo está bem, mas se você tiver alguma dúvida, não hesite em consultar seu médico veterinário!

Pouco a pouco, seu filhote vai crescendo

O tempo que um filhote leva para crescer varia de acordo com seu tamanho e raça, mas todos os filhotes possuem duas fases nítidas de crescimento:
  • Durante os primeiros cinco ou seis meses, ele muda diariamente. Como o esqueleto se solidifica e o filhote ganha peso rapidamente, esse é um período de desenvolvimento muito intenso e pode estar sensível - é o momento em que o filhote deve se acostumar com refeições sólidas, não líquidas (do leite ao alimento sólido), e sua digestão vai se tornar, progressivamente, mais eficiente, quando atingir a idade adulta.
  • Na segunda fase, (entre seis e dez a quinze meses, dependendo da raça), o ritmo de crescimento diminui e o filhote entra em uma fase de consolidação: solidificação do esqueleto, desenvolvimento dos músculos, surgimento dos dentes permanentes (de três a sete meses de idade).

Quanto tempo leva o crescimento?

MINI 1 a 10kg adulto - 8 a 10 meses
MEDIUM 11 a 25kg adulto - 10 a 12 meses
MAXI 26 a 44kg adulto - 14 a 18 meses
GIANT 45 a 100kg adulto - 18 a 24 meses

Curiosidade
Realidade do filhote
Um Dachshund multiplica seu peso de nascimento por 25 e um Dogue Alemão por 100.


Defesas imunológicas - um período de fraqueza

Durante as primeiras semanas de vida, o filhote tem todos os benefícios da imunidade transmitida por sua mãe.
Entre quatro a doze semanas de vida, ele perde progressivamente essa proteção antes que suas próprias defesas estejam contruídas. Durante esse período, chamado de "janela imunológica", o filhote está mais propenso a doenças. A vacinação o ajuda a desenvolver proteção contra alguns tipos específicos de doenças: verifique a opinião de seu médico veterinário.

Dica
Dentes de leite
Não se preocupe em tentar encontrar os dentes de leite de seu filhote - ele engole a maioria e os excreta naturalmente, sem quaisquer problemas.


Próxima matéria: Saúde básica (segunda parte)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O Guia do FIlhote (Parte 2)


Vivendo em ambientes internos ou externos - cuidado com os perigos

Curioso e inexperiente, seu filhote será um explorador incansável! Em casa ou no apartamento, você precisará preparar o espaço e ser vigilante em relação a uma série de perigos potenciais. Siga o "tour" guiado!

Janelas e balcões
Evite deixá-los aberto enquanto o filhote puder passar por entre as frestas. Lembre-se de que ele pode subir nos móveis e vir abaixo!

Escadas
Um filhote pode escorregar facilmente e se machucar tentando "vencer" as escadas. Ele deve aprender a subir e a descer sozinho, e precisa ser vigiado até que aprenda.

Objetos perigosos
Os filhotes são reputados por usar a boca para descobrir o mundo! Ele vai morder e mastigar, e possivelmente engolir qualquer pequeno objeto que encontrar. Tome cuidado especial com peças de brinquedos e jogos, pregos e alfinetes...
Mantenha os detergentes, produtos químicos, condutores, plantas, que podem ser tóxicos, longe de seu caminho.

Tanques e piscinas
Se estiver em sua própria casa ou em casa de amigos, tome cuidado com tanques e piscinas. Se o filhote cair acidentalmente, não terá habilidade para sair sozinho.

Caminhadas, comer, brincar
Itens essenciais
O equipamento mínimo de que seu filhote precisa é:
1 coleira e guia
2 tigelas de aço inoxidável
1 escova e 1 pente
1 cortador de unhas
1 bola adequada para seu tamanho


CONSELHO para os primeiros dias

  1. Visto que seu filhote pode se sentir um pouco perdido nos primeiros dias, não deixe que vizinhos e amigos o visitem. Para ajudá-lo a se adaptar melhor, mantenha somente a família por perto nos primeiros dias.
  2. Não permita nenhum comportamento momentâneo se você não o permitir no futuro: subir no sofá ou dormir na cama, por exemplo!
  3. Certifique-se de que todos os membros da família respeitam o ritmo do filhote. Acordá-lo de um sono profundo está fora de questão - além disso, ele não é um brinquedo! Como todos os recém nascidos, ele precisa de muito sono para ajudá-lo a se tornar grande e forte!

