sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ 2011


Nós do Blog de Medicina Veterinária da Univertix, desejamos a todos um Feliz 2011. Que nesse ano os sonhos que não foram possíveis de ser realizados no ano anterior se realizem neste, que você conquiste tudo que sempre sonhou com muita saúde acima de tudo e que tenha muitas realizações.



Um abraço de toda Equipe Veterinária.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Boxer



País de origem: Alemanha

Tamanho: grande

Área de criação: média

Agressividade: média

Atividade física: moderado

Utilização: guarda, trabalho, companhia.

Tamanho: 57 a 63 cm para machos e 53 a 59 para fêmeas.

Peso: acima de 30 quilos para machos e de 25 quilos para fêmeas.

Aspectos gerais: robusto, de estrutura quadrada, ossatura forte e músculos definidos finos e bem aparentes. Movimentos ágeis, indicando força e nobreza.

Pelagem: curta, aderente e brilhante. A cor da pode ser castanho-amarelada, avermelhada ou mosqueada, com manchas brancas bem definidas no peito, pescoço, pernas e cabeça e a máscara preta não deve passar do focinho.

Longevidade: 8 a 12 anos

Temperamento: leal, ousado, inteligente, dócil com os donos, atencioso, brincalhão e protetor.

O ano de 1894 marca a chegada do Boxer na Bavária, Alemanha. Alguns historiadores acreditam que a raça resulta de cruzamento entre o Bulldog Inglês e o Mastim Bullenbeiser. Outros citam o já extinto Brabanter Bullenbeisser em sua origem. O desenvolvimento dos cães da raça mesclava características anatômicas elegantes e equilibradas com potência muscular, inteligência e coragem. No início da Primeira Guerra Mundial, os antigos Boxers foram recrutados na Alemanha como mensageiros e cães carteiros. Um exemplar tigrado, chamado Rolf Von Vogelsberg, sobreviveu à guerra e foi tido como um dos pilares da raça.

O hábito de levantar as patas dianteiras e movimentá-las como se estivesse dando socos no ar, provavelmente tenha originado o nome do Boxer. É utilizado em vários países como policial. Sua dedicação e docilidade com a família é uma de suas principais características, além de possuir índole leal, equilíbrio emocional, ousadia, inteligência, porte elegante e atlético.

Comunicado

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Cinomose Canina: saiba como prevenir
















Enfermidade infecto contagiosa, que afeta só os cães entre os animais domésticos e os canídeos silvestres.

Causada por um vírus que sobrevive por muito tempo em ambiente seco e frio, e menos de um mês em local quente e úmido; muito sensível ao calor, luz solar e desinfetantes comuns.

Não escolhe sexo ou raça, nem a época do ano. Ocorre mais em jovens, mas animais idosos também podem se contaminar se não vacinados.

Se infectam (contaminam) por contato direto ou pelas vias respiratórias, pelo ar contaminado.

A transmissão direta é por secreções do nariz e boca de animais infectados (espirros e gotículas que saem do nariz quando se respira) é a principal fonte de infecção. O animal doente espirra e contamina o ambiente e os animais que estejam perto. Inclusive, se tiver um ser humano por perto, o vírus pode ser carregado por ele até um animal sadio.

O animal pode se contaminar pela via respiratória ou por via digestiva, por contato direto ou fômites ( pode ser um objeto ou um ser humano, por exemplo, que carregam o vírus na roupa, nos sapatos) , água e alimentos contaminados por secreções de cães doentes.

Vírus da cinomose

Após o animal ser infectado, ocorre o período de incubação do vírus (digamos que seja o período que ocorre entre o vírus entrar no corpo e o corpo começar a manifestar os sintomas da doença) por 3 a 6 dias , ou até 15 dias, e depois disso a temperatura pode chegar a 41ºC, haver perda de apetite, corrimento ocular e nasal . Este estado dura mais ou menos 1 a 2 dias.

Depois se segue um período de 2 a 3 dias, as vezes meses, em que parece que tudo volta ao normal.

Depois disso podem aparecer os sinais e sintomas típicos da cinomose, dependendo da resposta imunitária do animal.

