terça-feira, 29 de junho de 2010

Animais de rua



Esterilização para evitar eutanásia

O projeto de lei que determina a esterilização de cães e gatos em substituição à eutanásia, em locais onde há superpopulação desses animais ou onde eles são vetores de alguma epidemia (PLC 04/05), encontra-se em avaliação no Senado. É provável que essa instituição solicite que seja substituída a expressão “esterilização cirúrgica” por “esterilização permanente: cirúrgica ou não cirúrgica desde que ofereça o mesmo grau de eficiência, segurança e bem-estar animal”. O objetivo é criar a possibilidade de um eventual uso da esterilização química, técnica recentemente desenvolvida. Em caso de emenda, o projeto deverá voltar a Câmara dos Deputados, de onde veio. “Pretendemos evitar o crescente abandono dos animais de rua e diminuir o sacrifício como meio de controle da população errante”, explica o autor, deputado federal Affonso Camargo (PSDB-PR). Pelo projeto, o Poder Público determinará os locais e as quantidades de animais a esterilizar em cada região, tendo como prioridade as comunidades de baixa renda. O Ministério da Saúde será responsável pelas despesas, mediante contrapartida dos municípios não inferior a 10%. Há boas chances de a emenda do Senado ser aprovada na Câmara. Se isso ocorrer, o projeto irá à mesa do Presidente da República, que poderá sanciona-lo ou não.

Postado por: Deyvid Lopes

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Samoieda




País de origem: Rússia
Tamanho: Grande
Área de Criação: Média
Agressividade: Média
Atividade Física: Moderada

Utilização: tração de trenós para carga e companhia
Tamanho: 50 a 60 cm
Peso: 23 a 26,5 quilos
Aspectos Gerais: o porte é médio, corpo moderadamente curto, musculado, substancioso e resistente.
Pelagem: dupla, com subpelo macio, curto, espesso, cerrado e lanoso, e o pelo é maior e mais áspero, reto e eriçado. Forma uma juba maior nos machos, em torno do pescoço e ombros. A cor é branca pura, branca e biscuit, creme e biscuit ou todo biscuit.
Longevidade: 10 a 12 anos
Temperamento: alerta, forte, ágil, companheiro, fiel, digno e gracioso

De origem siberiana, a raça foi desenvolvida por tribos nômades para exercer as funções de pastor de renas, puxador de trenó e companhia da família. O Samoieda é o mais próximo dos cães primitivos, sem qualquer influência de lobos ou de raposas. A longa convivência com humanos o tornou compreensível e alegre, grande guardião, protetor, feroz, mas não sem controle. Apresenta expressão sorridente peculiar que os cinófilos chamam “Sorriso do Samoieda”. Como cães de trabalho, os Samoiedas foram insuperáveis nas expedições ao Ártico e Antártica. Uma matilha de Samoiedas conseguia arrastar trenós com suprimentos que chegavam a superar o peso somado dos cães em uma vez e meia.
Os primeiros exemplares chegaram à Inglaterra há menos de 100 anos e, atualmente, são vistos em todas as exposições. É um cão de característica nobres, até mesmo quando filhotes, sendo chamados de “Ursinho de Pelúcia”. Além disso, é um grande guardião, gentil, bom, forte e muito adaptável. No Brasil, as exposições nacionais já contam com um bom número de exemplares nas apresentações.

DESCENDÊNCIA NOBRE A Rainha Alexandra era grande admiradora da raça e os descendentes de seus cães são encontrados hoje na maioria dos canis Ingleses e Americanos.

Postado por: Deyvid Lopes

sábado, 26 de junho de 2010

Muares

Em seu significado moderno comum, uma mula é o indivíduo (fêmea), resultante do cruzamento de um jumento com uma égua.
O macho resultante desse cruzamento é chamado burro, enquanto a espécie é denominada muar. O cruzamento das mesmas espécies genitoras, porém invertidos os sexos (portanto, cavalo x jumenta), dá origem a um animal diferente, o bardoto.
A mula e o bardoto são, normalmente, chamados de bestas.
O termo besta (Latim bestia) refere-se a um "híbrido" estéril, resultante do cruzamento entre duas diferentes espécies.
Devido ao fato de o cavalo possuir 64 cromossomas, enquanto o jumento possui 62, resultando em 63 cromossomas, as mulas são, quase sempre, estéreis. São raros os casos em que uma mula deu à luz. Com efeito, desde 1527, data em que os casos começaram a ser arquivados, apenas 60 ocorrências foram registradas.


