segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O Guia do FIlhote (Parte 2)


Vivendo em ambientes internos ou externos - cuidado com os perigos

Curioso e inexperiente, seu filhote será um explorador incansável! Em casa ou no apartamento, você precisará preparar o espaço e ser vigilante em relação a uma série de perigos potenciais. Siga o "tour" guiado!

Janelas e balcões
Evite deixá-los aberto enquanto o filhote puder passar por entre as frestas. Lembre-se de que ele pode subir nos móveis e vir abaixo!

Escadas
Um filhote pode escorregar facilmente e se machucar tentando "vencer" as escadas. Ele deve aprender a subir e a descer sozinho, e precisa ser vigiado até que aprenda.

Objetos perigosos
Os filhotes são reputados por usar a boca para descobrir o mundo! Ele vai morder e mastigar, e possivelmente engolir qualquer pequeno objeto que encontrar. Tome cuidado especial com peças de brinquedos e jogos, pregos e alfinetes...
Mantenha os detergentes, produtos químicos, condutores, plantas, que podem ser tóxicos, longe de seu caminho.

Tanques e piscinas
Se estiver em sua própria casa ou em casa de amigos, tome cuidado com tanques e piscinas. Se o filhote cair acidentalmente, não terá habilidade para sair sozinho.

Caminhadas, comer, brincar
Itens essenciais
O equipamento mínimo de que seu filhote precisa é:
1 coleira e guia
2 tigelas de aço inoxidável
1 escova e 1 pente
1 cortador de unhas
1 bola adequada para seu tamanho


CONSELHO para os primeiros dias

  1. Visto que seu filhote pode se sentir um pouco perdido nos primeiros dias, não deixe que vizinhos e amigos o visitem. Para ajudá-lo a se adaptar melhor, mantenha somente a família por perto nos primeiros dias.
  2. Não permita nenhum comportamento momentâneo se você não o permitir no futuro: subir no sofá ou dormir na cama, por exemplo!
  3. Certifique-se de que todos os membros da família respeitam o ritmo do filhote. Acordá-lo de um sono profundo está fora de questão - além disso, ele não é um brinquedo! Como todos os recém nascidos, ele precisa de muito sono para ajudá-lo a se tornar grande e forte!

Próxima matéria: Saúde básica

domingo, 2 de janeiro de 2011

O Guia do Filhote (Parte 1)



Vivendo juntos - Bem vindo ao lar!!!

Enfim, você esperou durante muito tempo e seu filhote chegou! Sua chegada em casa é um grande momento para toda a família. Para ele, é o começo de  uma nova vida, sem sua mãe, irmãos e irmãs, em um novo meio. Rapidamente ele vai se sentir em casa e encontrará autoridade em uma pessoa, como se fosse o seu líider.

Um cantinho somente para ele
Para se sentir seguro e se acostumar em seu novo lar, o filhote precisa de seu próprio espaço, onde possa dormir ou descansar.
Escolha um cantinho calmo e faça para ele uma cama confortável: uma caixa de papelão ou madeira com um cobertor é tão boa quanto as caminhas especializadas. Certifique-se de que possui o tamanho ideal para o filhote e, acima de tudo, que seja fácil de limpar.

Dica
Se o criador lhe deu uma manta com o cheiro da mãe, coloque-a no cantinho reservado ao filhote.

Decida onde ele comerá
Desde o primeiro dia, decida com cuidado onde vai deixar as duas tigelas - uma para a água e outra para o alimento - e nao mude de lugar. O aço inoxidável é a melhor escolha.
Para manter a área de refeição limpa, encha somente 2/3 da tigela.

Dica
Alimente seu filhote somente depois que toda a família já tiver comido. Dessa maneira, ele entende que você é o mestre e deve comer primeiro.

Cuidados especiais
Para raças como Cocker Spaniel ou Cavalier King Charles Spaniel, escolha uma tigela com as laterais altas para que suas longas orelhas não caiam na água ou no alimento.