Pode haver sintomas digestivos (diarréia e vômito), respiratórios (corrimento nasal e ocular) ou nervosos ( tiques nervosos, convulsões, paralisias, etc) ou haver associação deles.

O animal pode morrer tendo desenvolvido só uma das fases da doença ou sobreviver desenvolvendo todas, podem desenvolver cada tipo de sintoma aos poucos ou todos juntos.

Normalmente os primeiros sintomas da 2ª fase são febre , falta de apetite, vômitos, diarréia, dificuldade para respirar.

Depois conjuntivite com secreção , corrimento nasal, com crostas no focinho, e pneumonia.

Pode se seguir por 1 a 2 semanas e daí aparecerem os sintomas nervosos: tiques nervosos, depois sintomas de lesões no cérebro e medula espinhal.

Em alguns, por inflamação no cérebro, os animais ficam agressivos, não conseguem as vezes reconhecer seu dono.
Em outros ocorre paralisia dos músculos da face em que o animal não consegue abrir a boca nem para tomar água, apatia profunda.
Por lesões no cérebro e na medula espinhal, andar cambaleante, paralisia no quarto posterior (‘descadeirado’). Dificilmente os sintomas são estacionários (vão piorando sempre, de maneira lenta ou rápida).

É de difícil tratamento, dependendo quase exclusivamente do cão, e de sua capacidade de ter uma resposta imunológica suficiente, sua sobrevivência ou não.
Digo ‘quase exclusivamente’ porque o veterinário pode ajudar eliminando coisas que podem atrapalhar sua “guerra” com a doença, como as infecções que ele pode ter por fraqueza (queda de resistência), aconselhar uma alimentação correta, receitar medicamentos que ajudem a combater as inflamações no cérebro, receitar uma medicação que tente aumentar sua resistência, etc.

Sua evolução é imprevisível, ou seja, quando o cão adoece, não há como saber se ele vai se salvar ou não, ou se sua morte vai ser rápida ou lenta.

A melhor solução ainda é a prevenção, ou seja, vacinar corretamente.

Conheça um pouco mais sobre a vacinação contra a cinomose canina.

1. A partir de que idade meu cão pode ser vacinado?
Os cãezinhos podem ser vacinados a partir de 6 semanas de vida, mas esta indicação deve ser feita pelo Médico Veterinário. Adaptações no protocolo vacinal podem ocorrer de acordo com variações individuais (se ele está em condição de ser vacinado, se o risco de exposição à doença é mais precoce, etc).

2. Que cuidados devo ter enquanto meu cão está sendo vacinado?
Normalmente os filhotes de cães recebem pelo menos 3 doses de vacina na primeira fase da vida (processo conhecido como primovacinação). Os animais devem ser submetidos a um exame clínico pelo Médico Veterinário toda vez que forem vacinados, com o objetivo de determinar se o animal está em condições de receber a vacina. Animais doentes, subnutridos ou parasitados devem ser tratados antes de receber a vacina. Outro cuidado a ser observado é que, até que o esquema vacinal seja finalizado, recomenda-se que os animais permaneçam protegidos, longe da rua e do contato com animais de histórico vacinal desconhecido, ou mesmo não vacinados.

3. As vacinas contra a cinomose canina são todas iguais?
Não. As vacinas tradicionais do mercado contêm o vírus vivo atenuado. São muito eficazes e seguras, sendo utilizadas há muitos anos. Recentemente novas tecnologias vacinais foram desenvolvidas para a imunização de seres humanos e animais com a máxima segurança e potência: as vacinas recombinantes. A vacina recombinante contra a cinomose canina já está disponível no mercado e traz benefícios para a imunização de cães filhotes e adultos. Procure seu médico veterinário e pergunte sobre os benefícios da vacina recombinante para a imunização de seu cão.