Os cruzamentos

São raros os casos em que uma mula deu à luz. Desde 1527, data em que os casos começaram a ser arquivados, apenas 60 ocorrências foram registradas. Diz-se que um muar é um ponto final na biologia dos equídeos, um híbrido estéril que resulta do cruzamento entre duas espécies diferentes—os Eqüinos e os Asininos. Os romanos tinham um ditado a propósito de acontecimentos impossíveis: cum mula peperit, que é como quem diz, “quando a mula parir!”. Mas, existem casos isolados de mulas férteis. Ao todo, a História registra algumas dezenas de mulas férteis, no mundo inteiro. Os partos comprovados cientificamente não chegam a meia dúzia. Em Portugal, uma mula teve uma cria—fizeram-lhe análises citológicas, de DNA, testes de fertilidade e ganhou um lugar no pódio das raridades (Tereza Raquel, in Visão, 6 de Setembro de 2001). Uma mula Pampa, de 13 anos de idade, foi utilizada como receptora de um embrião de Equino, da raça Paint Hourse, em agosto de 2005, parindo em julho de 2006, no Haras Cafalloni, no município de Pindamonhagaba-SP, Brasil. Confirma-se, então, que—embora a grande maioria das mulas seja infértil—podem ser utilizadas como receptoras e têm habilidades maternas para cuidarem de suas raríssimas crias naturais ou artificiais.

Mula de Iúna - ES é campeã nacional

Uma mula e seu treinador foram considerados os melhores do Brasil em uma competição que aconteceu este mês em Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais. O animal de Iúna está sendo treinado há dois anos. Esse foi o 21° título. O Nacional foi o primeiro que o Espírito Santo ganhou na categoria.
Mas a mula não seria campeã se não fosse o treinador Jackes Bruno Gomes, que trabalha com animais há 6 anos e há dois treina o animal, fazendo a doma racional. Depois de tantas premiações, a "Princesa do Caparaó" hoje está valendo R$150 mil e se tornou a mula mais cara da região. Segundo o treinador, esse tipo de animal pode ser vendido por até R$ 200 mil. A valorização está relacionada com a forma física da mula e também com as premiações que estão acumuladas. “Essa mula é um cruzamento de jumento da raça “Pêga” com égua “Mangalarga Paulista”. No sul são poucos os criadores de mulas, mas o mercado está em expansão, já que eles têm um bom desempenho.


As mulas vistas pelo olhar de apaixonados por estes animais

As mulas e os burros são animais que têm grande aptidão para o serviço. São muito utilizados na lida diária, os animais são completos, a mula é usada para tudo para prova, para concurso, para trabalho de lida na fazenda. O muar hoje é universal.
Os animais também são destaque em competições. Em feiras e concursos da raça, mostram delicadeza. Atualmente busca docilidade, agilidade, comodidade e está sempre trabalhando em prol destas características
A mula Granfina é campeã nacional com mais de 400 quilos, ela está avaliada em mais de R$ 100 mil e requer cuidados. É o xodó do criador Robson Sankara. “É tratada com ração de qualidade, com treino de qualidade, vive em cocheira, solta um piquete somente para poder desestressar. É um animal tratado a pão-de-ló, como diz o povo”, conta o criador.
No julgamento de marcha são avaliados - comodidade para quem monta movimentação de membros, estilo, diagrama de marcha (tempos de tríplices apoios no solo), estabilidade de corpo e regularidade durante todo concurso. Todos estes quesitos são avaliados durante um período de aproximadamente 30 a 40 minutos.
Postado por Alexandre Breder

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Cólica em Eqüídeos

Este é o mal que mais mata atualmente

É muito comum os cavalos deitarem para espojar (rolar) para se sentirem mais confortáveis e espreguiçarem um pouco, costumam até ficarem um pouco deitados, mas logo se levantam.
Quando os eqüídeos de forma geral ficam durante longo tempo deitados e principalmente gemendo pode saber que a situação não está boa pra ele.
A cólica é o mal que mais mata os eqüídeos atualmente.
Os animais confinados em baias (cocheiras) têm uma tendência muito grande de terem cólicas muito sérias e seguidas, devido ao tipo de tratamento que é oferecido em alguns lugares.
Um conselho que muitas pessoas não conseguem seguir é o de deixar o animal o mais solto possível e dar a ração (concentrado) como complemento da alimentação e não como principal alimento oferecido ao animal.
Uma atitude que pode ser feita é a de oferecer as pontas do capim de capineira (sem o talo) diretamente no cocho sem passá-lo na picadeira.
Oferecer pontas de capim do tipo gordura, grama estrela, tifton e outros, principalmente se estiverem mais secos fazem o cavalo salivar mais e a saliva é rica em sódio que ajuda na digestão dos animais e faz com que o fluxo intestinal seja muito melhor evitando e muito as ocorrências de cólicas.

