segunda-feira, 21 de junho de 2010

Cólica em Eqüídeos

Este é o mal que mais mata atualmente

É muito comum os cavalos deitarem para espojar (rolar) para se sentirem mais confortáveis e espreguiçarem um pouco, costumam até ficarem um pouco deitados, mas logo se levantam.
Quando os eqüídeos de forma geral ficam durante longo tempo deitados e principalmente gemendo pode saber que a situação não está boa pra ele.
A cólica é o mal que mais mata os eqüídeos atualmente.
Os animais confinados em baias (cocheiras) têm uma tendência muito grande de terem cólicas muito sérias e seguidas, devido ao tipo de tratamento que é oferecido em alguns lugares.
Um conselho que muitas pessoas não conseguem seguir é o de deixar o animal o mais solto possível e dar a ração (concentrado) como complemento da alimentação e não como principal alimento oferecido ao animal.
Uma atitude que pode ser feita é a de oferecer as pontas do capim de capineira (sem o talo) diretamente no cocho sem passá-lo na picadeira.
Oferecer pontas de capim do tipo gordura, grama estrela, tifton e outros, principalmente se estiverem mais secos fazem o cavalo salivar mais e a saliva é rica em sódio que ajuda na digestão dos animais e faz com que o fluxo intestinal seja muito melhor evitando e muito as ocorrências de cólicas.

Postado por Alexandre Werner Breder
Haras 2 Irmãos

sábado, 19 de junho de 2010

Calopsitas

Calopsita é uma linda ave de origem australiana bastante difundida no mundo todo, inclusive aqui no Brasil já há bastante tempo! No seu habitat natural, costuma viver em regiões desérticas, chegando a viajar quilômetros de distância, em bandos, a procura de alimento, próximo às águas dos rios.
Predominantemente cinza na Natureza, ao longo do tempo foram surgindo variedades em sua coloração pelas mãos do Homem, o que chamamos de "mutações".
Realmente a Calopsita é muito especial! Seu jeito curioso e amigável, sua inteligência, deixam-nos encantados! A facilidade em reproduzir sons, assobiar, imitar palavras, e de ser domesticada, faz com que, cada vez mais, pessoas busquem nesse pássaro um animal de estimação! Veja a seguir algumas dicas de como melhor se relacionar com sua ave, e aprender um pouquinho a conhecê-la!

CARACTERÍSTICAS



Nome/Espécie: Calopsita (no Brasil) Caturra (em Portugal) Cockatiel (na língua inglesa) Perruche calopsitte (na língua francesa) Lorito de Copete (na Espanha)
Família : Cacatuidae
Ordem : Psittaciformes
Origem : Nativos da Austrália, aonde podem ser vistos na natureza, vivem em regiões áridas e semi-áridas do país. Ave nômade, costuma voar em bandos acompanhando o ciclo das chuvas, em busca de alimentos. A reprodução ocorre no período das chuvas, pois a criação de filhotes fica ajustada à disponibilidade de grãos e frutos justamente nessa época.
Caracteristicas : A calopsita é um pássaro que vem conquistando cada vez mais as pessoas pelo seu jeito amigável e interativo, principalmente quando domesticado. Apegam-se facilmente aos seus donos e os reconhecem de longe. Muito participativas e brincalhonas, são alegres e divertidas! É considerada uma ave sociável, pois convivem bem com algumas espécies menores, desde que instalados em espaço adequado.
Tamanho : 30 cm (em média, quando adultos)
Peso : 85-120 gramas
Longevidade : variável, dependendo se na natureza ou em cativeiro, podem chegar a 25 anos aproximadamente
Maturidade sexual : por volta dos 12 meses de vida
Reprodução : ano todo
Postura : 3 a 7 ovos (média)
Incubação : de 18 a 23 dias
Observação importante :
Pela legislação ambiental brasileira, a calopsita é considerada ave doméstica, conforme portaria nº 93 do Ibama.
Aves domésticas são aqueles que, através de processos tradicionais e sistematizados de manejo e melhoramento zootécnico, tornaram-se domésticos, possuindo características biológicas e comportamentais em estrita dependência do homem, podendo inclusive apresentar aparência diferente da espécie silvestre que os originou. Portanto, a calopsita não é uma ave cuja criação, comércio e posse é controlado pelo IBAMA.