Próxima matéria: Saúde básica

domingo, 2 de janeiro de 2011

O Guia do Filhote (Parte 1)



Vivendo juntos - Bem vindo ao lar!!!

Enfim, você esperou durante muito tempo e seu filhote chegou! Sua chegada em casa é um grande momento para toda a família. Para ele, é o começo de  uma nova vida, sem sua mãe, irmãos e irmãs, em um novo meio. Rapidamente ele vai se sentir em casa e encontrará autoridade em uma pessoa, como se fosse o seu líider.

Um cantinho somente para ele
Para se sentir seguro e se acostumar em seu novo lar, o filhote precisa de seu próprio espaço, onde possa dormir ou descansar.
Escolha um cantinho calmo e faça para ele uma cama confortável: uma caixa de papelão ou madeira com um cobertor é tão boa quanto as caminhas especializadas. Certifique-se de que possui o tamanho ideal para o filhote e, acima de tudo, que seja fácil de limpar.

Dica
Se o criador lhe deu uma manta com o cheiro da mãe, coloque-a no cantinho reservado ao filhote.

Decida onde ele comerá
Desde o primeiro dia, decida com cuidado onde vai deixar as duas tigelas - uma para a água e outra para o alimento - e nao mude de lugar. O aço inoxidável é a melhor escolha.
Para manter a área de refeição limpa, encha somente 2/3 da tigela.

Dica
Alimente seu filhote somente depois que toda a família já tiver comido. Dessa maneira, ele entende que você é o mestre e deve comer primeiro.

Cuidados especiais
Para raças como Cocker Spaniel ou Cavalier King Charles Spaniel, escolha uma tigela com as laterais altas para que suas longas orelhas não caiam na água ou no alimento.

Próxima postagem: Vivendo em ambientes internos ou externos - cuidado com os perigos!

O Guia do Filhote (Introdução)


Você e seu filhote - um relacionamento baseado no respeito

no dia em que seu filhote chega começa um relacionamento maravilhoso, harmonioso e que é baseado, sobretudo, no respeito.
Seu filhote deve conhecê-lo e respeitá-lo como seu mestre, enquando você deve conhecer e respeitar a natureza dele.
Para viverem felizes juntos, ambos devem conhecer seus papéis.
Você escolhe seu filhote baseado em seu temperamento, aparência e, talvez, em sua raça. É lógico que você quer lhe dar a melhor qualidade de vida possível.

Durante a semana, vamos diponibilizar a cada dia, uma parte de como manter os cuidados essenciais com o seu filhote, baseando no respeito com o animal.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ser médico veterinário é...


Pensando bem...

... ser médico veterinário não é só cuidar de animais.

É, sobretudo amá-los, não ficando somente nos padrões éticos de uma ciência médica.
...
Ser médico veterinário é acreditar na imortalidade da natureza e querer preservá-la sempre mais bela.

Ser médico veterinário não é só ouvir miados, mugidos, balidos, relinchos e latidos, mas principalmente entendê-los
e amenizá-los.

É gostar de terra molhada, de mato fechado, de luas e chuvas.

Ser v médico veterinário é não importar se os animais pensam, mas sim que sofrem.
É dedicar parte do seu ser à arte de salvar vidas.
Ser veterinário é aproximar-se de instintos. É perder medos.

É ganhar amigos de pêlos e penas, que jamais irão decepcioná-lo.

Ser médico veterinário é ter ódio de gaiolas, jaulas e correntes.

É perder um tempo enorme apreciando rebanhos e vôos de gaivotas.

É permanecer descobrindo, através de animais, a si mesmo.

Ser médico veterinário é ser o único capaz de entender rabos abanando, arranhões carinhosos e mordidas de afeto.

É sentir cheiro de pêlo molhado, cheiro de almofada com essência de gato, cheiro de baias, de curral, de esterco.

Ser médico veterinário é ter coragem de entrar num mundo diferente e ser igual.

É ter capacidade de compreender gratidões mudas, mas sem dúvida alguma, as únicas verdadeiras.

É aliviar olhares, é lembrar de seu tempo de criança e querer levar para casa todos os cães vadios e sem dono.

Ser médico veterinário é conviver lado a lado com ensinamentos profundos de amor e vida.

"Todos nós podemos nos formar em medicina veterinária, mas nem todos serão veterinários."

Câncer em animais (Parte 2 - cão e gato)


Cães e gatos também podem ter câncer?