Postado por Alexandre Werner Breder
Haras 2 Irmãos

sábado, 19 de junho de 2010

Calopsitas

Calopsita é uma linda ave de origem australiana bastante difundida no mundo todo, inclusive aqui no Brasil já há bastante tempo! No seu habitat natural, costuma viver em regiões desérticas, chegando a viajar quilômetros de distância, em bandos, a procura de alimento, próximo às águas dos rios.
Predominantemente cinza na Natureza, ao longo do tempo foram surgindo variedades em sua coloração pelas mãos do Homem, o que chamamos de "mutações".
Realmente a Calopsita é muito especial! Seu jeito curioso e amigável, sua inteligência, deixam-nos encantados! A facilidade em reproduzir sons, assobiar, imitar palavras, e de ser domesticada, faz com que, cada vez mais, pessoas busquem nesse pássaro um animal de estimação! Veja a seguir algumas dicas de como melhor se relacionar com sua ave, e aprender um pouquinho a conhecê-la!

CARACTERÍSTICAS



Nome/Espécie: Calopsita (no Brasil) Caturra (em Portugal) Cockatiel (na língua inglesa) Perruche calopsitte (na língua francesa) Lorito de Copete (na Espanha)
Família : Cacatuidae
Ordem : Psittaciformes
Origem : Nativos da Austrália, aonde podem ser vistos na natureza, vivem em regiões áridas e semi-áridas do país. Ave nômade, costuma voar em bandos acompanhando o ciclo das chuvas, em busca de alimentos. A reprodução ocorre no período das chuvas, pois a criação de filhotes fica ajustada à disponibilidade de grãos e frutos justamente nessa época.
Caracteristicas : A calopsita é um pássaro que vem conquistando cada vez mais as pessoas pelo seu jeito amigável e interativo, principalmente quando domesticado. Apegam-se facilmente aos seus donos e os reconhecem de longe. Muito participativas e brincalhonas, são alegres e divertidas! É considerada uma ave sociável, pois convivem bem com algumas espécies menores, desde que instalados em espaço adequado.
Tamanho : 30 cm (em média, quando adultos)
Peso : 85-120 gramas
Longevidade : variável, dependendo se na natureza ou em cativeiro, podem chegar a 25 anos aproximadamente
Maturidade sexual : por volta dos 12 meses de vida
Reprodução : ano todo
Postura : 3 a 7 ovos (média)
Incubação : de 18 a 23 dias
Observação importante :
Pela legislação ambiental brasileira, a calopsita é considerada ave doméstica, conforme portaria nº 93 do Ibama.
Aves domésticas são aqueles que, através de processos tradicionais e sistematizados de manejo e melhoramento zootécnico, tornaram-se domésticos, possuindo características biológicas e comportamentais em estrita dependência do homem, podendo inclusive apresentar aparência diferente da espécie silvestre que os originou. Portanto, a calopsita não é uma ave cuja criação, comércio e posse é controlado pelo IBAMA.