Próxima postagem: Vivendo em ambientes internos ou externos - cuidado com os perigos!

O Guia do Filhote (Introdução)


Você e seu filhote - um relacionamento baseado no respeito

no dia em que seu filhote chega começa um relacionamento maravilhoso, harmonioso e que é baseado, sobretudo, no respeito.
Seu filhote deve conhecê-lo e respeitá-lo como seu mestre, enquando você deve conhecer e respeitar a natureza dele.
Para viverem felizes juntos, ambos devem conhecer seus papéis.
Você escolhe seu filhote baseado em seu temperamento, aparência e, talvez, em sua raça. É lógico que você quer lhe dar a melhor qualidade de vida possível.

Durante a semana, vamos diponibilizar a cada dia, uma parte de como manter os cuidados essenciais com o seu filhote, baseando no respeito com o animal.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ser médico veterinário é...


Pensando bem...

... ser médico veterinário não é só cuidar de animais.

É, sobretudo amá-los, não ficando somente nos padrões éticos de uma ciência médica.
...
Ser médico veterinário é acreditar na imortalidade da natureza e querer preservá-la sempre mais bela.

Ser médico veterinário não é só ouvir miados, mugidos, balidos, relinchos e latidos, mas principalmente entendê-los
e amenizá-los.

É gostar de terra molhada, de mato fechado, de luas e chuvas.

Ser v médico veterinário é não importar se os animais pensam, mas sim que sofrem.
É dedicar parte do seu ser à arte de salvar vidas.
Ser veterinário é aproximar-se de instintos. É perder medos.

É ganhar amigos de pêlos e penas, que jamais irão decepcioná-lo.

Ser médico veterinário é ter ódio de gaiolas, jaulas e correntes.

É perder um tempo enorme apreciando rebanhos e vôos de gaivotas.

É permanecer descobrindo, através de animais, a si mesmo.

Ser médico veterinário é ser o único capaz de entender rabos abanando, arranhões carinhosos e mordidas de afeto.

É sentir cheiro de pêlo molhado, cheiro de almofada com essência de gato, cheiro de baias, de curral, de esterco.

Ser médico veterinário é ter coragem de entrar num mundo diferente e ser igual.

É ter capacidade de compreender gratidões mudas, mas sem dúvida alguma, as únicas verdadeiras.

É aliviar olhares, é lembrar de seu tempo de criança e querer levar para casa todos os cães vadios e sem dono.

Ser médico veterinário é conviver lado a lado com ensinamentos profundos de amor e vida.

"Todos nós podemos nos formar em medicina veterinária, mas nem todos serão veterinários."

Câncer em animais (Parte 2 - cão e gato)


Cães e gatos também podem ter câncer?

Câncer é um termo que define os tumores malignos. Os cães e gatos estão também propensos a desenvolver este tipo de patologia. Nós, médicos veterinários, estamos constatando que com o passar dos anos a casuística de tumores em geral tem aumentado, isto porque a expectativa de vida das espécies de companhia também tem aumentado.

Quais os tipos de cânceres mais comuns nessas espécies?

Dentre todos os tipos de cânceres podemos destacar os carcinomas cutâneos (tumores malignos de pele), comuns tanto nos cães como nos gatos, principalmente nos felinos despigmentados, isto é, animais que não possuem pigmentação protetora à incidência solar, sendo as áreas sem pêlos da face as mais vulneráveis.

Os sarcomas (tumores malignos originados do tecido muscular, adiposo e ósseo) também apresentam uma incidência relativamente alta, porém, em nossa casuística brasileira, são mais vistos em cães.

Os tumores do tecido hematopoiético, assim como os linfomas e leucemias, também acometem tanto cães como gatos, principalmente gatos infectados pelo vírus da leucemia felina (FeLV).

Finalmente, os tumores do sistema nervoso são menos frequentes.

Há tratamento para o câncer em animais ou o sacrifício é a única alternativa?