Câncer é um termo que define os tumores malignos. Os cães e gatos estão também propensos a desenvolver este tipo de patologia. Nós, médicos veterinários, estamos constatando que com o passar dos anos a casuística de tumores em geral tem aumentado, isto porque a expectativa de vida das espécies de companhia também tem aumentado.

Quais os tipos de cânceres mais comuns nessas espécies?

Dentre todos os tipos de cânceres podemos destacar os carcinomas cutâneos (tumores malignos de pele), comuns tanto nos cães como nos gatos, principalmente nos felinos despigmentados, isto é, animais que não possuem pigmentação protetora à incidência solar, sendo as áreas sem pêlos da face as mais vulneráveis.

Os sarcomas (tumores malignos originados do tecido muscular, adiposo e ósseo) também apresentam uma incidência relativamente alta, porém, em nossa casuística brasileira, são mais vistos em cães.

Os tumores do tecido hematopoiético, assim como os linfomas e leucemias, também acometem tanto cães como gatos, principalmente gatos infectados pelo vírus da leucemia felina (FeLV).

Finalmente, os tumores do sistema nervoso são menos frequentes.

Há tratamento para o câncer em animais ou o sacrifício é a única alternativa?

O tratamento dos cânceres pode ser inicialmente dividido em terapêutica curativa e paliativa. Os métodos da terapêutica curativa são a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia.

O tratamento paliativo diz respeito a tratar os sintomas e ou disfunções da patologia base (ex: alívio de dor, correção de alterações metabólicas, remoção de obstruções, etc). O fato de um paciente ser portador de um tumor não passível de cura não, necessariamente, indica que este animal deva ser submetido à eutanásia, desde que o mesmo apresente boa qualidade de vida.

A cirurgia para remoção de um tumor maligno (câncer) pode acabar definitivamente com a doença?

A cirurgia é o método de tratamento que oferece os melhores resultados de cura (exceto nos casos de tumores hematopoiéticos), porém a técnica cirúrgica deve compreender a remoção de margens de segurança (remoção de tecido sadio periférico ao tumor) e, se necessário, exerese dos linfonodos regionais que drenam a área. Infelizmente muitas cirurgias são mutilantes, pois o resultado estético não é o mais importante.

Em que casos usamos a quimioterapia?

A quimioterapia é o tratamento de eleição para os linfomas e leucemias. Também utilizamos a quimioterapia como tratamento adjuvante (auxiliar a outra modalidade terapêutica, principalmente à cirurgia) para os tumores com potencial de metástase, por exemplo: osteossarcoma, hemangiossarcoma, melanoma, etc.

Como é feita a quimioterapia em animais?

Os quimioterápicos são, na sua maioria, medicamentos injetáveis. Algumas poucas drogas podem ser administradas por via oral.Os pacientes submetidos a sessões quimioterápicas recebem, antes e após a droga injetável, um período de fluidoterapia (administração de sôro), isto porque as drogas são muito tóxicas, desta forma não é desejável que haja acúmulo no organismo. O tempo de duração de cada sessão depende do protocolo utilizado (associação de drogas). Alguns protocolos exigem um período de fluidoterapia de maior ou menor duração.

A quimioterapia em cães e gatos causa os mesmos efeitos colaterais que no humano? Os animais, por exemplo, perdem os pêlos?

Os efeitos colaterais vistos nos cães e gatos são menos severos do que os vistos em pacientes humanos. Isto porque, em medicina, a cura é o principal objetivo do tratamento, enquanto que em veterinária, muitas vezes a qualidade de vida do paciente é mais importante do que a cura da doença. Para isso, utilizamos doses menores e protocolos menos agressivos.

Alopecia (queda de pêlos) em pacientes veterinários ocorre de forma localizada, e não generalizada como nos pacientes humanos, sendo que as raças que apresentam crescimento contínuo de pêlos (ex: poodle, cocker) são as mais afetadas.

Os efeitos colaterais inespecíficos da quimioterapia, mais importantes do que a alopecia, são: vômitos, anorexia, diarréia, perda de peso, alterações estas que podem ser controladas com medicação. Os efeitos colaterais considerados específicos dizem respeito à toxicidade de um determinado órgão pelo uso de certas drogas, como por exemplo: cardiotoxicidade consequente da utilização de doxorrubicina, e nefrotoxicidade pelo uso da cisplatina.

Em que casos podemos usar a crioterapia?