Postado por: Deyvid Lopes

sábado, 12 de junho de 2010

Parvovirose


PREAMBULO - É virose das mais conhecidas e das mais contagiosas entre os cães domésticos, sendo também chamada por Enterite Canina Parvoviral. Ataca mais os cães jovens que os adultos, talvez pelo fato destes últimos serem mais resistentes pela imunidade naturalmente adquirida; Era desconhecida até o Verão de 1978 nos Estados Unidos, quando ocorreu de forma epizoótica, e dali espalhando-se rapidamente para o resto do mundo, atingindo inclusive o Brasil, onde hoje existe de forma enzoótica. Apresenta alta mortalidade, principalmente entre cães jovens, principalmente àqueles de raças puras ou animais mais fracos ou debilitados por verminoses ou outras moléstias, inclusive carenciais.
ETIOLOGIA - A doença é causada por um vírus de tamanho extremamente pequeno, classificado entre outros que atacam ratos, porcos, gado bovino e o homem, além de outros animais; No homem, a Parvovirose aparentemente combina com outros adenovirus, causando infecções do trato respiratório superior e dos olhos, nestes últimos causando uma conjuntivite. Devido tal circunstância, pode a doença ser classificada como Zoonose, por ser comum ao homem e ao cão.
SINTOMATOLOGIA - No cão, a doença se estabelece principalmente no aparelho digestivo, de início provocando elevação térmica que pode atingir altos índices (41 graus Celsius), exceto em animais adultos mais velhos nos quais ocorre hipotermia. Nessa fase chama a atenção o fato do animal se tornar sonolento e sem apetite, quando ocorrem também vômitos incoercíveis; Alguns animais apresentam também tosse nessa fase, além de inchaço dos olhos ou inflamação da córnea (conjuntivite). O mal começa repentinamente, e sem tratamento o animal vem a sucumbir à infecção em poucos dias.
LESÕES ANATOMO-PATOLÓGICAS - Além do estômago, inflamam-se também os intestinos, principalmente as porções delgadas (duodeno, jejuno e íleo), e com eles também anexos do fígado, adquirindo então as fezes aspecto esbranquiçada ou cinzenta, o que denota deficiência de bile na luz intestinal, consequente à dificuldade de escoamento da mesma, que continua não obstante a ser elaborada no fígado, porém por se encontrarem inflamados tanto intestinos quanto a porção de desembocadura do canal escretor do fígado (colédoco), denominada Ampola de Vater , fica a bile retida na visícula biliar, encontrada esta sempre repleta de bile. Apresentam-se os intestinos, com a evolução da doença, fortemente inflamados, principalmente sua camada mais interna, denomina mucosa, com manchas hemorrágicas (em forma de petéquias - pontos), em quase toda sua extensão.
TRATAMENTO - O tratamento dos cães acometidos de Parvovirose consiste basicamente em aplicar-lhes via parenteral e mesmo oral, soluções isotônicas de sais minerais, principalmente de glicose, associadas à vitaminas, principalmente a Vitamina C e a Vitamina B6, esta última devido sua ação anti-hemética. A vitamina C ajuda a proteger as mucosas contra a agressão sofrida pelo vírus, e a Vitamina B6 tendo efeito anti-hemético, virá ajudar o tratamento evitando desidratação do animal pelos votos concomitantes e incoercíveis durante a evolução da doença), ajudando assim no tratamento.
Existe também, o chamado soro-hiperimune ou gamaglobulina específico contra a doença, que na fase inicial e quando os orgãos ainda não lesados, surte efeito terapêutico. Antibióticos como a Ampicilina e o Cloranfenicol devem também ser administrados, para prevenirem ou combaterem as infecções secundárias causadas por germes de associação que agravam o quadro patológico, não tendo no entretanto, qualquer ação contra o vírus causal, como é sobejamente sabido.
PREVENÇÃO - O animal doente deve ser isolado de outros animais, e mesmo do homem, afim de impedir-se a propagação do mal. Para a prevenção da virose, existem Vacinas especificamente preparadas por cultura do vírus em ovos embrionados, vacinas essas que conferem imunidade razoável,sendo tais vacinas classificadas como de vírus vivo atenuado por passagem em meio de cultura artificial. Animais levados para exposições ou que tenham tido contato recente com animais enfermos do mal (e que não tenham sido vacinados na época própria), poderão receber o Soro Hiperimune (gamaglobulina), como medida profilática que pode evitar seja a doença instalada nesses animais.
IMUNIZAÇÃO - Deve a Vacina contra a Parvovirose ser aplicada preferentemente nas fêmeas antes do cio e subsequente gestação, mesmo que tenham sido anteriormente imunizadas, pois recebendo uma nova dose da vacina, terão sua imunidade aumentada durante a gestação, e a oportunidade de através da circulação inter-placentaria conferirem a seus futuros filhotes uma razoável imunidade passiva. Posteriormente ao parto, então já na fase de aleitamento de suas crias, tal imunidade conferida pela vacina aplicada na mãe será através do leite (principalmente o primeiro leite, chamado de colostro), transmitida aos filhotes recém nascidos pelos anticorpos contidos nesse primeiro leite, prevenindo então os filhotes contra a doença, até que venham os mesmos atingir idade em que já possam também serem, com eficiência, imunizados com a mesma vacina. A primeira dose é recomendada ser aplicado nos filhotes, quinze dias após o desmame, ou seja, por volta de 45-60 dias de vida. Revacinações anuais são também recomendadas, tanto aos filhotes quanto aos animais mais velhos susceptíveis de também virem a contrair a doença.
Postado por: Deyvid Lopes