Postado por: Deyvid Lopes

sábado, 12 de junho de 2010

Parvovirose


PREAMBULO - É virose das mais conhecidas e das mais contagiosas entre os cães domésticos, sendo também chamada por Enterite Canina Parvoviral. Ataca mais os cães jovens que os adultos, talvez pelo fato destes últimos serem mais resistentes pela imunidade naturalmente adquirida; Era desconhecida até o Verão de 1978 nos Estados Unidos, quando ocorreu de forma epizoótica, e dali espalhando-se rapidamente para o resto do mundo, atingindo inclusive o Brasil, onde hoje existe de forma enzoótica. Apresenta alta mortalidade, principalmente entre cães jovens, principalmente àqueles de raças puras ou animais mais fracos ou debilitados por verminoses ou outras moléstias, inclusive carenciais.
ETIOLOGIA - A doença é causada por um vírus de tamanho extremamente pequeno, classificado entre outros que atacam ratos, porcos, gado bovino e o homem, além de outros animais; No homem, a Parvovirose aparentemente combina com outros adenovirus, causando infecções do trato respiratório superior e dos olhos, nestes últimos causando uma conjuntivite. Devido tal circunstância, pode a doença ser classificada como Zoonose, por ser comum ao homem e ao cão.
SINTOMATOLOGIA - No cão, a doença se estabelece principalmente no aparelho digestivo, de início provocando elevação térmica que pode atingir altos índices (41 graus Celsius), exceto em animais adultos mais velhos nos quais ocorre hipotermia. Nessa fase chama a atenção o fato do animal se tornar sonolento e sem apetite, quando ocorrem também vômitos incoercíveis; Alguns animais apresentam também tosse nessa fase, além de inchaço dos olhos ou inflamação da córnea (conjuntivite). O mal começa repentinamente, e sem tratamento o animal vem a sucumbir à infecção em poucos dias.
LESÕES ANATOMO-PATOLÓGICAS - Além do estômago, inflamam-se também os intestinos, principalmente as porções delgadas (duodeno, jejuno e íleo), e com eles também anexos do fígado, adquirindo então as fezes aspecto esbranquiçada ou cinzenta, o que denota deficiência de bile na luz intestinal, consequente à dificuldade de escoamento da mesma, que continua não obstante a ser elaborada no fígado, porém por se encontrarem inflamados tanto intestinos quanto a porção de desembocadura do canal escretor do fígado (colédoco), denominada Ampola de Vater , fica a bile retida na visícula biliar, encontrada esta sempre repleta de bile. Apresentam-se os intestinos, com a evolução da doença, fortemente inflamados, principalmente sua camada mais interna, denomina mucosa, com manchas hemorrágicas (em forma de petéquias - pontos), em quase toda sua extensão.
TRATAMENTO - O tratamento dos cães acometidos de Parvovirose consiste basicamente em aplicar-lhes via parenteral e mesmo oral, soluções isotônicas de sais minerais, principalmente de glicose, associadas à vitaminas, principalmente a Vitamina C e a Vitamina B6, esta última devido sua ação anti-hemética. A vitamina C ajuda a proteger as mucosas contra a agressão sofrida pelo vírus, e a Vitamina B6 tendo efeito anti-hemético, virá ajudar o tratamento evitando desidratação do animal pelos votos concomitantes e incoercíveis durante a evolução da doença), ajudando assim no tratamento.
Existe também, o chamado soro-hiperimune ou gamaglobulina específico contra a doença, que na fase inicial e quando os orgãos ainda não lesados, surte efeito terapêutico. Antibióticos como a Ampicilina e o Cloranfenicol devem também ser administrados, para prevenirem ou combaterem as infecções secundárias causadas por germes de associação que agravam o quadro patológico, não tendo no entretanto, qualquer ação contra o vírus causal, como é sobejamente sabido.
PREVENÇÃO - O animal doente deve ser isolado de outros animais, e mesmo do homem, afim de impedir-se a propagação do mal. Para a prevenção da virose, existem Vacinas especificamente preparadas por cultura do vírus em ovos embrionados, vacinas essas que conferem imunidade razoável,sendo tais vacinas classificadas como de vírus vivo atenuado por passagem em meio de cultura artificial. Animais levados para exposições ou que tenham tido contato recente com animais enfermos do mal (e que não tenham sido vacinados na época própria), poderão receber o Soro Hiperimune (gamaglobulina), como medida profilática que pode evitar seja a doença instalada nesses animais.
IMUNIZAÇÃO - Deve a Vacina contra a Parvovirose ser aplicada preferentemente nas fêmeas antes do cio e subsequente gestação, mesmo que tenham sido anteriormente imunizadas, pois recebendo uma nova dose da vacina, terão sua imunidade aumentada durante a gestação, e a oportunidade de através da circulação inter-placentaria conferirem a seus futuros filhotes uma razoável imunidade passiva. Posteriormente ao parto, então já na fase de aleitamento de suas crias, tal imunidade conferida pela vacina aplicada na mãe será através do leite (principalmente o primeiro leite, chamado de colostro), transmitida aos filhotes recém nascidos pelos anticorpos contidos nesse primeiro leite, prevenindo então os filhotes contra a doença, até que venham os mesmos atingir idade em que já possam também serem, com eficiência, imunizados com a mesma vacina. A primeira dose é recomendada ser aplicado nos filhotes, quinze dias após o desmame, ou seja, por volta de 45-60 dias de vida. Revacinações anuais são também recomendadas, tanto aos filhotes quanto aos animais mais velhos susceptíveis de também virem a contrair a doença.
Postado por: Deyvid Lopes