4. Devo revacinar meu animal anualmente?
Sim. Existem várias doenças contra as quais seu animal pode ser revacinado anualmente. A vacina contra a raiva, por exemplo, deve ser reaplicada todos os anos. Outras vacinas disponíveis podem ser aplicadas anualmente de acordo com a necessidade de seu animal. Consulte sempre seu Médico Veterinário – ele é a melhor pessoa para determinar o protocolo de vacinação ideal para o seu animal.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010





O Natal está chegando. Com ele nossas esperanças, nossos novos sonhos. Que nossas esperanças estejam sempre vivas, e que nossos sonhos tornem-se realidade. E que neste Natal o amor, a fé e a esperança estejam presentes em cada um de nós, que a cada novo dia do ano que está para começar estejamos iluminados. Feliz Natal, para você e a todos os seus familiares.


UM ABRAÇO DA EQUIPE VETERINÁRIA!!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Principais doenças que acomentem cães e gatos

PRINCIPAIS DOENÇAS QUE ACOMETEM OS CÃES
Raiva – A raiva é uma enfermidade infecto-contagiosa aguda, sempre fatal, caracterizada principalmente principalmente por sinais nervosos ora apresentados por agressividade, ora por paresia e paralisia. É causada por um RNA-vírus da família Rhabdoviridade e acomete todos os mamíferos, inclusive o homem. A transmissão se dá através dos próprios animais doentes e também por portadores inaparentes sendo introduzidos pela saliva via subcutânea para dentro do organismo do animal. É muito comum adquirir raiva após sofrer uma mordida de um animal.

Parvovirose – É uma enfermidade infecto-contagiosa vírica. Causa febre, apatia, perda de apetite, vômitos e diarréia sanguinolenta; apresenta alta mortalidade. O cão desidrata rapidamente e deve receber cuidados imediatos. Muitos necessitam de internação, pois a doença aparece de forma abrupta e violenta. Esta doença tem prevalência mundial desde o final dos anos 70.
Cinomose – É uma doença viral multi-sistêmica, altamente contagiosa que atinge os cães, não transmissível ao homem. Se manifesta principalmente por febre, coriza aguda, bronquite, pnemonia severa, gastrenterite e sinais de comprometimento do sistema nervoso central. Não necessariamente todos os sintomas estão presentes. O vírus da cinomose atinge vários órgãos: rins, pulmões e, principalmente, o sistema nervoso, daí os sinais do tipo “tiques”, andar cambaleante, ataques convulsivos, etc. Uma vez diagnosticada a doença através dos sintomas, histórico e exames laboratoriais, o animal recebe tratamento de suporte, dando condições para o organismo reagir.
Parainfluenza – É um dos agentes causadores da chamada “tosse dos canis”. O vírus, não contagioso ao homem, causa uma tosse não produtiva (sem catarro), com febre baixa ou ausência dela. O quadro persiste por duas semanas e o prognóstico é bom. Os animais se contaminam pelo contato direto com cães infectados. A associação de outros agentes (bordetella, adenovirus ou mycoplasma) com a parainfluenza é comum, e pode causar um quadro mais severo, como perda de apetite, apatia, tosse dolorosa e febre alta.

Hepatite Viral Canina – Esta doença é causada por um vírus que não atinge o homem. O vírus atinge principalmente os rins e o fígado do animal. Sua ocorrência é bem menos freqüente que outras viroses como a parvovirose, e a hepatite viral não apresenta risco de mortalidade alto. Seu período de incubação varia de 2 a 5 dias. O vírus atinge o fígado e outros órgãos, especialmente os rins. O animal pode apresentar desde sintomas leves até um quadro bastante severo. Os sinais clínicos incluem febre, diarréia, apatia, inapetência, vômitos amarelo-esverdeados, e, em uma pequena porcentagem de cães, alteração na cor dos olhos (que se tornam azuis devido a um edema de córnea) perfeitamente reversível na maioria dos casos. O tratamento se dá para a fortificação do organismo do animal a fim de que a doença não progrida e, conseqüentemente, não cause maiores conseqüências.

Adenovírus Tipo II – É um dos agentes etiológicos da tosse dos canis (traqueobronquite infecciosa).