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dobermann



País de Origem: Alemanha
Tamanho: Grande
Área de Criação: Grande
Agressividade: Alta
Atividade Física: Moderada

Utilização: guarda, trabalho e companhia.
Tamanho: 68 a 72 cm para machos e 63 a 68 cm para fêmeas.
Peso: 40 a 45 quilos para machos e 32 a 35 quilos para fêmeas.
Aspectos Gerais: cão quadrado, bem proporcionado, de estrutura forte, musculoso, elegante e altivo, com expressão alerta e decidida.
Pelagem: pelo curto, duro, espesso e liso nas cores preta, castanho-escuro e azul, sempre com marcações de cor fogo.
Longevidade: 12 anos.
Temperamento: fiel, companheiro e protetor.
Área de criação: média a grande, casas com quintal, sítios e fazendas.

Os primeiros relatos com as características atuais datam a partir de 1900, mas a raça começou a ser desenvolvida na Alemanha em meados do século 19. Os alemães sustentam que a origem tenha sido na região de Turíngia, onde um senhor chamado Dobermann, porteiro de um palácio na aldeia de Apold, teria feito cruzamento com diversas raças, como Pastor Alemão, Pinscher, Rottweiler e o Braco de Weimar, para desenvolver os exemplares.
A raça chegou no Brasil antes da década 20, mas a criação nacional teve início efetivamente nos anos 50.

VALENTIA CONTROLADA O Dobermann é um cão muito inteligente, forte, leal, com facilidade para o aprendizado e treinamento, além de ser bastante equilibrado emocionalmente, valente e com aptidão natural para guarda. Tem ótimo olfato e está sempre atento e disposto a se sacrificar pelos donos ou na defesa de seu lar.

Postado por: Deyvid Lopes

sábado, 5 de junho de 2010

Como treinar comandos básicos do seu eqüídeo (eqüinos, muares e asininos) sem prejudicar a boca dele.