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dobermann



País de Origem: Alemanha
Tamanho: Grande
Área de Criação: Grande
Agressividade: Alta
Atividade Física: Moderada

Utilização: guarda, trabalho e companhia.
Tamanho: 68 a 72 cm para machos e 63 a 68 cm para fêmeas.
Peso: 40 a 45 quilos para machos e 32 a 35 quilos para fêmeas.
Aspectos Gerais: cão quadrado, bem proporcionado, de estrutura forte, musculoso, elegante e altivo, com expressão alerta e decidida.
Pelagem: pelo curto, duro, espesso e liso nas cores preta, castanho-escuro e azul, sempre com marcações de cor fogo.
Longevidade: 12 anos.
Temperamento: fiel, companheiro e protetor.
Área de criação: média a grande, casas com quintal, sítios e fazendas.

Os primeiros relatos com as características atuais datam a partir de 1900, mas a raça começou a ser desenvolvida na Alemanha em meados do século 19. Os alemães sustentam que a origem tenha sido na região de Turíngia, onde um senhor chamado Dobermann, porteiro de um palácio na aldeia de Apold, teria feito cruzamento com diversas raças, como Pastor Alemão, Pinscher, Rottweiler e o Braco de Weimar, para desenvolver os exemplares.
A raça chegou no Brasil antes da década 20, mas a criação nacional teve início efetivamente nos anos 50.

VALENTIA CONTROLADA O Dobermann é um cão muito inteligente, forte, leal, com facilidade para o aprendizado e treinamento, além de ser bastante equilibrado emocionalmente, valente e com aptidão natural para guarda. Tem ótimo olfato e está sempre atento e disposto a se sacrificar pelos donos ou na defesa de seu lar.

Postado por: Deyvid Lopes

sábado, 5 de junho de 2010

Como treinar comandos básicos do seu eqüídeo (eqüinos, muares e asininos) sem prejudicar a boca dele.

Os cavalos desde os primeiros contatos com o ser humano despertaram uma espécie de fascínio sobre nós. Nós sempre tentamos entender melhor estes animais e aos poucos estamos aprendendo a conviver com eles de maneira a não maltratá-los para que eles confiem o máximo em nós, seus adestradores e/ou donos.
Antigamente a doma era brutal demais e os animais sofriam muito com aqueles métodos e ficavam seqüelas que em muitos casos faziam os animais sofrerem pro resto de suas vidas e levavam a diminuir muito o tempo de trabalhos destes animais.
As embocaduras (freios, bridões ou freio-bridão) foram sempre um dos maiores vilões e machucavam muito a gengiva, língua e comissuras labiais por não estarem de acordo com a anatomia da boca dos animais e também por serem usadas com muita brutalidade quando os peões davam trancos na boca dos animais e estes trancos eram ainda mais prejudiciais devido à péssima qualidade das embocaduras.
Atualmente procuramos sempre as embocaduras mais anatômicas e sabemos que os comandos de boca devem ser mais leves possíveis dando preferência até pelos comandos de perna, evitando assim contato mais direto com a boca do animal durante todo tempo de treinamento dos animais de pista ou passeio.
Ainda hoje é muito comum um veterinário ser chamado em algum Haras (criação de cavalos) e deparar com animais com pontas de dentes que machucam a boca dos animais e feridas que são feitas por uso agressivo das embocaduras por pessoas completamente despreparadas para realizar tarefas de adestramento dos animais.
Devemos lembrar sempre que para um animal ter uma boca leve e de fácil condução devemos sempre realizar os primeiros trabalhos com o cavalo ao passo e fazer os comandos lembrando sempre a seqüência - corpo, perna e rédea, da seguinte maneira:
Se você está em uma estrada e quer virar à esquerda, incline seu corpo ligeiramente a esquerda transferindo o peso do corpo para o estribo esquerdo pressionando a perna na região do silhadouro e na seqüência apóie a rédea do lado esquerdo (com cuidado) e deixe o animal virar à esquerda. Faça o mesmo para o lado oposto.
Para realizar o auto (parada) incline o corpo ligeiramente para trás e pressione as pernas na região do silhadouro (onde descem os estribos) do animal e depois apóie (puxando para trás) cuidadosamente as rédeas até que o animal pare por completo. Após a parada devemos soltar as rédeas e o animal continuar parado no local sem andar, e neste momento termos até a possibilidade de conversar com um amigo sem que o animal fique inquieto querendo andar.
Outra dica para descontração de boca do seu animal é sempre montar dedilhando as rédeas do seu animal, ou seja, fazendo pequenos movimentos com os dedos de modo que a embocadura faça uma “massagem” na boca do seu animal. Assim com o passar dos dias seu animal compreenderá melhor as indicações de auto e virar.
Depois desta primeira etapa vá aumentando a velocidade do animal tipo, passo alongado, marcha reunida, marcha alongada, galope reunido e galope alongado e deixe seu animal pronto para todos os momentos de lazer.
Fazendo isso você evita machucar a boca do seu animal e ele aprende com calma os comandos passados a ele, pois cavalo com dor não consegue aprender nada direito.Ah! Procure utilizar também embocaduras com o bocado (parte que vai dentro da boca do animal) de ferro ou cobre que estimulam muito salivação e assim a descontração da boca do animal.
Escrito por Alexandre Breder - Integrante do Blog e aluno do 1º período de Medicina Veterinária da Faculdade Vértice.