A crioterapia é o método pelo qual podemos causar a morte de células neoplásicas por meio de congelamento. Os principais tumores sensíveis a este tratamento são pequenas lesões cutâneas ou localizadas nas mucosas oral ou perianal, como papilomas (tumores cutâneos benignos), carcinomas basocelular e espinocelular, mastocitomas cutâneos (tumores originados de células mastocitárias) ou mesmo lesões remanescentes do tumor venéreo transmissível canino (TVT) após quimioterapia.

É importante salientar que o diagnóstico precoce é o desejado. Por razões óbvias, é muito mais fácil alcançar a cura em casos iniciais. Para isso, é importante que o clínico tenha consciência que os procedimentos de biópsia são importantes, mesmo que trate de pequenos nódulos, aparentemente benignos. As informações provenientes de um laudo histopatológico (biópsia), associadas às informações clínicas, são pontos importantes na determinação da conduta terapêutica, seja ela clínica, cirúrgica ou combinada.

Câncer em animais (Parte 1)



O câncer é a proliferação desordenada de células de qualquer tecido do organismo. Esse crescimento desordenado causará danos ao funcionamento dos órgãos comprometidos e, consequentemente, com o avanço da doença, a morte do indivíduo.
O grande problema do câncer é que ele não aparece em apenas um órgão, pode ocorrer metástase, ou seja, uma célula do tecido ou órgão doente vai se instalar e multiplicar em outros órgãos, através da corrente sangüínea. O local mais comum e que é afetado pela maioria dos tipos de câncer é o pulmão. Daí a importância de se fazer um raio X pulmonar para verificar-se se esse órgão vital já está afetado quando da detecção de qualquer tipo de câncer. A extensão da doença e o tempo de vida que o animal terá vai se basear muito nesse dado.

O câncer é uma doença temida e sinônimo de morte para alguns. Nem sempre isso é verdade. Se conseguirmos detectar a doença em fases iniciais, o animal poderá ser tratado e o tumor retirado cirurgicamente antes que ocorra a metástase. Há chances de prolongamento da vida do animal nesses casos, porém, mesmo com esses procedimentos, a metástase pode já ter ocorrido, mas ainda não estar evidente e vir a se manifestar mais tarde.

Nem todo tumor é câncer. Os tumores benignos, porém, quando começam a crescer rapidamente devem ser retirados pois podem tornar-se malignos.

Os sinais clínicos de um animal com câncer varia muito com o tipo de tumor. No caso do oesteossarcoma (tumor ósseo), por exemplo, a fratura de um osso pode estar ligada ao tumor, uma vez que há destruição da estrutura óssea . Os linfomas (tumor nos gânglios), na sua forma mais comum, revelam aumento de um ou mais gânglios. Apesar das várias manifestações que o animal possa ter, muitas vezes, o cão com câncer apresenta apenas perda de peso antes que sinais mais graves apareçam.

O diagnóstico do câncer é feito através da retirada e análise da massa tumoral (biópsia), exames de raio X, ultra-sonografia e exames de sangue.

Em termos de tratamento, dependendo do tipo de tumor e do estágio da sua evolução, ele pode ser cirúrgico e/ou medicamentoso. A quimioterapia é usada em cães em alguns tipos de câncer, mas essas drogas, além de matarem as células tumorais, deprimem a medula óssea causando efeitos indesejáveis. A radioterapia é usada também em animais, mas ainda não está disponível em nosso país. Num tratamento de quimioterapia, o animal tem que ser monitorado com exames de sangue semanais para se verificar qual está sendo a ação da droga no organismo e se o tratamento pode ser continuado. Todo esse monitoramento, associado aos medicamentos, dietas especiais, etc., tornam o tratamento bastante oneroso. Durante o tratamento não há queda de pêlos em animais com pelagem curta, podendo isso ocorrer em pequena proporção em cães de pêlos longos.

Não há predileção de sexo, mas algumas raças são mais acometidas que as outras. Geralmente, o câncer aparece em animais mais velhos. Ainda não se sabe se algum fator genético está envolvido, nem as razões pelas quais se dá o início da multiplicação desordenada das células. Também não há meios de se prevenir o câncer em animais. Um diagnóstico precoce, que nem sempre é possível, é a única maneira de se enfrentar o câncer com possibilidades de prolongamento da vida do animal e, em algumas vezes, a cura.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ 2011


Nós do Blog de Medicina Veterinária da Univertix, desejamos a todos um Feliz 2011. Que nesse ano os sonhos que não foram possíveis de ser realizados no ano anterior se realizem neste, que você conquiste tudo que sempre sonhou com muita saúde acima de tudo e que tenha muitas realizações.



Um abraço de toda Equipe Veterinária.