Os cavalos desde os primeiros contatos com o ser humano despertaram uma espécie de fascínio sobre nós. Nós sempre tentamos entender melhor estes animais e aos poucos estamos aprendendo a conviver com eles de maneira a não maltratá-los para que eles confiem o máximo em nós, seus adestradores e/ou donos.
Antigamente a doma era brutal demais e os animais sofriam muito com aqueles métodos e ficavam seqüelas que em muitos casos faziam os animais sofrerem pro resto de suas vidas e levavam a diminuir muito o tempo de trabalhos destes animais.
As embocaduras (freios, bridões ou freio-bridão) foram sempre um dos maiores vilões e machucavam muito a gengiva, língua e comissuras labiais por não estarem de acordo com a anatomia da boca dos animais e também por serem usadas com muita brutalidade quando os peões davam trancos na boca dos animais e estes trancos eram ainda mais prejudiciais devido à péssima qualidade das embocaduras.
Atualmente procuramos sempre as embocaduras mais anatômicas e sabemos que os comandos de boca devem ser mais leves possíveis dando preferência até pelos comandos de perna, evitando assim contato mais direto com a boca do animal durante todo tempo de treinamento dos animais de pista ou passeio.
Ainda hoje é muito comum um veterinário ser chamado em algum Haras (criação de cavalos) e deparar com animais com pontas de dentes que machucam a boca dos animais e feridas que são feitas por uso agressivo das embocaduras por pessoas completamente despreparadas para realizar tarefas de adestramento dos animais.
Devemos lembrar sempre que para um animal ter uma boca leve e de fácil condução devemos sempre realizar os primeiros trabalhos com o cavalo ao passo e fazer os comandos lembrando sempre a seqüência - corpo, perna e rédea, da seguinte maneira:
Se você está em uma estrada e quer virar à esquerda, incline seu corpo ligeiramente a esquerda transferindo o peso do corpo para o estribo esquerdo pressionando a perna na região do silhadouro e na seqüência apóie a rédea do lado esquerdo (com cuidado) e deixe o animal virar à esquerda. Faça o mesmo para o lado oposto.
Para realizar o auto (parada) incline o corpo ligeiramente para trás e pressione as pernas na região do silhadouro (onde descem os estribos) do animal e depois apóie (puxando para trás) cuidadosamente as rédeas até que o animal pare por completo. Após a parada devemos soltar as rédeas e o animal continuar parado no local sem andar, e neste momento termos até a possibilidade de conversar com um amigo sem que o animal fique inquieto querendo andar.
Outra dica para descontração de boca do seu animal é sempre montar dedilhando as rédeas do seu animal, ou seja, fazendo pequenos movimentos com os dedos de modo que a embocadura faça uma “massagem” na boca do seu animal. Assim com o passar dos dias seu animal compreenderá melhor as indicações de auto e virar.
Depois desta primeira etapa vá aumentando a velocidade do animal tipo, passo alongado, marcha reunida, marcha alongada, galope reunido e galope alongado e deixe seu animal pronto para todos os momentos de lazer.
Fazendo isso você evita machucar a boca do seu animal e ele aprende com calma os comandos passados a ele, pois cavalo com dor não consegue aprender nada direito.Ah! Procure utilizar também embocaduras com o bocado (parte que vai dentro da boca do animal) de ferro ou cobre que estimulam muito salivação e assim a descontração da boca do animal.
Escrito por Alexandre Breder - Integrante do Blog e aluno do 1º período de Medicina Veterinária da Faculdade Vértice.

Leishmaniose Canina

O que é leishmaniose?
A Leishmaniose canina é uma doença parasitária transmitida pela picada do mosquito infectado (fêmeas da espécie Lutzomia longipalpis - também conhecido por mosquito-palha). Trata-se é uma doença sistêmica grave, de curso lento e crônico. Trata-se de uma zoonose portanto merece sua importância na saúde pública












O calazar canino, do ponto de vista epidemiológico, é considerado mais importante que a doença humana, pois além de ser mais prevalente, apresenta um grande contingente de animais infectados com parasitismo cutâneo, que servem como fonte de infecção para os insetos vetores. Estas características tornam o cão doméstico o principal reservatório do parasito. Durante epidemias o homem também pode servir como reservatório do parasito, para a infecção do inseto vetor.