Leishmaniose Canina

O que é leishmaniose?
A Leishmaniose canina é uma doença parasitária transmitida pela picada do mosquito infectado (fêmeas da espécie Lutzomia longipalpis - também conhecido por mosquito-palha). Trata-se é uma doença sistêmica grave, de curso lento e crônico. Trata-se de uma zoonose portanto merece sua importância na saúde pública












O calazar canino, do ponto de vista epidemiológico, é considerado mais importante que a doença humana, pois além de ser mais prevalente, apresenta um grande contingente de animais infectados com parasitismo cutâneo, que servem como fonte de infecção para os insetos vetores. Estas características tornam o cão doméstico o principal reservatório do parasito. Durante epidemias o homem também pode servir como reservatório do parasito, para a infecção do inseto vetor.

Sintomas:

  • Perda de peso e/ou falta de apetite
  • Apatia e debilidade
  • Seborréia, feridas que não cicatrizam
  • Crescimento rápido das unhas
  • Anemia
  • Inchaco dos ganglios
  • Insuficiencia Renal
  • Diarreias persistentes, vomitos
  • Lesoes Oculares (conjuntivites)
  • Hemorragia nasal (epistaxe)
  • Ferimentos ao redor dos olhos e na pele

Vale a pena lembrar que a grande maioria dos cães, 60% são assintomáticos

Como prevenir?
Pode-se prevenir a leishmaniose através na vacina, uso de coleiras apropriadas e repelentes a base de citronela de preferência. O flebótomo , o mosquito-palha, é um inseto bem pequeno e costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica em decomposição. Portanto evitar acúmulos de lixo de casa é uma maneira contribuir para a saúde do meio ambiente e ao mesmo tempo evitar a proliferação dos mosquitos. Lembre-se lugar de lixo é no lixo

Controle da Doença:
A expansão da doença canina e seu potencial zoonótico levaram, por parte das autoridades sanitárias, o direcionamento do controle para a população canina, baseado no inquérito sorológico e sacrifício dos cães positivos. Com a argumentação de que a carência econômica existente no país aumenta o contingente de humanos susceptíveis, em decorrência principalmente da desnutrição e condições inadequadas de vida, o sacrifício dos cães tem sido nas últimas 4 décadas a base de controle adotada no Brasil. Esta prática é hoje inaceitável na Europa e cada vez mais contestada pelos proprietários de cães e pela comunidade de veterinários de pequenos animais, sobretudo pelo crescente número de publicações científicas sobre o tratamento canino.

