quinta-feira, 26 de abril de 2012

Capacitação do trabalhador rural pode solucionar o problema de falta de mão de obra no campo



Embora não exista uma estimativa precisa sobre a falta de mão de obra especializada, para atuar nas diversas produções agropecuárias brasileiras, especialistas afirmam que em algumas regiões e estados, esta carência é preocupante.
Sejam trabalhadores que migram das áreas urbanas e não estão ambientados com a dinâmica rural, mas também os profissionais do campo, que não possuem capacitação técnica, ou ainda, a ausência de ambos os casos, formam um grande déficit humano especializado no meio agropecuário.
No primeiro bimestre deste ano, as áreas rurais foram as grandes responsáveis pelas maiores taxas de contratação de trabalhadores com carteira assinada, superando todos os segmentos avaliados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com mais de vinte mil trabalhadores que passaram a trabalhar em situação regular.
Mas a demanda ainda é grande e esbarra principalmente na qualificação. Muitas regiões rurais são deficitárias em instituições que qualificam o profissional para o campo, ou por não ser viável a trabalhadores e produtores, a ausência por grandes períodos de tempo, para cursar, por exemplo, uma faculdade.
Uma saída são os cursos técnicos e profissionalizantes, que em consórcio com o dia-a-dia rural, suprem, perfeitamente, as necessidades das propriedades agropecuárias.
Em reportagem, a empresa CPT Cursos Presenciais, que oferece dezenas de cursos presenciais profissionalizantes, destaca que “com a demanda de pessoas com cursos superiores existentes no mercado, hoje, os cursos técnicos e profissionalizantes podem ser um caminho de formação e garantem sim a inserção no mercado de trabalho”.
A simples capacitação, mas feita por instituições e profissionais de qualidade, podem garantir não apenas melhores condições de trabalho, como maior renda.
Um exemplo é o casqueador de bovinos, uma espécie de pedicure de bovinos que cuida dos cascos dos animais, sendo uma profissão que não exige curso superior, bastando ter habilidade e fazer um curso profissionalizante de boa qualidade, ganhando de R$20,00 a R$50,00 por animal, podendo garantir uma renda mensal média de dois mil reais.
Cursos técnicos e profissionalizantes nas áreas de agricultura, bovinosequinos, suínosaviculturaovinosirrigaçãopequenos animaisreprodução animalprodução de raçõespisciculturaanálises laboratoriais, dentre outros, compõem uma gama de capacitação que diferenciam qualquer profissional, garantindo, pela demanda observada no campo brasileiro, emprego e renda.
Em estimativa do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), nas áreas de suínos e avicultura no estado, as expectativas de ampliação até 2020, são de 180%. Para a produção de soja, estima-se crescimento médio de 50%.
Segundo informações do Programa de Disseminação de Estatística do Trabalho (PDET) e da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) – ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), nos últimos seis anos, a remuneração média dos trabalhadores formais do setor agropecuário cresceu cerca de 50%, mas poderia ser maior, caso a qualificação fosse uma prática mais comum no meio.
A remuneração média, no agronegócio e pecuária, cresce a níveis maiores que profissões tradicionais urbanas. Mas a capacitação é fundamental, pois a não especialização e tecnificação do trabalho, atrasa o crescimento agropecuário e profissão/remuneração do trabalhador rural.

Por: Willian Monteiro – Revista Agropecuária (www.revistaveterinaria.com.br)

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