Sintomas:

  • Perda de peso e/ou falta de apetite
  • Apatia e debilidade
  • Seborréia, feridas que não cicatrizam
  • Crescimento rápido das unhas
  • Anemia
  • Inchaco dos ganglios
  • Insuficiencia Renal
  • Diarreias persistentes, vomitos
  • Lesoes Oculares (conjuntivites)
  • Hemorragia nasal (epistaxe)
  • Ferimentos ao redor dos olhos e na pele

Vale a pena lembrar que a grande maioria dos cães, 60% são assintomáticos

Como prevenir?
Pode-se prevenir a leishmaniose através na vacina, uso de coleiras apropriadas e repelentes a base de citronela de preferência. O flebótomo , o mosquito-palha, é um inseto bem pequeno e costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica em decomposição. Portanto evitar acúmulos de lixo de casa é uma maneira contribuir para a saúde do meio ambiente e ao mesmo tempo evitar a proliferação dos mosquitos. Lembre-se lugar de lixo é no lixo

Controle da Doença:
A expansão da doença canina e seu potencial zoonótico levaram, por parte das autoridades sanitárias, o direcionamento do controle para a população canina, baseado no inquérito sorológico e sacrifício dos cães positivos. Com a argumentação de que a carência econômica existente no país aumenta o contingente de humanos susceptíveis, em decorrência principalmente da desnutrição e condições inadequadas de vida, o sacrifício dos cães tem sido nas últimas 4 décadas a base de controle adotada no Brasil. Esta prática é hoje inaceitável na Europa e cada vez mais contestada pelos proprietários de cães e pela comunidade de veterinários de pequenos animais, sobretudo pelo crescente número de publicações científicas sobre o tratamento canino.

Os esforços para o controle dos vetores são direcionados, principalmente para as formas adultas dos flebótomos, pois os criadouros da maioria das espécies são ainda desconhecidos. O uso de inseticidas residuais (DDT, fosforados e piretróides sintéticos) no interior das casas e abrigos de animais é considerado eficiente para reduzir a população peridoméstica dos flebótomos e conseqüentemente a transmissão parasitária. Entretanto o efeito é temporário e exige um programa contínuo. No Brasil as ações de controle do vetor foram sempre descontínuas por diversas razões. A liberação de verbas, a alocação e contratação de mão-de-obra dependem de decisões políticas orçamentárias. Os programas que são implementados não surtem o efeito esperado e como conseqüência ocorre a reinfestação dos ambientes e reaparecimento de casos humanos e caninos de calazar. Ainda não foram relatados, no Brasil, casos de resistência aos inseticidas comumente utilizados.
A eutanásia de cães soropositivos é uma medida de controle recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), contudo a própria entidade reconhece que existem cães de grande valor afetivo, econômico e prático e por isso não podem ser indiscriminadamente destruídos. Profissionais ligados aos órgãos públicos de controle a leishmaniose visceral observam que o momento da busca do cão para eliminação é carregado de forte componente emocional, significando a determinação da “sentença de morte” para um “membro da família” dada a significância que o cão tem no ambiente familiar. Este sentimento faz com que muitos proprietários de cães não aceitem esta estratégia de controle, proporcionando alto índice de recusas, contribuindo para a manutenção da cadeia de transmissão. São necessárias, adoção de medidas alternativas que possam suprimir esta lacuna no controle, além de diminuir o ônus emocional que a mesma representa.
Entretanto, a resistência por parte dos proprietários em entregar os cães para a eutanásia, baseia-se não somente no papel que o cão assume no contexto familiar. Principalmente nos meios urbanos, estes animais executam diversas funções como: guarda, salvamento, guia de paraplégicos, prática de esportes, repressão à criminalidade e ao tráfico de drogas, além do valor cinófilo de alguns exemplares.
O conhecimento de que a doença canina não é uniformemente fatal e que alguns cães podem apresentar cura espontânea, levou a comunidade científica médico-veterinária à experimentação de tratamento dos animais. Os resultados obtidos conduziram a protocolos bem sucedidos já aplicados em alguns países. A OMS reconhece que a eutanásia dos cães infectados, na maioria dos países, se reserva cada vez mais para casos especiais, como resistência aos fármacos, recaídas repetidas ou situações epidemiológicas perigosas, pois a maioria dos veterinários preferem administrar um tratamento antileishmaniótico, acompanhando atentamente as recaídas.
Os mesmos estudos indicam que a opção pela eliminação de cães, deveria ser em escala de importância, a terceira medida adotada. Outra crítica a esta opção, é a pouca agilidade observada entre a coleta de material, realização do diagnóstico e a ação de busca de cães infectados e sua eliminação, caso fosse realizada de forma ideal, isto é, baseada em melhores técnicas diagnósticas de forma ágil, poderia resultar em algum impacto sobre a transmissão, porém apenas de forma linear. Neste contexto, os autores verificaram que o tratamento canino reflete significado semelhante ao do sacrifício no controle de leishmaniose visceral canina.
Uma medida direcionada à população canina que não pode ser esquecida é o controle de cães vadios, modestamente realizados nos centros urbanos brasileiros, que deveria ser assumida como prioridade, pois estes animais podem ser veiculadores não somente de Leishmaniose , mas também de outros agentes zoonóticos.