Os esforços para o controle dos vetores são direcionados, principalmente para as formas adultas dos flebótomos, pois os criadouros da maioria das espécies são ainda desconhecidos. O uso de inseticidas residuais (DDT, fosforados e piretróides sintéticos) no interior das casas e abrigos de animais é considerado eficiente para reduzir a população peridoméstica dos flebótomos e conseqüentemente a transmissão parasitária. Entretanto o efeito é temporário e exige um programa contínuo. No Brasil as ações de controle do vetor foram sempre descontínuas por diversas razões. A liberação de verbas, a alocação e contratação de mão-de-obra dependem de decisões políticas orçamentárias. Os programas que são implementados não surtem o efeito esperado e como conseqüência ocorre a reinfestação dos ambientes e reaparecimento de casos humanos e caninos de calazar. Ainda não foram relatados, no Brasil, casos de resistência aos inseticidas comumente utilizados.
A eutanásia de cães soropositivos é uma medida de controle recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), contudo a própria entidade reconhece que existem cães de grande valor afetivo, econômico e prático e por isso não podem ser indiscriminadamente destruídos. Profissionais ligados aos órgãos públicos de controle a leishmaniose visceral observam que o momento da busca do cão para eliminação é carregado de forte componente emocional, significando a determinação da “sentença de morte” para um “membro da família” dada a significância que o cão tem no ambiente familiar. Este sentimento faz com que muitos proprietários de cães não aceitem esta estratégia de controle, proporcionando alto índice de recusas, contribuindo para a manutenção da cadeia de transmissão. São necessárias, adoção de medidas alternativas que possam suprimir esta lacuna no controle, além de diminuir o ônus emocional que a mesma representa.
Entretanto, a resistência por parte dos proprietários em entregar os cães para a eutanásia, baseia-se não somente no papel que o cão assume no contexto familiar. Principalmente nos meios urbanos, estes animais executam diversas funções como: guarda, salvamento, guia de paraplégicos, prática de esportes, repressão à criminalidade e ao tráfico de drogas, além do valor cinófilo de alguns exemplares.
O conhecimento de que a doença canina não é uniformemente fatal e que alguns cães podem apresentar cura espontânea, levou a comunidade científica médico-veterinária à experimentação de tratamento dos animais. Os resultados obtidos conduziram a protocolos bem sucedidos já aplicados em alguns países. A OMS reconhece que a eutanásia dos cães infectados, na maioria dos países, se reserva cada vez mais para casos especiais, como resistência aos fármacos, recaídas repetidas ou situações epidemiológicas perigosas, pois a maioria dos veterinários preferem administrar um tratamento antileishmaniótico, acompanhando atentamente as recaídas.
Os mesmos estudos indicam que a opção pela eliminação de cães, deveria ser em escala de importância, a terceira medida adotada. Outra crítica a esta opção, é a pouca agilidade observada entre a coleta de material, realização do diagnóstico e a ação de busca de cães infectados e sua eliminação, caso fosse realizada de forma ideal, isto é, baseada em melhores técnicas diagnósticas de forma ágil, poderia resultar em algum impacto sobre a transmissão, porém apenas de forma linear. Neste contexto, os autores verificaram que o tratamento canino reflete significado semelhante ao do sacrifício no controle de leishmaniose visceral canina.
Uma medida direcionada à população canina que não pode ser esquecida é o controle de cães vadios, modestamente realizados nos centros urbanos brasileiros, que deveria ser assumida como prioridade, pois estes animais podem ser veiculadores não somente de Leishmaniose , mas também de outros agentes zoonóticos.


Tratamento:
O tratamento do calazar canino é visto, no contexto do grande avanço de qualidade da assistência veterinária. As opções de protocolos distintos conferem aos pacientes grandes possibilidades de melhora clínica e menores índices de recidivas. Entretanto, são prolongados com o tempo tornam-se caros e em alguns casos são ineficientes.
A opção pelo tratamento de um cão com calazar deve considerar parâmetros ligados à condição clínica do paciente e a participação consciente do proprietário, os quais irão determinar os critérios de tratamento e sua viabilidade. O paciente deve ser avaliado pelo médico veterinário através de detalhado exame clínico e laboratorial, que inclui a confirmação do diagnóstico sorológico, com determinação do limite da diluição positiva e da presença do parasito em amostra de pele, punção de linfonodos e de medula óssea, através de técnicas citológicas ou histológicas. Exames complementares de hemograma, testes bioquímicos de função renal e hepática e perfil eletroforético das proteínas séricas, permitirão ao clínico prognosticar e decidir sobre a indicação do tratamento. Infecções concomitantes como babesiose, erlichiose, demodicose, escabiose, hepatozoonose, criptococose e dirofilariose devem ser consideradas a fim de se estabelecer a prioridade de tratamento entre as enfermidades diagnosticadas.
Confirmada a doença e apresentando o animal condições para execução do tratamento, é de suma importância o diálogo franco com seu proprietário. O esclarecimento detalhado sobre a doença, sua condição de enfermidade crônica e incurável, a necessidade de medidas profiláticas concomitantes ao tratamento e seus custos devem ser relatados. Entre os custos, incluem-se medicamentos, serviços veterinários e exames laboratoriais realizados trimestralmente.
A opção pelo tratamento só se dará mediante a confirmação da qualidade clínica do paciente associada ao compromisso do proprietário.
Postado por: Deyvid Lopes

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Animais Mortos. O que fazer?