O tratamento dos cânceres pode ser inicialmente dividido em terapêutica curativa e paliativa. Os métodos da terapêutica curativa são a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia.

O tratamento paliativo diz respeito a tratar os sintomas e ou disfunções da patologia base (ex: alívio de dor, correção de alterações metabólicas, remoção de obstruções, etc). O fato de um paciente ser portador de um tumor não passível de cura não, necessariamente, indica que este animal deva ser submetido à eutanásia, desde que o mesmo apresente boa qualidade de vida.

A cirurgia para remoção de um tumor maligno (câncer) pode acabar definitivamente com a doença?

A cirurgia é o método de tratamento que oferece os melhores resultados de cura (exceto nos casos de tumores hematopoiéticos), porém a técnica cirúrgica deve compreender a remoção de margens de segurança (remoção de tecido sadio periférico ao tumor) e, se necessário, exerese dos linfonodos regionais que drenam a área. Infelizmente muitas cirurgias são mutilantes, pois o resultado estético não é o mais importante.

Em que casos usamos a quimioterapia?

A quimioterapia é o tratamento de eleição para os linfomas e leucemias. Também utilizamos a quimioterapia como tratamento adjuvante (auxiliar a outra modalidade terapêutica, principalmente à cirurgia) para os tumores com potencial de metástase, por exemplo: osteossarcoma, hemangiossarcoma, melanoma, etc.

Como é feita a quimioterapia em animais?

Os quimioterápicos são, na sua maioria, medicamentos injetáveis. Algumas poucas drogas podem ser administradas por via oral.Os pacientes submetidos a sessões quimioterápicas recebem, antes e após a droga injetável, um período de fluidoterapia (administração de sôro), isto porque as drogas são muito tóxicas, desta forma não é desejável que haja acúmulo no organismo. O tempo de duração de cada sessão depende do protocolo utilizado (associação de drogas). Alguns protocolos exigem um período de fluidoterapia de maior ou menor duração.

A quimioterapia em cães e gatos causa os mesmos efeitos colaterais que no humano? Os animais, por exemplo, perdem os pêlos?

Os efeitos colaterais vistos nos cães e gatos são menos severos do que os vistos em pacientes humanos. Isto porque, em medicina, a cura é o principal objetivo do tratamento, enquanto que em veterinária, muitas vezes a qualidade de vida do paciente é mais importante do que a cura da doença. Para isso, utilizamos doses menores e protocolos menos agressivos.

Alopecia (queda de pêlos) em pacientes veterinários ocorre de forma localizada, e não generalizada como nos pacientes humanos, sendo que as raças que apresentam crescimento contínuo de pêlos (ex: poodle, cocker) são as mais afetadas.

Os efeitos colaterais inespecíficos da quimioterapia, mais importantes do que a alopecia, são: vômitos, anorexia, diarréia, perda de peso, alterações estas que podem ser controladas com medicação. Os efeitos colaterais considerados específicos dizem respeito à toxicidade de um determinado órgão pelo uso de certas drogas, como por exemplo: cardiotoxicidade consequente da utilização de doxorrubicina, e nefrotoxicidade pelo uso da cisplatina.

Em que casos podemos usar a crioterapia?

A crioterapia é o método pelo qual podemos causar a morte de células neoplásicas por meio de congelamento. Os principais tumores sensíveis a este tratamento são pequenas lesões cutâneas ou localizadas nas mucosas oral ou perianal, como papilomas (tumores cutâneos benignos), carcinomas basocelular e espinocelular, mastocitomas cutâneos (tumores originados de células mastocitárias) ou mesmo lesões remanescentes do tumor venéreo transmissível canino (TVT) após quimioterapia.

É importante salientar que o diagnóstico precoce é o desejado. Por razões óbvias, é muito mais fácil alcançar a cura em casos iniciais. Para isso, é importante que o clínico tenha consciência que os procedimentos de biópsia são importantes, mesmo que trate de pequenos nódulos, aparentemente benignos. As informações provenientes de um laudo histopatológico (biópsia), associadas às informações clínicas, são pontos importantes na determinação da conduta terapêutica, seja ela clínica, cirúrgica ou combinada.