Tratamento:
O tratamento do calazar canino é visto, no contexto do grande avanço de qualidade da assistência veterinária. As opções de protocolos distintos conferem aos pacientes grandes possibilidades de melhora clínica e menores índices de recidivas. Entretanto, são prolongados com o tempo tornam-se caros e em alguns casos são ineficientes.
A opção pelo tratamento de um cão com calazar deve considerar parâmetros ligados à condição clínica do paciente e a participação consciente do proprietário, os quais irão determinar os critérios de tratamento e sua viabilidade. O paciente deve ser avaliado pelo médico veterinário através de detalhado exame clínico e laboratorial, que inclui a confirmação do diagnóstico sorológico, com determinação do limite da diluição positiva e da presença do parasito em amostra de pele, punção de linfonodos e de medula óssea, através de técnicas citológicas ou histológicas. Exames complementares de hemograma, testes bioquímicos de função renal e hepática e perfil eletroforético das proteínas séricas, permitirão ao clínico prognosticar e decidir sobre a indicação do tratamento. Infecções concomitantes como babesiose, erlichiose, demodicose, escabiose, hepatozoonose, criptococose e dirofilariose devem ser consideradas a fim de se estabelecer a prioridade de tratamento entre as enfermidades diagnosticadas.
Confirmada a doença e apresentando o animal condições para execução do tratamento, é de suma importância o diálogo franco com seu proprietário. O esclarecimento detalhado sobre a doença, sua condição de enfermidade crônica e incurável, a necessidade de medidas profiláticas concomitantes ao tratamento e seus custos devem ser relatados. Entre os custos, incluem-se medicamentos, serviços veterinários e exames laboratoriais realizados trimestralmente.
A opção pelo tratamento só se dará mediante a confirmação da qualidade clínica do paciente associada ao compromisso do proprietário.
Postado por: Deyvid Lopes

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Animais Mortos. O que fazer?



Nas criações, o descuido na destruição dos animais mortos gera uma série de problemas que podem ser assim resumidos:



  • incomodo proporcionado por um cadáver em putrefação ao ar livre;

  • perigo de propagação de diversas doenças, feita por meio de urubus, cães, moscas, pó e água;

  • a perda de outros animais contagiados pelos restos insepultos e não destruídos.

  • O enterramento em profundidade insuficiente e a incineração incompleta não resolvem os citados problemas.A incineração deve reduzir o corpo do animal a cinzas. A sua execução não é fácil nem barata, pois um animal de 500 quilos, para ser bem incinerado, necessita de 200 quilos de lenha e alguns litros de querosene ou gasolina.Para ser eficiente, a incineração precisa ser feita da seguinte forma:

  • junto ao lugar onde se encontre o animal morto, abre-se um buraco retangular de 1,60 metros de comprimento por 0,80m de largura e 0,60m de profundidade;

  • no seu interior espalha-se o combustível;

  • na boca do buraco colocam-se diversas barras de ferro formando uma grelha. Sobre a grelha coloca-se o cadáver;

  • antes de acender o fogo, rasga-se com uma faca a cavidade abdominal do animal morto, a fim de ser evitada a expulsão violenta de gases e líquidos com a elevação da temperatura.

  • O enterramento também pode ser eficiente, desde que seja bem feito, de acordo com as seguintes indicações:

  • os restos devem descansar no fundo de uma cova, ficando livre pelo menos um espaço de 0,50 metros até a superfície do terreno;

  • antes da cobertura, devem ser tapados com terra os espaços vazios em torno do cadáver;

  • depois será colocada em toda a extensão da cova uma camada de 10 cm de cal viva, que deverá, finalmente, ser coberta com uma camada de terra bem socada.