Leptospirose – É uma enfermidade infecto-contagiosa aguda, febril, com grave sintomatologia entérica, hepática e renal, muitas vezes acompanhada de hemorragias generalizadas e icterícias (amarelidão na pele e na esclerótica), causada por L. interroganas, sorotipos canicola e icterohaemorragiae, Lpomana, L. gippotyphosa, algumas vezes ocorrem sinais encefálicos e abortos. Também é uma zoonose (doença comum entre o homem e o animal).
Coronavírus – É uma doença contagiosa aguda dos cães, causada por um vírus epiteliotrópico que invade preferencialmente os enterócios (células do epitélio intestinal das pontas vilosas, causando destruição e atrofia). A fusão dos vírus resultantes causa diarréia de severidade variável.
Giardíase – É uma doença causada pelo protozoário flagelado, Giardia Lambila. O cão infecta-se facilmente ingerindo cistos de Giárdia, que podem estar presentes na água, nos alimentos ou no pêlo dos animais. A Giardíase causa a síndrome da má absorção, má digestão, levando à desidratação, diarréia, perda de peso, dor abdominal e flatulência. Além de perda de apetite, vômito e letargia.
Tosse dos Canis – É uma doença de fácil transmissão entre os cães de todas as idades. Resulta da inflamação das vias aéreas superiores (traqueobronquite). O animal apresenta tosse seca que pode ser seguida de ânsia ou vômito e anorexia parcial. Pode evoluir para broncopneumonia e ser fatal em cães filhotes e idosos.
PRINCIPAIS DOENÇAS QUE ACOMETEM OS GATOS
Rinotraqueite – Virar Felina – Herpesvírus felino tipo I altamente contagioso, ocorrendo principalmente em gatinhos entre um e três meses de idade. A doença pode passar despercebida ou assumir forma grave, matando o filhote em cerca de uma semana, devido a ocorrência de pneumonia. Os sintomas incluem conjuntivite, lacrimejamento, espirro, tosse e rinite serosa, anorexia, febre e apatia.
Imunudeficiência Felina – Esse vírus que ataca os linfócitos T. possui um período latente assintomático prolongado que pode se estender por anos que resulta na síndrome de imunodeficiência caracterizada por infecção crônicas e recorrentes. A mordedura é o principal modo de infecção do vírus.
Leucemia Felina – Retrovírus de importante morbidade e mortalidade nos gatos domésticos. Sua transmissão se dá principalmente pela saliva. O vírus se mantém na natureza através de gatos virêmicos que vivem longos períodos sem apresentar a enfermidade. As manifestações clínicas são atribuíveis aos efeitos oncogênicos e imunossupressivos do vírus, com desenvolvimento de baixa da imunidade expondo o gato às mais diversas infecções.
Panleucopenia Felina – É uma enfermidade infecto-contagiosa aguda, febril, caracterizada principalmente por sinais gastroentéricos e panteucopenia. Ela é causada por um Parvovírus, e acomete principalmente gatinhos entre um e seis meses de idade. A transmissão se dá por contato direto ou através de fômites e vetores. Os sintomas são caracterizados por apatia, anorexia, febre alta, vômito e diarréia. O exame hematológico mostra uma severa leucopenia. Possui uma alta mortalidade nos gatinhos filhotes.
Clamidiose Felina – Causada pela Chalamydia psittaci, causadora de sintomas respiratórios dos gatos. Sua principal manifestação é uma conjuntivite persistente, mucopurulenta aguda ou crônica. Febre, rinite e espirros são observados.
Calicivirose Felina – O agente causador é um calicivírus felino, acometendo principalmente gatos de um a seis meses de idade. A infecção pode apresentar úlceras orais que é muito característica do calcivírus, rinite suave com espirros e conjuntivite.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

OTITE


É perigosa mesmo?

Tendo-se em vista o interesse de vários cinófilos em saber a respeito dessa doença, achei oportuno tecer considerações a respeito:

1 - O que é otite?
R - Trata-se da inflamação desse órgão da audição. E como o mesmo compreende várias partes , necessário se faz seu conhecimento anatômico.