Câncer em animais (Parte 1)



O câncer é a proliferação desordenada de células de qualquer tecido do organismo. Esse crescimento desordenado causará danos ao funcionamento dos órgãos comprometidos e, consequentemente, com o avanço da doença, a morte do indivíduo.
O grande problema do câncer é que ele não aparece em apenas um órgão, pode ocorrer metástase, ou seja, uma célula do tecido ou órgão doente vai se instalar e multiplicar em outros órgãos, através da corrente sangüínea. O local mais comum e que é afetado pela maioria dos tipos de câncer é o pulmão. Daí a importância de se fazer um raio X pulmonar para verificar-se se esse órgão vital já está afetado quando da detecção de qualquer tipo de câncer. A extensão da doença e o tempo de vida que o animal terá vai se basear muito nesse dado.

O câncer é uma doença temida e sinônimo de morte para alguns. Nem sempre isso é verdade. Se conseguirmos detectar a doença em fases iniciais, o animal poderá ser tratado e o tumor retirado cirurgicamente antes que ocorra a metástase. Há chances de prolongamento da vida do animal nesses casos, porém, mesmo com esses procedimentos, a metástase pode já ter ocorrido, mas ainda não estar evidente e vir a se manifestar mais tarde.

Nem todo tumor é câncer. Os tumores benignos, porém, quando começam a crescer rapidamente devem ser retirados pois podem tornar-se malignos.

Os sinais clínicos de um animal com câncer varia muito com o tipo de tumor. No caso do oesteossarcoma (tumor ósseo), por exemplo, a fratura de um osso pode estar ligada ao tumor, uma vez que há destruição da estrutura óssea . Os linfomas (tumor nos gânglios), na sua forma mais comum, revelam aumento de um ou mais gânglios. Apesar das várias manifestações que o animal possa ter, muitas vezes, o cão com câncer apresenta apenas perda de peso antes que sinais mais graves apareçam.

O diagnóstico do câncer é feito através da retirada e análise da massa tumoral (biópsia), exames de raio X, ultra-sonografia e exames de sangue.

Em termos de tratamento, dependendo do tipo de tumor e do estágio da sua evolução, ele pode ser cirúrgico e/ou medicamentoso. A quimioterapia é usada em cães em alguns tipos de câncer, mas essas drogas, além de matarem as células tumorais, deprimem a medula óssea causando efeitos indesejáveis. A radioterapia é usada também em animais, mas ainda não está disponível em nosso país. Num tratamento de quimioterapia, o animal tem que ser monitorado com exames de sangue semanais para se verificar qual está sendo a ação da droga no organismo e se o tratamento pode ser continuado. Todo esse monitoramento, associado aos medicamentos, dietas especiais, etc., tornam o tratamento bastante oneroso. Durante o tratamento não há queda de pêlos em animais com pelagem curta, podendo isso ocorrer em pequena proporção em cães de pêlos longos.

Não há predileção de sexo, mas algumas raças são mais acometidas que as outras. Geralmente, o câncer aparece em animais mais velhos. Ainda não se sabe se algum fator genético está envolvido, nem as razões pelas quais se dá o início da multiplicação desordenada das células. Também não há meios de se prevenir o câncer em animais. Um diagnóstico precoce, que nem sempre é possível, é a única maneira de se enfrentar o câncer com possibilidades de prolongamento da vida do animal e, em algumas vezes, a cura.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ 2011


Nós do Blog de Medicina Veterinária da Univertix, desejamos a todos um Feliz 2011. Que nesse ano os sonhos que não foram possíveis de ser realizados no ano anterior se realizem neste, que você conquiste tudo que sempre sonhou com muita saúde acima de tudo e que tenha muitas realizações.



Um abraço de toda Equipe Veterinária.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Boxer



País de origem: Alemanha

Tamanho: grande

Área de criação: média

Agressividade: média

Atividade física: moderado

Utilização: guarda, trabalho, companhia.