O local onde o animal morreu deverá ser queimado, e todos os utensílios usados deverão ser desinfectados. Sempre que possível, o animal deverá ser enterrado ou incinerado no próprio local da morte, a fim de que não seja arrastado por outros locais.
Em um estabelecimento de criação bem organizado deve ser destinado, a cemitério, uma pequena área de terreno. Então, o transporte dos cadáveres será feito com os devidos cuidados, sobre uma zona especial que será desinfectada logo depois de utilizada.
Os fornos crematórios e digestores, embora eficientes, são caros e em geral não estão ao alcance do criador comum.
A pele de animais mortos de doença não contagiosa pode ser aproveitada, assim como a carne de animais vitimados por acidentes, como coices, chifradas ou quedas.


Postado por: Natalia Mayrinck

As Pegadas dos Animais



Examinando as marcas que as patas dos bichos deixam na neve, no lodo, na areia, na terra, é possível dizer muito a respeito do animal, que vida ele leva, se é herbívoro ou um caçador. As patas com dedos reunidos por membranas denunciam hábitos aquáticos. As marcas de cascos, que são unhas transformadas, denunciam o corredor das planícies, tipo cavalo ou boi, ou então um escalador das montanhas, tipo cabra saltadora. As marcas mais leves dos cães e gatos denunciam o caçador sorrateiro. E a marca de pata peluda do urso polar nos dizem de seu "freio".
A pata do urso polar, além de ser um órgão natatório, é principalmente um "órgão para dar patadas", isto é, golpes mortíferos sobre a caça. Para isso ele desenvolveu unhas respeitáves. Uma só destas patadas, se bem aplicada, pode matar um homem, seja pela força, seja pela ferida produzida com as unhas. Além disso, apesar de sua aparência sonolenta, é um urso rápido.
Plantígrados
Urso marrom
Urso branco ou polar
Canídeos
Raposa
Chacal
Cão
Lobo
Insentívoros
Musaranho
Toupeira
Ouriço
Felídeos
Gato doméstico
Gato selvagem
Arminho
MartaTourão
Ginetafuinha
Visão
Lontra
Texugo
Glutão
Ungulados - são bichos de casco em geral
Camurça
Capréolo
Cabra-dos-montes
Gamo
Javali
Cervo
Cavalo
Vaca
Bisão
Alce
Rena
Roedores
Rato do Campo
Rato Doméstico
Rato do mato
Ratazana
Arganaz
Rato vesguinho
Marmota
Esquilo
Rato almiscarado
Coelho
Lebre
Lebre alpina
Miopótamo
Castor
Postado por: Natalia Mayrinck

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Golden Retriver




País de origem: Grã-Bretanha
Tamanho: Grande
Área de Criação: Média
Agressividade: Baixa
Atividade Física: Moderada

Utilização: caça e companhia
Tamanho: 56 a 61 cm para machos e 51 a 56 cm para fêmeas.
Peso: 27 a 34 quilos.
Aspectos Gerais: ágil, com uma cabeça forte e nobre, um olhar doce, uma expressão risonha, inteligente e alegre e compleição física robusta.
Pelagem: a pelagem é medianamente longa, ondulada ou lisa, com franjas, subpelo espesso e resistente a água. As tonalidades aceitas vão do creme muito claro (praticamente branco) ao dourado-escuro.
Longevidade: 13 a 15 anos.
Área de Criação: adaptável desde apartamentos a grandes fazendas.
Temperamento: atencioso, companheiro, carinhoso, inteligente e fiel.