2 - Qual é a anatomia do ouvido?
R - Pode ser dividido para efeito didático em ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno, porém interligados entre si. O ouvido externo compreende o pavilhão auricular (orelha), o meato acústico externo também chamado de canal auditivo externo e o tímpano, este última uma membrana delgada que por assim dizer separa o ouvido externo do médio. O ouvido médio é a câmara onde situam-se três ossículos (martelo, estribo e bigorna) interligados entre si e que servem como meio de ligação com o ouvido interno. Nessa câmara onde situam-se referidos ossículos, existe um canal de ligação do ouvido médio com o faringe, denominado Trompa de Eustáquio. Ouvido interno, a parte mais especializada e portanto também mais delicada e importante de todo o ouvido, onde existem os chamados Canais semicirculares, a Cóclea e o Nervo acústico, este último ligando todo o conjunto diretamente ao cérebro. Notaram todos portanto, que conforme sejam atingidas essas diferentes porções do ouvido, a otite se revestirá de maior ou menor gravidade, recebendo também denominações diversas, como otite externa (apenas ouvido externo inflamado), otite média (apenas ouvido médio inflamado), e otite interna (esta a mais grave pois atingindo os canais semicirculares determinará transtornos do equilíbrio por ser esse o órgão responsável pelo nosso sentido espacial. Atingindo a cóclea, será a doença denominada labirintite (devido ser tal órgão também chamado de labirinto), e assim por diante.

3 - O que causa a otite?
R - Podem causar otites, germes ou fungos infecciosos quando nesse órgão instalados, que podem ali penetrarem, tanto a traves do exterior pelo canal auditivo externo, quanto também a traves do faringe pela Trompa de Eustáquio.

4 - Como podemos prevenir essa doença em nossos cães?
R - Primeiro, cuidando da limpeza do canal auditivo externo e das próprias orelhas de nossos cães, e em segundo lugar, cuidando e tratando quando os mesmos acometidos por doenças da garganta, pois daí também, pode a infecção progredir e atingir o ouvido.

5 - Como proceder para a boa limpeza dos ouvidos dos cães?
R - Com um cotonete para os cães pequenos, ou um chumaço de algodão na ponta de um estilete flexível ou pinça para cães de maior porte, umedecemos esse algodão com uma solução de alcool-éter (em partes iguais), e com esse cotonete limpamos e removemos a cera existente no conduto auditivo e nas próprias orelhas. Especial cuidado na limpeza do conduto auditivo externo, em sua parte mais profunda, a fim de não lesar o tímpano ali localizado. A freqüência que essa limpeza deve ser feita, dependerá da raça de seu cão: Os cães das raças que tem as orelhas eretas, como o Pastor Alemão, necessitarão limpezas mensais. Já os cães de raças que tem as orelhas caídas, como aqueles da raça Cocker Spaniel, a limpeza deve ser feita mais freqüentemente (cada 10 dias).

6 - Como perceber se meu cão está com otite?
R- O sintoma mais evidente é o ato do mesmo coçar com as patas tal região da cabeça, ou então sacudir freqüentemente a cabeça. Mais evidente, quando ocorrer secreção purulenta pela orelha, o que denota a infecção já estar ali instalada e latente, e quando a otite é unilateral (apenas um dos ouvidos), o ato do cão manter a cabeça inclinada para esse lado inflamado.

7 - Como tratar um cão com otite?
R - Muitas vezes o simples ato de proceder à limpeza dos ouvidos, quando a otite é apenas externa, é suficiente para sanar o mal. Porém, quando a infecção já atingiu o ouvido médio ou o interno, necessário se faz tratamento mais especializado, inclusive com administração de antibióticos por via geral (parenteral ou oral), e mesmo nebulizações da garganta com medicação apropriada. Nessa caso, a recomendação, é procure um veterinário competente, que este deverá estar capacitado para lhe indicar a melhor terapêutica.

Apenas uma recomendação final: Nada de pânicos em caso de otites, pois tenha em mente que o próprio organismo animal tem meios de defesa tanto para essa quanto para outras infecções. Cuide de seu animal como cuida de si mesmo: com cuidado e atenção , tanto quanto seu asseio quanto sua alimentação, e propiciando ao mesmo exercícios físicos e carinho. Nada além disso.