Tamanho: 57 a 63 cm para machos e 53 a 59 para fêmeas.

Peso: acima de 30 quilos para machos e de 25 quilos para fêmeas.

Aspectos gerais: robusto, de estrutura quadrada, ossatura forte e músculos definidos finos e bem aparentes. Movimentos ágeis, indicando força e nobreza.

Pelagem: curta, aderente e brilhante. A cor da pode ser castanho-amarelada, avermelhada ou mosqueada, com manchas brancas bem definidas no peito, pescoço, pernas e cabeça e a máscara preta não deve passar do focinho.

Longevidade: 8 a 12 anos

Temperamento: leal, ousado, inteligente, dócil com os donos, atencioso, brincalhão e protetor.

O ano de 1894 marca a chegada do Boxer na Bavária, Alemanha. Alguns historiadores acreditam que a raça resulta de cruzamento entre o Bulldog Inglês e o Mastim Bullenbeiser. Outros citam o já extinto Brabanter Bullenbeisser em sua origem. O desenvolvimento dos cães da raça mesclava características anatômicas elegantes e equilibradas com potência muscular, inteligência e coragem. No início da Primeira Guerra Mundial, os antigos Boxers foram recrutados na Alemanha como mensageiros e cães carteiros. Um exemplar tigrado, chamado Rolf Von Vogelsberg, sobreviveu à guerra e foi tido como um dos pilares da raça.

O hábito de levantar as patas dianteiras e movimentá-las como se estivesse dando socos no ar, provavelmente tenha originado o nome do Boxer. É utilizado em vários países como policial. Sua dedicação e docilidade com a família é uma de suas principais características, além de possuir índole leal, equilíbrio emocional, ousadia, inteligência, porte elegante e atlético.

Comunicado

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Cinomose Canina: saiba como prevenir
















Enfermidade infecto contagiosa, que afeta só os cães entre os animais domésticos e os canídeos silvestres.

Causada por um vírus que sobrevive por muito tempo em ambiente seco e frio, e menos de um mês em local quente e úmido; muito sensível ao calor, luz solar e desinfetantes comuns.

Não escolhe sexo ou raça, nem a época do ano. Ocorre mais em jovens, mas animais idosos também podem se contaminar se não vacinados.

Se infectam (contaminam) por contato direto ou pelas vias respiratórias, pelo ar contaminado.

A transmissão direta é por secreções do nariz e boca de animais infectados (espirros e gotículas que saem do nariz quando se respira) é a principal fonte de infecção. O animal doente espirra e contamina o ambiente e os animais que estejam perto. Inclusive, se tiver um ser humano por perto, o vírus pode ser carregado por ele até um animal sadio.

O animal pode se contaminar pela via respiratória ou por via digestiva, por contato direto ou fômites ( pode ser um objeto ou um ser humano, por exemplo, que carregam o vírus na roupa, nos sapatos) , água e alimentos contaminados por secreções de cães doentes.

Vírus da cinomose

Após o animal ser infectado, ocorre o período de incubação do vírus (digamos que seja o período que ocorre entre o vírus entrar no corpo e o corpo começar a manifestar os sintomas da doença) por 3 a 6 dias , ou até 15 dias, e depois disso a temperatura pode chegar a 41ºC, haver perda de apetite, corrimento ocular e nasal . Este estado dura mais ou menos 1 a 2 dias.

Depois se segue um período de 2 a 3 dias, as vezes meses, em que parece que tudo volta ao normal.

Depois disso podem aparecer os sinais e sintomas típicos da cinomose, dependendo da resposta imunitária do animal.

Pode haver sintomas digestivos (diarréia e vômito), respiratórios (corrimento nasal e ocular) ou nervosos ( tiques nervosos, convulsões, paralisias, etc) ou haver associação deles.