Nas criações, o descuido na destruição dos animais mortos gera uma série de problemas que podem ser assim resumidos:



  • incomodo proporcionado por um cadáver em putrefação ao ar livre;

  • perigo de propagação de diversas doenças, feita por meio de urubus, cães, moscas, pó e água;

  • a perda de outros animais contagiados pelos restos insepultos e não destruídos.

  • O enterramento em profundidade insuficiente e a incineração incompleta não resolvem os citados problemas.A incineração deve reduzir o corpo do animal a cinzas. A sua execução não é fácil nem barata, pois um animal de 500 quilos, para ser bem incinerado, necessita de 200 quilos de lenha e alguns litros de querosene ou gasolina.Para ser eficiente, a incineração precisa ser feita da seguinte forma:

  • junto ao lugar onde se encontre o animal morto, abre-se um buraco retangular de 1,60 metros de comprimento por 0,80m de largura e 0,60m de profundidade;

  • no seu interior espalha-se o combustível;

  • na boca do buraco colocam-se diversas barras de ferro formando uma grelha. Sobre a grelha coloca-se o cadáver;

  • antes de acender o fogo, rasga-se com uma faca a cavidade abdominal do animal morto, a fim de ser evitada a expulsão violenta de gases e líquidos com a elevação da temperatura.

  • O enterramento também pode ser eficiente, desde que seja bem feito, de acordo com as seguintes indicações:

  • os restos devem descansar no fundo de uma cova, ficando livre pelo menos um espaço de 0,50 metros até a superfície do terreno;

  • antes da cobertura, devem ser tapados com terra os espaços vazios em torno do cadáver;

  • depois será colocada em toda a extensão da cova uma camada de 10 cm de cal viva, que deverá, finalmente, ser coberta com uma camada de terra bem socada.

O local onde o animal morreu deverá ser queimado, e todos os utensílios usados deverão ser desinfectados. Sempre que possível, o animal deverá ser enterrado ou incinerado no próprio local da morte, a fim de que não seja arrastado por outros locais.
Em um estabelecimento de criação bem organizado deve ser destinado, a cemitério, uma pequena área de terreno. Então, o transporte dos cadáveres será feito com os devidos cuidados, sobre uma zona especial que será desinfectada logo depois de utilizada.
Os fornos crematórios e digestores, embora eficientes, são caros e em geral não estão ao alcance do criador comum.
A pele de animais mortos de doença não contagiosa pode ser aproveitada, assim como a carne de animais vitimados por acidentes, como coices, chifradas ou quedas.


Postado por: Natalia Mayrinck

As Pegadas dos Animais



Examinando as marcas que as patas dos bichos deixam na neve, no lodo, na areia, na terra, é possível dizer muito a respeito do animal, que vida ele leva, se é herbívoro ou um caçador. As patas com dedos reunidos por membranas denunciam hábitos aquáticos. As marcas de cascos, que são unhas transformadas, denunciam o corredor das planícies, tipo cavalo ou boi, ou então um escalador das montanhas, tipo cabra saltadora. As marcas mais leves dos cães e gatos denunciam o caçador sorrateiro. E a marca de pata peluda do urso polar nos dizem de seu "freio".
A pata do urso polar, além de ser um órgão natatório, é principalmente um "órgão para dar patadas", isto é, golpes mortíferos sobre a caça. Para isso ele desenvolveu unhas respeitáves. Uma só destas patadas, se bem aplicada, pode matar um homem, seja pela força, seja pela ferida produzida com as unhas. Além disso, apesar de sua aparência sonolenta, é um urso rápido.
Plantígrados
Urso marrom
Urso branco ou polar
Canídeos
Raposa
Chacal
Cão
Lobo
Insentívoros
Musaranho
Toupeira
Ouriço
Felídeos
Gato doméstico
Gato selvagem
Arminho
MartaTourão
Ginetafuinha
Visão
Lontra
Texugo
Glutão
Ungulados - são bichos de casco em geral
Camurça
Capréolo
Cabra-dos-montes
Gamo
Javali
Cervo
Cavalo
Vaca
Bisão
Alce
Rena
Roedores
Rato do Campo
Rato Doméstico
Rato do mato
Ratazana
Arganaz
Rato vesguinho
Marmota
Esquilo
Rato almiscarado
Coelho
Lebre
Lebre alpina
Miopótamo
Castor
Postado por: Natalia Mayrinck