Gestação das Cadelas


Antes de tratar propriamente desse tema, é necessário para ser melhor entendido, descrever os órgãos sexuais que constituem o aparelho reprodutor feminino dessas fêmeas domésticas.

1 - Quais são os órgãos genitais (também chamados sexuais) femininos das cadelas?

R - Sãos os ovários (em número de dois), os ovidutos (também chamados de trompas de Phalopio (também duplo), o útero e a vagina, todos situados na cavidade abdominal e ali sustentados por ligamentos próprios; a vulva, esta já situada no limite com o exterior e pondo em comunicação os órgãos sexuais anteriores com o ambiente externo; e como órgãos anexos: as mamas, nas cadelas em geral em número de 8 a 10 (quatro a cinco pares), estas dispostas eqüidistantes da linha média do ventre, desde a região peitoral até a inguinal, por isso designadas conforme sua localização em: peitorais, abdominais e inguinais.

2 - Como são os ovários das cadelas?

R - Duplos, situados na cavidade abdominal, região sub-lombar, em contato direto com os intestinos, próximos dos rins e sustentados pelos ligamentos largos e vasos sangüíneos (uma veia e uma artéria). Têm os ovários sua superfície externa lisa, com saliências formadas pelas folículos denominados de Graaf (Folículos ovarianos), destes tendo origem os óvulos, que na fase do Cio (Estro) são dali eliminados e por assim dizer captados pelas franjas das Trompas de Phalopio, e por estas levados por cílios ali existentes para o interior do útero. O tamanho dos ovários nas cadelas varia de acordo com o porte da fêmea considerada, desde o tamanho de um grão de feijão até o de uma ameixa. Os ovidutos funcionam como meio de ligação entre os ovários e o útero, e são constituídos por um receptáculo em forma de franja, e um canal flexuoso que desemboca no útero, e ligado a estes por ligamentos. Tem os ovidutos o tamanho médio de 5 a 8 centímetros de comprimento.

3 - Como é o útero das cadelas?

R - É constituído por um corpo em forma cilíndrica e dois cornos extremamente compridos e estreitos. Numa cadela de porte médio o corpo mede cerca de 3 cm de comprimento e os cornos de l1 a l5 cm. Têm seus diâmetros uniformes e encontram-se no interior da cavidade abdominal em contato direto com os intestinos e demais órgãos. Constituí-se de várias camadas: externamente revestido por uma membrana serosa semelhante ao peritôneo (lisa, brilhante e transparente); medianamente por músculos lisos potentes e internamente por camada cuja constituição varia de acordo com a fase considerada do ciclo Estral.

4 - Como é a vagina das cadelas?

R - Constituída de fibras musculares potentes de forma circulares, relativamente comprida e forrada internamente por membrana mucosa formando pregas longitudinais.

5 - Como é a vulva das cadelas?

R - Tem lábios externos grossos formando uma comissura inferior aguda, forrada internamente por membrana mucosa lisa e rosada. Apresenta como particularidade um músculo constritor forte em forma de esfíncter (circular), além do clitóris. Mede de 3 a 4 cm de comprimento.

6 - O que caracteriza a Gestação nas Cadelas?

R - Pode ser definida como a fase em que as cadelas estão gerando seus filhos, originários da fecundação dos óvulos expelidos de seus ovários e fecundados por espermatozoides dos machos depositados em suas vias genitais a través do acasalamento (coito). Um ou mais fetos, pois são as cadelas multíparas (parem mais de um filho por vez), são gerados em seus úteros, sendo tais fetos envoltos durante essa fase, por membranas que constituem a chamada Placenta. Nessa fase, inicialmente o ovo sofre sucessivas multiplicações, passando por diversas fases : ovo > blastômeros > mórula > feto. A duração dessa gestação é de 9 semanas (63 dias) em média, variando para mais ou para menos de acordo com o número de fetos gerados e de condições especiais da raça considerada. Durante esse período, obviamente pelo desenvolvimento e crescimento dos fetos, o abdome das cadelas vai se distender e aumentar de volume, assim como as mamas, na sua fase final estas vão também se desenvolverem e começarem a secretor leite em sua fase final. O temperamento da fêmea grávida (prenhe) também se modifica, tornando-a mais dócil e letárgica. Seu apetite gradativamente também aumenta, o que se explica pela maior necessidade de nutrientes para gerar e desenvolver seus filhos em gestação.