O animal pode morrer tendo desenvolvido só uma das fases da doença ou sobreviver desenvolvendo todas, podem desenvolver cada tipo de sintoma aos poucos ou todos juntos.

Normalmente os primeiros sintomas da 2ª fase são febre , falta de apetite, vômitos, diarréia, dificuldade para respirar.

Depois conjuntivite com secreção , corrimento nasal, com crostas no focinho, e pneumonia.

Pode se seguir por 1 a 2 semanas e daí aparecerem os sintomas nervosos: tiques nervosos, depois sintomas de lesões no cérebro e medula espinhal.

Em alguns, por inflamação no cérebro, os animais ficam agressivos, não conseguem as vezes reconhecer seu dono.
Em outros ocorre paralisia dos músculos da face em que o animal não consegue abrir a boca nem para tomar água, apatia profunda.
Por lesões no cérebro e na medula espinhal, andar cambaleante, paralisia no quarto posterior (‘descadeirado’). Dificilmente os sintomas são estacionários (vão piorando sempre, de maneira lenta ou rápida).

É de difícil tratamento, dependendo quase exclusivamente do cão, e de sua capacidade de ter uma resposta imunológica suficiente, sua sobrevivência ou não.
Digo ‘quase exclusivamente’ porque o veterinário pode ajudar eliminando coisas que podem atrapalhar sua “guerra” com a doença, como as infecções que ele pode ter por fraqueza (queda de resistência), aconselhar uma alimentação correta, receitar medicamentos que ajudem a combater as inflamações no cérebro, receitar uma medicação que tente aumentar sua resistência, etc.

Sua evolução é imprevisível, ou seja, quando o cão adoece, não há como saber se ele vai se salvar ou não, ou se sua morte vai ser rápida ou lenta.

A melhor solução ainda é a prevenção, ou seja, vacinar corretamente.

Conheça um pouco mais sobre a vacinação contra a cinomose canina.

1. A partir de que idade meu cão pode ser vacinado?
Os cãezinhos podem ser vacinados a partir de 6 semanas de vida, mas esta indicação deve ser feita pelo Médico Veterinário. Adaptações no protocolo vacinal podem ocorrer de acordo com variações individuais (se ele está em condição de ser vacinado, se o risco de exposição à doença é mais precoce, etc).

2. Que cuidados devo ter enquanto meu cão está sendo vacinado?
Normalmente os filhotes de cães recebem pelo menos 3 doses de vacina na primeira fase da vida (processo conhecido como primovacinação). Os animais devem ser submetidos a um exame clínico pelo Médico Veterinário toda vez que forem vacinados, com o objetivo de determinar se o animal está em condições de receber a vacina. Animais doentes, subnutridos ou parasitados devem ser tratados antes de receber a vacina. Outro cuidado a ser observado é que, até que o esquema vacinal seja finalizado, recomenda-se que os animais permaneçam protegidos, longe da rua e do contato com animais de histórico vacinal desconhecido, ou mesmo não vacinados.

3. As vacinas contra a cinomose canina são todas iguais?
Não. As vacinas tradicionais do mercado contêm o vírus vivo atenuado. São muito eficazes e seguras, sendo utilizadas há muitos anos. Recentemente novas tecnologias vacinais foram desenvolvidas para a imunização de seres humanos e animais com a máxima segurança e potência: as vacinas recombinantes. A vacina recombinante contra a cinomose canina já está disponível no mercado e traz benefícios para a imunização de cães filhotes e adultos. Procure seu médico veterinário e pergunte sobre os benefícios da vacina recombinante para a imunização de seu cão.

4. Devo revacinar meu animal anualmente?
Sim. Existem várias doenças contra as quais seu animal pode ser revacinado anualmente. A vacina contra a raiva, por exemplo, deve ser reaplicada todos os anos. Outras vacinas disponíveis podem ser aplicadas anualmente de acordo com a necessidade de seu animal. Consulte sempre seu Médico Veterinário – ele é a melhor pessoa para determinar o protocolo de vacinação ideal para o seu animal.