quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Habronemose cutânea (esponja ou feridas de verão)


           A habronemose cutânea é causada por um parasita que acomete equídeos (equinos, asininos e muares), principalmente no verão e na primavera, e tem como agente etiológico o Habronema muscae, Habronema majus e Draschia megastoma. Esta afecção é resultado de uma reação de hipersensibilidade às larvas na pele, como ocorre em alguns tipos de alergias.

Foto 1 - Imagem ampliada do Habronema muscae

A habronemose cutânea pode ocorrer em equídeos de qualquer sexo ou idade, embora, em machos, o pênis e prepúcio sejam locais frequentemente acometidos. Antes de falar sobre os sinais clínicos e tratamento, é importante conhecer o ciclo do parasita para que se possam adotar medidas preventivas.
Os adultos normalmente vivem no estômago dos equinos, a partir de um ciclo indireto, onde todas essas espécies usam moscas como hospedeiros intermediários. As larvas são eliminadas nas fezes e ingeridas por moscas Musca domestica (mosca doméstica) e Stomoxys calcitrans (mosca-do-estábulo), que depositam as larvas na pele. Os cavalos podem adquirir a infecção gástrica pela ingestão de moscas mortas, no alimento ou na água. As larvas são depositadas perto da boca, deglutidas e completam o ciclo no estômago; ou, ainda, são depositadas no focinho e migram para os pulmões ou permanecem na pele, causando reação inflamatória e alérgica. Ainda, se as larvas forem depositadas na cavidade ocular, pode-se desenvolver a habronemose conjuntival. A habronemose cutânea se desenvolve quando a mosca pousa em uma ferida aberta ou áreas cronicamente úmidas.
             A habronemose cutânea dificilmente leva à morte, mas frequentemente causa prejuízos estéticos nos animais, gerando depreciação econômica.

Foto 2 - Aspecto da habronemose cutânea na região da face (próximo ao olho).

A lesão começa como pequenas pápulas com centro erodido. O desenvolvimento é rápido e as lesões podem atingir 30 cm de diâmetro em poucos meses, em função do tecido de granulação formado pela irritação constante, este de aspecto esponjoso (daí o nome popular), róseo e sangra facilmente. No início, pode haver prurido intenso e isso pode levar ao auto-traumatismo.
O diagnóstico é feito através do histórico da presença de moscas, feridas não tratadas, programa de desverminação desatualizado; do aspecto da lesão, que pode ser confundida principalmente com sarcóide, pitiose ou tecido de granulação exuberante. Para confirmar o diagnóstico, a biópsia é o exame mais indicado, embora também possam ser feitos raspados de pele. O que chama a atenção é que a habronemose cutânea não responde aos tratamentos convencionais de feridas.
O tratamento se baseia na associação de agentes sistêmicos e locais, pois uma terapia isolada geralmente não é eficaz contra a habronemose. O objetivo do tratamento é matar as larvas presentes no estômago, enquanto controla-se a inflamação resultante da sua deposição errática na pele, já que não faz parte do seu ciclo de vida a migração para este local. As larvas na pele não sobrevivem, por isso causam irritação, desta forma, não é necessário utilizar produtos larvicidas no local da ferida.
Para combater o ciclo do Habronema spp. deve-se vermifugar o animal com bases capazes de atuar contra esse gênero de helminto, como a ivermectina, abamectina, moxidectina e o triclorfon. A terapia tópica com fármacos antimicrobianos e antiinflamatórios, debridantes, penetrantes e protetores, podem ser aplicados diariamente, sob a proteção de bandagens. Manter a ferida coberta é importante para evitar infecções secundárias, traumatismos e reinfestações.
A cirurgia, com a excisão completa do tecido de granulação, pode ser necessária, quando o tamanho da ferida é incompatível com o tratamento somente com produtos químicos.
         O controle é fundamental para afastar a habronemose da propriedade. Algumas medidas importantes incluem a remoção e destinação adequada das fezes para esterqueiras ou locais que dificultem as moscas de encontrarem animais onde possam depositar as larvas e, principalmente, removendo a matéria orgânica com a qual se alimentam e completam seu ciclo de vida; administração de anti-helmínticos periódicos e, de preferência, em massa, para que haja um controle e erradicação do ciclo gástrico; utilização de armadilhas mosquicidas, impedindo a atuação do vetor; e tratamento adequado de ferimentos e escoriações, mantendo sempre limpos e protegidos.


Agradecemos a Priscila F. R. Lopes (Médica Veterinária) e Alexandre Breder (integrante do blog) que montaram essa matéria.