Especialistas acreditam que a raça passou a ser desenvolvida em meados do século 19, quando o escocês Dudley Marjoribanks, Lorde de Tweedmouth, adquiriu Nous e o acasalou com uma fêmea da extinta raça Tweed Water Spaniel. Ele procurava um cão inteligente, com habilidade suficiente para buscar a caça na terra e na água, calmo e com excelente faro.
Por mais de 20 anos, o Lorde de Tweedmouth trabalhou no melhoramento de sua criação e, para obter mais qualidade na linhagem, cruzou seus cães com as raças Wavy-Coats e Setter Irlandês. Com o tempo, o trabalho de seleção do Lorde deu origem à linhagem Ilchester, de característica muito semelhante às do Goldens atuais. Alguns especialistas afirmam que a raça Bloodhound também teria sido utilizada no desenvolvimento do Golden Retriver, mas até hoje não há dados que comprovem esta afirmação.
Introduzida há cerca de 20 anos no Brasil, o Golden tem sido usado ao longo dos anos para desempenhar diversos tipos de tarefas, incluindo as Terapias Assistidas por Animais (TAAs), junto a asilos e entidades – um trabalho que os cães da raça fazem sem muito esforço, já que apresentam grande facilidade de aprendizado.
Considerando um cão rústico, que alia inteligência, fidelidade e companherismo, qualidades que tem aumentado a sua popularidade no mundo. O Golden pode ser criado tanto em fazendas, sítios e quintais quanto em apartamentos.

CRONOLOGIA Em 1890, os primeiros exemplares da raça chagaram aos Estados Unidos e Canadá. Treze anos depois, a raça foi aceita pelo Kennel Club na Inglaterra, onde foi chamada de Flat-Coasts-Golden. Já no ano seguinte, um Golden garantiu o primeiro lugar em uma prova de campo. No entanto, a raça só foi reconhecida oficialmente em 1911, com a Fundação do Golden Retriver Club of England. Daí em diante, o Golden passou a ser difundido nos EUA e se popularizou em todas as partes do mundo, especialmente na Europa, EUA e Japão.


Postado por: Deyvid Lopes

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Doença - Babesiose


A Babesiose é uma doença parasitária, não transmissível ao homem. Seu agente transmissor é o carrapato Rhipicephalus sanguineus, que parasita e destrói as células sanguíneas do animal causando anemia podendo, inclusive, levá-lo à morte.
O carrapato se contamina pela Babésia ao se alimentar do sangue de um animal já contaminado e, ao picar um animal sadio, dá continuidade ao ciclo de contaminação.
Uma vez contaminado, o animal apresenta como sintomas a perda de apetite, febre, desânimo, fezes acompanhadas de sangue, palidez nas mucosas conjuntiva e bucal, além de sangramentos no nariz, boca e ponta das orelhas.
Em alguns casos, filhotes com 8 a 12 semanas de vida podem estar imunes à doença graças aos anticorpos herdados da mãe. Geralmente, os animais mais suscetíveis aos efeitos da doença são aqueles que estejam debilitados (não totalmente saudáveis) ou estressados.
Na fase crônica da doença, a destruição das células sanguíneas é menor do que nos casos agudos, o que causa o aumento do baço e o surgimento de icterícia (amarelão).
Os sintomas acima descritos podem levar semanas ou meses para que se tornem evidentes. O tempo para que esses sintomas se manifestem varia de acordo com as condições de saúde do animal, a raça, a idade, o número de carrapatos encontrados no animal. Tudo somado a uma série de fatores e condições do ambiente onde vive o animal.
Quanto mais cedo for diagnosticada a doença, maior será a eficácia do tratamento e menor o risco de mortalidade. Para isso, são realizados exames clínicos, hemogramas para detectar o parasita e um histórico de infestação de carrapatos no animal.
O tratamento da Babesiose abrange dois aspectos: o combate ao carrapato causador da doença (com a utilização de produtos para limpeza, desinfecção e manutenção da limpeza do ambiente para que fique livre dos carrapatos e o uso de produtos veterinários como sprays, xampus e coleiras anti-carrapatos) e a neutralização dos efeitos e prejuízos causados pela doença (com o auxílio de medicamentos, incluindo corticóides, sempre a critério do veterinário responsável).
Todas os meios de prevenção são úteis pois, mesmo depois de curado da doença, caso o animal seja novamente atacado por um carrapato contaminado, nada impede que seja outra vez infectado pela doença.

Postado por: Deyvid Lopes
O agente transmissor da babesiose é o carrapato Rhipicephalus sanguineus, esse da imagem abaixo.