7 - O que caracteriza o Parto?

R - Representa precisamente o nascimento dos produtos gerados pela fêmea durante sua gestação, o que deve ocorrer pelo término dos desenvolvimentos dos fetos. São sinais chamados precursores do parto: A cadela torna-se irrequieta, começa a ganir e a urinar repetidamente, deita-se para em seguida logo se levantar, mira seguidamente o ventre ou suas vias genitais, sinais esses que indicam estar a mesma sentindo as chamadas dores do parto (contrações uterinas). Sua duração é variável dependentemente de ser a cadela primípara ou não (primeiro parto ou não), são necessários para propiciarem a dilatação da bacia (ossos pélvicos) e vias uterinas, principalmente da chamado cerviz uterina (orifício que liga o útero a vagina), e desta para o exterior. Durante a gestação a chamada cerviz uterina permanece fechada (selada por tampão mucoso), que necessariamente somente deve-se abrir no momento do parto, a fim de permitir não só a saída dos fetos gerados como também os envoltórios placentários que os acompanham. É precisamente essa cerviz que deve ser dilatada (assim como os ossos pélvicos, estes por afrouxamento de seus ligamentos), tornando possível a expulsão (nascimento) dos fetos gerados. Durante o parto e junto com os filhotes, são também eliminados os chamados líquidos amnióticos e placentários, originários todos da própria excreção dos fetos durante essa gestação assim como as próprias secreções dessas membranas envoltórias e que servem como lubrificantes das vias eferentes do útero, permitindo mais fácil deslizamento dos filhotes gerados no momento desse parto.

8 - Há necessidade de ser o parto assistido?

R - Sim. Discretamente, sem interferência direta (a não ser em caso de necessidade de ajuda), e por parte de alguém familiarizado com o ato, como deve ser o profissional veterinário, e nesse caso denominado parteiro, tocólogo ou obstetra.

9 - Anormalidades do Parto (Distócia)?

R - São as chamadas distócias, que vão desde falta das contrações necessárias (útero preguiçoso) por parte da mãe gestante, até anormalidades da bacia (ossos que constituem a pélvis: Ileo, Isquio e Pubis), e principalmente desproporções entre os tamanhos dos fetos e essas vias eferentes da própria fêmea, ou até anormalidades da apresentação dos fetos em relação a essas mesmas vias de saída. Para cada caso de distócia é recomendado o remédio correspondente, o que somente o profissional tocólogo deve saber fazer. Não cabem aqui serem relatados todos os casos possíveis de distócias, por serem inúmeras. Apenas uma recomendação ao proprietário ou assistente do parto: Em caso de demora no nascimento dos filhotes, consulte seu veterinário para tomar as medidas que se fizerem necessárias. Fatalmente surgirá a pergunta: Qual o tempo que devo aguardar? Resposta : No máximo 3 a 4 horas desde os primeiros sinais, anteriormente chamados de precursores do parto.

O Melhor Amigo do Homem no Trabalho


A relação entre cães e homens é muito antiga. Estima-se que seja o primeiro animal domesticado pelo homem. Além de animal de estimação, o cachorro também está ligado a atividades produtivas. Guiando cegos, entretendo, ajudando em atividades de segurança, como pastor de rebanhos, o cão pode ser adestrado para muitas tarefas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dia 04 de Outubro "Dia mundial dos animais"


Hoje dia 04 de Outubro, nós do Blog de Medicina Veterinária da Faculdade Vértice, gostaríamos de homenagear nossos queridos animais. Os animais são muito importantes na nossa vida e nós como futuros médicos veterinários temos que saber prezar pelo seu bem estar e jamais deixá-los sofrer. Vocês, nossos "queridos animais" é que são homenageados hoje, pois vocês também merecem esse dia e são a base da nossa profissão e é com muito orgulho que estudamos medicina veterinária e conhecemos o verdadeiro valor da vida!!!
FELIZ DIA DOS ANIMAIS!!!