21 comentários:

  1. Oie meu cavalo esta com habronemose na regiao peniana...e la nao tem como eu por a bandagem nao segura uq eu faço?? qual melhor remedio
    obrigado

    gabasilveira@hotmail.com

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  2. Por favor, preciso muito de uma orientação. Meu cavalo está com habronemose na perna (lado interno aprox: 30cm para baixo do joelho) não posso recorrer a um veterinario agora devido a minha condição financeira. pesquisando na net, descobri uma formula e pedi para manipular, parece que está dando resultado, mas está muito lento. 100g. de vaselina sólida, 5% de fenol, 1% de dexametasona (fiz uma pomada) além disso dei ivermectina (via oral, ja dei 2 vezes com espaço de 15 dias) será se estou certo? se puder me ajudar com outra formula, antibiótcicos, ficarei muito agradecido... obrigado. Livio Coelho / Ipatinga - MG.
    E.mail: livio.coelho@ig.com.br

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  3. como faço pra cura uma esponja que ja tem 40 cm tem bastante secreção e o local e duro, quando linpo o cavalo deixa, so quando aperto e que ele se incomoda ou tenho que sacrificar me responda urgente obrigado

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  4. preciso da resposta sobre a esponja tou sem condicões financeira pra o veterinrio por favor obrigado

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  5. ola boa tarde na minha regiao da muino esta abronema tem como me passar um tratamento tenho um cliente que ja esta trsdando um cavalo algum tempo e nao teve resutado rubisley@live.com

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  6. boa noite
    meu nome e lamilson tel 84 - 8825 1293 natal rn gostaria de tirar duvidas sobre hebonemose o meu cavalo de de vaqueijada e um cavalo gordo pelo brilhoso e um amnimal bem zelado o hotel que ele vive e organizadissimo mais estou com um problema e gostaria de saber que medicamento posso dar a ele para combater definitivamento a lavra da bronema pois o mesmo e bem vermifugado e mesmo assim o mesmo ao se corta ja cria larvras ate meso arranhaão de espora por mais que coloque medicamento mata bicheira mesmo assi o mesmo cria larvras ja foi passado pastas ,soluções etc.. por veterinarios mai o problema continua o mesmo aguardo retorno

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  7. olá meu cunhado esta com uma égua com essa doença chamada esponja na barriga e gostaria de saber como tratar , pois o animal ja tem sofrido bastante, agradeco. hiardley-rorima@hotmail.com

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  8. Boa noite, tenho uma egua que toda epoca de chuva ela aparece com feridas, o que posso vazer para acabar com isso, já sao 3 anos, as feridas fica 3 cm .

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  9. fiz uma pergunta e esqueci de colocar o email, 19:38, fazendasandroalex@yahoo.com.br.

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  10. Bom dia meu nome é Jullya e tenho duas éguas que aparentemente esta com a Habronemose, mais eu nao sei se é mesmo esta doença pois as feridas só dão nas partes brancas e começa da pata traseira e depois vem para a dianteira, estou passando a pomada Ganadol e ja melhorou bastante já esta até nascendo pelo mais se descuidar ela volta tudo denovo, quero saber se estou fazendo certo com esta pomada e o que devo fazer para curar de vez essa ferida e se tem alguma doença que so da nas partes brancas e na patas. Pois nao encontro veterinário capacitado para diagnoticar o que o animal tem. Aguardo resposta no e-mail jullyaribeirocabral@hotmail.com

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  11. Buenas, tenho uma potra de dois anos que está com Habronemose cutanea, um veterinário foi lá ver a situação dela e disse que isso é muito difícil de curar e teria que sacrificar o animal, mas não deixamos e decidimos realizar um tratamento para ver se funciona, ela tem duas bicheiras, uma na barriga e outra na pata, estamos medicando com antibiótico (Pencivet), e uma especie de mistura, uma pomada, que é a mistura de Neguvon, Unguento e Ivomec Gold 3,5% recomendado por um veterinário, além disso foi dado a ela um vermifugo, Treo Ace... Pelo conhecimento de vocês nessa doença, as chances de cura são grandes ou pequenas ?! Abraço

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  12. Dr.João B.Dadalto12 de março de 2013 18:01

    Habronemose Equina mais conhecida como ferida de verão como o próprio nome diz e mais frequente neste período pois a possibilidade da ocorrência da doença aumenta muito sendo a mosca a transmissora ,abundante neste período recomenda-se que nas janelas ou espaço por onde as moscas possam passar coloque telas mosquiteiras assim ira evitar novos casos.
    No inverno teremos muitas vezes uma melhora significativa mas o tratamento com triclorfom e ivermectinas e indispensável. Estou disponível para maiores contatos joaoveterinariobariri@hotmail.com
    Abraços.

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  13. tenho un cavalo que criou uma esponja na nao o q devo fazer

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  14. Estou com uma poldra com habronemose na barriga, a ferida está muito profunda por isso há dificuldade para passar a pomada. Existe remédios injetáveis?? Ou alguns medicamentos que posso passar para tentar a crua?? Obrigado e espero a resposta ansiosamente! Meu email: joselma-ribeiro@bol.com.br

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  15. o meu cavalo esta com habronemose na barriga , o que eu faço para cuidar dele ...Essa doença é contagiosa/
    Qual o melhor medicamento?
    me responda mais em breve possivel por que eu ja perdi um animal assim
    email;enicacharliene@gmail.com

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  16. Para qualquer tratamento com fármacos procure um médico veterinário.

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  17. Bom Dia, qual medicamento para doença de eaponja ferimento exposto?

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    1. conseguir um tratamento natural para esponja e eficaz!que está dando certo com meu potro.

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